{"id":325293,"date":"2020-07-18T08:40:27","date_gmt":"2020-07-18T11:40:27","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=325293"},"modified":"2020-07-18T08:40:27","modified_gmt":"2020-07-18T11:40:27","slug":"cearenses-reveem-familias-apos-meses-distantes-pela-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/cearenses-reveem-familias-apos-meses-distantes-pela-pandemia\/","title":{"rendered":"Cearenses reveem fam\u00edlias ap\u00f3s meses distantes pela pandemia"},"content":{"rendered":"<div class=\"m-l-article__header m-u-pt-4 m-u-pb-4 m-u-container-lg\">\n<h1 class=\"m-l-article__heading \" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<div class=\"m-l-article__meta m-u-mt-2 m-u-mb-2 m-u-mt-3-md m-u-mb-3-md\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"m-c-meta m-c-meta--has-time-update m-u-text-sans m-u-text-sm m-u-color-gray-600\">Por Theyse Viana<\/div>\n<\/div>\n<h2 class=\"m-l-article__subheading \" style=\"text-align: justify;\">Sagu\u00e3o de desembarque do Aeroporto de Fortaleza re\u00fane hist\u00f3rias di\u00e1rias de gente que dribla as regras sanit\u00e1rias para se reencontrar e findar as saudades; mais de 11 mil voos foram cancelados na Capital, de abril a junho<\/h2>\n<\/div>\n<div class=\"m-l-article__thumbnail m-u-container-hg-lg\" style=\"text-align: justify;\">\n<figure>\n<div class=\"m-b-media m-b-media--image m-u-ratio-16by9\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/diariodonordeste.verdesmares.com.br\/image\/contentid\/policy:1.2967532:1595034112\/1.jpg?f=16x9&amp;$p$f=af475b2\" alt=\"\" \/><\/div><figcaption class=\"m-u-text-sans m-u-mt-2 m-u-px-3 m-u-text-sm m-u-line-height-tight m-u-color-gray-600\">\n<div class=\"m-u-mb-1\"><span class=\"m-u-text-bold\">Legenda:\u00a0<\/span>Ana Avelar (segunda, dir. Para esq.) \u00e9 cercada pela fam\u00edlia ao desembarcar em Fortaleza, &#8220;para ficar&#8221;, ap\u00f3s 13 anos morando no Rio de Janeiro<\/div>\n<div class=\"m-u-mt-1\"><span class=\"m-u-text-bold\">Foto:\u00a0<\/span>Helene Santos<\/div>\n<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<div class=\"m-l-article__inner m-u-display-flex-lg m-l-article__inner--sidebar m-u-pt-4 m-u-pb-4 m-u-container-lg m-u-container-hg-lg\">\n<div class=\"m-l-article__content \">\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Aba\u00e7\u00e1.&#8221; A dic\u00e7\u00e3o sequer amadureceu a ponto de articular os erres ou as ideias, mas a boca, quase sempre, escancara o que vai no cora\u00e7\u00e3o: no de Yara, 4, vai saudade. Ap\u00f3s um semestre sem ver a av\u00f3, a resposta da pequena foi instant\u00e2nea: era &#8220;abra\u00e7ar&#8221; o que mais queria fazer. V\u00e1rios cearenses ficaram meses n\u00e3o-planejados em outros estados, distantes das fam\u00edlias e de amigos, por efeito da pandemia de Covid-19. Agora, retornam aos poucos &#8211; pedindo licen\u00e7a \u00e0s regras sanit\u00e1rias para preencher o sagu\u00e3o do Aeroporto Internacional de Fortaleza, dia a dia, com contatos de afeto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O distanciamento f\u00edsico, que inclui a aus\u00eancia de abra\u00e7os, beijos e quaisquer aproxima\u00e7\u00f5es entre as pessoas, \u00e9 uma das imposi\u00e7\u00f5es mais cru\u00e9is ditadas pela pandemia. O isolamento nos fez chegar a uma conclus\u00e3o desafiadora, de digest\u00e3o muito dif\u00edcil, mas extremamente necess\u00e1ria: enquanto n\u00e3o houver vacina que barre o novo coronav\u00edrus, afastar-se dos nossos tornou-se a maior prova de amor que podemos dar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 momentos, no entanto, em que as regras sucumbem \u00e0 saudade. Ao sair pela porta do desembarque, nessa quinta-feira (16), Maria Lucinda Alves, 49, mal deu cinco passos, e logo foi interrompida pelo enlace curto dos bra\u00e7os de Yara. A dona de casa viajou no in\u00edcio do ano para visitar um irm\u00e3o, no interior do Piau\u00ed, e teve o retorno impedido pelo novo coronav\u00edrus. &#8220;Eu ia passar muito menos de seis meses, mas quando cheguei l\u00e1, come\u00e7ou essa pandemia. Me isolei total. Dia 9 agora, ia voltar, e cancelaram meu voo sem dizer o porqu\u00ea. E eu tava doida pra ver minha princesa, que eu tava com muita saudade!&#8221;, sorri a av\u00f3.<\/p>\n<figure style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"m-b-media m-b-media--image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/diariodonordeste.verdesmares.com.br\/image\/contentid\/policy:1.2967533:1595034221\/1%20-%20helene%20santos.jpg?f=default&amp;$p$f=2aa3b22\" alt=\"\" \/><\/div><figcaption class=\"m-u-text-sans m-u-mt-2 m-u-px-3 m-u-text-sm m-u-line-height-tight m-u-color-gray-600\">\n<div class=\"m-u-mb-1\"><span class=\"m-u-text-bold\">Legenda:\u00a0<\/span>Yara, de 4 anos, nunca havia passado tanto tempo longe da &#8220;vov\u00f3&#8221;. Foram seis meses at\u00e9 Maria Lucinda conseguir retornar de uma viagem atravessada pela pandemia<\/div>\n<div class=\"m-u-mt-1\"><span class=\"m-u-text-bold\">Foto:\u00a0<\/span>Helene Santos<\/div>\n<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante a viagem, Lucinda &#8220;n\u00e3o ia nem na casa da vizinha&#8221;, rotina que alimentou ainda mais a falta de casa. &#8220;Esse tempo foi de muita saudade. A dist\u00e2ncia \u00e9 uma coisa que faz a gente sofrer muito, ainda mais sem poder voltar. Agora, vou ficar em casa, s\u00f3 saio pra ir ao m\u00e9dico. Mas mora todo mundo junto e misturado, vamos ficar perto&#8221;, comemora, endossada pela filha, Francineide Alves, 32.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Foi bastante emo\u00e7\u00e3o ver ela de novo. A gente tava com muito medo da viagem n\u00e3o dar certo de novo. Mas gra\u00e7as a Deus que deu tudo certo, e estamos aqui novamente, pra matar a saudade juntas. Conseguimos abra\u00e7ar, apesar do coronav\u00edrus, mas tudo bem. Hoje t\u00e1 permitido, n\u00e9? Seis meses longe da m\u00e3e \u00e9 muito tempo, foi o maior per\u00edodo que a gente j\u00e1 passou&#8221;, calcula a filha, com os olhos marejados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com a Fraport, cerca de 11.500 voos entre chegadas e partidas de Fortaleza foram cancelados, entre abril e junho. A companhia ressalta que &#8220;n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel afirmar que foram em raz\u00e3o da Covid-19, j\u00e1 que cancelamentos s\u00e3o comuns no setor&#8221;, mas um levantamento da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo (CNC) j\u00e1 havia apontado que no dia 28 de mar\u00e7o deste ano, por exemplo, 95% das opera\u00e7\u00f5es foram canceladas devido \u00e0 crise sanit\u00e1ria. Foi o pico de cancelamentos no terminal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Adiamento<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi justamente a falta de voos para Fortaleza que adiou os planos de Vit\u00f3ria Ara\u00fajo, 18, de rever as melhores amigas e a parte da fam\u00edlia que ficou no Cear\u00e1, quando ela se mudou para o Sul do Brasil. A vinda estava programada para abril, justamente quando a pandemia avan\u00e7ou veloz por todos os estados, principalmente o Cear\u00e1, atingindo os planos em cheio. &#8220;Por conta da pandemia, perdi meu trabalho l\u00e1 em Santa Catarina, porque parou tudo. A\u00ed fiquei sempre em casa, me cuidando, at\u00e9 que consegui vir&#8221;, relata.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A chegada era aguardada com uma ansiedade vis\u00edvel e quase palp\u00e1vel no semblante inquieto de Bruna Rafaela, 18, incubida da miss\u00e3o de buscar a amiga no aeroporto. Ao reconhecer um entre os tantos rostos no abre-e-fecha da porta autom\u00e1tica do desembarque, a corrida ao abra\u00e7o foi r\u00e1pida &#8211; mas o gesto em si poderia se demorar pelo mesmo tempo que Vit\u00f3ria ficou longe. &#8220;Fazia dois anos que a gente n\u00e3o se via, e sempre fomos muito amigas. Um dia, ela mandou mensagem &#8216;daqui a uns dias, t\u00f4 chegando&#8217;. Depois, &#8216;n\u00e3o vai dar, n\u00e3o tem mais voo&#8217;. Foi muito dif\u00edcil&#8221;, relata.<\/p>\n<figure style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"m-b-media m-b-media--image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/diariodonordeste.verdesmares.com.br\/image\/contentid\/policy:1.2967534:1595034283\/3%20-%20helene%20santos.jpg?f=default&amp;$p$f=0eb365f\" alt=\"\" \/><\/div><figcaption class=\"m-u-text-sans m-u-mt-2 m-u-px-3 m-u-text-sm m-u-line-height-tight m-u-color-gray-600\">\n<div class=\"m-u-mb-1\"><span class=\"m-u-text-bold\">Legenda:\u00a0<\/span>Bruna e Vit\u00f3ria passaram dois anos sem encontro presencial, que deveria ter acontecido em abril, mas foi adiado pelos efeitos da pandemia na escassez de voos<\/div>\n<div class=\"m-u-mt-1\"><span class=\"m-u-text-bold\">Foto:\u00a0<\/span>Helene Santos<\/div>\n<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar da decep\u00e7\u00e3o, Bruna, mais do que ningu\u00e9m, &#8220;entendeu o momento&#8221;: por trabalhar meio per\u00edodo em uma unidade de sa\u00fade, a estudante contraiu o novo coronav\u00edrus ao final de abril, permanecendo em tratamento domiciliar por oito dias, &#8220;com muito cansa\u00e7o e muita febre&#8221;. Hoje, consta entre os milhares de cearenses recuperados. &#8220;Fiquei muito decepcionada quando a Vit\u00f3ria adiou a vinda, mas sei que foi melhor. Naquele momento, era mais seguro pra ela e pra fam\u00edlia. N\u00e3o sabemos o que teria acontecido se ela estivesse no Cear\u00e1 naquele per\u00edodo&#8221;, reconhece.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c0 casa torna<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estar no Cear\u00e1, por outro lado, era o que Ana Avelar, 56, mais queria, quando a Covid-19 escancarou as fronteiras e invadiu o Rio de Janeiro, o segundo Estado mais infectado do Brasil. A cidade maravilhosa havia se tornado casa desde 2007, quando a personal organizer se mudou e passou a morar sozinha. Treze anos depois, voltou. Foram a saudade e a pandemia que a trouxeram pelo bra\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Tudo ficou muito mais dif\u00edcil l\u00e1, resolvi voltar pra ficar junto de toda a fam\u00edlia, ficar perto de novo. O isolamento l\u00e1 foi bem dif\u00edcil, pelo medo de ficar doente, de pegar esse v\u00edrus louco. Tive medo at\u00e9 de morrer sozinha. Aqui, t\u00f4 acolhida, com a fam\u00edlia. Mesmo se ficasse doente e precisasse ir ao hospital, sei que tem gente do meu sangue que me ama ao meu lado&#8221;, confortou-se Ana, enquanto era envolvida pelo abra\u00e7o incessante dos netos e da filha, que a receberam com flores brancas no desembarque em Fortaleza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A fam\u00edlia se encontrava com frequ\u00eancia, todos os anos, no Rio e em Fortaleza, mas j\u00e1 estava h\u00e1 sete meses sem visitas, devido \u00e0s restri\u00e7\u00f5es da pandemia. Para a nutricionista Juliana Avelar, 39, filha de Ana, o fim da espera pelo retorno da m\u00e3e \u00e0 casa e aos abra\u00e7os encerra, tamb\u00e9m, dois sentimentos: preocupa\u00e7\u00e3o e saudade. &#8220;Ela morava sozinha l\u00e1, e a gente ficava aqui muito preocupada. A sensa\u00e7\u00e3o de t\u00ea-la aqui de novo \u00e9 muito boa. \u00c9 bom demais estar com a m\u00e3e perto, principalmente agora&#8221;, declara a filha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>An\u00e1lise<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Layza Castelo Branco Mendes<\/em><br \/>\n<em>Psic\u00f3loga e Dra. em Sa\u00fade Coletiva<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;De longe te hei de amar, &#8211; da tranquila dist\u00e2ncia em que o amor \u00e9 saudade e o desejo, const\u00e2ncia&#8221;, disse Cec\u00edlia Meireles. E quantas pessoas est\u00e3o nessa condi\u00e7\u00e3o de ter amores fora do alcance dos bra\u00e7os nesse momento de isolamento social? Muitas! A vida contempor\u00e2nea, permeada pela tecnologia, permite muitos deslocamentos com menos sofrimento. A globaliza\u00e7\u00e3o promove um intenso interc\u00e2mbio humano para in\u00fameras finalidades, como estudar, trabalhar, formar fam\u00edlia, entre outros motivos. Esse entrela\u00e7o humano de extens\u00e3o global tornou-se comum. Assim, vemos quem amamos e que est\u00e1 distante a qualquer instante, em segundos, por meio de liga\u00e7\u00f5es. H\u00e1 alguns anos os olhos j\u00e1 alcan\u00e7am quem amamos. H\u00e1 mais de um centen\u00e1rio os ouvidos j\u00e1 passaram a alcan\u00e7ar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda n\u00e3o existe inven\u00e7\u00e3o que alcance os bra\u00e7os. Logo, o desejo de um abra\u00e7o, de sentir quem amamos h\u00e1 mesmo de existir e \u00e9 constante, lembra-nos a poeta. O humano \u00e9 movido pelo desejo e qu\u00e3o boa \u00e9 a sensa\u00e7\u00e3o de um desejo saciado. Algu\u00e9m h\u00e1 de questionar a legitimidade do desejo do abra\u00e7o de uma pessoa que amamos? Tarefa \u00e1rdua n\u00e3o abra\u00e7armos quem amamos mesmo diante das amea\u00e7as da pandemia. Nesse momento, assim como em muitos outros de nossa vida, muitas vezes o medo ser\u00e1 posto de lado, pois o desejo mostra-se maior. Essa rela\u00e7\u00e3o dial\u00f3gica entre medo e desejo atravessa toda a trajet\u00f3ria humana.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sagu\u00e3o de desembarque do Aeroporto de Fortaleza re\u00fane hist\u00f3rias di\u00e1rias de gente que dribla as regras sanit\u00e1rias para se reencontrar e findar as saudades; mais de 11 mil voos foram cancelados na Capital, de abril a junho<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":325294,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[2,6],"tags":[],"class_list":["post-325293","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cotidiano","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/encontro-familia.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/325293","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=325293"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/325293\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/325294"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=325293"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=325293"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=325293"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}