{"id":322508,"date":"2020-06-22T07:33:57","date_gmt":"2020-06-22T10:33:57","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=322508"},"modified":"2020-06-22T07:33:57","modified_gmt":"2020-06-22T10:33:57","slug":"50-anos-do-tri-por-onde-andam-os-campeoes-da-copa-de-1970","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/50-anos-do-tri-por-onde-andam-os-campeoes-da-copa-de-1970\/","title":{"rendered":"50 anos do tri: por onde andam os campe\u00f5es da Copa de 1970?"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"noticias-single__title noticias-single__title--desktop  visible visible-lg\"><\/h1>\n<div class=\"noticias-single__description visible-lg\"><strong>H\u00e1 cinco d\u00e9cadas, o Brasil goleava a It\u00e1lia por 4&#215;1 na consagra\u00e7\u00e3o de uma das maiores sele\u00e7\u00f5es de todos os tempos<\/strong><\/div>\n<div class=\"noticias-single__content-area noticias-single__content-area--before-content\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<\/div>\n<div class=\"noticias-single__content is-blocked\">\n<div class=\"noticias-single__content__text js-mediator-article\">\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Reprodu\u00e7\u00e3o \/ El Gr\u00e1fico\" src=\"https:\/\/correio-cdn2.cworks.cloud\/fileadmin\/user_upload\/correio24horas\/2020\/06\/18\/Brasil1970_ElGrafico.jpg\" width=\"643\" height=\"599\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><strong>O tima\u00e7o de 1970 reunido. Em p\u00e9: Carlos Alberto, Brito, Piazza, F\u00e9lix, Clodoaldo e Everaldo. Agachados: Jairzinho, G\u00e9rson, Tost\u00e3o, Pel\u00e9 e Rivellino<\/strong><br \/>\n(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o \/ El Gr\u00e1fico)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<div class=\"single-publicidade\">\n<div id=\"bavi_300x250_01\" data-google-query-id=\"CM-9hb6bleoCFbIN1AodAsICFA\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/44585206\/c24h_bavi_300x250_01_0__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p class=\"bodytext\">H\u00e1 muitos times que ganham campeonatos, mas poucos marcam uma gera\u00e7\u00e3o. A Sele\u00e7\u00e3o Brasileira que conquistou o tricampeonato mundial na Copa de 1970 fez isso e foi al\u00e9m: virou hist\u00f3ria a ser contada para os descendentes. H\u00e1 exatos 50 anos completados neste domingo (21), o Brasil goleava a It\u00e1lia por 4&#215;1 no Est\u00e1dio Azteca, na Cidade do M\u00e9xico, e fazia o mundo vibrar com a beleza do futebol praticado por uma equipe t\u00e3o forte individual e coletivamente. Com craques de sobra jogando em prol do grupo, com 19 gols marcados em seis jogos. F\u00e9lix, Carlos Alberto, Brito, Piazza e Everaldo; Clodoaldo e G\u00e9rson; Jairzinho, Pel\u00e9, Tost\u00e3o e Rivellino. T\u00e9cnico: Zagallo. Um esquadr\u00e3o inesquec\u00edvel que merece todas as homenagens poss\u00edveis daqueles que enxergam o futebol em forma de arte.\u00a0A seguir, saiba por onde anda cada um dos 22 jogadores e do treinador campe\u00f5es.<\/p>\n<h3><b>Camisa 1 &#8211; F\u00e9lix<\/b><\/h3>\n<div class=\"single-publicidade\">\n<div id=\"div-gpt-ad-1558981264142-0\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/44585206\/c24h_internas_300x250_03_0__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p class=\"bodytext\">Posi\u00e7\u00e3o: goleiro<br \/>\nIdade: falecido aos 74 anos (24\/12\/1937 \u2013 24\/8\/2012)<br \/>\nClube na \u00e9poca: Fluminense<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"CBF\" src=\"https:\/\/correio-cdn3.cworks.cloud\/fileadmin\/user_upload\/correio24horas\/2020\/06\/18\/Felix_CBFDivulgacao.jpeg\" width=\"910\" height=\"512\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\">F\u00e9lix foi o goleiro titular do tri (Foto: CBF)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">A escala\u00e7\u00e3o da sele\u00e7\u00e3o que, na opini\u00e3o de muitos, \u00e9 a melhor da hist\u00f3ria do futebol come\u00e7a sempre por ele: F\u00e9lix, goleiro titular do Brasil na Copa de 1970. \u00cddolo da Portuguesa e do Fluminense, clube pelo qual atuava na \u00e9poca do Mundial, o camisa 1 morreu em 2012, aos 74 anos, por complica\u00e7\u00f5es de um enfisema pulmonar.<\/p>\n<div class=\"single-publicidade\">\n<div id=\"div-gpt-ad-1558981401166-0\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/44585206\/c24h_internas_300x250_04_0__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p class=\"bodytext\">Chamava aten\u00e7\u00e3o e causava certa desconfian\u00e7a a altura de 1,76m, pouca para o padr\u00e3o da posi\u00e7\u00e3o. Mas Papel (apelido que o goleiro ganhou por causa de sua magreza) compensava com agilidade. Na Copa do M\u00e9xico, F\u00e9lix foi fundamental na vit\u00f3ria de 1&#215;0 sobre a Inglaterra na primeira fase, a mesma que ficou marcada pela defesa do ingl\u00eas Gordon Banks ap\u00f3s cabe\u00e7ada de Pel\u00e9. O ex-ponta esquerda Paulo C\u00e9zar Caju, outro campe\u00e3o de 70, prefere destacar o colega brasileiro: \u201cNesse mesmo jogo, contra a Inglaterra, F\u00e9lix salvou o Brasil. O verbo \u00e9 esse mesmo, \u2018salvou\u2019 o Brasil\u201d, escreveu em artigo publicado pela revista Veja em abril deste ano.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Ao longo da carreira, jogou tamb\u00e9m no Nacional-SP. O auge, sem d\u00favida, se deu no Fluminense, onde foi campe\u00e3o brasileiro de 1970 (na \u00e9poca chamado Roberto Gomes Pedrosa) e cinco vezes campe\u00e3o carioca (1969, 71, 73, 75 e 76). Teve ainda uma breve carreira como t\u00e9cnico na d\u00e9cada de 1980, no Ava\u00ed.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Uma curiosidade para o p\u00fablico baiano:<\/strong>\u00a0F\u00e9lix venceu um torneio na Fonte Nova, em Salvador. Foi o Quadrangular de Salvador, batizado oficialmente de Torneio Jos\u00e9 Macedo Aguiar, em dezembro de 1971. Nove meses depois da inaugura\u00e7\u00e3o do anel superior do est\u00e1dio, Bahia, Vit\u00f3ria, Flamengo e Fluminense se reuniram numa disputa amistosa em que os times baianos enfrentavam os cariocas, e quem somasse mais pontos seria campe\u00e3o. O Flu empatou com o Vit\u00f3ria por 0x0, ganhou do Bahia por 1&#215;0 e conquistou a ta\u00e7a. O Tricolor das Laranjeiras tinha Marco Ant\u00f4nio na lateral esquerda e Zagallo como t\u00e9cnico, ambos tamb\u00e9m campe\u00f5es do mundo em 1970.<\/p>\n<div class=\"single-publicidade\">\n<div id=\"div-gpt-ad-1558985512674-0\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/44585206\/c24h_internas_300x250_05_0__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<h3><b>Camisa 4 &#8211; Carlos Alberto<\/b><\/h3>\n<p class=\"bodytext\">Posi\u00e7\u00e3o: lateral direito<br \/>\nIdade: falecido aos 72 anos (17\/7\/1944 \u2013 25\/10\/2016)<br \/>\nClube na \u00e9poca: Santos<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Arquivo Nacional\" src=\"https:\/\/correio-cdn1.cworks.cloud\/fileadmin\/user_upload\/correio24horas\/2020\/06\/18\/CarlosAlberto_ArquivoNacionalFundoCorreiodaManha.jpeg\" width=\"837\" height=\"591\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p class=\"text-center\">Carlos Alberto, o Capita, levantou a ta\u00e7a Jules Rimet (Foto: Arquivo Nacional)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<div class=\"single-publicidade\">\n<div id=\"div-gpt-ad-1563386375579-0\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/44585206\/c24h_internas_300x250_06_0__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p class=\"bodytext\">O Capita, o homem que levantou a ta\u00e7a Jules Rimet. Carlos Alberto Torres era n\u00e3o s\u00f3 refer\u00eancia t\u00e9cnica na lateral direita como a maior lideran\u00e7a do time. Firme na marca\u00e7\u00e3o, gostava tamb\u00e9m de subir ao ataque, o que proporcionou a ele fazer o \u00faltimo gol da Copa de 70, fechando a goleada de 4&#215;1 sobre a It\u00e1lia na final, que completa 50 anos neste domingo (21).<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Um gol, por sinal, que resume bem a for\u00e7a coletiva daquela Sele\u00e7\u00e3o. A jogada come\u00e7a com Everaldo roubando a bola na esquerda, Tost\u00e3o recua para Piazza, passa ainda no campo de defesa por Clodoaldo, Pel\u00e9 e Gerson at\u00e9 chegar novamente aos p\u00e9s de Clodoaldo, onde o roteiro m\u00e1gico se inicia: a famosa sequ\u00eancia de dribles em quatro italianos antes de rolar para Rivellino, dele vai para Jairzinho, que aciona Pel\u00e9 e este rola para a finaliza\u00e7\u00e3o fulminante de Carlos Alberto.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Como jogador, Carlos Alberto Torres foi revelado pelo Fluminense, atuou no Santos (os dois principais clubes da carreira), Botafogo, Flamengo, New York Cosmos (onde jogou com Pel\u00e9 e Beckenbauer) e California Surf, estes dois \u00faltimos dos Estados Unidos. Pelo Santos, dois t\u00edtulos brasileiros (Ta\u00e7a Brasil 1965 e Robert\u00e3o 1968), cinco estaduais, um Rio-S\u00e3o Paulo e uma Recopa Sul-Americana. Pelo Flu, tr\u00eas estaduais.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Ao pendurar as chuteiras, virou treinador e logo de cara j\u00e1 foi campe\u00e3o brasileiro pelo Flamengo em 1983.\u00a0 Ganhou ainda a Copa Conmebol (equivalente \u00e0 atual Copa Sul-Americana) pelo Botafogo em 1993 e dois estaduais, um com o Fluminense (1984) e outro com o N\u00e1utico (1985). Nos \u00faltimos anos antes de falecer, trabalhava como comentarista do canal Sportv.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><em>Voc\u00ea sabia? O uso da camisa n\u00famero 2 pelo lateral direito titular da Sele\u00e7\u00e3o s\u00f3 virou tradi\u00e7\u00e3o a partir da Copa de 1978, na Argentina. At\u00e9 ent\u00e3o, n\u00e3o havia um\u00a0padr\u00e3o. Carlos Alberto jogou com a 4, seguindo o modelo adotado por clubes como Botafogo e Santos, que mant\u00eam esse crit\u00e9rio at\u00e9 hoje. Na Copa anterior, em 1966, a distribui\u00e7\u00e3o dos n\u00fameros foi por posi\u00e7\u00e3o: goleiros ficaram com 1 e 12, defensores foram do 2 ao 9, na sequ\u00eancia os meio-campistas\u00a0e depois os atacantes. Abriu-se exce\u00e7\u00e3o para Pel\u00e9, que tinha usado a 10 em 1958 e n\u00e3o largou mais.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<h3><\/h3>\n<h3><b>Camisa 2 &#8211;\u00a0 Brito<\/b><\/h3>\n<p class=\"bodytext\">Posi\u00e7\u00e3o: zagueiro<br \/>\nIdade: 80 anos (9\/8\/1939)<br \/>\nClube na \u00e9poca: Flamengo<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"CBF\" src=\"https:\/\/correio-cdn2.cworks.cloud\/fileadmin\/user_upload\/correio24horas\/2020\/06\/18\/Brito_CBF.png\" width=\"910\" height=\"665\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\">Brito era o xerif\u00e3o da zaga brasileira (Foto: CBF)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">\u00c9 comum dizer que uma boa dupla de zaga \u00e9 formada por um zagueiro viril e outro mais t\u00e9cnico. Pois na Sele\u00e7\u00e3o de 70 a virilidade atendia pelo sobrenome Brito. Xerife que marcou \u00e9poca no Vasco ao longo da d\u00e9cada de 1960, ele &#8211; que meses antes da convoca\u00e7\u00e3o se transferiu para o Flamengo &#8211; at\u00e9 hoje \u00e9 lembrado como sin\u00f4nimo de zagueiro central firme, forte e que n\u00e3o perde viagem. Se seu time tem um defensor assim e voc\u00ea quiser elogi\u00e1-lo, basta dizer que o estilo \u00e9 compar\u00e1vel a Brito. Mas v\u00ea l\u00e1 quem merece a compara\u00e7\u00e3o, pois n\u00e3o \u00e9 qualquer um. \u201cNo esporte eu vejo que f\u00edsica e t\u00e9cnica precisam caminhar juntas. E dentro de campo,\u00a0existem situa\u00e7\u00f5es em que a f\u00edsica supera at\u00e9 a t\u00e9cnica\u201d, disse ao site da CBF.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Brito era um dos seis remanescentes do fracasso na Copa de 1966 na equipe que embarcou para o M\u00e9xico, assim como Gerson, Tost\u00e3o, Pel\u00e9, Jairzinho e Edu. Seu grande parceiro de zaga ao longo da carreira foi Fontana, com quem esteve junto no Vasco, no Cruzeiro e na Copa de 1970, sendo Fontana reserva no Mundial. Em campo, o par no M\u00e9xico foi com Piazza, volante de categoria na sa\u00edda de bola que, recuado para a defesa, deu o equil\u00edbrio necess\u00e1rio: um na for\u00e7a e outro no jeito.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Al\u00e9m de Vasco e Flamengo, Brito jogou tamb\u00e9m no Internacional, Botafogo e Corinthians, al\u00e9m de Athletico Paranaense e times de menor destaque nos anos finais da carreira. Foi campe\u00e3o carioca de 1956 e do Rio-S\u00e3o Paulo de 1966 pelo Vasco. Atualmente, mora no Rio de Janeiro, onde nasceu.<\/p>\n<h3><\/h3>\n<h3><b>Camisa 3 &#8211; Piazza<\/b><\/h3>\n<p class=\"bodytext\">Posi\u00e7\u00e3o: zagueiro<br \/>\nIdade: 77 anos (25\/2\/1943)<br \/>\nClube na \u00e9poca: Cruzeiro<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"CBF\" src=\"https:\/\/correio-cdn3.cworks.cloud\/fileadmin\/user_upload\/correio24horas\/2020\/06\/18\/Piazza_CBF.jpeg\" width=\"792\" height=\"522\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\">Piazza foi titular gra\u00e7as \u00e0 versatilidade (Foto: CBF)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">Volante ao longo da carreira no Cruzeiro, Piazza foi recuado para a zaga por Zagallo, que assumiu o comando da Sele\u00e7\u00e3o a menos de tr\u00eas meses do in\u00edcio da Copa e viu nele a possibilidade de melhorar a sa\u00edda de bola da equipe. Tinha a classe que complementava a virilidade de Brito. Com o desempenho no M\u00e9xico, mostrou ter tamb\u00e9m a versatilidade que marcou uma equipe montada com cinco camisas 10, pois craque tinha seu lugar entre os titulares. Era o caso dele.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">\u201cO fato de eu aceitar atuar como quarto-zagueiro carimbou o meu passaporte para o M\u00e9xico. Por mais que corresse risco de ir mal na fun\u00e7\u00e3o, mostrei para o Zagallo que estava disposto a atuar com a camisa da Sele\u00e7\u00e3o da maneira como ele pensasse a equipe\u201d, afirmou Piazza, em entrevista ao portal Lance! publicada na semana passada. O primeiro ensaio aconteceu durante a prepara\u00e7\u00e3o, quando Baldocchi se machucou em um treino e ele se ofereceu para cobrir o desfalque na zaga reserva. Zagallo gostou da atua\u00e7\u00e3o e da atitude. J\u00e1 a escala\u00e7\u00e3o como titular foi surpresa at\u00e9 para o pr\u00f3prio Piazza: \u201cBoa impuls\u00e3o eu at\u00e9 tinha, mas carrinho eu n\u00e3o sabia dar\u201d, comentou. At\u00e9 ent\u00e3o, pensava-se que o titular seria Fontana.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Revelado pelo pequeno Renascen\u00e7a-MG, logo saiu para construir a carreira toda no Cruzeiro, onde ficou de 1964 a 1977 e, jogando no meio-campo, foi campe\u00e3o da Ta\u00e7a Brasil de 1966 e da Libertadores dez anos depois, al\u00e9m de ter vencido o Campeonato Mineiro dez vezes, incluindo um penta e um tetra consecutivos.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Tamb\u00e9m jogou a Copa de 1974, na Alemanha Ocidental, em que o Brasil terminou em 4\u00ba lugar. Foi vereador por Belo Horizonte em quatro legislaturas e teve cargos p\u00fablicos ligados ao esporte. Atualmente, \u00e9 presidente da Federa\u00e7\u00e3o das Associa\u00e7\u00f5es de Atletas Profissionais (FAAP).<\/p>\n<h3><b>Camisa 16 &#8211;\u00a0 Everaldo<\/b><\/h3>\n<p class=\"bodytext\">Posi\u00e7\u00e3o: lateral esquerdo<br \/>\nIdade: falecido aos 30 anos (11\/9\/1944 \u2013 27\/10\/1974)<br \/>\nClube na \u00e9poca: Gr\u00eamio<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Divulga\u00e7\u00e3o\" src=\"https:\/\/correio-cdn1.cworks.cloud\/fileadmin\/user_upload\/correio24horas\/2020\/06\/18\/Everaldo_Divulgacao.jpeg\" width=\"640\" height=\"360\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p class=\"text-center\">Everaldo, uma estrela\u00a0que se foi muito cedo (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">A capacidade de marca\u00e7\u00e3o deu ao gremista Everaldo a titularidade nessa Sele\u00e7\u00e3o dos sonhos. Como o time era muito ofensivo do meio pra frente, e Carlos Alberto ainda gostava de subir ao ataque pela direita, a solu\u00e7\u00e3o que garantiu o balan\u00e7o defensivo foi escalar Everaldo, e n\u00e3o Marco Ant\u00f4nio, lateral do Fluminense mais afeito ao ataque. Houve uma pitada de sorte: Marco Ant\u00f4nio, que estava cotado para ser titular e ganhou a camisa 6, se lesionou antes da estreia e n\u00e3o teve condi\u00e7\u00e3o de enfrentar a Tchecoslov\u00e1quia. Everaldo entrou e ganhou a posi\u00e7\u00e3o. Por isso, \u00e9 o \u00fanico titular com n\u00famero de camisa fora do padr\u00e3o 1 a 11. Vestiu a 16.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Por\u00e9m, a hist\u00f3ria de Everaldo \u00e9 chocante. A alegria do t\u00edtulo contrasta com a tristeza da trag\u00e9dia que acometeu o lateral. Quatro anos depois do tri, Everaldo voltava de Cachoeira do Sul, no interior ga\u00facho, para Porto Alegre e morreu em um acidente na BR-290, quando seu carro bateu em um caminh\u00e3o carregado de arroz. Por ironia do destino, o ve\u00edculo, um Dodge Dart, havia sido um presente dado por uma concession\u00e1ria em homenagem pela Copa de 70.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Al\u00e9m do jogador, ent\u00e3o com 30 anos, morreram no acidente a esposa e a filha mais nova do casal, que tinha 3 anos. A filha mais velha, Denise, ent\u00e3o com 6, sobreviveu e foi criada por parentes. Mora em Porto Alegre.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Everaldo recebeu uma homenagem marcante do Gr\u00eamio ainda em vida. Nove dias depois da conquista no M\u00e9xico, o clube incluiu uma estrela dourada em sua bandeira oficial simbolizando o lateral esquerdo, que foi o primeiro jogador de um time ga\u00facho campe\u00e3o mundial com o Brasil. Na ocasi\u00e3o, ele tamb\u00e9m recebeu o t\u00edtulo de atleta laureado e duas cadeiras cativas no est\u00e1dio Ol\u00edmpico, mando de campo gremista na \u00e9poca.<\/p>\n<h3><b>Camisa 5 &#8211; Clodoaldo<\/b><\/h3>\n<p class=\"bodytext\">Posi\u00e7\u00e3o: volante<br \/>\nIdade: 70 anos (25\/9\/1949)<br \/>\nClube na \u00e9poca: Santos<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"CBF\" src=\"https:\/\/correio-cdn2.cworks.cloud\/fileadmin\/user_upload\/correio24horas\/2020\/06\/18\/Clodoaldo_CBF.jpeg\" width=\"659\" height=\"407\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\">Clodoaldo era o volante da equipe (Foto: CBF)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">\u00c9 raro no mundo uma equipe ter um primeiro volante da categoria de Clodoaldo. O \u00fanico nordestino entre os 22 convocados, esse sergipano que sucedeu Zito no Santos estreou no Peixe com apenas 16 anos, se tornou titular aos 17 e jogou a Copa do Mundo com 20, sendo o titular mais jovem na campanha do tri.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Dois lances na reta final da Copa ilustram a qualidade de Clodoaldo com a bola nos p\u00e9s. Na semifinal, \u00e9 dele o gol de empate contra o Uruguai, ap\u00f3s tabelar com Tost\u00e3o pela esquerda e aparecer na \u00e1rea para finalizar. Na decis\u00e3o, dribla quatro italianos no lance que origina o quarto gol brasileiro, marcado por Carlos Alberto Torres.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Carlos Alberto, por sinal, foi fundamental para que o \u00fanico gol de Clodoaldo acontecesse. \u201cG\u00e9rson e Capita me chamaram, imagino que por volta dos 35 minutos, e o G\u00e9rson falou: &#8216;Olha, voc\u00ea vai sair um pouco mais porque o neg\u00f3cio est\u00e1\u00a0pegando para mim. Est\u00e1 dif\u00edcil para dominar e fazer os lan\u00e7amentos&#8217;. Devo esse gol ao G\u00e9rson e ao Capita, que pediram para que eu sa\u00edsse\u201d, revelou em entrevista \u00e0 CBF.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Corr\u00f3, apelido que ganhou na inf\u00e2ncia, teve o Santos praticamente como \u00fanico clube em toda a carreira, abreviada aos 32 anos por causa de les\u00f5es no joelho. J\u00e1 no finalzinho, jogou no New York United e fez tr\u00eas partidas pelo Nacional-AM. Pelo time amazonense, ele se recusou a disputar um amistoso contra o Santos.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Ap\u00f3s parar de jogar, Clodoaldo foi treinador nos anos 1980 e tamb\u00e9m assumiu fun\u00e7\u00f5es diretivas no clube da Vila Belmiro, onde j\u00e1 vice-presidente, diretor, gerente de futebol e gestor das categorias de base, al\u00e9m de consultor executivo, cargo que deixou em janeiro de 2018. \u00c9 um dos grandes \u00eddolos de um clube que revelou grandes craques do futebol brasileiro e mundial. N\u00e3o jogou a Copa de 1974 devido a uma les\u00e3o muscular de \u00faltima hora e acabou substitu\u00eddo pelo atacante Mirandinha, do S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<h3><b>Camisa 8 &#8211; G\u00e9rson<\/b><\/h3>\n<p class=\"bodytext\">Posi\u00e7\u00e3o: meia<br \/>\nIdade: 79 anos (11\/1\/1941)<br \/>\nClube na \u00e9poca: S\u00e3o Paulo<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"CBF\" src=\"https:\/\/correio-cdn3.cworks.cloud\/fileadmin\/user_upload\/correio24horas\/2020\/06\/18\/Gerson_CBF.png\" width=\"910\" height=\"734\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\">G\u00e9rson, o Canhotinha de Ouro da Sele\u00e7\u00e3o (Foto: CBF)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">Uma grande marca da Sele\u00e7\u00e3o Brasileira que ganhou a Copa do Mundo de 1970, no M\u00e9xico, foi ter reunido como titulares cinco jogadores que utilizavam ou tinham utilizado a camisa 10 em seus clubes. G\u00e9rson era um deles. Conhecido pela precis\u00e3o dos passes e lan\u00e7amentos, o \u201cCanhotinha de Ouro\u201d colocava a bola onde quisesse, independentemente da dist\u00e2ncia. Era tido tamb\u00e9m como o c\u00e9rebro do time em campo, quem ditava o ritmo do jogo. Foi eleito pela Fifa o segundo melhor jogador daquela Copa.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">G\u00e9rson deu um susto na torcida brasileira logo na estreia contra a Tchecoslov\u00e1quia, em que deu duas assist\u00eancias (para Pel\u00e9 e Jairzinho) e sofreu uma les\u00e3o que criou um suspense em torno de sua continuidade do Mundial. Tanto que ficou fora contra Inglaterra e Rom\u00eania, as demais partidas da primeira fase. Mas voltou nas quartas de final, contra o Peru.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">\u00c9 de G\u00e9rson o segundo gol contra a It\u00e1lia na final, colocando o Brasil \u00e0 frente com 2&#215;1 no placar j\u00e1 no segundo tempo \u2013 o jogo terminaria 4&#215;1.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Defendeu quatro clubes na carreira: Flamengo, que o revelou e por onde conquistou um Campeonato Carioca (1963) e um Rio-S\u00e3o Paulo (1961); Botafogo, onde teve a maior proje\u00e7\u00e3o, foi campe\u00e3o brasileiro (Ta\u00e7a Brasil 1968), bi carioca (1967 e 68) e convocado para sua primeira Copa do Mundo, em 1966; S\u00e3o Paulo, pelo qual foi bicampe\u00e3o paulista (1970 e 71) e convocado para a Copa de 1970; e Fluminense, seu time do cora\u00e7\u00e3o, camisa com a qual foi campe\u00e3o carioca em 1973 e encerrou a carreira no ano seguinte. Por causa da rela\u00e7\u00e3o que construiu no Botafogo, ele hoje tamb\u00e9m se declara botafoguense. \u201cSou tricolor em todo lugar do Brasil e botafoguense no Rio\u201d, disse recentemente o atual comentarista da Super R\u00e1dio Tupi.<\/p>\n<h3><b>Camisa 7 &#8211; Jairzinho<\/b><\/h3>\n<p class=\"bodytext\">Posi\u00e7\u00e3o: ponta direita<br \/>\nIdade: 75 anos (25\/12\/1944)<br \/>\nClube na \u00e9poca: Botafogo<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Fifa\" src=\"https:\/\/correio-cdn1.cworks.cloud\/fileadmin\/user_upload\/correio24horas\/2020\/06\/18\/Jairzinho_Fifa.jpeg\" width=\"680\" height=\"461\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\">Jairzinho foi incr\u00edvel: gol em todos os jogos da Copa (Foto: Fifa)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">Na Copa que consagrou Pel\u00e9 para sempre como mito, Jairzinho foi o Furac\u00e3o. O camisa 7 ostenta a marca exclusiva de \u00fanico campe\u00e3o a ter anotado gols em todos os jogos de um Mundial. Foram sete em seis partidas.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">O apelido \u201cFurac\u00e3o\u201d diz tudo sobre a participa\u00e7\u00e3o do ponta direita. As arrancadas, os cruzamentos precisos, as finaliza\u00e7\u00f5es certeiras, tudo era\u00a0motivo de preocupa\u00e7\u00e3o para os marcadores. Foi, sem d\u00favida, um dos melhores jogadores na campanha do tri, sen\u00e3o o melhor.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Apesar da individualidade ter brilhado, ele credita o sucesso ao \u00eaxito coletivo. \u201cForam diversos pactos que envolveram aquela equipe. O principal deles: n\u00f3s decidimos ser Brasil. N\u00e3o tinha neg\u00f3cio de individualismo. A gente definiu que se f\u00f4ssemos campe\u00f5es ser\u00edamos como grupo, como na\u00e7\u00e3o, como Brasil\u201d, declarou em entrevista \u00e0 CBF em 2015.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">\u00c9\u00a0um dos quatro \u00eddolos botafoguenses que ganharam uma est\u00e1tua na entrada do Est\u00e1dio Nilton Santos, al\u00e9m de Garrincha, Zagallo e do lateral esquerdo que d\u00e1 nome ao local. Uma curiosidade: Zagallo aparece vestido com a camisa da Sele\u00e7\u00e3o, enquanto os demais usam uniforme do Botafogo.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Jairzinho jogou tamb\u00e9m as Copas de 1966 e 1974. Pelo Botafogo, ganhou um Brasileiro (Ta\u00e7a Brasil 1968), dois Rio-S\u00e3o Paulo (1964 e 66) e dois Campeonatos Cariocas (1967 e 68). Foi campe\u00e3o mineiro (1975) e da Libertadores (1976) pelo Cruzeiro. Entre os dois clubes, teve uma passagem pelo Olympique de Marseille, na Fran\u00e7a. No fim da carreira, jogou no Jorge Wilstermann, da Bol\u00edvia, antes de voltar ao Botafogo.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Mora no Rio de Janeiro, onde tem um projeto social chamado F\u00e1brica de Talentos Furac\u00e3o, uma escolinha de futebol na periferia. \u00c9 pai do treinador Jair Ventura.<\/p>\n<h3><b>Camisa 10 &#8211; Pel\u00e9<\/b><\/h3>\n<p class=\"bodytext\">Posi\u00e7\u00e3o: ponta de lan\u00e7a<br \/>\nIdade: 79 anos (23\/10\/1940)<br \/>\nClube na \u00e9poca: Santos<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"CBF\" src=\"https:\/\/correio-cdn2.cworks.cloud\/fileadmin\/user_upload\/correio24horas\/2020\/06\/18\/Pele_CBF.png\" width=\"708\" height=\"449\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\">A Copa de 1970 colocou Pel\u00e9 um patamar acima dos jogadores mortais; virou mito (Foto: CBF)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">O despontar fulminante em 1958, a les\u00e3o logo no in\u00edcio em 1962, a elimina\u00e7\u00e3o precoce em 1966 e a cereja no bolo em 1970. A Copa no M\u00e9xico foi mais do que a coroa\u00e7\u00e3o definitiva de Pel\u00e9 como Rei do Futebol; transformou o craque humano em um ser mitol\u00f3gico.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">O \u00fanico jogador tricampe\u00e3o da Copa do Mundo (1958, 1962 e 1970) chegou para seu \u00faltimo Mundial j\u00e1 consagrado por tudo que fizera e conquistara no Santos e na pr\u00f3pria Sele\u00e7\u00e3o nos anos anteriores. O mundo vibrava para ver Pel\u00e9 jogar, e os mexicanos, em especial, aproveitaram bastante. O Rei terminou a edi\u00e7\u00e3o de 1970 com seis assist\u00eancias, quatro gols e\u00a0 outros tantos quase gols inesquec\u00edveis, como o do chute do meio-campo contra a Tchecoslov\u00e1quia, a finta de corpo diante do goleiro uruguaio Mazurkiewicz e a cabe\u00e7ada salva pelo ingl\u00eas Gordon Banks.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Na final, foi de Pel\u00e9 o gol que abriu o placar contra a It\u00e1lia. Foi dele tamb\u00e9m a assist\u00eancia para Carlos Alberto, que selou a goleada. Acabou eleito pela Fifa o melhor jogador daquela Copa, na mesma decis\u00e3o retroativa que deu a G\u00e9rson a segunda coloca\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que na \u00e9poca n\u00e3o havia tal premia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Falar dos t\u00edtulos e marcas que Pel\u00e9 conquistou ao longo da carreira n\u00e3o caberia em um resumo. Para encurtar: seis vezes campe\u00e3o brasileiro, sendo cinco seguidas (Ta\u00e7a Brasil de 1961 a 1965 e 1968); duas Libertadores e dois Mundiais de Clubes (1962 e 63), tr\u00eas Rio-S\u00e3o Paulo e dez vezes campe\u00e3o paulista. No estadual, foi artilheiro por nove vezes consecutivas (de 1957 a 65) e 11 ao todo (tamb\u00e9m em 1969 e 73). Mais de mil gols na carreira; maior artilheiro da Sele\u00e7\u00e3o Brasileira em todos os tempos, com 95 gols, sendo 77 em partidas oficiais. Foi eleito o Atleta do S\u00e9culo 20 pelo Comit\u00ea Ol\u00edmpico Internacional.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Hoje, Edson Arantes do Nascimento tem 79 anos e mora no Guaruj\u00e1-SP, cidade vizinha a Santos. Possui apenas um rim e, de 2014 para c\u00e1, convive com problemas de sa\u00fade frequentes. Com pouca mobilidade devido a limita\u00e7\u00f5es no quadril, utiliza\u00a0uma cadeira de rodas para se locomover e diminuiu as apari\u00e7\u00f5es p\u00fablicas.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><em>Voc\u00ea sabia? Apenas sete jogadores brasileiros foram convocados para quatro Copas do Mundo: os goleiros Le\u00e3o e Castilho, os laterais Cafu, Djalma Santos e Nilton Santos, al\u00e9m de Pel\u00e9 e Ronaldo. Nenhum foi a cinco Mundiais (s\u00f3 estrangeiros).<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<h3><\/h3>\n<h3><b>Camisa 9 &#8211; Tost\u00e3o<\/b><\/h3>\n<p class=\"bodytext\">Posi\u00e7\u00e3o: centroavante<br \/>\nIdade: 75 anos (25\/1\/1947)<br \/>\nClube na \u00e9poca: Cruzeiro<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"CBF\" src=\"https:\/\/correio-cdn3.cworks.cloud\/fileadmin\/user_upload\/correio24horas\/2020\/06\/18\/Tostao_CBF.jpeg\" width=\"800\" height=\"500\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p class=\"bodytext\">Tost\u00e3o jogava na mesma posi\u00e7\u00e3o de Pel\u00e9, ent\u00e3o a solu\u00e7\u00e3o foi adiant\u00e1-lo para centroavante (Foto: CBF)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">Outro craque dessa Sele\u00e7\u00e3o. Tost\u00e3o era ponta de lan\u00e7a, mesma posi\u00e7\u00e3o de Pel\u00e9, mas conseguiu uma vaga entre os 11 ao ser adiantado\u00a0para jogar de centroavante \u2013 ideia inicialmente posta em pr\u00e1tica por Jo\u00e3o Saldanha nas Eliminat\u00f3rias para que ele pudesse jogar junto com o Rei e que terminou com Tost\u00e3o artilheiro do qualificat\u00f3rio. No Mundial, no entanto, seus \u00fanicos gols aconteceram nas quartas de final, contra o Peru (treinado pelo brasileiro Didi), em que marcou duas vezes e foi decisivo na vit\u00f3ria por 4&#215;2.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Outro lance marcante de Tost\u00e3o no M\u00e9xico aconteceu contra a Inglaterra. Ele colocou a bola entre as pernas de Bobby Moore na jogada pela esquerda antes de cruzar para Pel\u00e9, que ajeitou para o gol de Jairzinho. Placar final: Brasil 1&#215;0. Al\u00e9m disso, taticamente foi considerado muito importante pelos demais jogadores e imprensa da \u00e9poca.\u00a0Tendo que jogar pr\u00f3ximo dos zagueiros advers\u00e1rios, Tost\u00e3o pegou menos na bola do que estava acostumado.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Teve a carreira curta, encerrada aos 26 anos por causa de um problema ocular sofrido nove meses antes da Copa do Mundo, quando levou uma bolada e sofreu descolamento da\u00a0retina do olho esquerdo. N\u00e3o s\u00f3 a participa\u00e7\u00e3o no Mundial ficou em d\u00favida, como a continuidade como atleta. Conseguiu recuperar-se a tempo, foi ao M\u00e9xico, mas em 1973, j\u00e1 ap\u00f3s outra cirurgia e como jogador do Vasco, decidiu parar de vez, por recomenda\u00e7\u00e3o m\u00e9dica. Era isso ou correr o risco de ter mais problemas. Encerrou a carreira e formou-se em Medicina.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Tost\u00e3o foi revelado pelo Am\u00e9rica-MG e \u00e9 o maior artilheiro da hist\u00f3ria do Cruzeiro com 245 gols, logo \u00e0 frente de seu grande parceiro Dirceu Lopes, que provavelmente teria sido convocado para a Copa de 70 se Jo\u00e3o Saldanha n\u00e3o tivesse sido demitido tr\u00eas meses antes da competi\u00e7\u00e3o. Tost\u00e3o tamb\u00e9m jogou a Copa de 66, na Inglaterra, e era nome certo para a edi\u00e7\u00e3o de 1974. Atualmente, \u00e9 colunista esportivo.<\/p>\n<h3><b>Camisa 11 &#8211; Rivellino<\/b><\/h3>\n<p class=\"bodytext\">Posi\u00e7\u00e3o: ponta esquerda<br \/>\nIdade: 74 anos (1\/1\/1946)<br \/>\nClube na \u00e9poca: Corinthians<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Getty Images \/ Fifa\" src=\"https:\/\/correio-cdn1.cworks.cloud\/fileadmin\/_processed_\/8\/b\/csm_Rivellino_Fifa2_602f1b5d81.jpeg\" width=\"1000\" height=\"562\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\">Rivellino e sua patada at\u00f4mica, observado ao fundo por G\u00e9rson (Foto: Getty Images \/ Fifa)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">Mais um craque deslocado de posi\u00e7\u00e3o, Rivellino foi parar na ponta esquerda. Pode-se dizer que o \u00eddolo do Corinthians \u2013 que depois seria tamb\u00e9m do Fluminense \u2013 abriu o caminho para o tricampeonato, j\u00e1 que foi dele o primeiro gol do Brasil na Copa de 1970, diante da Tchecoslov\u00e1quia. Um gol, inclusive, com a marca registrada de Rivellino: uma bomba de fora da \u00e1rea, em cobran\u00e7a de falta, empatando a partida \u00e0quela altura.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Nos seis jogos da campanha do tri, Riva s\u00f3 n\u00e3o foi titular contra a Rom\u00eania porque havia sido sofrido uma leve contus\u00e3o. Fez gol tamb\u00e9m contra Peru e Uruguai, somando tr\u00eas em cinco exibi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Tido como o inventor do drible el\u00e1stico, disputou tamb\u00e9m as Copas de 1974 e 1978. \u00c9 considerado um dos maiores jogadores da hist\u00f3ria do Corinthians e do Fluminense. No final da carreira, desbravou a Ar\u00e1bia Saudita ao se transferir para o Al-Hilal em 1979. Depois que parou de jogar, tornou-se comentarista esportivo, mas atualmente n\u00e3o est\u00e1 no ar. Mora em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<h3><b>Camisa 22 &#8211; Ado<\/b><\/h3>\n<p class=\"bodytext\">Posi\u00e7\u00e3o: goleiro<br \/>\nIdade: 73 anos (4\/7\/1946)<br \/>\nClube na \u00e9poca: Corinthians<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"CBF\" src=\"https:\/\/correio-cdn2.cworks.cloud\/fileadmin\/user_upload\/correio24horas\/2020\/06\/18\/Ado_CBF.jpeg\" width=\"771\" height=\"419\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\">Ado perdeu a posi\u00e7\u00e3o com a chegada de Zagallo (Foto: CBF)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">O goleiro revelado pelo Londrina chegou a ser titular da Sele\u00e7\u00e3o com o t\u00e9cnico Jo\u00e3o Saldanha um ano antes da Copa do Mundo. Conta a hist\u00f3ria que Saldanha foi assistir a uma partida Coritiba x Londrina em maio de 1969 para observar o goleiro Joel Mendes, do Coxa (que depois ganharia a Bola de Prata do Brasileir\u00e3o pelo Vit\u00f3ria em 1974), mas se impressionou com Ado.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">J\u00e1 como jogador do Corinthians durante a Copa de 1970, ele seria o titular se n\u00e3o houvesse a troca de treinador a menos de tr\u00eas meses do in\u00edcio do Mundial. Zagallo queria um camisa 1 experiente, e Ado, apesar dos 25 anos, n\u00e3o foi o preferido do \u201cVelho Lobo\u201d. Ainda assim, ele era o reserva imediato de F\u00e9lix. Mas n\u00e3o entrou em nenhuma partida.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Atualmente, Ado \u00e9 dono de escolinha de futebol em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<h3><b>Camisa 12 &#8211; Le\u00e3o<\/b><\/h3>\n<p class=\"bodytext\">Posi\u00e7\u00e3o: goleiro<br \/>\nIdade: 70 anos (11\/7\/1949)<br \/>\nClube na \u00e9poca: Palmeiras<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"CBF\" src=\"https:\/\/correio-cdn3.cworks.cloud\/fileadmin\/user_upload\/correio24horas\/2020\/06\/18\/Leao_CBF.jpeg\" width=\"910\" height=\"703\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\">Le\u00e3o foi o terceiro goleiro (Foto: CBF)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">Com 20 anos durante a Copa, Le\u00e3o j\u00e1 se destacava no Palmeiras, onde havia sido campe\u00e3o brasileiro no ano anterior (Roberto Gomes Pedrosa 1969), e acabou ganhando a vaga de terceiro goleiro devido a uma les\u00e3o sofrida por Rog\u00e9rio, do Botafogo.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">O Mundial de 1970 acabou servindo de ambienta\u00e7\u00e3o para o jovem goleiro, que a partir do ano seguinte ganharia a posi\u00e7\u00e3o e depois ainda iria para mais tr\u00eas Copas do Mundo, um recorde entre brasileiros \u2013 1974 e 1978 como titular, 1986 na reserva do corintiano Carlos.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Caminho pavimentado \u00e0 medida que se destacava cada vez mais no clube alviverde, campe\u00e3o brasileiro em 1972 e em 73 e tr\u00eas vezes campe\u00e3o paulista (1972, 74 e 76). Saiu do Porco aos 29 anos e passou por Vasco, Gr\u00eamio, Corinthians e Sport antes de pendurar as luvas. No tricolor ga\u00facho, ganhou o Brasileiro de 1981.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Iniciou a carreira de treinador no Sport em 1987, tendo participado do in\u00edcio da campanha do t\u00edtulo, treinou outros grandes clubes brasileiros e foi no Santos da gera\u00e7\u00e3o de Diego e Robinho, campe\u00e3o brasileiro de 2002, que viveu seu melhor momento\u00a0como t\u00e9cnico.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Tamb\u00e9m treinou a Sele\u00e7\u00e3o Brasileira de outubro de 2000 a junho de 2001 e saiu ap\u00f3s vexame na Copa das Confedera\u00e7\u00f5es. Naquela competi\u00e7\u00e3o, Le\u00e3o n\u00e3o convocou jogadores do primeiro escal\u00e3o e, ap\u00f3s classificar em segundo lugar num grupo com o l\u00edder Jap\u00e3o, Camar\u00f5es e Canad\u00e1, o Brasil perdeu da Fran\u00e7a (ent\u00e3o campe\u00e3 do mundo) na semifinal \u2013 ele afirma que a dire\u00e7\u00e3o da CBF vetou a convoca\u00e7\u00e3o de jogadores do exterior. Anos depois, em 2013, o ent\u00e3o presidente do Sport, Luciano Bivar, disse \u00e0 R\u00e1dio Transam\u00e9rica do Recife que pagou propina a um lobista para convoca\u00e7\u00e3o do volante Leomar, que foi o capit\u00e3o da Sele\u00e7\u00e3o. Le\u00e3o, que havia treinado o time pernambucano um ano antes, nega envolvimento no caso. Atualmente \u00e9 comentarista do Esporte Interativo.<\/p>\n<h3><b>Camisa 21 &#8211; Z\u00e9 Maria<\/b><\/h3>\n<p class=\"bodytext\">Posi\u00e7\u00e3o: lateral direito<br \/>\nIdade: 71 anos (18\/5\/1949)<br \/>\nClube na \u00e9poca: Portuguesa<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"CBF\" src=\"https:\/\/correio-cdn1.cworks.cloud\/fileadmin\/user_upload\/correio24horas\/2020\/06\/18\/ZeMaria_CBF.jpeg\" width=\"497\" height=\"350\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\">Z\u00e9 Maria n\u00e3o entrou em campo no M\u00e9xico (Foto: CBF)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">O lateral que marcou \u00e9poca no Corinthians de 1970 a 1983 como um dos grandes jogadores da hist\u00f3ria do clube ainda pertencia \u00e0 Portuguesa quando foi para a Copa no M\u00e9xico. Reserva do capit\u00e3o Carlos Alberto na conquista do tri, Z\u00e9 Maria, ent\u00e3o com 21 anos, acabou n\u00e3o entrando em nenhum dos seis jogos do Brasil.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Ele seria titular na Copa seguinte, a de 1974, na Alemanha Ocidental, com Nelinho no banco, e uma contus\u00e3o o impediu de jogar a edi\u00e7\u00e3o de 1978, na Argentina.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Z\u00e9 Maria conquistou quatro t\u00edtulos paulistas pelo Corinthians, um deles o de 1977, que tirou o clube da fila de 23 anos sem um trof\u00e9u.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Aatualmente desenvolve um trabalho de ressocializa\u00e7\u00e3o com adolescentes infratores na Funda\u00e7\u00e3o Casa, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<h3><b>Camisa 6 &#8211; Marco Ant\u00f4nio<\/b><\/h3>\n<p class=\"bodytext\">Posi\u00e7\u00e3o: lateral esquerdo<br \/>\nIdade: 69 anos (6\/2\/1951)<br \/>\nClube na \u00e9poca: Fluminense<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Reprodu\u00e7\u00e3o\" src=\"https:\/\/correio-cdn2.cworks.cloud\/fileadmin\/_processed_\/6\/7\/csm_MarcoAntonio_Reproducao_0f0d548d1d.jpg\" width=\"672\" height=\"1000\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\">Marco Ant\u00f4nio, o ca\u00e7ula do grupo (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">O mais jovem integrante do tricampeonato. Marco Ant\u00f4nio tinha apenas 19 anos na Copa de 1970 e estava cotado para ser titular, mas uma contus\u00e3o o tirou da estreia e ele acabou perdendo de vez a vaga para Everaldo. Tinha um perfil ofensivo e habilidoso, ao contr\u00e1rio do concorrente, mais defensivo e discreto.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">O jovem lateral do Fluminense acabou sendo titular somente na partida contra o Peru, nas quartas de final, porque o gremista estava machucado. E entrou durante o segundo tempo na partida anterior, contra a Rom\u00eania, justamente quando Everaldo se lesionou.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Iniciou a carreira na Portuguesa Santista e depois marcou \u00e9poca no Fluminense, com quatro t\u00edtulos cariocas e um brasileiro (Torneio Roberto Gomes Pedrosa 1970) no per\u00edodo em que ficou no clube, de 1968 a 1976. Ganhou um estadual tamb\u00e9m pelo Vasco, que defendeu na sequ\u00eancia. Jogou ainda no Bangu e encerrou a carreira no Botafogo. Pela Sele\u00e7\u00e3o, foi convocado por Zagallo tamb\u00e9m para a Copa de 1974, como reserva de Marinho Chagas.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Marco Ant\u00f4nio sofreu um AVC em 2013 e se recuperou sem sequelas. No entanto, mant\u00e9m o h\u00e1bito de consumir \u00e1lcool e de fumar. Um v\u00eddeo que circulou no aplicativo WhatsApp com o craque aparentemente embriagado numa mesa de bar em S\u00e3o Jo\u00e3o do Meriti, onde mora, na regi\u00e3o metropolitana do Rio de Janeiro, motivou o colega de tri Paulo C\u00e9zar Caju a pedir que ajudem o lateral em sua coluna na revista Veja, em abril. Caju admitiu que a turma da velha guarda, ele incluso, \u201cnunca assimilou a pendurada de chuteiras\u201d e escreveu que \u201co problema de muitos jogadores, principalmente os de minha \u00e9poca, vai muito al\u00e9m do dinheiro. \u00c9 car\u00eancia, abandono, apoio psicol\u00f3gico\u201d.<\/p>\n<h3><b>Camisa\u00a015 &#8211; Fontana<\/b><\/h3>\n<p class=\"bodytext\">Posi\u00e7\u00e3o: zagueiro<br \/>\nIdade: falecido aos 39 anos (31\/12\/1940 \u2013 9\/9\/1980)<br \/>\nClube na \u00e9poca: Cruzeiro<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Divulga\u00e7\u00e3o\" src=\"https:\/\/correio-cdn3.cworks.cloud\/fileadmin\/_processed_\/7\/4\/csm_Fontana_Divulgacao_e8ec9b3183.jpg\" width=\"672\" height=\"1000\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p class=\"text-center\">Fontana n\u00e3o perdia viagem (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">O capixaba Fontana jogou no Vit\u00f3ria e no Rio Branco do seu estado natal antes de chegar ao Vasco, onde formou uma dupla de zaga com Brito que era de dar medo em qualquer atacante pela rispidez nas jogadas.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Curiosamente, em 1970 ele j\u00e1 havia deixado o Vasco e estava no Cruzeiro, mesmo time de Piazza, que na equipe mineira jogava em sua posi\u00e7\u00e3o original, no meio-campo, e na Sele\u00e7\u00e3o foi o preferido de Zagallo para a quarta zaga. Fontana s\u00f3 foi titular na partida contra a Rom\u00eania, em que Gerson e Rivellino estavam machucados. Com isso, Piazza foi adiantado para o meio e ele entrou na defesa.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Fontana morreu jovem, aos 39 anos, v\u00edtima de infarto. \u00c9, ainda hoje, o \u00fanico jogador campe\u00e3o do mundo nascido no Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<h3><b>Camisa 17 &#8211; Joel<\/b><\/h3>\n<p class=\"bodytext\">Posi\u00e7\u00e3o: zagueiro<br \/>\nIdade: falecido aos 67 anos (18\/9\/1946 \u2013 23\/5\/2014)<br \/>\nClube na \u00e9poca: Santos<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Divulga\u00e7\u00e3o\" src=\"https:\/\/correio-cdn1.cworks.cloud\/fileadmin\/user_upload\/correio24horas\/2020\/06\/18\/Joel_Piazza_Divulgacao.jpg\" width=\"556\" height=\"495\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\">Joel ao lado do titular Piazza (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">Outro zagueiro que tamb\u00e9m n\u00e3o entrou em campo no M\u00e9xico. Joel foi titular durante as Eliminat\u00f3rias, sob o comando de Jo\u00e3o Saldanha, e perdeu a posi\u00e7\u00e3o com Zagallo. Era um quarto zagueiro que jogava com eleg\u00e2ncia.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Fez parte do poderoso Santos da d\u00e9cada de 1960 e ganhou o Mundial de 1963, cinco t\u00edtulos estaduais, tr\u00eas Rio-S\u00e3o Paulo e tr\u00eas nacionais (Ta\u00e7a Brasil 1964 e 65 e Roberto Gomes Pedrosa 1968) pelo Peixe. Come\u00e7ou a carreira na Portuguesa Santista e, depois do Santos, atuou no ent\u00e3o rec\u00e9m-fundado PSG, da Fran\u00e7a, e no CRB. Aposentou-se aos 26 anos, como consequ\u00eancia de um acidente de carro na cidade de Santos no qual uma mulher que estava com ele morreu.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Era apelidado de A\u00e7ucareiro por jogar com os bra\u00e7os abertos. Depois que encerrou a carreira, trabalhou como estivador no Porto de Santos e foi professor em escolinhas de futebol. Precisando de dinheiro, chegou a vender a medalha de campe\u00e3o da Copa de 1970. Morreu em 2014, por insufici\u00eancia renal.<\/p>\n<h3><b>Camisa 14\u00a0 &#8211; Baldocchi<\/b><\/h3>\n<p class=\"bodytext\">Posi\u00e7\u00e3o: zagueiro<br \/>\nIdade: 74 anos (14\/3\/1946)<br \/>\nClube na \u00e9poca: Palmeiras<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"CBF\" src=\"https:\/\/correio-cdn2.cworks.cloud\/fileadmin\/user_upload\/correio24horas\/2020\/06\/18\/Baldocchi_CBF.png\" width=\"437\" height=\"317\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\">Baldocchi n\u00e3o entrou em campo (Foto: CBF)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">Reserva imediato de Brito na Sele\u00e7\u00e3o, Baldocchi acabou n\u00e3o tendo chance de jogar porque o titular n\u00e3o se machucou nem tomou um cart\u00e3o amarelo sequer ao longo dos seis jogos da campanha.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Destacou-se no Palmeiras, pelo qual conquistou tr\u00eas t\u00edtulos brasileiros (Ta\u00e7a Brasil 1967 e Roberto Gomes Pedrosa 1967 e 1969) e credenciou-se a usar a camisa amarelinha. Era um zagueiro firme, que n\u00e3o inventava. Jogou tamb\u00e9m no Batatais e no Botafogo-SP antes de chegar ao Palmeiras e no Corinthians e no Fortaleza depois. Hoje vive em Batatais-SP, sua cidade natal, onde administra neg\u00f3cios da fam\u00edlia.<\/p>\n<h3><b>Camisa 18 &#8211; Paulo C\u00e9zar Caju<\/b><\/h3>\n<p class=\"bodytext\">Posi\u00e7\u00e3o: meia e ponta esquerda<br \/>\nIdade: 70 anos (16\/6\/1949)<br \/>\nClube na \u00e9poca: Botafogo<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"CBF\" src=\"https:\/\/correio-cdn3.cworks.cloud\/fileadmin\/user_upload\/correio24horas\/2020\/06\/18\/PCCaju_CBF.jpeg\" width=\"615\" height=\"434\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\">Paulo C\u00e9zar jogou quatro das seis partidas (Foto: CBF)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">O 12\u00ba jogador do Brasil na campanha do tri. Paulo C\u00e9zar Caju jogou nas quatro primeiras partidas, entrando como reserva contra Tchecoslov\u00e1quia e Peru e como titular diante de Inglaterra e Rom\u00eania. Isso porque era vers\u00e1til e podia substituir tanto G\u00e9rson no meio quanto Rivellino na ponta esquerda, sua posi\u00e7\u00e3o original.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Completou 21 anos durante o Mundial, mas j\u00e1 fazia sucesso no Botafogo h\u00e1 tr\u00eas. Foi bicampe\u00e3o carioca em 1967 e 68 e, tamb\u00e9m em 1968, venceu a Ta\u00e7a Brasil. Defendeu os quatro grandes do Rio e foi campe\u00e3o mundial pelo Gr\u00eamio em 1983. Ganhou quatro vezes a Bola de Prata Placar (premia\u00e7\u00e3o dada aos melhores do Campeonato Brasileiro), sendo duas pelo Botafogo, uma pelo Flamengo e uma pelo Fluminense. Fez sucesso tamb\u00e9m no Olympique de Marseille, da Fran\u00e7a, para onde se transferiu ap\u00f3s jogar a Copa de 1974.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Atualmente \u00e9 colunista da revista Veja.<\/p>\n<h3><b>Camisa 13 &#8211; Roberto Miranda<\/b><\/h3>\n<p class=\"bodytext\">Posi\u00e7\u00e3o: centroavante<br \/>\nIdade: 76 anos (31\/7\/1943)<br \/>\nClube na \u00e9poca: Botafogo<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Reprodu\u00e7\u00e3o\" src=\"https:\/\/correio-cdn1.cworks.cloud\/fileadmin\/user_upload\/correio24horas\/2020\/06\/18\/RobertoMiranda_Reproducao.jpg\" width=\"536\" height=\"838\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p class=\"text-center\">Roberto Miranda jogou duas partidas (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">Em uma sele\u00e7\u00e3o que jogava sem centroavante de of\u00edcio no time titular, Roberto Miranda foi a primeira op\u00e7\u00e3o de Zagallo quando o treinador quisesse acionar um t\u00edpico 9 na equipe. Reserva de Tost\u00e3o na Copa do Mundo, ele entrou nas partidas contra Inglaterra e Peru.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Nono maior artilheiro da hist\u00f3ria do Botafogo, clube que defendeu por dez anos, Roberto era treinado por Zagallo antes deste assumir a Sele\u00e7\u00e3o Brasileira em 1970 e tinha a confian\u00e7a do t\u00e9cnico. Jogou tamb\u00e9m no Flamengo e no Corinthians.<\/p>\n<h3><b>Camisa 20\u00a0 &#8211; Dad\u00e1 Maravilha<\/b><\/h3>\n<p class=\"bodytext\">Posi\u00e7\u00e3o: centroavante<br \/>\nIdade: 74 anos (4\/3\/1946)<br \/>\nClube na \u00e9poca: Atl\u00e9tico Mineiro<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"CBF\" src=\"https:\/\/correio-cdn2.cworks.cloud\/fileadmin\/user_upload\/correio24horas\/2020\/06\/18\/dario_cbf.png\" width=\"805\" height=\"551\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">\u201cN\u00e3o existe gol feio, feio \u00e9 n\u00e3o fazer gol\u201d. O autor da c\u00e9lebre frase futebol\u00edstica \u00e9 o atacante Dario, o Dad\u00e1 Maravilha, como \u00e9 mais conhecido. O goleador n\u00e3o teve oportunidade de balan\u00e7ar as redes no M\u00e9xico porque n\u00e3o entrou em nenhuma partida.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">A convoca\u00e7\u00e3o do \u00eddolo atleticano, inclusive, foi piv\u00f4 do famoso entrevero entre o t\u00e9cnico Jo\u00e3o Saldanha e o presidente do Brasil na \u00e9poca, o general Em\u00edlio Garrastazu M\u00e9dici. O ditador comentou que gostaria de ver Dario convocado, ao que recebeu de Jo\u00e3o \u201cSem Medo\u201d a r\u00e9plica de que o presidente escalava o minist\u00e9rio e o treinador escalava a Sele\u00e7\u00e3o. \u00a0A transcri\u00e7\u00e3o fidedigna da frase, segundo registrou o jornal O Globo: \u201cO general nunca me ouviu quando escalou o seu minist\u00e9rio. Por que, diabos, teria eu que ouvi-lo agora?\u201d E assim Dario continuou fora dos planos.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">A partir dali, o clima s\u00f3 piorou. Junte a isso o fato de a Sele\u00e7\u00e3o estar em m\u00e1 fase ap\u00f3s a boa campanha nas Eliminat\u00f3rias e ao relacionamento ruim entre o t\u00e9cnico e alguns jogadores, inclusive Pel\u00e9. O fim da linha ocorreu ap\u00f3s um empate de 1&#215;1 com o Bangu, duas semanas depois, em mar\u00e7o de 1970. Seu substituto foi Zagallo, o &#8220;Velho Lobo&#8221;, que agiu de maneira pol\u00edtica e convocou Dario para satisfazer o general. O centroavante n\u00e3o ficou nem no banco de reservas durante a Copa porque havia limite de cinco jogadores reservas.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Dad\u00e1 Maravilha foi campe\u00e3o brasileiro pelo Atl\u00e9tico-MG em 1971 e pelo Internacional em 1976. Entre v\u00e1rios outros clubes, este andarilho da bola foi bicampe\u00e3o baiano pelo Bahia em 1981 e 82. Hoje \u00e9 comentarista de um programa esportivo na TV Alterosa, afiliada do SBT em Minas Gerais.<\/p>\n<h3><b>Camisa 19 &#8211; Edu<\/b><\/h3>\n<p class=\"bodytext\">Posi\u00e7\u00e3o: ponta esquerda<br \/>\nIdade: 70 anos (6\/8\/1949)<br \/>\nClube na \u00e9poca: Santos<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"CBF\" src=\"https:\/\/correio-cdn3.cworks.cloud\/fileadmin\/user_upload\/correio24horas\/2020\/06\/18\/Edu_CBF.png\" width=\"905\" height=\"553\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\">Edu, aos 20 anos, j\u00e1 estava em sua segunda Copa do Mundo (Foto: CBF)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">Quer saber se Edu jogava muito? Basta uma informa\u00e7\u00e3o: aos 20 anos de idade, a Copa do M\u00e9xico j\u00e1 foi a segunda da carreira dele. Parece inacredit\u00e1vel, mas Edu disputou sua primeira Copa do Mundo aos 16 anos, em 1966, na Inglaterra. At\u00e9 hoje \u00e9 um recorde.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Na Sele\u00e7\u00e3o do tri, ele n\u00e3o teve vez com Zagallo diante da concorr\u00eancia de Rivellino titular e Paulo C\u00e9zar Caju de reserva imediato. Por isso, entrou apenas contra a Rom\u00eania, aos 29 minutos do segundo tempo. Nas Eliminat\u00f3rias, foi titular com Jo\u00e3o Saldanha.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">\u201cNa apresenta\u00e7\u00e3o do novo treinador, ele reuniu o grupo e disse que precisava que todos marcassem, incluindo os atletas de posi\u00e7\u00f5es mais ofensivas. Foi ent\u00e3o que eu cheguei para o Riva e disse: \u2018Orelha, n\u00e3o jogo mais nesse time\u2019. Ele me olhou e disse: \u2018Que \u00e9 isso, voc\u00ea arrebentou nas Eliminat\u00f3rias\u2019. E eu acabei saindo do time e ele entrando, justamente na ponta esquerda\u201d, conta Edu, que sempre se refere a Zagallo sem citar o nome do t\u00e9cnico.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">\u00c9 um dos maiores pontas da hist\u00f3ria do futebol brasileiro, tendo jogado no Santos de 1965 a 1976. Pela Sele\u00e7\u00e3o, foi tamb\u00e9m para a Copa de 1974 \u2013 novamente treinado por Zagallo e mais uma vez s\u00f3 participou de uma partida, contra o Zaire.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Passou por Internacional e Corinthians, onde fez parte do time campe\u00e3o paulista de 1977, al\u00e9m de equipes do M\u00e9xico e Estados Unidos. Morador de Santos, gosta de frequentar a Vila Belmiro.<\/p>\n<h3><b>Zagallo<\/b><\/h3>\n<p class=\"bodytext\">Treinador<br \/>\nIdade: 88 anos (9\/8\/1931)<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"CBF\" src=\"https:\/\/correio-cdn1.cworks.cloud\/fileadmin\/user_upload\/correio24horas\/2020\/06\/18\/Zagallo_CBF.jpg\" width=\"910\" height=\"455\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\">Zagallo \u00e9 o t\u00e9cnico que mais comandou a Sele\u00e7\u00e3o (Foto: CBF)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">M\u00e1rio Jorge Lobo Zagallo \u00e9 um vencedor. Bicampe\u00e3o mundial em 1958 e 62 como jogador, encerrou a carreira em 1966 e iniciou a trajet\u00f3ria como treinador no Botafogo. Quatro anos depois viu cair no colo a chance de comandar as \u201cFeras do Saldanha\u201d, substituindo o treinador que havia sido demitido a 78 dias do in\u00edcio do Mundial.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Fez ajustes no time, como o recuo de Piazza para a zaga e a entrada de Rivellino na ponta esquerda, e embarcou rumo ao M\u00e9xico com a miss\u00e3o de fazer do Brasil o dono definitivo da Ta\u00e7a Jules Rimet, que caberia \u00e0 primeira sele\u00e7\u00e3o tricampe\u00e3 mundial. At\u00e9 ent\u00e3o, Uruguai e It\u00e1lia tamb\u00e9m eram bicampe\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">E na reta final da competi\u00e7\u00e3o, os dois advers\u00e1rios cruzaram o caminho de Pel\u00e9, Jairzinho, G\u00e9rson e companhia. Na semifinal, espantamos o fantasma de 1950 e despachamos os uruguaios de virada, por 3&#215;1. Na final, os italianos n\u00e3o viram a cor da bola no segundo tempo e acabaram goleados por 4&#215;1.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Zagallo era tri, assim como o Brasil. E ainda seria tetra, como auxiliar de Carlos Alberto Parreira em 1994, nos Estados Unidos. Dos cinco t\u00edtulos mundiais conquistados pela Sele\u00e7\u00e3o, esse alagoano de 88 anos esteve em quatro. Tamb\u00e9m treinou o Brasil nas Copas de 1974 e 1998 e foi coordenador em 2006.\u00a0Uma lenda do futebol.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">\u00c9 o treinador que mais comandou a Sele\u00e7\u00e3o, com 131 jogos, sendo 97 vit\u00f3rias, 25 empates e 9 derrotas. Atualmente, Zagallo mora no Rio de Janeiro e, em dezembro do ano passado, foi ao Maracan\u00e3 ver Flamengo 6&#215;1 Ava\u00ed, no \u00faltimo jogo do time em casa na temporada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais um craque deslocado de posi\u00e7\u00e3o, Rivellino foi parar na ponta esquerda. Pode-se dizer que o \u00eddolo do Corinthians \u2013 que depois seria tamb\u00e9m do Fluminense \u2013 abriu o caminho para o tricampeonato, j\u00e1 que foi dele o primeiro gol do Brasil na Copa de 1970<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":322509,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[22,6],"tags":[],"class_list":["post-322508","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-esporte","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/rivelino.jpeg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/322508","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=322508"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/322508\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/322509"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=322508"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=322508"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=322508"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}