{"id":326274,"date":"2020-07-27T08:34:41","date_gmt":"2020-07-27T11:34:41","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=326274"},"modified":"2020-07-27T08:34:41","modified_gmt":"2020-07-27T11:34:41","slug":"origem-do-cearense-nordicos-superam-indios-e-negros-na-genetica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/origem-do-cearense-nordicos-superam-indios-e-negros-na-genetica\/","title":{"rendered":"Origem do cearense: n\u00f3rdicos superam \u00edndios e negros na gen\u00e9tica"},"content":{"rendered":"<div class=\"m-l-article__header m-u-pt-4 m-u-pb-4 m-u-container-lg\">\n<h1 class=\"m-l-article__heading \"><\/h1>\n<div class=\"m-l-article__meta m-u-mt-2 m-u-mb-2 m-u-mt-3-md m-u-mb-3-md\">\n<div class=\"m-c-meta m-c-meta--has-time-update m-u-text-sans m-u-text-sm m-u-color-gray-600\">Por N\u00edcolas Paulino e Alessandro Torres<\/div>\n<\/div>\n<h2 class=\"m-l-article__subheading \">Pesquisa in\u00e9dita no Brasil analisou 160 amostras humanas de todas as regi\u00f5es do Estado e revela que, mais do que \u00edndios e portugueses, a forma\u00e7\u00e3o do cearense se deve a povos vikings que dominaram a Europa s\u00e9culos atr\u00e1s<\/h2>\n<\/div>\n<div class=\"m-l-article__thumbnail m-u-container-hg-lg\">\n<figure>\n<div class=\"m-b-media m-b-media--image m-u-ratio-16by9\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/diariodonordeste.verdesmares.com.br\/image\/contentid\/policy:1.2970611:1595806704\/pesquisa-genoma.jpg?f=16x9&amp;$p$f=fb7da2f\" alt=\"\" \/><\/div><figcaption class=\"m-u-text-sans m-u-mt-2 m-u-px-3 m-u-text-sm m-u-line-height-tight m-u-color-gray-600\">\n<div class=\"m-u-mb-1\"><span class=\"m-u-text-bold\">Legenda:\u00a0<\/span>Thor, de 6 anos, \u00e9 resultado da mistura do dinamarqu\u00eas Peter com a cearense Ana Paula<\/div>\n<div class=\"m-u-mt-1\"><span class=\"m-u-text-bold\">Foto:\u00a0<\/span>Fabiane de Paula<\/div>\n<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<div class=\"m-l-article__inner m-u-display-flex-lg m-l-article__inner--sidebar m-u-pt-4 m-u-pb-4 m-u-container-lg m-u-container-hg-lg\">\n<div class=\"m-l-article__tools m-u-mb-3 m-u-mb-0-lg m-u-width-24-lg\">\n<div class=\"m-c-tools m-c-tools--social u-m-display-flex m-u-direction-col-lg m-u-width-32 m-u-width-auto-lg m-u-justify-between h32-lg\">\n<div class=\"m-u-width-6 m-u-heigh-6\"><\/div>\n<div class=\"m-u-width-6 m-u-heigh-6\"><\/div>\n<div class=\"m-u-width-6 m-u-heigh-6\"><\/div>\n<div class=\"m-u-width-6 m-u-heigh-6\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"m-l-article__content \">\n<p>Se voc\u00ea pudesse apostar na origem do povo cearense, para qual regi\u00e3o do mundo apontaria? Muitas pessoas diriam, sem d\u00favidas, que os principais ancestrais s\u00e3o ind\u00edgenas &#8211; afinal, o pr\u00f3prio escritor Jos\u00e9 de Alencar descreveu o mito de funda\u00e7\u00e3o da identidade brasileira em &#8220;Iracema&#8221;. Contudo, uma pesquisa in\u00e9dita de mapeamento gen\u00e9tico no pa\u00eds revela que os amer\u00edndios t\u00eam a segunda maior predomin\u00e2ncia na origem do cearense. Em primeiro, est\u00e3o os genes dos n\u00f3rdicos que habitaram o norte gelado da Europa.<\/p>\n<p>A pesquisa &#8220;GPS-DNA Origins Cear\u00e1&#8221; analisou as amostras de saliva de 160 cearenses, de todas as regi\u00f5es do Estado e de v\u00e1rias etnias, a fim de mapear os povos que formaram essa popula\u00e7\u00e3o. Um dos objetivos era responder \u00e0 pergunta-chave dos estudos de Parsifal Barroso no livro &#8220;O Cearense&#8221;, lan\u00e7ado em 1969. \u00c0 \u00e9poca, o autor se valeu de documentos e outros registros para construir sua teoria, mas, 50 anos depois, a tecnologia permitiu uma an\u00e1lise mais profunda das hip\u00f3teses.<\/p>\n<p>Lu\u00eds S\u00e9rgio Santos, professor da Universidade Federal do Cear\u00e1 (UFC) e coordenador da pesquisa, explica que o resultado foi obtido a partir da metodologia GPS-DNA, criada pelo geneticista israelense-americano Eran Elhaik, consultor no estudo cearense. As amostras de saliva foram cruzadas com um banco de dados em laborat\u00f3rio, nos Estados Unidos, e permitiram a identifica\u00e7\u00e3o de 28 grandes agrupamentos gen\u00e9ticos, chamados de &#8220;bols\u00f5es&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;A coloniza\u00e7\u00e3o do Brasil veio da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, mas a pesquisa, de certo modo, desconstr\u00f3i essa tese. Ela mapeia at\u00e9 o ano 400, ent\u00e3o \u00e9 um tempo muito anterior \u00e0 funda\u00e7\u00e3o de Portugal. Os resultados mostram que o branco europeu que colonizou o Brasil era escandinavo, viking, visigodo, e antes disso, alem\u00e3o&#8221;, explica o pesquisador, refor\u00e7ando: &#8220;Por serem predadores, destruidores e impass\u00edveis, eles deram um banho gen\u00e9tico na Europa&#8221;.<\/p>\n<p>As regi\u00f5es que tiveram mais for\u00e7a na identidade cearense foram o sul da Fran\u00e7a e a chamada Fenosc\u00e2ndia &#8211; que abrange Noruega, Su\u00e9cia, Finl\u00e2ndia e Dinamarca. Na segunda posi\u00e7\u00e3o do ranking da maior influ\u00eancia gen\u00e9tica, fica o amer\u00edndio, que prov\u00e9m da Sib\u00e9ria e entra no novo continente por meio do Estreito de Bering, ponte natural entre a R\u00fassia e os Estados Unidos.<\/p>\n<p>Aos seis anos de idade, Thor representa bem essa mistura. Ele \u00e9 filho do dinamarqu\u00eas Peter Aller com a cearense Ana Paula Bertuleza, que acredita ter sangue ind\u00edgena e negro. O pai ficou surpreso com a similaridade entre as duas popula\u00e7\u00f5es, j\u00e1 que acreditava que portugueses e holandeses seriam os maiores influenciadores no Cear\u00e1. &#8220;O cruzamento de portugueses e vikings \u00e9 a origem mais plaus\u00edvel&#8221;, considera ele.<\/p>\n<p>Segundo Ana Paula, a compatibilidade gen\u00e9tica de Thor &#8220;\u00e9 mais pro lado n\u00f3rdico&#8221;. &#8220;Fisicamente, ele \u00e9 completamente o pai, mas ele tamb\u00e9m tem muito um jeito cearense porque gosta de comer farofa e feij\u00e3o preto e de ir para as dunas&#8221;, ri a administradora. &#8220;Dentro de casa, ele \u00e9 dinamarqu\u00eas&#8221; &#8211; o menino fala tr\u00eas idiomas -, &#8220;e do lado de fora \u00e9 cearense&#8221;. A m\u00e3e lembra que o filho pratica kitesurf e n\u00e3o tem medo do mar &#8211; provavelmente outra heran\u00e7a dos ancestrais navegadores.<\/p>\n<p>Para o m\u00e9dico Evangelista Torquato, especialista em reprodu\u00e7\u00e3o humana e respons\u00e1vel t\u00e9cnico da pesquisa, o levantamento pioneiro atende a dois pontos. O primeiro, da velha curiosidade sobre a pergunta &#8220;de onde eu vim?&#8221;. O segundo, do uso pr\u00e1tico das informa\u00e7\u00f5es pela Medicina. &#8220;Determinadas comunidades no mundo t\u00eam certos tipos de doen\u00e7as, como judeus e negros. O pr\u00f3prio Nordeste cearense tem doen\u00e7as gen\u00e9ticas mais espec\u00edficas que est\u00e3o na nossa ancestralidade&#8221;<\/p>\n<p><strong>Ra\u00edzes ind\u00edgenas<\/strong><\/p>\n<p>Mas se o Cear\u00e1 tem predomin\u00e2ncia de ancestrais europeus, por que n\u00e3o h\u00e1 tantos cabelos loiros e olhos mais claros? A resposta, conforme Lu\u00eds S\u00e9rgio Santos, est\u00e1 na domin\u00e2ncia de genes. &#8220;O nosso \u00edndio tem uma gen\u00e9tica muito forte. Ele &#8216;dilui&#8217; o branco e cria o pardo. Esse gene amer\u00edndio est\u00e1 em todos n\u00f3s, em maior ou menor quantidade&#8221;, garante.<\/p>\n<p>O pesquisador acrescenta que os dados gen\u00e9ticos &#8220;s\u00f3 se sustentam&#8221; se tiverem amparo em levantamentos hist\u00f3ricos para explicar os fluxos migrat\u00f3rios ao longo dos s\u00e9culos. Por exemplo: o estudo mostra que, apesar da contribui\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica na forma\u00e7\u00e3o do brasileiro, o negro n\u00e3o teve tanta for\u00e7a no Cear\u00e1. As maiores influ\u00eancias s\u00e3o de bantos do Congo, na \u00c1frica subsaariana, e de outro povo que habitava a ilha de Madagascar. &#8220;Ele faz um fluxo interno no continente africano e acaba chegando por meio da escravid\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Uma hip\u00f3tese para a baixa influ\u00eancia do negro no Estado est\u00e1 na pr\u00f3pria leitura de Parsifal Barroso. &#8220;O Cear\u00e1 demorou muito a ser colonizado e \u00e9 envolto por serras, o que o autor acha que retardou o processo de coloniza\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, nossa m\u00e3o de obra era mais ind\u00edgena. Quem cuidava da pecu\u00e1ria eram os \u00edndios, e praticamente n\u00e3o tinha agricultura por causa da seca&#8221;, conta Lu\u00eds S\u00e9rgio.<\/p>\n<p>Jeovany F\u00e9rrer, integrante da Associa\u00e7\u00e3o dos Remanescentes de Quilombos de Alto Alegre e Adjac\u00eancias (Arqua) e mestrando em Antropologia, acredita que a pesquisa pode dar pistas de onde veio Negro Cazuza, de quem descende a comunidade quilombola de Horizonte. At\u00e9 agora, os registros dependiam da mem\u00f3ria de membros mais velhos do africano.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, para ele, a identidade \u00e9 forjada n\u00e3o s\u00f3 pelo DNA ou pelo sangue. &#8220;Muitos elementos s\u00e3o acionados para a nossa forma\u00e7\u00e3o, seja o passado, a religiosidade ou a luta dos antepassados. Eles contribuem para alicer\u00e7ar essa identidade negra, que passa a ser reelaborada tamb\u00e9m com afirma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica&#8221;, argumenta.<\/p>\n<p>Segundo o m\u00e9dico Evangelista Torquato, embora a regress\u00e3o tenha remontado mil anos atr\u00e1s, &#8220;pode-se avan\u00e7ar ainda mais&#8221;. &#8220;\u00c9 totalmente poss\u00edvel fazer um mapeamento do povo brasileiro. Podemos ter outras surpresas&#8221;, adianta, salientando que a Regi\u00e3o Sul do Pa\u00eds tem caracter\u00edsticas bem distintas da amaz\u00f4nica, por exemplo.<\/p>\n<p>Quem se orgulha das pr\u00f3prias ra\u00edzes \u00e9 Maria de Lourdes da Concei\u00e7\u00e3o Alves, a Cacique Pequena. A lideran\u00e7a dos \u00edndios Jenipapo-Kanind\u00e9, uma das cearenses com amostra colhida para a pesquisa, faz quest\u00e3o de dizer que a Lagoa Encantada e o Saco do Marisco, em Aquiraz, abrigam a s\u00e9tima gera\u00e7\u00e3o de seu povo. Se, h\u00e1 algumas d\u00e9cadas, havia de cinco a oito casas na Lagoa, hoje s\u00e3o 130 fam\u00edlias habitando a \u00e1rea.<\/p>\n<figure>\n<div class=\"m-b-media m-b-media--image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/diariodonordeste.verdesmares.com.br\/image\/contentid\/policy:1.2970612:1595807003\/pesquisa%20genoma%202.jpg?f=default&amp;$p$f=e369b95\" alt=\"\" \/><\/div><figcaption class=\"m-u-text-sans m-u-mt-2 m-u-px-3 m-u-text-sm m-u-line-height-tight m-u-color-gray-600\">\n<div class=\"m-u-mb-1\"><span class=\"m-u-text-bold\">Legenda:\u00a0<\/span>A Cacique Pequena, de Aquiraz, tem orgulho das ra\u00edzes do povo Jenipapo-Kanind\u00e9<\/div>\n<div class=\"m-u-mt-1\"><span class=\"m-u-text-bold\">Foto:\u00a0<\/span>Fabiane de Paula<\/div>\n<\/figcaption><\/figure>\n<p>&#8220;A gente tem que lembrar que \u00e9 \u00edndio, que nasceu aqui e n\u00e3o pode deixar de ser, que n\u00e3o pode ser um branco l\u00e1 de fora. A gente se preserva na dan\u00e7a, nas falas, de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o. Vivemos dentro dessa uni\u00e3o, dessa harmonia. E eu venho arrastando o tronco velho do povo que viveu h\u00e1 mil anos atr\u00e1s&#8221;, ressalta a cacique de 75 anos. Trememb\u00e9s, pitaguarys e canind\u00e9s foram outros povos ind\u00edgenas que contribu\u00edram com a pesquisa.<\/p>\n<p>O ex-governador do Estado, Gonzaga Mota, 77, tamb\u00e9m forneceu material gen\u00e9tico para o estudo. De linhagem inglesa por parte de m\u00e3e e portuguesa, pelo lado do pai &#8211; segundo conversou com os genitores -, ele destaca a import\u00e2ncia antropol\u00f3gica, hist\u00f3rica e cultural da pesquisa. &#8220;Considero uma iniciativa extremamente v\u00e1lida porque preserva a nossa mem\u00f3ria&#8221;, declara.<\/p>\n<p>Para Igor Queiroz Barroso, presidente do Conselho Administrativo do Grupo Edson Queiroz e neto de Parsifal Barroso, desvendar a origem do cearense por meio da ci\u00eancia \u00e9 uma forma de compreender n\u00e3o s\u00f3 o passado, mas o presente. &#8220;A origem vem para voc\u00ea poder revelar, se aproximar da verdade. Ser\u00e1 que a Caatinga \u00e9 que forma o cearense? Sou um judeu brasileiro por isso ou por aquilo? Tenho braquicefalia porque venho de determinada ra\u00e7a ou porque durmo na rede? Isso \u00e9 ci\u00eancia, trazer respostas atrav\u00e9s de testes&#8221;, pontua.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da contribui\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, a conclus\u00e3o do estudo \u00e9 uma realiza\u00e7\u00e3o pessoal para Igor, pois expandiu os horizontes j\u00e1 indicados pelo av\u00f4. &#8220;A pesquisa retorna 40 mil anos, antes dos nossos colonizadores. Vai muito al\u00e9m do que Parsifal imaginou que se poderia chegar. Estou trazendo a pesquisa do meu av\u00f4 um pouco mais pr\u00f3xima da verdade, e me sinto feliz por isso&#8221;, celebra.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;A gente tem que lembrar que \u00e9 \u00edndio, que nasceu aqui e n\u00e3o pode deixar de ser, que n\u00e3o pode ser um branco l\u00e1 de fora. A gente se preserva na dan\u00e7a, nas falas, de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o. Vivemos dentro dessa uni\u00e3o, dessa harmonia. 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