{"id":323016,"date":"2020-06-26T08:48:20","date_gmt":"2020-06-26T11:48:20","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=323016"},"modified":"2020-06-26T08:48:20","modified_gmt":"2020-06-26T11:48:20","slug":"como-o-debate-sobre-reparacoes-pela-escravidao-voltou-a-ganhar-forca-nos-eua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/como-o-debate-sobre-reparacoes-pela-escravidao-voltou-a-ganhar-forca-nos-eua\/","title":{"rendered":"Como o debate sobre repara\u00e7\u00f5es pela escravid\u00e3o voltou a ganhar for\u00e7a nos EUA"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"story-body__h1\"><\/h1>\n<div class=\"byline\"><strong><span class=\"byline__name\">Alessandra Corr\u00eaa<\/span><\/strong><\/div>\n<div class=\"with-extracted-share-icons\">\n<div class=\"story-body__mini-info-list-and-share\">\n<div class=\"story-body__mini-info-list-and-share-row\">\n<div class=\"mini-info-list-wrap\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"share-tools--no-event-tag\">\n<div id=\"comp-pattern-library\" class=\"distinct-component-group container-twite\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"story-body__inner\">\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width lead\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/660\/cpsprodpb\/E330\/production\/_113106185_foto1_libraryofcongress.jpg\" alt=\"Foto de 1862 mostra cinco gera\u00e7\u00f5es de escravos em uma fazenda na Carolina do Sul\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"660\" \/><\/span>Foto de 1862 mostra cinco gera\u00e7\u00f5es de escravos em uma fazenda na Carolina do Sul<\/figure>\n<p class=\"story-body__introduction\">Desde que em 1865, ao fim da Guerra Civil americana, um general da Uni\u00e3o prometeu &#8220;40 acres e uma mula&#8221; \u00e0s fam\u00edlias negras que haviam sido escravizadas nos Estados Unidos, a quest\u00e3o de repara\u00e7\u00f5es financeiras pela escravid\u00e3o \u00e9 debatida no pa\u00eds.<\/p>\n<p>A ordem emitida pelo general William Sherman em janeiro daquele ano previa que 400 mil acres de terras confiscadas dos confederados fossem redistribu\u00eddos entre os ex-escravos, rec\u00e9m libertos, em lotes de 40 acres por fam\u00edlia. Eles tamb\u00e9m teriam direito a uma mula.<\/p>\n<p>A promessa nunca foi cumprida, e o breve per\u00edodo da Reconstru\u00e7\u00e3o, em que houve iniciativas para garantir direitos iguais \u00e0 popula\u00e7\u00e3o negra, fracassou e foi seguido por d\u00e9cadas de segrega\u00e7\u00e3o e terror racial, que agravaram ainda mais a desigualdade econ\u00f4mica entre americanos negros e brancos.<\/p>\n<p>Nesses mais de 150 anos desde a promessa dos &#8220;40 acres e uma mula&#8221;, a ideia de que o governo deveria pagar compensa\u00e7\u00e3o financeira pelos dois s\u00e9culos e meio de escravid\u00e3o e pelas d\u00e9cadas de discrimina\u00e7\u00e3o racial que se seguiram sempre esteve presente nos Estados Unidos, em alguns per\u00edodos com maior \u00eanfase do que em outros.<\/p>\n<div class=\"teads-adCall\"><\/div>\n<p>Mas, recentemente, h\u00e1 um novo interesse nesse debate, em um momento em que as disparidades raciais no pa\u00eds ficaram ainda mais claras em meio \u00e0 pandemia de covid-19 (a doen\u00e7a causada pelo coronav\u00edrus) e a crise econ\u00f4mica, que afetam desproporcionalmente a popula\u00e7\u00e3o negra.<\/p>\n<p>Desde o final de maio, protestos contra o racismo e a brutalidade policial contra a popula\u00e7\u00e3o negra &#8211; desencadeados depois que George Floyd, um homem negro, foi morto sob cust\u00f3dia de um policial branco &#8211; levaram centenas de milhares de pessoas \u00e0s ruas em todo o pa\u00eds e se espalharam pelo mundo.<\/p>\n<p>Nesse contexto, o tema das repara\u00e7\u00f5es tem aparecido nas plataformas de v\u00e1rios candidatos, tanto negros quanto brancos, que disputam vagas no Senado, na C\u00e2mara e outros cargos p\u00fablicos nas elei\u00e7\u00f5es deste ano. At\u00e9 mesmo Joe Biden, que deve ser o candidato democrata \u00e0 Presid\u00eancia, disse neste m\u00eas que apoia a realiza\u00e7\u00e3o de estudos sobre o assunto.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 o maior n\u00edvel de debate nacional sobre repara\u00e7\u00f5es que j\u00e1 vi na minha vida. E talvez desde a Era da Reconstru\u00e7\u00e3o. Dos \u00faltimos 150 anos&#8221;, diz \u00e0 BBC News Brasil o economista William Darity, professor da Duke University, na Carolina do Norte, e coautor do livro &#8220;From Here to Equality: Reparations for Black Americans in the Twenty-First Century&#8221; (&#8220;Daqui \u00e0 Igualdade: Repara\u00e7\u00f5es para Americanos Negros no S\u00e9culo 21&#8221;, em tradu\u00e7\u00e3o livre).<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/13150\/production\/_113106187_foto2_libraryofcongress.jpg\" alt=\"Escravos trabalhando com algod\u00e3o em fazenda na Carolina do Sul, em 1862\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span>Escravos trabalhando com algod\u00e3o em fazenda na Carolina do Sul, em 1862<\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Mudan\u00e7a<\/h2>\n<p>Darity ressalta que a &#8220;mudan\u00e7a de clima&#8221; em torno do debate sobre repara\u00e7\u00f5es come\u00e7ou j\u00e1 no ano passado, quando o tema foi citado por v\u00e1rios dos pr\u00e9-candidatos que buscavam a indica\u00e7\u00e3o do Partido Democrata para concorrer \u00e0 Presid\u00eancia &#8211; entre eles Juli\u00e1n Castro, Beto O&#8217;Rourke e as senadoras Kamala Harris e Elizabeth Warren.<\/p>\n<p>&#8220;O fato de que havia candidatos presidenciais mencionando o termo &#8216;repara\u00e7\u00f5es&#8217; era surpreendente&#8221;, afirma o economista.<\/p>\n<p>Segundo Darity, at\u00e9 ent\u00e3o essa discuss\u00e3o costumava ficar, na maior parte, restrita \u00e0 comunidade negra. &#8220;O que \u00e9 diferente agora \u00e9 que se tornou um debate que foi aberto ao grande p\u00fablico&#8221;, observa.<\/p>\n<p>O congressista democrata John Conyers, morto em 2019, foi o pol\u00edtico negro que serviu durante mais tempo no Congresso americano. De 1989 a 2017 (quando renunciou), ele apresentou todos os anos um projeto de lei que previa um estudo sobre o legado da escravid\u00e3o e propostas de repara\u00e7\u00e3o. Mas a possibilidade de uma lei do tipo ser aprovada sempre foi considerada remota.<\/p>\n<p>Recentemente, por\u00e9m, iniciativas semelhantes v\u00eam sendo adotadas por outros pol\u00edticos. No ano passado, a congressista Sheila Jackson Lee reapresentou o projeto de Conyers, com o apoio da presidente da C\u00e2mara dos Representantes, Nancy Pelosi. Uma subcomiss\u00e3o da Casa realizou audi\u00eancia hist\u00f3rica para discutir a proposta. O senador Cory Booker apresentou projeto semelhante no Senado.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o tamb\u00e9m vem sendo debatida por v\u00e1rios governos municipais e estaduais e por institui\u00e7\u00f5es privadas &#8211; algumas das quais est\u00e3o estabelecendo fundos de repara\u00e7\u00e3o para compensar descendentes dos escravizados.<\/p>\n<p>A historiadora Ana L\u00facia Araujo, professora da Howard University, em Washington, e autora do livro &#8220;Reparations for Slavery and the Slave Trade: A Transnational and Comparative History&#8221; (ainda sem tradu\u00e7\u00e3o no Brasil), que trata da hist\u00f3ria dos pedidos de repara\u00e7\u00f5es financeiras e materiais, observa que esses pedidos nos Estados Unidos s\u00e3o muito antigos e v\u00eam desde o s\u00e9culo 18.<\/p>\n<p>&#8220;De tempos em tempos essa quest\u00e3o volta \u00e0 tona&#8221;, diz Araujo \u00e0 BBC News Brasil.<\/p>\n<p>Ela lembra que houve um movimento muito grande de libertos que, no final do s\u00e9culo 19, pediram pens\u00f5es ao governo como forma de repara\u00e7\u00e3o. Uma nova onda de discuss\u00f5es sobre o tema ocorreu nos anos 1960.<\/p>\n<p>&#8220;Nos per\u00edodos em que a quest\u00e3o dos direitos civis come\u00e7a a declinar, os pedidos de repara\u00e7\u00e3o financeira t\u00eam tend\u00eancia a reaparecer&#8221;, afirma a historiadora.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Tema pol\u00eamico<\/h2>\n<p>Pesquisas de opini\u00e3o indicam que h\u00e1 um aumento recente no apoio da popula\u00e7\u00e3o ao movimento Black Lives Matter (&#8216;Vidas Negras Importam&#8217;) e que 76% dos americanos consideram discrimina\u00e7\u00e3o racial um &#8220;grande problema&#8221; no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Mas o tema das repara\u00e7\u00f5es financeiras pela escravid\u00e3o ainda \u00e9 pol\u00eamico. Segundo pesquisa Gallup do ano passado, 67% dos americanos s\u00e3o contra a ideia de que o governo deveria fazer pagamentos em dinheiro a americanos negros descendentes de escravos. Em 2002, essa taxa era de 81%. Mesmo entre a popula\u00e7\u00e3o negra, 25% s\u00e3o contra.<\/p>\n<p>Entre os argumentos dos que se op\u00f5em \u00e0s repara\u00e7\u00f5es est\u00e3o os de que serviriam para dividir os americanos e de que a escravid\u00e3o est\u00e1 em um passado remoto. Segundo Darity, na pr\u00f3pria comunidade negra h\u00e1 quem considere que o recebimento de compensa\u00e7\u00e3o resultaria em um tipo de &#8220;vitimiza\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica&#8221;, colocando-os na posi\u00e7\u00e3o de v\u00edtimas.<\/p>\n<p>O economista tamb\u00e9m observa que ainda h\u00e1 nos Estados Unidos a cren\u00e7a de que as desigualdades enfrentadas pela popula\u00e7\u00e3o negra s\u00e3o consequ\u00eancia &#8220;de seu pr\u00f3prio comportamento disfuncional&#8221; e n\u00e3o de quest\u00f5es estruturais.<\/p>\n<p>&#8220;Um dos primeiros passos no processo de consolidar apoio para repara\u00e7\u00f5es \u00e9 estabelecer claramente que o motivo pelo qual americanos negros est\u00e3o em uma posi\u00e7\u00e3o marginalizada n\u00e3o \u00e9 seu comportamento, e sim uma hist\u00f3ria de injusti\u00e7a racial que se mant\u00e9m at\u00e9 o momento atual&#8221;, ressalta.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/9510\/production\/_113106183_foto3_libraryofcongress.jpg\" alt=\"Biblioteca do Congresso dos EUA\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span>Grupo de homens, mulheres e crian\u00e7as negras livres na Virg\u00ednia, em 1865<\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Impactos<\/h2>\n<p>Segundo defensores das repara\u00e7\u00f5es financeiras, os impactos da escravid\u00e3o e, posteriormente, de quase um s\u00e9culo de leis de segrega\u00e7\u00e3o racial, ainda s\u00e3o sentidos e est\u00e3o vis\u00edveis nas hist\u00f3ricas desigualdades de renda e de riqueza entre os americanos negros e brancos.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio da popula\u00e7\u00e3o branca, os escravos n\u00e3o podiam ser propriet\u00e1rios de terras (e, assim, deixar essa heran\u00e7a aos descendentes). Ap\u00f3s a aboli\u00e7\u00e3o, as leis de segrega\u00e7\u00e3o racial impediram ou dificultaram que americanos negros votassem, estudassem, tivessem acesso a bons empregos, a financiamento ou adquirissem propriedade, entre outros obst\u00e1culos que os colocavam em desvantagem em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o branca.<\/p>\n<p>Em diversas cidades, leis proibiam fam\u00edlias negras de comprar casas em determinados bairros, fazendo com que tivessem de optar por \u00e1reas e propriedades menos valorizadas. Pesquisadores ressaltam que, quando americanos negros conseguiam adquirir algum tipo de propriedade, n\u00e3o era incomum que fosse roubada ou destru\u00edda. Sem prote\u00e7\u00e3o da lei, n\u00e3o tinham a quem recorrer.<\/p>\n<p>&#8220;Durante e depois da Reconstru\u00e7\u00e3o, frequentemente, quando descendentes negros dos escravizados conseguiam conquistar algum grau de prosperidade, suas comunidades eram destru\u00eddas por massacres (perpetrados por) brancos&#8221;, observa Darity.<\/p>\n<p>Pesquisadores destacam o efeito cumulativo dessas desigualdades ao longo de gera\u00e7\u00f5es. Darity ressalta que, segundo os dados mais recentes do governo, de 2016, apesar de os americanos negros representarem 13% da popula\u00e7\u00e3o, eles det\u00eam apenas 2,6% da riqueza no pa\u00eds.<\/p>\n<p>O patrim\u00f4nio l\u00edquido das fam\u00edlias negras nos Estados Unidos representa menos de 15% do patrim\u00f4nio l\u00edquido das fam\u00edlias brancas. Enquanto 73% das fam\u00edlias brancas t\u00eam casa pr\u00f3pria, essa taxa \u00e9 de apenas 43% entre as fam\u00edlias negras.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Propostas<\/h2>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 consenso sobre qual seria a melhor forma de levar adiante as repara\u00e7\u00f5es ou sobre como determinar quem teria direito, quanto e de que forma pagar.<\/p>\n<p>Alguns apontam como exemplo as repara\u00e7\u00f5es pagas pela Alemanha \u00e0s v\u00edtimas do Holocausto e pelos Estados Unidos aos nipo-americanos enviados ilegalmente a campos de concentra\u00e7\u00e3o durante a Segunda Guerra Mundial.<\/p>\n<p>Certas propostas envolvem pagamentos diretos aos beneficiados, enquanto outras priorizam investimentos em programas que reduzam as disparidades em \u00e1reas como sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, emprego e habita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>H\u00e1 os que prop\u00f5em cumprir a promessa dos &#8220;40 acres e uma mula&#8221; feita em 1865, o que, segundo alguns c\u00e1lculos, custaria hoje em torno de US$ 160 bilh\u00f5es (cerca de R$ 856 bilh\u00f5es). Outros calculam o valor do trabalho feito pelos escravizados, sem remunera\u00e7\u00e3o, em compara\u00e7\u00e3o ao que empregados assalariados recebiam, o que somaria trilh\u00f5es de d\u00f3lares em valores atuais.<\/p>\n<p>Para Darity, o objetivo das repara\u00e7\u00f5es deve ser o de acabar com a desigualdade de riqueza entre a popula\u00e7\u00e3o negra e branca. Ele calcula que seriam necess\u00e1rios no m\u00ednimo US$ 10 trilh\u00f5es (cerca de R$ 53 trilh\u00f5es), distribu\u00eddos pelo governo federal em forma de pagamentos diretos de US$ 250 mil (cerca de R$ 1,3 milh\u00e3o) a cada americano negro que seja descendente de pessoas escravizadas nos Estados Unidos.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Brasil<\/h2>\n<p>A historiadora Ana L\u00facia Araujo observa que, no Brasil, apesar de a quest\u00e3o das repara\u00e7\u00f5es financeiras ter sido mencionada j\u00e1 no s\u00e9culo 19 por abolicionistas como Luiz Gama, os debates sobre o tema ganharam for\u00e7a mais tarde do que nos Estados Unidos, principalmente a partir dos anos 1990.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, foram adotadas medidas como as cotas em universidades ou a demarca\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios quilombolas. Mas, entre as iniciativas pedindo compensa\u00e7\u00e3o financeira a descendentes de escravos no Brasil, nenhuma avan\u00e7ou.<\/p>\n<p>Em 2014, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) anunciou a cria\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade da Escravid\u00e3o Negra no Brasil, com o objetivo de fazer uma investiga\u00e7\u00e3o sobre o per\u00edodo da escravid\u00e3o e discutir formas de repara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Seu presidente, o advogado Humberto Adami, diz \u00e0 BBC News Brasil que a comiss\u00e3o vem avan\u00e7ando no trabalho de levantar pistas e provas sobre a escravid\u00e3o, mas reconhece as dificuldades de debater repara\u00e7\u00f5es financeiras pela escravid\u00e3o no Brasil e de ter uma proposta do tipo aprovada no Congresso.<\/p>\n<p>&#8220;Toda vez que se come\u00e7ou a falar em dinheiro, os exemplos anteriores \u00e9 que a conversa acabava&#8221;, afirma.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde que em 1865, ao fim da Guerra Civil americana, um general da Uni\u00e3o prometeu &#8220;40 acres e uma mula&#8221; \u00e0s fam\u00edlias negras que haviam sido escravizadas nos Estados Unidos, a quest\u00e3o de repara\u00e7\u00f5es financeiras pela escravid\u00e3o \u00e9 debatida no pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":323017,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3,6],"tags":[],"class_list":["post-323016","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/escravos-americanos-em-fazenda.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/323016","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=323016"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/323016\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/323017"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=323016"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=323016"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=323016"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}