{"id":323830,"date":"2020-07-04T15:16:25","date_gmt":"2020-07-04T18:16:25","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=323830"},"modified":"2020-07-04T15:16:25","modified_gmt":"2020-07-04T18:16:25","slug":"as-historias-por-tras-do-cemiterio-de-estatuas-de-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/as-historias-por-tras-do-cemiterio-de-estatuas-de-sao-paulo\/","title":{"rendered":"As hist\u00f3rias por tr\u00e1s do &#8216;cemit\u00e9rio de est\u00e1tuas&#8217; de S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"story-body__h1\"><\/h1>\n<div class=\"byline\"><strong><span class=\"byline__name\">Luiza Franco<\/span><\/strong><\/div>\n<div class=\"with-extracted-share-icons\">\n<div class=\"story-body__mini-info-list-and-share\">\n<div class=\"story-body__mini-info-list-and-share-row\">\n<div class=\"share-tools--no-event-tag\">\n<div id=\"comp-pattern-library\" class=\"distinct-component-group container-twite\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"story-body__inner\">\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width lead\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/660\/cpsprodpb\/170F3\/production\/_113115449_fb4a2308-0cf3-4a21-93b7-14992b8eceba.jpg\" alt=\"Lagosta da Fonte Monumental\" width=\"659\" height=\"438\" data-highest-encountered-width=\"660\" \/><\/span><\/figure>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width lead\">Lagostas da Fonte Monumental, hoje guardadas em galp\u00e3o da Prefeitura<\/figure>\n<p class=\"story-body__introduction\">Um galp\u00e3o no bairro do Canind\u00e9, na regi\u00e3o central de S\u00e3o Paulo, guarda um resqu\u00edcio das patas do cavalo do Duque de Caxias; um escoteiro inteiro; uma \u00e1guia; duas lagostas gigantes e alguns escritores.<\/p>\n<p>S\u00e3o monumentos ou fragmentos de monumentos que foram retirados das ruas da cidade em diferentes momentos da hist\u00f3ria, pelo menos desde a d\u00e9cada de 1930.<\/p>\n<p>Os motivos para estarem l\u00e1 s\u00e3o diferentes daqueles que est\u00e3o levando est\u00e1tuas a ca\u00edrem pelo mundo &#8211; nesses casos, elas v\u00eam sendo retiradas em meio a protestos antirracistas porque homenageiam pessoas que participaram de sistemas de opress\u00e3o, como a escravid\u00e3o.<\/p>\n<p>J\u00e1 no galp\u00e3o do Canind\u00e9 jazem obras que foram retiradas pelo pr\u00f3prio Estado por motivos mais mundanos: para dar espa\u00e7o a um viaduto, por exemplo, porque foram danificadas ou roubadas. Mas mesmo ausentes elas provocam quest\u00f5es, diz a artista pl\u00e1stica e professora da USP Giselle Beiguelman, que estuda desde 2014 como e por que monumentos s\u00e3o retirados dos seus lugares originais.<\/p>\n<p>&#8220;Esses fragmentos de monumentos (no dep\u00f3sito) s\u00e3o \u00fateis porque nos fazem pensar se precisamos de monumentos, quais monumentos\u00a0<i>n\u00e3o\u00a0<\/i>temos, quais temos e como lidamos com essas est\u00e9ticas da mem\u00f3ria&#8221;, diz ela. &#8220;Escrevemos por muito tempo a hist\u00f3ria do pa\u00eds suprimindo atores fundamentais, como ind\u00edgenas e escravizados, e isso \u00e9 algo que a historiografia vem problematizando nas \u00faltimas d\u00e9cadas&#8221;, lembra ela.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Quem ganha homenagem, quem \u00e9 esquecido<\/h2>\n<p>Em sua pesquisa, Beiguelman constatou que muitos monumentos de S\u00e3o Paulo mudam diversas vezes de endere\u00e7o &#8211; \u00e0s vezes, por motivos pol\u00edticos, como \u00e9 o caso da est\u00e1tua\u00a0<a class=\"story-body__link\" href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/brasil-49681641\">O Beijo Eterno<\/a>. Outros v\u00e3o para o galp\u00e3o do Canind\u00e9 sem que haja uma discuss\u00e3o p\u00fablica sobre o que deve ser feito com eles. \u00c0s vezes, diz ela, n\u00e3o se sabe por que uma obra foi feita, nem por que mudou de lugar.<\/p>\n<p>&#8220;A cidade s\u00f3 passou a ter um \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel pelos monumentos a partir de 2002. Antes disso, a implanta\u00e7\u00e3o e remo\u00e7\u00e3o deles era bastante aleat\u00f3ria&#8221;, diz Beiguelman.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/122D3\/production\/_113115447_29dd0294-9478-44e5-81eb-1ae123369961.jpg\" alt=\"Fonte Monumental\" width=\"636\" height=\"485\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><\/figure>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">A Fonte Monumental em 1928<\/figure>\n<p>Beiguelman criou toda uma obra art\u00edstica sobre o tema. Retirou esses peda\u00e7os de monumentos do galp\u00e3o e os exp\u00f4s pela cidade, mapeou os monumentos que mudavam de lugar e lan\u00e7ou o livro\u00a0<i>Mem\u00f3ria da Amn\u00e9sia: Pol\u00edticas do Esquecimento<\/i>\u00a0(Edi\u00e7\u00f5es Sesc, 2019).<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o quero dizer que esses monumentos devem ser recolocados na cidade, at\u00e9 porque muitas vezes foram criados de forma aleat\u00f3ria. A fun\u00e7\u00e3o \u00e9 tensionar a rela\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria e da preserva\u00e7\u00e3o. Esse \u00e9 o desafio do tipo de obra que eu fa\u00e7o. N\u00e3o \u00e9 &#8216;vamos colocar tudo no lugar, ah, essa cidade de v\u00e2ndalos&#8217;. \u00c9 tentar entender o que eles nos permitem pensar sobre os monumentos que sim, est\u00e3o, \u00e0 nossa volta&#8221;, diz a artista.<\/p>\n<p>Atualmente h\u00e1 11 pe\u00e7as no dep\u00f3sito. A Secretaria de Cultura diz que a ideia \u00e9 que sejam devolvidas \u00e0s ruas, depois de uma an\u00e1lise de cada caso e da aprova\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o de Gest\u00e3o de Obras e Monumentos Art\u00edsticos em Espa\u00e7os P\u00fablicos.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria de Brasil contada pelos monumentos que est\u00e3o l\u00e1 \u00e9 a &#8220;dos poderosos, de grandes l\u00edderes pol\u00edticos&#8221;, como diz Beiguelman.<\/p>\n<p>&#8220;Entrar num lugar desses \u00e9 lidar com as pol\u00edticas de esquecimento que estruturam a rela\u00e7\u00e3o do Brasil com sua mem\u00f3ria. Ela \u00e9 produto de ditaduras e interdi\u00e7\u00f5es mas tamb\u00e9m de formas de se criar invisibilidades dos acontecimentos de modo que isso vira uma pol\u00edtica de esquecimento. A primeira sensa\u00e7\u00e3o ao entrar no galp\u00e3o \u00e9 que voc\u00ea est\u00e1 entre essas contradi\u00e7\u00f5es&#8221;, diz ela.<\/p>\n<p>Veja aqui o que se sabe das hist\u00f3rias de alguns desses monumentos.<\/p>\n<p><strong>Lagostas<\/strong><\/p>\n<p>Entre os fragmentos de monumentos que est\u00e3o hoje no galp\u00e3o, o mais inusitado, na opini\u00e3o de Beiguelman, e o \u00fanico que n\u00e3o se encaixa no perfil de &#8216;retrato de poderosos&#8217; \u00e9 o das esculturas de lagostas da Fonte Monumental da Pra\u00e7a J\u00falio Mesquita, no centro da cidade.<\/p>\n<p>As lagostas originais foram roubadas diversas vezes, at\u00e9 que a Prefeitura resolveu tir\u00e1-las de l\u00e1 e troc\u00e1-las por vers\u00f5es de resina, que s\u00e3o as que permanecem at\u00e9 hoje. Seguindo estilo art nouveau, a fonte mostra uma cena de um pescador cercado de sereias, aparentemente resistindo \u00e0 sedu\u00e7\u00e3o delas. No entorno da fonte ficam as lagostas.<\/p>\n<p>Idealizadas por uma das poucas artistas mulheres do come\u00e7o do s\u00e9culo 20, Nicolina Vaz de Assis Pinto do Couto (Campinas, 1874 \u2014 Rio de Janeiro, 1941), acabaram sendo feitas por um homem. Couto era a autora do projeto da fonte, mas, segundo a vers\u00e3o corrente, brigou com o fornecedor de m\u00e1rmore, e a execu\u00e7\u00e3o da obra foi repassada anos depois a um artista homem.<\/p>\n<figure class=\"media-portrait has-caption body-narrow-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/304\/cpsprodpb\/149E3\/production\/_113115448_39fca0b2-58bd-4fed-9078-1adaf591282e.jpg\" alt=\"Lagosta da Fonte Monumental\" width=\"339\" height=\"524\" data-highest-encountered-width=\"304\" \/><\/span><\/figure>\n<figure class=\"media-portrait has-caption body-narrow-width\">Lagosta da Fonte Monumental<\/figure>\n<p>A fonte, que de in\u00edcio ficaria na Pra\u00e7a da S\u00e9, fazia parte de um projeto de urbaniza\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo intitulado &#8220;Centro C\u00edvico&#8221; e foi encomendada em 1913. A ideia era construir um espa\u00e7o que reunisse o Pa\u00e7o Municipal, a Catedral, o Pal\u00e1cio da Justi\u00e7a e o Congresso do Estado. Apenas o projeto de reerguer a catedral, que j\u00e1 existia mas era considerada modesta demais, foi para frente. N\u00e3o se sabe por que a fonte foi finalmente erguida na pra\u00e7a Julio Mesquita, e n\u00e3o na S\u00e9.<\/p>\n<p>A execu\u00e7\u00e3o do monumento s\u00f3 aconteceu anos depois de sua encomenda, e foi realizada por dois homens. Num primeiro momento, a obra atrasou devido ao desentendimento da artista com os fornecedores, depois, ficou de lado durante os bombardeios da Revolu\u00e7\u00e3o de 1924, revolta de tenentes descontentes com o governo federal de Arthur Bernardes. Foi finalmente inaugurada em 1927.<\/p>\n<p><strong>Patas do cavalo de Duque de Caxias<\/strong><\/p>\n<p>No final dos anos 1930, um militar organizou uma campanha para levantar recursos para a constru\u00e7\u00e3o de um monumento que lembrasse a figura de Duque de Caxias, patrono do Ex\u00e9rcito e l\u00edder militar que reprimiu revoltas populares como a Balaiada, no Maranh\u00e3o no final dos anos 1830, e liderou tropas na Guerra do Paraguai.<\/p>\n<p>Segundo o site S\u00e3o Paulo Antiga, houve at\u00e9 mesmo um jogo de futebol entre Corinthians e Palestra It\u00e1lia para arrecadar dinheiro.<\/p>\n<p>Feito um concurso de projetos, venceu o escultor Victor Brecheret (Comuna di Farnese, It\u00e1lia, 1894 &#8211; S\u00e3o Paulo, SP, 1955), que projetou o duque a uma altura de um edif\u00edcio de dez andares, em cima de um cavalo, empunhando uma espada.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/9819\/production\/_113173983_cfd5da54-43c4-4103-8cfc-6337de2480f8.jpg\" alt=\"Peda\u00e7o de monumento em homenagem a patrono do Ex\u00e9rcito e l\u00edder militar que reprimiu revoltas populares\" width=\"743\" height=\"526\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span>Peda\u00e7o de monumento em homenagem a patrono do Ex\u00e9rcito e l\u00edder militar que reprimiu revoltas populares<\/figure>\n<p>A est\u00e1tua, inaugurada no dia 25 de agosto de 1960, Dia do Soldado, fica na Pra\u00e7a Princesa Isabel, no Centro de S\u00e3o Paulo, perto da avenida Duque de Caxias &#8211; mas desde 1991, o cavalo s\u00f3 tem tr\u00eas patas.<\/p>\n<p>No dia 15 de agosto daquele ano, um grupo de militares de baixa patente, insatisfeitos com seus sal\u00e1rios, arremessou uma bomba contra o monumento, que se esfacelou em alguns peda\u00e7os, segundo o site da Prefeitura. Desde ent\u00e3o, as patas do cavalo jazem no dep\u00f3sito.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/154B\/production\/_113115450_b51da7e5-1d8b-4fdc-bb6f-f739b4f58711.jpg\" alt=\"Partes de escultura em homenagem a Olavo Bilac\" width=\"661\" height=\"436\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><\/figure>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">Partes de escultura em homenagem a Olavo Bilac<\/figure>\n<p><strong>Bilac pulverizado<\/strong><\/p>\n<p>Olavo Bilac (1865-1918), eleito &#8220;Pr\u00edncipe dos Poetas Brasileiros&#8221; no concurso da revista Fon-Fon em 1913, era bastante popular no in\u00edcio do s\u00e9culo 20. Quando morreu, em 1918, um grupo de estudantes da faculdade de Direito de USP quis homenage\u00e1-lo, e fez uma campanha p\u00fablica para bancar o projeto do monumento. Um dos principais financiadores foi o ent\u00e3o presidente da Liga Nacionalista, Frederico Vergueiro Steidel.<\/p>\n<p>O monumento foi inaugurado na conflu\u00eancia das avenidas Paulista, Consola\u00e7\u00e3o e Ang\u00e9lica em 7 de setembro de 1922, para coincidir com o centen\u00e1rio da Independ\u00eancia do Brasil.<\/p>\n<p>Aos poucos, passou a ser criticado por sua est\u00e9tica e porque o escultor era estrangeiro. &#8220;Era um momento em que o nacionalismo estava em todas as discuss\u00f5es, inclusive na arte. Havia um sentimento de valoriza\u00e7\u00e3o de aspectos nacionais. A Semana de Arte Moderna de 1922 tinha acontecido havia poucos meses, reafirmando essa caracter\u00edstica, mesmo que na \u00e9poca ela n\u00e3o tenha tido a import\u00e2ncia que se d\u00e1 hoje&#8221;, diz Heloisa Barbuy, professora de museologia da USP e autora do livro\u00a0<i>As Est\u00e1tuas da Faculdade de Direito<\/i>\u00a0(Ateli\u00ea Editorial).<\/p>\n<p>O monumento foi desmontado em 1935, quando a prefeitura mudou o tr\u00e2nsito na regi\u00e3o. Com o tempo, as partes foram dispersas pela cidade, e algumas acabaram nunca saindo do dep\u00f3sito do Canind\u00e9.<\/p>\n<p>Uma delas, da est\u00e1tua\u00a0<i>O Beijo Eterno<\/i>, passou por uma saga diferente. Foi mudada de bairro porque moradores a achavam imoral, por mostrar um casal nu, aparentemente interracial, beijando-se. Depois foi levada ao dep\u00f3sito, onde ficou guardada, e finalmente foi &#8220;sequestrada&#8221; por alunos de Direito da USP, que a colocaram na frente do pr\u00e9dio onde funciona a escola, no centro, e onde a est\u00e1tua est\u00e1 at\u00e9 hoje.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/3C5B\/production\/_113115451_6ee2b1ec-3a96-4d6f-bf6e-1a53a280138a.jpg\" alt=\"Obra em homenagem a aviadores brasileiros\" width=\"656\" height=\"438\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><\/figure>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">Obra em homenagem a aviadores brasileiros ao fundo da imagem<\/figure>\n<p><strong>Aviadores<\/strong><\/p>\n<p>A escultura\u00a0<i>Her\u00f3is da Avia\u00e7\u00e3o<\/i>, de Mino Roque, \u00e9 uma homenagem a tr\u00eas pioneiros da avia\u00e7\u00e3o no Brasil, Bartolomeu de Gusm\u00e3o, Santos-Dumont e Edu Chaves. Antes de ser desmontada, consistia de uma coluna com uma \u00e1guia no topo e, na base, tinha medalh\u00f5es com os rostos dos tr\u00eas.<\/p>\n<p>Foi projetada para ficar no Hip\u00f3dromo da Mooca em 1915, onde Chaves terminou seu voo entre Santos e S\u00e3o Paulo, e l\u00e1 ficou at\u00e9 1951, quando o Hip\u00f3dromo foi transferido para o Morumbi e o monumento, para a Pra\u00e7a Coronel Fernando Prestes em 1951. Quando a pra\u00e7a foi reformada, em 2006, a escultura foi levada para o dep\u00f3sito, e l\u00e1 est\u00e1 at\u00e9 hoje. Ele faz parte do programa &#8216;Adote uma Obra Art\u00edstica&#8217;, da Prefeitura, que incentiva institui\u00e7\u00f5es a se responsabilizar pelo cuidado dos monumentos. No entanto, n\u00e3o h\u00e1 registro de que tenha sido adotado.<\/p>\n<p><strong>Bustos de escritores<\/strong><\/p>\n<p>Est\u00e3o no dep\u00f3sito dois bustos do chamado Jardim dos Escritores, um conjunto de esculturas de membros da Academia Paulista de Letras, no Largo do Arouche, onde fica a institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>S\u00e3o eles os busto do advogado e pol\u00edtico paulista Aureliano Leite, feito por Luiz Morrone, e o de Vicente de Carvalho, poeta, jornalista e jurista, de Ettore Ximenes.<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m um busto do artista liban\u00eas Khalil Gibran, feito pela tamb\u00e9m escultora libanesa Odette Eid, que morreu em 2019.<\/p>\n<p>A secretaria de Cultura n\u00e3o explicou por que essas est\u00e1tuas est\u00e3o no dep\u00f3sito.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;N\u00e3o quero dizer que esses monumentos devem ser recolocados na cidade, at\u00e9 porque muitas vezes foram criados de forma aleat\u00f3ria. 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