{"id":32284,"date":"2013-12-08T09:01:27","date_gmt":"2013-12-08T12:01:27","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=32284"},"modified":"2013-12-08T09:01:27","modified_gmt":"2013-12-08T12:01:27","slug":"divulgar-infidelidade-do-marido-afasta-indenizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/divulgar-infidelidade-do-marido-afasta-indenizacao\/","title":{"rendered":"Divulgar infidelidade do marido afasta indeniza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<h2 itemprop=\"name\" style=\"text-align: justify;\"><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.conjur.com.br\/2013-dez-07\/divulgar-infidelidade-marido-afasta-indenizacao-dano-moral-tj-rs#autores\">Por\u00a0Jomar Martins<\/a><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div itemprop=\"articleBody\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>Se a mulher \u00e9 respons\u00e1vel por divulgar a infidelidade do marido, n\u00e3o pode alegar ofensa \u00e0 sua honra e n\u00e3o deve ser indenizada por dano moral. O\u00a0<a href=\"http:\/\/s.conjur.com.br\/dl\/tj-rs-nega-dano-moral-medica-traida.pdf\">entendimento<\/a>\u00a0un\u00e2nime da 8\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a do Rio Grande do Sul rejeitou o pedido de repara\u00e7\u00e3o movido por uma m\u00e9dica contra seu ex-marido, tamb\u00e9m m\u00e9dico.<\/p>\n<p>No caso, a mulher descobriu, no computador de casa, v\u00eddeos em que seu ex-marido aparecia fazendo sexo com as pacientes em seu consult\u00f3rio, sem que estas percebessem a grava\u00e7\u00e3o. Alegando obedi\u00eancia a princ\u00edpios \u00e9ticos, a mulher denunciou a conduta no Conselho Regional de Medicina do RS, onde o caso tramita em sigilo.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s perder a causa no primeiro grau, a m\u00e9dica entrou com recurso no TJ-RS, insistindo no argumento de que a infidelidade, registrada em v\u00eddeos, desestabilizou o seu n\u00facleo familiar. Tanto que ela e o filho tiveram de se submeter a tratamento m\u00e9dico, a fim de suportarem a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O relator da Apela\u00e7\u00e3o, desembargador Ricardo Moreira Lins Pastl, lembrou, no ac\u00f3rd\u00e3o, que a autora, antes de casar-se oficialmente, vivia em uni\u00e3o est\u00e1vel com o homem e conhecia sua infidelidade. Mesmo depois do epis\u00f3dio dos v\u00eddeos, diz o ac\u00f3rd\u00e3o, manteve uma \u2018\u2018atitude complacente\u2019\u2019, pedindo seu regresso ao lar. Assim, a infidelidade s\u00f3 passou para a esfera p\u00fablica em fun\u00e7\u00e3o das atitudes da autora.<\/p>\n<p>\u2018\u2018N\u00e3o ignoro a dor vivenciada, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil passar por semelhante situa\u00e7\u00e3o, \u00e9 indisput\u00e1vel. N\u00e3o obstante isso, n\u00e3o entendo haver prova a demonstrar que o r\u00e9u agiu deliberadamente com a inten\u00e7\u00e3o de ofender a recorrente, de machuc\u00e1-la, de humilh\u00e1-la \u2014 e embora seja inquestion\u00e1vel que assim se sentiu\u2019\u2019, discorreu o desembargador.\u00a0Al\u00e9m do mais, segundo ele, o fato de a autora j\u00e1 se encontrar em tratamento para a depress\u00e3o antes da separa\u00e7\u00e3o do casal afasta o nexo de causalidade entre a trai\u00e7\u00e3o e o dano.<\/p>\n<p>Para o magistrado, a necessidade do r\u00e9u de satisfa\u00e7\u00e3o sexual pode ter as mais variadas origens e causas determinantes, mas nenhuma delas vinculada \u00e0 inten\u00e7\u00e3o deliberada de prejudicar a mulher.\u00a0\u2018\u2018Parece que esse \u00e9 o seu jeito, peculiar, e mesmo desajeitado, imoral, ainda que descabido, inadequado e impertinente, de encontrar sentido em sua vida. Nada pessoal\u2019\u2019, encerrou. O ac\u00f3rd\u00e3o foi lavrado na sess\u00e3o do dia 31 de outubro.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se a mulher \u00e9 respons\u00e1vel por divulgar a infidelidade do marido, n\u00e3o pode alegar ofensa \u00e0 sua honra e n\u00e3o deve ser indenizada por dano moral. 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