{"id":327284,"date":"2020-08-06T00:19:20","date_gmt":"2020-08-06T03:19:20","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=327284"},"modified":"2020-08-05T10:21:38","modified_gmt":"2020-08-05T13:21:38","slug":"a-historia-de-vinicius-de-moraes-contada-pela-neta-mariana-revela-o-artista-que-exaltou-a-alma-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/a-historia-de-vinicius-de-moraes-contada-pela-neta-mariana-revela-o-artista-que-exaltou-a-alma-brasileira\/","title":{"rendered":"A hist\u00f3ria de Vinicius de Moraes, contada pela neta Mariana, revela o artista que exaltou a alma brasileira"},"content":{"rendered":"<header class=\"a_h | col desktop_12 tablet_8 mobile_4\">\n<div id=\"article_header\" class=\"a_hg basic | \">\n<h1 class=\"a_t | font_secondary color_gray_ultra_dark \"><\/h1>\n<h2 class=\"a_st font_secondary color_gray_dark \">Em homenagem aos 40 anos de morte do poeta, a atriz e cantora Mariana de Moraes resgata em curso as hist\u00f3rias por tr\u00e1s das can\u00e7\u00f5es e poemas do av\u00f4, que fez o Brasil grande mundo afora<\/h2>\n<\/div>\n<figure class=\"lead_art |  \"><img decoding=\"async\" class=\"block width_full\" src=\"https:\/\/imagens.brasil.elpais.com\/resizer\/Gs0WFEFUi001Hh_EE1o38GMsRfM=\/1500x0\/cloudfront-eu-central-1.images.arcpublishing.com\/prisa\/6ULZUD4YAVGNRI6R5ZNCDAM4TI.jpg\" alt=\"O poeta Vinicius de Moraes.\" \/><figcaption class=\"f_c | color_gray_medium border_bottom border_1 border_gray padding_vertical text_align_right\">O poeta Vinicius de Moraes.<span class=\"f_a | color_black margin_left uppercase light\"><span class=\"author\">ARQUIVO PESSOAL<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"sb | width_full border_bottom border_5\">\n<div class=\"sb_w | border_bottom border_1 padding_bottom flex\n          justify_space_between relative\"><\/p>\n<div class=\"flex container_row social-icons  horizontal  \"><\/div>\n<div class=\"flex container_row social-icons right-links horizontal  \"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div data-fusion-collection=\"features\" data-fusion-type=\"article\/lead-art\"><\/div>\n<div class=\"a_by | margin_bottom_lg  \">\n<div class=\"a_auts flex flex_wrap \"><span class=\"a_aut | margin_bottom uppercase flex align_items_center margin_right\"><a class=\"a_aut_n | color_black\" title=\"Ver todas as not\u00edcias de Joana Oliveira\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/joana-carolina-lopes-de-oliveira\/\">JOANA OLIVEIRA<\/a><\/span><\/div>\n<div class=\"\">\n<div class=\"a_pt | uppercase color_gray_medium_lighter \"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"a_w | col desktop_8 tablet_8 mobile_4\">\n<div class=\"a_b article_body | color_gray_dark\">\n<p class=\"\"><a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/noticias\/vinicius-de-moraes\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">Vinicius de Moraes<\/a>\u00a0(1913-1980) sempre escreveu can\u00e7\u00f5es, desde muito jovem, mas o fazia \u00e0s escondidas. Para um jovem poeta cultuado na Academia, pegava mal ser compositor. \u201cEra como se ele tivesse duas personalidades que se ocultavam mutuamente, uma n\u00e3o contava que existia para a outra\u201d, comenta a atriz e cantora Mariana de Moraes, de 50 anos, neta do\u00a0<i>Poetinha<\/i>\u00a0que cantou como ningu\u00e9m o amor e a saudade. A primeira composi\u00e7\u00e3o foi feita aos 15 anos, em 1928, mas\u00a0<i>Loura ou morena\u00a0<\/i>s\u00f3 foi musicada em 1932, por Haroldo Tapaj\u00f3s. Agora, em homenagem aos 40 anos de sua morte, Mariana resgata as hist\u00f3rias por tr\u00e1s dessa e de outras letras e poemas do av\u00f4 em um curso online de quatro aulas. Em 25 de janeiro,<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/01\/25\/album\/1548371078_886424.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">\u00a0anivers\u00e1rio da cidade de S\u00e3o Paulo<\/a>, ela iniciou as homenagens com um show cantando o repert\u00f3rio de Vinicius, que pretendia transformar em \u00e1lbum ainda neste ano. Mas a pandemia do novo coronav\u00edrus atrasou os planos.<\/p>\n<p class=\"\">Ao longo de quase 30 anos de carreira, Mariana, que \u00e9 filha do fot\u00f3grafo Pedro de Moraes e da atriz\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Vera_Barreto_Leite\" data-link-track-dtm=\"\">Vera Barreto Leite<\/a>, participou de diversos projetos mundo afora sobre Vinicius e, ainda que at\u00e9 este ano n\u00e3o tivesse gravado as m\u00fasicas do av\u00f4, sempre debru\u00e7ou-se sobre a obra dele. \u201cN\u00e3o por ser neta, mas por ser uma fiel seguidora do\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/noticias\/joao-gilberto\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">Jo\u00e3o Gilberto<\/a>, que foi o primeiro e grande int\u00e9rprete do Vinicius\u201d, diz ela. Atriz de forma\u00e7\u00e3o \u2014e\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/01\/26\/cultura\/1485439893_444182.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">disc\u00edpula do Teatro Oficina de Z\u00e9 Celso<\/a>\u2014, Mariana sempre mistura poesia, hist\u00f3rias e m\u00fasica em seus shows. A oportunidade de preparar um curso sobre o av\u00f4, que come\u00e7a no dia 10 de agosto, deu-lhe a ideia de levar suas hist\u00f3rias aos palcos, quando a quarentena acabar. \u201cQuero contar as hist\u00f3rias dele, a hist\u00f3ria das m\u00fasicas dele e dos valores \u00e9ticos que ele passou para a fam\u00edlia, sobre como viver a vida\u201d.<\/p>\n<p class=\"\">Uma dessas hist\u00f3rias \u00e9 sobre como o jovem poeta consagrado, que recebeu uma bolsa de estudos para a Universidade de Oxford, conheceu aquele com quem construiria qui\u00e7\u00e1 a maior parceria do cancioneiro brasileiro:\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/noticias\/antonio-carlos-jobim\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">Tom Jobim<\/a>. Vinicius escreveu a pe\u00e7a\u00a0<i>O Orfeu da Concei\u00e7\u00e3o\u00a0<\/i>e moveu mundos e fundos \u2014pedindo empr\u00e9stimos a amigos e endividando-se\u2014 com o sonho de encen\u00e1-la no Teatro Municipal. Enquanto buscava um compositor para o musical, conheceu Tom Jobim. E o sonho deu certo. A pe\u00e7a foi apresentada durante tr\u00eas noites e entrou para a hist\u00f3ria como a primeira vez em que 36 negros apresentaram-se no pante\u00e3o das artes c\u00eanicas brasileiras.\u00a0<i>O Orfeu da Concei\u00e7\u00e3o\u00a0<\/i>viria a se tornar o filme\u00a0<i>Orfeu Negro\u00a0<\/i>(ou\u00a0<i>Orfeu do Carnaval)<\/i>, de 1959, dirigido pelo franc\u00eas Marcel Camus, que ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e a Palma de Ouro em Cannes.<\/p>\n<p class=\"\">\u201cEm alguns de seus textos, Vinicius revela o desenvolvimento dessa ideia de transpor o mito grego de Orfeu para a favela carioca e de ele n\u00e3o ser um her\u00f3i hel\u00eanico que toca lira, mas um negro que toca viol\u00e3o\u201d, conta Mariana, que destaca a admira\u00e7\u00e3o de Vinicius por toda a cultura africana e afrobrasileira. N\u00e3o \u00e0 toa, uma das aulas do seu curso ser\u00e1 dedicada aos afro-sambas que Vinicius comp\u00f4s com o amigo Baden Powell. \u201cUma das grandes bandeiras na vida de Vinicius era mostrar que\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2016\/02\/19\/cultura\/1455913257_700456.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">a arte popular n\u00e3o \u00e9 menor que a arte erudita<\/a>\u00a0ou acad\u00eamica e ousar unir ambas. A trajet\u00f3ria dele mostra como essa poesia erudita se infiltrou no artista popular e fez com que a m\u00fasica no Brasil ganhasse uma dimens\u00e3o que nunca tinha tido\u201d, diz Mariana.<\/p>\n<p class=\"\"><a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/cultura\/2020-04-23\/musica-na-quarentena-bossa-nova-brasileira-com-jazz-norte-americano.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">Dessa fus\u00e3o surgiu a bossa nova<\/a>\u00a0e sua\u00a0<i>sant\u00edssima trindade:\u00a0<\/i>Vinicius, Tom e Jo\u00e3o Gilberto. \u201cEssas e outras amizades s\u00e3o um cap\u00edtulo muito importante da vida dele. Todo mundo fala das nove mulheres que ele teve, mas, na verdade, o que ele mais cultivou foram amigos, de todas as \u00e1reas\u201d, afirma a neta. De Pablo Neruda a Caryb\u00e9, Manuel Bandeira, Rubem Braga, o mestre Pixinguinha, at\u00e9 Carmen Miranda e\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2015\/05\/06\/cultura\/1430940838_944049.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">o cineasta Orson Welles, quem conheceu em Los Angeles<\/a>, o primeiro posto de Vinicius de Moraes como adido cultural do Itamaraty.<\/p>\n<p class=\"\">Foi precisamente depois de ele deixar a carreira de diplomata, que exerceu entre 1943 a 1963, que Mariana conviveu mais tempo com o av\u00f4, que morreu quando ela tinha 11 anos, no dia 9 de julho de 1980. \u201cQuatro anos antes disso, fui viver o ex\u00edlio na Fran\u00e7a com meus pais. Foi justamente nesse per\u00edodo que ele foi demitido do Itamaraty pela\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/noticias\/dictadura-brasilena\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">ditadura militar<\/a>\u00a0e ficou livre para ser um artista de palco. \u00c9 sua fase\u00a0<i>popstar\u201d<\/i>, lembra ela, referindo-se aos shows que Vinicius passou a fazer no exterior. \u201cEle sempre me levava aos shows que fazia em Paris e, pelo menos tr\u00eas vezes no ano, era a \u00fanica pessoa da fam\u00edlia que eu encontrava. A lembran\u00e7a que eu tenho \u00e9 de um av\u00f4 muito amoroso\u201d.<\/p>\n<figure class=\"f | margin_top\"><img decoding=\"async\" class=\"block width_full\" src=\"https:\/\/imagens.brasil.elpais.com\/resizer\/IcY6WTWbWHCdSkJriigEbw5wcZ4=\/1500x0\/cloudfront-eu-central-1.images.arcpublishing.com\/prisa\/M43SI2U4UVDQVF7FOHNMBFOW74.JPG\" alt=\"O poeta Vinicius de Moraes e sua neta, Mariana de Moraes.\" \/><figcaption class=\"f_c | border_bottom border_1 border_gray_ultra_light_warm text_align_right padding_vertical color_gray_medium\">O poeta Vinicius de Moraes e sua neta, Mariana de Moraes.<span class=\"f_a | color_black margin_left uppercase light\"><span class=\"author\">ARQUIVO PESSOAL<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"\">Mariana, que cantava com afina\u00e7\u00e3o desde pequena, era um dos xod\u00f3s do poeta. \u201cEle tinha o maior orgulho de mim porque eu cantava e era uma crian\u00e7a afinada que sabia\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/08\/15\/opinion\/1565825445_224134.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">todas as m\u00fasicas do Jo\u00e3o Gilberto<\/a>\u201d, ri ela, que lembra com carinho de quando Vinicius lhe presenteou com um gravador para que ela treinasse como cantora. Mariana fala com igual carinho da tia, Susana de Moraes, primog\u00eanita de Vinicius. \u201cEla fez por mim o que ele teria feito, foi uma grande amiga e conselheira\u201d. Foi a tia quem aconselhou Mariana a n\u00e3o cantar o repert\u00f3rio do av\u00f4 enquanto n\u00e3o tivesse uma carreira consolidada. \u201cEla dizia que primeiro eu tinha que me colocar no mundo e ser reconhecida pela minha pr\u00f3pria voz\u201d, diz Mariana sobre a tia, para quem Vinicius comp\u00f4s\u00a0<i>Valsa de Eur\u00eddice<\/i>, para celebrar seus 15 anos, muito antes de lan\u00e7ar-se oficialmente como compositor.<\/p>\n<h3 class=\"font_secondary color_gray_ultra_dark\">Vinicius atemporal<\/h3>\n<p class=\"\">Mariana ressalta que a figura de Vinicius de Moraes, assim como sua obra, \u00e9 atemporal, apesar de, segundo ela, \u201cestar fora de moda\u201d atualmente no Brasil. \u201cOs artistas do pa\u00eds estamos abandonados. A m\u00fasica popular brasileira est\u00e1 abandonada no Brasil. \u00c9 uma tristeza, porque o que a m\u00fasica popular deu para o Brasil, como o futebol no esporte, foi uma identidade. Desde o Cartola ao [Heitor] Villa-Lobos.\u201d, lamenta ela, que critica a\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/cultura\/2020-07-29\/cinemateca-brasileira-agoniza-e-se-torna-simbolo-da-falta-de-politica-cultural-do-governo-bolsonaro.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">falta de pol\u00edtica cultural do Governo de Jair Bolsonaro<\/a>.<\/p>\n<p class=\"\">A artista acredita que, se estivesse vivo hoje, o av\u00f4 se posicionaria, \u201ccom seu pragmatismo amoroso\u201d, contra essa realidade. \u201cEle foi importante para a carreira de praticamente todo mundo que faz m\u00fasica popular brasileira hoje. Tenho certeza que, se estivesse aqui, estaria usando de seu privil\u00e9gio para colocar-se politicamente contra o atual panorama sociopol\u00edtico do pa\u00eds, de fascismo, racismo, ignor\u00e2ncia\u201d, diz e logo acrescenta, saudosa: \u201cComo eu gostaria de ter tomado um porre com meu av\u00f4!\u201d.<\/p>\n<p class=\"\">Mas, mesmo em meio \u00e0 realidade menos rom\u00e2ntica que as can\u00e7\u00f5es do Poetinha, \u00e9 tamb\u00e9m nas mem\u00f3rias do av\u00f4 que Mariana encontra paralelos e lampejos de esperan\u00e7a. \u201cAchei outro dia um texto dele sobre a Segunda Guerra Mundial, em que ele fala da dor daquele momento e chega a usar a palavra\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/noticias\/cuarentena\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\"><i>quarentena<\/i><\/a>\u00a0ao referir-se \u00e0 situa\u00e7\u00e3o dos familiares dos soldados que foram para a Guerra. Foi um momento dif\u00edcil, mas que passou\u201d. Como escreveu em\u00a0<i>Chega de saudade<\/i>, Vinicius de Moraes faz lembrar que o amor prevalece e que \u201ca dist\u00e2ncia n\u00e3o existe\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em homenagem aos 40 anos de morte do poeta, a atriz e cantora Mariana de Moraes resgata em curso as hist\u00f3rias por tr\u00e1s das can\u00e7\u00f5es e poemas do av\u00f4, que fez o Brasil grande mundo afora<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":62830,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3,6],"tags":[],"class_list":["post-327284","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/vinicius-toquinho.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/327284","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=327284"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/327284\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/62830"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=327284"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=327284"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=327284"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}