{"id":32048,"date":"2013-12-06T08:21:34","date_gmt":"2013-12-06T11:21:34","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=32048"},"modified":"2013-12-06T08:21:34","modified_gmt":"2013-12-06T11:21:34","slug":"auadrilha-que-fraudava-vestibulares-e-presa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/auadrilha-que-fraudava-vestibulares-e-presa\/","title":{"rendered":"Auadrilha que fraudava vestibulares \u00e9 presa"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-32049\" alt=\"#Pris\u00e3o da quadrilha que fraudava vestibulares de Medicina em MG e no RJ\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/ImageProxy-25-300x199.jpg\" width=\"300\" height=\"199\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/ImageProxy-25-300x199.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/ImageProxy-25-464x307.jpg 464w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/ImageProxy-25-160x106.jpg 160w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/ImageProxy-25.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Parte da quadrilha presa na ter\u00e7a-feira pela Pol\u00edcia Civil de Minas Gerais acusada de fraudar vestibulares de medicina em escolas particulares mineiras e fluminenses agia com o objetivo de levantar fundos ou benef\u00edcios para garantir as pr\u00f3prias vagas em cursos. Segundo as investiga\u00e7\u00f5es, pelo menos tr\u00eas pessoas das 21 que foram detidas tinham a inten\u00e7\u00e3o de se tornar m\u00e9dicos e participavam do esquema agenciando clientes para o bando, que cobrava de R$ 30 mil a R$ 150 mil, individualmente, de acordo com a modalidade da fraude escolhida. Uma das pessoas presas j\u00e1 estava cursando medicina e duas ainda aguardavam oportunidade de come\u00e7ar os estudos ilegalmente.<\/p>\n<p>De acordo com as investiga\u00e7\u00f5es, uma mulher de 26 anos presa na opera\u00e7\u00e3o tinha o sonho de se tornar m\u00e9dica e chegou a fazer prova em uma institui\u00e7\u00e3o, n\u00e3o revelada, com um celular escondido. Ela receberia o gabarito fornecido pela quadrilha, mas n\u00e3o conseguiu usar o equipamento. A mulher, detida pela pol\u00edcia em Inhapim, perto de Caratinga, buscaria clientes para o grupo. Outro que participaria do esquema para levantar recursos e entrar em faculdade de medicina seria um rapaz de 22 anos, que cursava pr\u00e9-vestibular. Ele foi preso em Ipatinga, no Vale do A\u00e7o. H\u00e1 a suspeita de que outra mulher, de 26 anos, que cursava medicina na Faminas BH, na Regi\u00e3o Norte de Belo Horizonte, tenha entrado de modo fraudulento na institui\u00e7\u00e3o. Ela foi presa em Ipatinga, na casa de parentes, e tamb\u00e9m \u00e9 acusada de buscar clientes para o grupo criminoso.<\/p>\n<p><strong>Subcorretores\u00a0<\/strong>Segundo o delegado Fernando Lima, chefe das investiga\u00e7\u00f5es, os tr\u00eas exerciam o cargo de subcorretores na complexa hierarquia da quadrilha. O trio agiria sob supervis\u00e3o do funcion\u00e1rio p\u00fablico aposentado Quintino Ribeiro Neto, de 63 anos. Ele \u00e9 apontado pela pol\u00edcia como corretor mais ativo. \u201cO acusado viajava por todos os lugares onde houvesse a possibilidade de fraudar os vestibulares. Tinha energia de sobra para esse servi\u00e7o\u201d, afirma o delegado. Nesse caso espec\u00edfico de Quintino e de seus subcorretores, o delegado explica que \u00e0 medida que os subordinados conseguiam um n\u00famero de interessados, podiam at\u00e9 ganhar a pr\u00f3pria vaga. Ele foi preso em Itanhomi, no Vale do Rio Doce.<\/p>\n<p>As pol\u00edcia sustenta que Quintino montou a rede de auxiliares para ajud\u00e1-lo tamb\u00e9m a lidar com quest\u00f5es mais t\u00e9cnicas, como listas de candidatos, tipos de provas, por exemplo. Para isso, ele contaria com apoio de uma filha e do marido dela, ambos presos em Governador Valadares. Outra filha dele \u00e9 acusada de deixar a conta banc\u00e1ria \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do pai para lavar dinheiro da atividade criminosa. Ela j\u00e1 est\u00e1 em liberdade, assim como outras duas pessoas. De acordo com a pol\u00edcia, a pris\u00e3o tempor\u00e1ria foi revogada porque essas pessoas colaboraram com as investiga\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Com base nos depoimentos desses sete envolvidos e nos demais seis presos em Minas, os policiais v\u00e3o tentar identificar a possibilidade de outras faculdades tamb\u00e9m terem recebido alunos que burlaram vestibulares. Outras oito pessoas foram presas no Rio de Janeiro, entre elas o ex-policial militar Jorge Rodrigues de Oliveira, de 60, expulso da corpora\u00e7\u00e3o por recepta\u00e7\u00e3o de carro roubado. Em 2000, Jorge j\u00e1 tinha sido preso sob acusa\u00e7\u00e3o de esquema semelhante. A reportagem do\u00a0<strong>EM\/Diario<\/strong>\u00a0tentou contato telef\u00f4nico com o advogado de Quintino, Ant\u00f4nio Ermelindo Ribeiro Neto, mas ele n\u00e3o foi localizado.<\/p>\n<p>Fonte: Di\u00e1rio de Pernambuco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Parte da quadrilha presa na ter\u00e7a-feira pela Pol\u00edcia Civil de Minas Gerais acusada de fraudar vestibulares de medicina em escolas particulares mineiras e fluminenses agia com o objetivo de levantar fundos ou benef\u00edcios para garantir as pr\u00f3prias vagas em cursos. 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