{"id":327594,"date":"2020-08-08T09:34:52","date_gmt":"2020-08-08T12:34:52","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=327594"},"modified":"2020-08-08T09:34:52","modified_gmt":"2020-08-08T12:34:52","slug":"riqueza-da-producao-do-sisal-no-sertao-contrasta-com-pobreza-extrema-dos-trabalhadores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/riqueza-da-producao-do-sisal-no-sertao-contrasta-com-pobreza-extrema-dos-trabalhadores\/","title":{"rendered":"Riqueza da produ\u00e7\u00e3o do sisal no sert\u00e3o contrasta com pobreza extrema dos trabalhadores"},"content":{"rendered":"<h1><\/h1>\n<h2>Em v\u00eddeo, presidente do Sindifibras diz que &#8220;situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 grave&#8221;, apenas admite que &#8220;h\u00e1 pontos que se tem que melhorar&#8221;; lucro anual \u00e9 de US$ 100 milh\u00f5es<\/h2>\n<div class=\"autor\">Arivaldo Silva<\/div>\n<div id=\"div-share\"><\/div>\n<div class=\"materia\">\n<div class=\"conteudo_post\">\n<figure id=\"attachment_236675\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/d1x4bjge7r9nas.cloudfront.net\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/07190404\/sisal_bahia.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-236675 size-full\" src=\"https:\/\/d1x4bjge7r9nas.cloudfront.net\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/07190404\/sisal_bahia.jpg\" alt=\"Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Facebook\" width=\"600\" height=\"420\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Facebook<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A cadeia produtiva do sisal na Bahia, conhecido como \u2018ouro verde do Nordeste\u2019,\u00a0\u00e9 destaque nacional em reportagem investigativa da Rede Record. Mas de forma negativa. S\u00e3o planta\u00e7\u00f5es gigantescas que se estendem por 65 cidades\u00a0da Bahia,\u00a0estado respons\u00e1vel por 96% da fibra\u00a0no Brasil, gerando aos produtores uma fortuna em exporta\u00e7\u00f5es. No entanto, a riqueza esconde uma realidade de mis\u00e9ria e pobreza extrema dos trabalhadores, al\u00e9m de perigosas condi\u00e7\u00f5es de trabalho para quem sobrevive da colheita.<\/p>\n<p>Ao\u00a0<strong>bahia.ba<\/strong>, o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho no Estado (MPT-BA)\u00a0confirmou na noite desta sexta-feira (7) a instaura\u00e7\u00e3o de processo interno com um conjunto de a\u00e7\u00f5es para modificar a realidade dessa cadeia produtiva.<\/p>\n<p>O cevador recebe de R$ 150 a R$ 200 por semana. Os agricultores passam falta de tudo. Moram em tendas montadas pr\u00f3ximas ao campo, com os poucos alimentos amontoados em caixas de papel\u00e3o. A rep\u00f3rter chorou ao dividir o escasso alimento oferecido por uma fam\u00edlia de cevadores.<\/p>\n<p><strong>Riqueza exportada, trabalho e cansa\u00e7o para os trabalhadores. \u201cUma cegueira proposital\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Na cadeia de produ\u00e7\u00e3o do sisal na Bahia s\u00e3o 300 mil empregos (12 mil informais), diretos e indiretos. No total, 12 empresas fazem a manufatura do material. Destas, seis exportam\u00a0a fibra a peso de ouro. Um trabalhador relata que a riqueza sai do pa\u00eds para o bolso dos produtores, e para eles sobram apenas trabalho e cansa\u00e7o.<\/p>\n<p>O procurador da Rep\u00fablica Ilan Fonseca disse \u00e0 reportagem que existe uma cegueira proposital. \u201cNo nosso entendimento, as empresas exportadoras fingem que n\u00e3o est\u00e3o vendo essa situa\u00e7\u00e3o, para aumentar sua cadeia produtiva, como se nada disso tivesse acontecendo\u201d.\u00a0Nas planta\u00e7\u00f5es, at\u00e9 crian\u00e7as trabalham para complementar a renda da fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Na reportagem, Wilson Andrade, presidente da Sindifibras, entidade que representa todas as ind\u00fastrias de sisal da Bahia, admite a situa\u00e7\u00e3o de irregularidades dos trabalhadores, mas minimiza: \u201cN\u00e3o \u00e9 grave\u201d. \u201cO esquema \u00e9 completamente irregular. \u00c9 completamente irregular. N\u00e3o tem registro, o cara trabalha como aut\u00f4nomo. Chega na sua fazenda, tira o sisal. Metade \u00e9 seu, metade \u00e9 meu. T\u00e1 errado. Ela [a rep\u00f3rter] tem raz\u00e3o. Agora, voc\u00ea tem que defender naquilo que pode, t\u00e1 certo?\u201d, diz Andrade no v\u00eddeo. O\u00a0<strong>bahia.ba<\/strong>\u00a0tentou contato com\u00a0Wilson Andrade, mas at\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o n\u00e3o obteve resposta.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cadeia produtiva do sisal na Bahia, conhecido como \u2018ouro verde do Nordeste\u2019,\u00a0\u00e9 destaque nacional em reportagem investigativa da Rede Record. Mas de forma negativa. 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