{"id":323920,"date":"2020-07-05T14:37:13","date_gmt":"2020-07-05T17:37:13","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=323920"},"modified":"2020-07-06T14:28:35","modified_gmt":"2020-07-06T17:28:35","slug":"como-os-estados-unidos-lucraram-com-trafico-de-africanos-escravizados-para-o-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/como-os-estados-unidos-lucraram-com-trafico-de-africanos-escravizados-para-o-brasil\/","title":{"rendered":"Como os Estados Unidos lucraram com tr\u00e1fico de africanos escravizados para o Brasil"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"story-body__h1\" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<div class=\"byline\" style=\"text-align: justify;\"><strong><span class=\"byline__name\">Marilia Marasciulo<\/span><\/strong><\/div>\n<div class=\"with-extracted-share-icons\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"story-body__mini-info-list-and-share\">\n<div class=\"story-body__mini-info-list-and-share-row\">\n<div class=\"share-tools--no-event-tag\">\n<div id=\"comp-pattern-library\" class=\"distinct-component-group container-twite\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"story-body__inner\">\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width lead\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/660\/cpsprodpb\/15B27\/production\/_113217888_navio1.jpg\" alt=\"Ilustra\u00e7\u00e3o de navio americano que transportava escravizados\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"660\" \/><\/span>Entre 1831 e 1850, navios com a bandeira norte-americana corresponderam a 58,2% de todas as expedi\u00e7\u00f5es negreiras com destino ao Brasil<\/figure>\n<p class=\"story-body__introduction\" style=\"text-align: justify;\">Com cerca de 450 africanos da regi\u00e3o do rio Congo, a escuna norte-americana Mary E Smith foi a \u00faltima a tentar desembarcar escravizados no Brasil. No dia 20 de janeiro de 1856, ela foi capturada em S\u00e3o Mateus, no Esp\u00edrito Santo, em uma opera\u00e7\u00e3o que deixou claro que a Lei Eus\u00e9bio de Queiroz, aprovada em 1850 proibindo a entrada de escravos, de fato pretendia acabar com o tr\u00e1fico de escravos no pa\u00eds. Antes dela, tratados assinados por press\u00e3o da Inglaterra ap\u00f3s a Independ\u00eancia ficaram conhecidos como &#8220;leis para ingl\u00eas ver&#8221;, pois na pr\u00e1tica as pr\u00f3prias autoridades locais eram coniventes com o contrabando.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pesando 122 toneladas e com um valor estimado em US$ 15 mil d\u00f3lares, a Mary E. Smith foi constru\u00edda em Massachusetts especificamente para o tr\u00e1fico negreiro. Antes mesmo de deixar Boston rumo \u00e0 \u00c1frica, no dia 25 de agosto de 1855, a escuna chamou a aten\u00e7\u00e3o das autoridades brit\u00e2nicas e norte-americanas. Houve at\u00e9 uma tentativa de pris\u00e3o na sa\u00edda, mas o capit\u00e3o, Vincent D. Cranotick, conseguiu expulsar os intrusos e partir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Poucas embarca\u00e7\u00f5es do tr\u00e1fico foram t\u00e3o monitoradas quanto a Mary E. Smith. A Marinha no Rio de Janeiro, ao receber a correspond\u00eancia dos EUA, alertou oficiais brit\u00e2nicos, brasileiros e americanos sobre a chegada iminente da escuna. Ao se aproximar da costa, foi abordada pelo navio de guerra Olinda e levada para Salvador, na Bahia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A situa\u00e7\u00e3o era preocupante. Majoritariamente jovens com entre 15 e 20 anos, os africanos padeciam de diversas doen\u00e7as \u2014 nos 11 dias de viagem entre S\u00e3o Mateus e Salvador, mais 71 morreram. Quando os oficiais baianos condenaram a Mary E. Smith e levaram os sobreviventes para a cidade, a popula\u00e7\u00e3o teria entrado em p\u00e2nico: desde agosto do ano anterior, Salvador enfrentava uma epidemia de c\u00f3lera, e acreditava-se que a presen\u00e7a dos africanos doentes pioraria a situa\u00e7\u00e3o. Mais africanos morreram nas semanas seguintes. No dia 14 de fevereiro, dos 213 que sobreviveram, 88 continuavam muito doentes, inclusive de c\u00f3lera.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O capit\u00e3o tamb\u00e9m morreu na chegada da Mary E. Smith a Salvador, escapando da acusa\u00e7\u00e3o por tr\u00e1fico ilegal de escravos. No dia 30 de junho de 1856, 10 membros da tripula\u00e7\u00e3o foram julgados \u2014 destes, 5 eram cidad\u00e3os norte-americanos. As penas variaram de 3 a 5 anos de pris\u00e3o, al\u00e9m do pagamento de uma multa de 200 mil r\u00e9is (algo em torno de US$ 112 mil) para cada africano que teria entrado no Brasil.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\" style=\"text-align: justify;\">Recursos indiretos<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A hist\u00f3ria da Mary E. Smith \u00e9 simb\u00f3lica n\u00e3o s\u00f3 por marcar o fim do tr\u00e1fico de escravos no pa\u00eds, mas por indicar a participa\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos na atividade ilegal. Entre 1831 e 1850, navios com a bandeira norte-americana corresponderam a 58,2% de todas as expedi\u00e7\u00f5es negreiras com destino ao Brasil. A estimativa \u00e9 de que tenham transportado quase 430 mil africanos \u2014 foi o Camargo, um brigue americano, ali\u00e1s, que em 1852 desembarcou com sucesso os \u00faltimos escravizados no pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao contr\u00e1rio dos africanos da Mary E. Smith, que foram emancipados e submetidos \u00e0 tutela do Estado por 14 anos, os cerca de 500 que chegaram ao porto do rio Bracu\u00ed, na regi\u00e3o de Angra dos Reis, n\u00e3o tiveram o mesmo destino. &#8220;Ap\u00f3s desembarcarem, pela proximidade da Serra do Bananal onde havia planta\u00e7\u00f5es de caf\u00e9, os senhores come\u00e7aram a escond\u00ea-los na senzala&#8221;, diz a professora de Hist\u00f3ria Martha Campos Abreu, da Universidade Federal Fluminense (UFF).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As autoridades locais chegaram a tentar reaver os escravizados, decretando pela primeira vez uma busca pelas fazendas, em uma demonstra\u00e7\u00e3o do que estaria por vir com a Mary E. Smith. Mas a tentativa foi quase em v\u00e3o: segundo a professora de Hist\u00f3ria Beatriz Mamigonian, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), somente cerca de 70 foram recuperados. O comandante do brigue, Nathaniel Gordon, por sua vez, conseguiu escapar. Ap\u00f3s atear fogo no Camargo, fugiu para os EUA \u2014 uma d\u00e9cada depois, foi enforcado por sua participa\u00e7\u00e3o no tr\u00e1fico, \u00fanico norte-americano a sofrer pena capital pelo crime.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/268F\/production\/_113217890_navio2.jpg\" alt=\"Ilustra\u00e7\u00e3o de navio americano com escravo\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span>Navios com bandeiras americanas eram dos poucos imunes \u00e0 fiscaliza\u00e7\u00e3o inglesa<\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1896, o soci\u00f3logo W.E.B. Du Bois chamou a aten\u00e7\u00e3o para as rela\u00e7\u00f5es entre os EUA e o Brasil no per\u00edodo do tr\u00e1fico ilegal. &#8220;O tr\u00e1fico americano de escravos finalmente passou a ser conduzido principalmente por capital dos Estados Unidos, em navios dos Estados Unidos, comandados por cidad\u00e3os dos Estados Unidos e sob a bandeira dos Estados Unidos&#8221;, escreveu Du Bois.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Autor de\u00a0<i>O Sul mais distante: os Estados Unidos, o Brasil e o Tr\u00e1fico de Escravos Africanos\u00a0<\/i>(Companhia das Letras, 2010), o historiador Gerald Horne engrossa o coro de cr\u00edticos americanos ao papel do pa\u00eds na escravid\u00e3o brasileira. &#8220;O governo brasileiro deveria buscar repara\u00e7\u00e3o, porque esses traficantes de escravos estavam violando as leis do Brasil e praticando uma atividade ilegal. O fato de que aconteceu 170 anos atr\u00e1s n\u00e3o diminui a reclama\u00e7\u00e3o, n\u00e3o existe um estatuto de limita\u00e7\u00e3o na legisla\u00e7\u00e3o internacional por crimes contra a humanidade, e o contrabando era um crime contra a humanidade&#8221;, disse Horne em entrevista \u00e0 BBC News Brasil. &#8220;Mas h\u00e1 relut\u00e2ncia em trazer justi\u00e7a para, pelo menos, os brasileiros que s\u00e3o descendentes dos escravos trazidos por navios norte-americanos.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O historiador da UFF Leonardo Marques, um dos maiores pesquisadores brasileiros da participa\u00e7\u00e3o dos EUA na escravid\u00e3o brasileira, aponta algumas ressalvas. Para Marques, os recursos norte-americanos estiveram mais presentes a partir de 1820, mas de forma indireta e ainda muito ligados a grupos espec\u00edficos de contrabandistas portugueses. &#8220;Por muito tempo, acharam que eram americanos, mas hoje sabemos que muitos eram portugueses que chegaram a adquirir a cidadania para conduzir o tr\u00e1fico&#8221;, explica o professor, que teve a tese de doutorado sobre o assunto na Universidade Emory,\u00a0<i>The United States and the Transatlantic Slave Trade to the Americas 1776-1856<\/i>, transformada em um livro publicado pela Yale Press em 2016.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\" style=\"text-align: justify;\">Seguran\u00e7a da bandeira<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O interesse nos Estados Unidos se dava por um conjunto de fatores. O primeiro era a qualidade das embarca\u00e7\u00f5es. Desde o per\u00edodo colonial, a regi\u00e3o da Nova Inglaterra fortaleceu a tradi\u00e7\u00e3o de constru\u00e7\u00e3o naval, competindo com os pr\u00f3prios brit\u00e2nicos, e as guerras contra os colonizadores tamb\u00e9m contribu\u00edram para o desenvolvimento dos barcos. &#8220;A qualidade deles era muito alta, eles eram a vela, mais r\u00e1pidos, e aos poucos foram desbancando a pr\u00f3pria frota brit\u00e2nica&#8221;, conta Marques. Al\u00e9m de economizar tempo nas viagens, as embarca\u00e7\u00f5es eram consideradas capazes de despistar perseguidores da Marinha Brit\u00e2nica e piratas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A bandeira americana era tamb\u00e9m uma das poucas imunes a vistorias a bordo. A partir de 1807, a Inglaterra come\u00e7ou a fechar o cerco contra o tr\u00e1fico de escravos \u2014 mais do que raz\u00f5es humanit\u00e1rias, havia diferentes interesses econ\u00f4micos por tr\u00e1s da press\u00e3o, entre os quais cria\u00e7\u00e3o de mercado consumidor para produtos industrializados. Embora internamente tanto abolicionistas quanto escravistas (que acreditavam j\u00e1 ter uma popula\u00e7\u00e3o de africanos interna suficiente e autossustent\u00e1vel) tenham concordado com as medidas, os EUA se recusaram a autorizar vistorias em seus barcos, acusando os brit\u00e2nicos de ferirem a soberania da ex-col\u00f4nia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para os criminosos, a situa\u00e7\u00e3o era perfeita: navios r\u00e1pidos e com uma bandeira imune \u00e0 fiscaliza\u00e7\u00e3o inglesa. N\u00e3o \u00e0 toa, conta Marques, no per\u00edodo havia v\u00e1rias companhias dos EUA que vendiam navios para traficantes no Rio de Janeiro. &#8220;No Jornal do Com\u00e9rcio, havia an\u00fancios de navios como &#8216;excelentes para transporte de escravatura'&#8221;, diz o historiador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A situa\u00e7\u00e3o chegou a gerar alguns incidentes diplom\u00e1ticos, dividindo as autoridades entre as que acreditavam que a venda dos barcos e o uso da bandeira era leg\u00edtima, e os que achavam que n\u00e3o. Em 1844, Henry Wise foi nomeado ministro dos EUA no Brasil e, em conjunto com o c\u00f4nsul George Gordon, buscou eliminar a bandeira do pa\u00eds do tr\u00e1fico. Entre as medidas, passaram a enviar envolvidos no tr\u00e1fico para serem julgados nos EUA e promoveram o desmantelamento de esquemas de cidad\u00e3os norte-americanos que vendiam ou fretavam embarca\u00e7\u00f5es para traficantes brasileiros.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\" style=\"text-align: justify;\">Consumo financiado pela escravid\u00e3o<\/h2>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/74AF\/production\/_113217892_navio3.jpg\" alt=\"Ilustra\u00e7\u00e3o mostra configura\u00e7\u00e3o de um navio negreiro americano\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span>Ilustra\u00e7\u00e3o mostra configura\u00e7\u00e3o de um navio negreiro americano<\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos esquemas envolvia a companhia Maxwell Wright &amp; Co, que combinava duas atividades que acabaram interligadas ao longo da d\u00e9cada de 1840: de um lado, vendiam os navios para traficantes de escravos; de outro, exportavam o caf\u00e9 produzido pelos mesmos escravos de volta para os Estados Unidos, onde o mercado consumidor crescia. Neste sentido, observa Marques, a participa\u00e7\u00e3o dos EUA na escravid\u00e3o brasileira transcende a quest\u00e3o econ\u00f4mica. &#8220;A identidade nacional que estava sendo constru\u00edda no pa\u00eds, do americano tomador de caf\u00e9 em vez de ch\u00e1, est\u00e1 amarrada com a escravid\u00e3o&#8221;, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A professora Mamigonian, cuja pesquisa se concentra na aboli\u00e7\u00e3o do tr\u00e1fico e nas transforma\u00e7\u00f5es da escravid\u00e3o no s\u00e9culo 19, complementa o racioc\u00ednio: &#8220;vemos um elemento muito pr\u00f3prio do capitalismo do s\u00e9culo 19, quando a ascens\u00e3o do consumo vai na contram\u00e3o do abolicionismo.&#8221; O problema, neste caso, n\u00e3o era restrito aos EUA. O pr\u00f3prio Reino Unido, que em 1833 aboliu a escravid\u00e3o, continuou consumindo produtos brasileiros produzidos com m\u00e3o de obra escrava e fornecendo itens industrializados para o com\u00e9rcio ilegal na \u00c1frica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O crescimento do mercado consumidor para os produtos brasileiros, ao mesmo tempo em que vinculou os americanos ainda mais profundamente \u00e0 escravid\u00e3o no Brasil, corrobora a tese de que o tr\u00e1fico existiria com ou sem a presen\u00e7a dos EUA. Em suas pesquisas, Marques observa que, embora uma cl\u00e1usula no acordo entre EUA e Inglaterra permitindo a revista das embarca\u00e7\u00f5es possivelmente diminuiria a presen\u00e7a dos norte-americanos no tr\u00e1fico, o controle da compra e venda de navios permaneceria amb\u00edguo. N\u00e3o \u00e0 toa, traficantes portugueses acabaram criando suas pr\u00f3prias redes, principalmente em Nova York, adquirindo inclusive a cidadania do pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A conclus\u00e3o dos especialistas \u00e9 que, enquanto houvesse demanda pelos produtos do trabalho escravo no mercado mundial e a escravid\u00e3o se mantivesse um mercado lucrativo (um escravo comprado na \u00c1frica por US$ 40 valia em terras brasileiras algo entre US$ 400 a US$ 1.200, em torno de US$ 48 mil), haveria criminosos dispostos a manter o sistema ativo. Tanto \u00e9 que, quando a captura do Mary E Smith finalmente sinalizou que o tr\u00e1fico para Brasil n\u00e3o era mais um bom neg\u00f3cio, muitos traficantes voltaram as aten\u00e7\u00f5es para Cuba, que adotou medidas semelhantes somente em 1862.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O fim do tr\u00e1fico nas Am\u00e9ricas, por sua vez, s\u00f3 ocorreu de fato com a aboli\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o no Brasil, em 1888, \u00faltimo pa\u00eds do Ocidente a libertar africanos escravizados.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre 1831 e 1850, navios com a bandeira norte-americana corresponderam a 58,2% de todas as expedi\u00e7\u00f5es negreiras com destino ao Brasil<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":323921,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1175,6],"tags":[],"class_list":["post-323920","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-educacao","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/navio-negreiro.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/323920","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=323920"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/323920\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/323921"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=323920"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=323920"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=323920"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}