{"id":322858,"date":"2020-06-25T09:20:47","date_gmt":"2020-06-25T12:20:47","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=322858"},"modified":"2020-06-25T09:20:47","modified_gmt":"2020-06-25T12:20:47","slug":"cultura-do-algodao-e-retomada-com-boa-estimativa-de-colheita-no-ceara","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/cultura-do-algodao-e-retomada-com-boa-estimativa-de-colheita-no-ceara\/","title":{"rendered":"Cultura do algod\u00e3o \u00e9 retomada com boa estimativa de colheita no Cear\u00e1"},"content":{"rendered":"<div class=\"m-l-article__header m-u-pt-4 m-u-pb-4 m-u-container-lg\">\n<h1 class=\"m-l-article__heading \" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<div class=\"m-l-article__meta m-u-mt-2 m-u-mb-2 m-u-mt-3-md m-u-mb-3-md\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"m-c-meta m-c-meta--has-time-update m-u-text-sans m-u-text-sm m-u-color-gray-600\">Por Antonio Rodrigues<\/div>\n<\/div>\n<h2 class=\"m-l-article__subheading \" style=\"text-align: justify;\">A expectativa \u00e9 que o Cariri e o Centro-Sul cearenses superem, juntos, a marca de 1.500 hectares de \u00e1rea plantada. Em 2019, foram 700 ha e, em 2018, apenas 30. Os bons resultados s\u00e3o atribu\u00eddos a uma semente transg\u00eanica da Embrapa<\/h2>\n<\/div>\n<div class=\"m-l-article__thumbnail m-u-container-hg-lg\" style=\"text-align: justify;\">\n<figure>\n<div class=\"m-b-media m-b-media--image m-u-ratio-16by9\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/diariodonordeste.verdesmares.com.br\/image\/contentid\/policy:1.2959269:1593052814\/foto.JPG?f=16x9&amp;$p$f=c7bda3f\" alt=\"Diante dos resultados exitosos do experimento, mais agricultores retornaram \u00e0 colheita e a produ\u00e7\u00e3o cresceu\" \/><\/div><figcaption class=\"m-u-text-sans m-u-mt-2 m-u-px-3 m-u-text-sm m-u-line-height-tight m-u-color-gray-600\">\n<div class=\"m-u-mb-1\"><span class=\"m-u-text-bold\">Legenda:\u00a0<\/span>Diante dos resultados exitosos do experimento, mais agricultores retornaram \u00e0 colheita e a produ\u00e7\u00e3o cresceu<\/div>\n<div class=\"m-u-mt-1\"><span class=\"m-u-text-bold\">Foto:\u00a0<\/span>ANTONIO RODRIGUES<\/div>\n<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<div class=\"m-l-article__inner m-u-display-flex-lg m-l-article__inner--sidebar m-u-pt-4 m-u-pb-4 m-u-container-lg m-u-container-hg-lg\">\n<div class=\"m-l-article__content \">\n<p style=\"text-align: justify;\">O Cear\u00e1, que j\u00e1 foi o segundo maior produtor de algod\u00e3o do Brasil com 1,3 milh\u00e3o de hectares plantados em 1976, viu seu decl\u00ednio na d\u00e9cada de 1980 e, praticamente, se extinguiu diante da praga do bicudo. Hoje, a cotonicultura est\u00e1 numa animada retomada, principalmente nas regi\u00f5es do Centro-Sul e Cariri, com expectativa de ultrapassar 1.600 hectares. A colheita teve in\u00edcio na semana passada e deve atingir seu pico a partir de julho e agosto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os experimentos satisfat\u00f3rios, iniciados h\u00e1 quatro anos no Cariri, com a retomada da produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o de sequeiro, hoje chegam a Brejo Santo, Milagres, Mauriti, Porteiras, Penaforte, Miss\u00e3o Velha, Crato, Potengi, Altaneira e Barbalha; e em V\u00e1rzea Alegre, Iguatu e Acopiara, no Centro-Sul. Todos estes munic\u00edpios est\u00e3o produzindo a partir de semente transg\u00eanica de alta qualidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa) Algod\u00e3o de Campina Grande (PB), em parceria com a Universidade Federal do Cariri (UFCA) e as secretarias municipais de Agricultura, implantaram em 2016 o projeto &#8220;Ouro Branco&#8221;, voltado para a produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o de sequeiro. Em 2018, foram cultivados 30 hectares no Cariri. Em 2019, a \u00e1rea expandiu para 700 hectares. Em 2020 a expectativa \u00e9 mais que dobrar o cultivo do ano passado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O engenheiro agr\u00f4nomo e pesquisador da Embrapa Algod\u00e3o, F\u00e1bio Aquino, explica que o projeto faz parte da moderniza\u00e7\u00e3o da cultura do algod\u00e3o. Para alcan\u00e7ar bons resultados, os produtores tiveram orienta\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica espec\u00edfica. &#8220;A Embrapa \u00e9 parceira nas orienta\u00e7\u00f5es sobre plantio e manejo de pragas, e desenvolvimento de tecnologias&#8221;, pontua. &#8220;Em 2019, j\u00e1 tivemos um plantio significativo, mas, este ano, a \u00e1rea mais que dobrou. J\u00e1 est\u00e1 passando 1.500 hectares&#8221;, observa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Per\u00edodos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O plantio, geralmente, acontece no fim de janeiro e in\u00edcio de fevereiro, com expectativa de colheita entre julho e agosto. Alguns, que plantaram mais cedo, j\u00e1 retiraram o produto do campo na \u00faltima semana. A semente utilizada foi desenvolvida em 2000 e est\u00e1 sendo testada no campo de experimenta\u00e7\u00e3o, em Barbalha, onde tamb\u00e9m h\u00e1 cultivo de outras culturas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Temos um programa de melhoramento gen\u00e9tico a n\u00edvel nacional. Essa semente nos deu seguran\u00e7a para recomendar ao Cear\u00e1 porque ela tem caracter\u00edsticas diferenciadas, como uma fibra mais longa, que \u00e9 100% importada do Brasil e rende tecidos mais finos&#8221;, destaca F\u00e1bio. A ideia \u00e9 que isso agregue valor ao produtor e \u00e0 ind\u00fastria t\u00eaxtil cearense, que acaba buscando algod\u00e3o de outros estados, como Mato Grosso do Sul e Goi\u00e1s. &#8220;Aqui tem potencial para produzir com qualidade bem superior&#8221;, completa o agr\u00f4nomo. Hoje, a maioria dos produtores do Cariri tem um contrato pr\u00e9-firmado com uma ind\u00fastria t\u00eaxtil, comprometida a comprar o algod\u00e3o local. &#8220;Tem trazido uma seguran\u00e7a grande&#8221;, acredita F\u00e1bio. O pre\u00e7o do quilo est\u00e1 custando R$ 2,15. Para o produtor Pedro Edmilson dos Santos, do S\u00edtio Minadouro, em Brejo Santo, isso tem sido um grande ganho. &#8220;O caminho \u00e9 esse&#8221;, acredita.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Edmilson, que plantava algod\u00e3o at\u00e9 1988, se sentiu motivado a cultivar novamente no ano passado. &#8220;Foi s\u00f3 um pedacinho de terra e ainda consegui 50 mil quilos&#8221;, conta. Este ano, a previs\u00e3o \u00e9 ainda melhor, em uma \u00e1rea total de 40 hectares. &#8220;A semente \u00e9 muito boa. Tem que incentivar mesmo o pessoal a plantar. \u00c9 uma facilidade que ningu\u00e9m imagina&#8221;, completa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">F\u00e1bio Aquino aponta que, diante das boas condi\u00e7\u00f5es h\u00eddricas e de solo, aliadas ao conhecimento no manejo da fibra, os resultados tendem a ser positivos no Sul do Estado. &#8220;A produtividade hoje \u00e9 bem melhor que no passado e animou novamente&#8221;. Ainda segundo o especialista, outra vantagem da cotonicultura \u00e9 que a planta consegue tolerar as incertezas clim\u00e1ticas do territ\u00f3rio cearense. &#8220;Tem ano mais seco, mais chuvoso e \u00e9 uma das poucas plantas que conseguem resistir e \u00e9 economicamente vi\u00e1vel. Al\u00e9m disso, ocupa a m\u00e3o de obra em per\u00edodo que n\u00e3o tem muito servi\u00e7o no campo&#8221;, conclui.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A expectativa \u00e9 que o Cariri e o Centro-Sul cearenses superem, juntos, a marca de 1.500 hectares de \u00e1rea plantada. Em 2019, foram 700 ha e, em 2018, apenas 30. 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