{"id":323478,"date":"2020-07-01T07:46:57","date_gmt":"2020-07-01T10:46:57","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=323478"},"modified":"2020-07-01T07:46:57","modified_gmt":"2020-07-01T10:46:57","slug":"um-prato-indigesto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/um-prato-indigesto\/","title":{"rendered":"Um prato indigesto"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"blog-post-title\" style=\"text-align: justify;\"><\/h2>\n<div id=\"container_clear\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens2.ne10.uol.com.br\/blogsne10\/jamildo\/uploads\/2020\/01\/ana-arraes.jpg\" alt=\"\" \/><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Processos no Tribunal de Contas da Uni\u00e3o n\u00e3o chegam aos gabinetes de ministros aleatoriamente, por indica\u00e7\u00e3o ou escolha pessoal. S\u00e3o mediantes sorteios e, por falta de sorte, caiu no colo da pernambucana Ana Arraes, m\u00e3e do ex-governador Eduardo Campos, a miss\u00e3o de relatar o processo j\u00e1 remetido \u00e0quela corte da compra de respiradores testados em porcos pela Prefeitura do Recife. Um baita esc\u00e2ndalo, diga-se de passagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo investiga\u00e7\u00f5es dos \u00f3rg\u00e3os de fiscaliza\u00e7\u00e3o e da Pol\u00edcia Federal, empresas com d\u00e9bitos com a Uni\u00e3o superiores a R$ 9 milh\u00f5es se utilizaram de uma microempresa \u201cfantasma\u201d, constitu\u00edda em nome da ex-companheira do propriet\u00e1rio de fato para firmar contrato com a Prefeitura do Recife, uma vez que firmas com d\u00e9bitos fiscais ou previdenci\u00e1rios n\u00e3o podem firmar contratos com entes da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica. Ainda Dilig\u00eancias policiais revelaram que a firma contratada n\u00e3o existe de fato em seu endere\u00e7o de cadastro, al\u00e9m de n\u00e3o ter funcion\u00e1rios ou bens em seu nome.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em nota, a Pol\u00edcia Federal informou que o total contratado com a Prefeitura de Recife ultrapassava o patamar de R$ 11 milh\u00f5es, ao passo que a empresa fict\u00edcia tinha um suposto capital social de apenas R$ 50 mil, e n\u00e3o poderia faturar mais que R$ 360 mil por ano. A empresa chegou a fornecer 35 respiradores \u00e0 PCR, contudo o contrato foi desfeito no dia 22 de maio de 2020, um dia ap\u00f3s not\u00edcias sobre as irregularidades serem divulgadas na imprensa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vinculada ao PSB desde que ingressou na pol\u00edtica como deputada federal em 2006, Ana Arraes foi reeleita quatro anos depois, em 2010, a mais votada do Estado, com uma vota\u00e7\u00e3o acima de 380 mil sufr\u00e1gios. Eleita ministra, perdeu o v\u00ednculo partid\u00e1rio, mas nunca a rela\u00e7\u00e3o afetiva e efetiva com o Estado. Mas tomou uma decis\u00e3o pessoal: julgar-se impedida de analisar qualquer processo envolvendo o Estado e pol\u00edticos pernambucanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eduardo era governador e n\u00e3o cabia outra decis\u00e3o a Ana a n\u00e3o ser a de se apresentar impedida de julgar processos em julgamento naquela corte. Ao ser sorteada ontem relatora do caso escandaloso dos porcos no TCU, a ministra decidiu comunicar ao presidente da corte, Jos\u00e9 M\u00facio Monteiro, que continua atuando com a mesma determina\u00e7\u00e3o. No fundo, independente das posi\u00e7\u00f5es anteriores, a ministra, se viesse a relatar o caso, pegaria em bomba, num prato verdadeiramente indigesto. (Magno Martins)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Processos no Tribunal de Contas da Uni\u00e3o n\u00e3o chegam aos gabinetes de ministros aleatoriamente, por indica\u00e7\u00e3o ou escolha pessoal. S\u00e3o mediantes sorteios e, por falta de sorte, caiu no colo da pernambucana Ana Arraes, m\u00e3e do ex-governador Eduardo Campos, a miss\u00e3o de relatar o processo j\u00e1 remetido \u00e0quela corte da compra de respiradores testados em porcos pela Prefeitura do Recife. 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