{"id":328447,"date":"2020-08-15T11:01:35","date_gmt":"2020-08-15T14:01:35","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=328447"},"modified":"2020-08-15T11:01:35","modified_gmt":"2020-08-15T14:01:35","slug":"praga-ameaca-safra-de-mandioca-em-salitre-na-regiao-do-cariri","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/praga-ameaca-safra-de-mandioca-em-salitre-na-regiao-do-cariri\/","title":{"rendered":"Praga amea\u00e7a safra de mandioca em Salitre, na regi\u00e3o do Cariri"},"content":{"rendered":"<div class=\"m-l-article__header m-u-pt-4 m-u-pb-4 m-u-container-lg\">\n<h1 class=\"m-l-article__heading \" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<div class=\"m-l-article__meta m-u-mt-2 m-u-mb-2 m-u-mt-3-md m-u-mb-3-md \" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"m-c-meta m-c-meta--has-time-update m-u-text-sans m-u-text-sm m-u-color-gray-600\">Por Antonio Rodrigues<\/div>\n<\/div>\n<h2 class=\"m-l-article__subheading \" style=\"text-align: justify;\">Com cerca de 16 mil habitantes, o Munic\u00edpio tem mais de 57% de sua popula\u00e7\u00e3o vivendo na zona rural. A grande maioria sobrevive do cultivo da mandioca, que agora est\u00e1 amea\u00e7ada por conta de uma praga incomum<\/h2>\n<\/div>\n<div class=\"m-l-article__thumbnail m-u-container-hg-lg\" style=\"text-align: justify;\">\n<figure>\n<div class=\"m-b-media m-b-media--image m-u-ratio-16by9\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/diariodonordeste.verdesmares.com.br\/image\/contentid\/policy:1.2977645:1597453363\/Praga-Salitre.jpg?f=16x9&amp;$p$f=4d60b9a\" alt=\"\" \/><\/div><figcaption class=\"m-u-text-sans m-u-mt-2 m-u-px-3 m-u-text-sm m-u-line-height-tight m-u-color-gray-600\">\n<div class=\"m-u-mb-1\"><span class=\"m-u-text-bold\">Legenda:\u00a0<\/span>Agricultores de Salitre, na Regi\u00e3o do Cariri, identificaram a larva que vem dizimando as planta\u00e7\u00f5es de mandioca no munic\u00edpio. A praga foi identificada como broca-da-haste.<\/div>\n<div class=\"m-u-mt-1\"><span class=\"m-u-text-bold\">Foto:\u00a0<\/span>Antonio Rodrigues<\/div>\n<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<div class=\"m-l-article__inner m-u-display-flex-lg m-l-article__inner--sidebar m-u-pt-4 m-u-pb-4 m-u-container-lg m-u-container-hg-lg\">\n<div class=\"m-l-article__content \">\n<p style=\"text-align: justify;\">Maior produtor de mandioca do Estado com 12 mil hectares do tub\u00e9rculo plantados e mais de 100 casas de farinha, Salitre v\u00ea sua safra de 2021 amea\u00e7ada por uma praga at\u00e9 ent\u00e3o desconhecida pelos seus moradores. Alguns agricultores temem perder 60% de sua produ\u00e7\u00e3o. O problema foi identificado h\u00e1 aproximadamente cinco meses quando a mandioca, sobretudo do tipo &#8220;pretinha&#8221;, esp\u00e9cie mais comum da regi\u00e3o, que foi plantada em 2020 para ser colhida no pr\u00f3ximo ano, come\u00e7ou a secar. Ao ver as folhas caindo, intrigados, os agricultores descobriram uma larva dentro da rama, conforme descreve o agricultor Francisco Auric\u00e9lio Albuquerque.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pedido do Sistema Verdes Mares, o agr\u00f4nomo Rudiney Ringenberg, doutor em Entomologia e pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa) Mandioca e Fruticultura, identificou que se trata da broca-da-haste (pappista granicollis), uma esp\u00e9cie de besouro que perfura a rama de cima para baixo, p\u00f5e seus ovos e gera a larva que ataca a parte interna da planta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O inseto \u00e9 classificado como uma praga secund\u00e1ria da mandioca, j\u00e1 que n\u00e3o ocorre todo o ano, mas eventualmente por alguma condi\u00e7\u00e3o ambiental. &#8220;No Nordeste \u00e9 bastante comum&#8221;, ressalta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com um aparelho bucal em formato de bico, o inseto consegue fazer a inser\u00e7\u00e3o na haste da mandioca e depositar seus ovos. A esp\u00e9cie adulta n\u00e3o chega a prejudicar o mandiocal, mas a larva se alimenta da parte interna da maniva.<\/p>\n<blockquote class=\"c-bkqt c-bkqt--centered\">\n<div class=\"c-bkqt__text\">&#8220;Onde come\u00e7a a se alimentar, seca a planta. Pode ser no ramo, na metade ou planta inteira. Quanto mais pr\u00f3ximo ao solo, maior ser\u00e1 o preju\u00edzo&#8221;, completa Rudiney.<\/div>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro problema \u00e9 que as plantas atacadas n\u00e3o servem para um novo plantio, impedindo o uso das ramas no pr\u00f3ximo ciclo. Por isso, uma das formas de controle sugeridas pelo agr\u00f4nomo \u00e9 que os produtores evitem o transporte da rama de uma regi\u00e3o para outra. &#8220;Deve ter entrado alguma rama nova. Algu\u00e9m trouxe, em algum momento, de uma regi\u00e3o que tenha praga e se estabeleceu no local&#8221;, especula Ringenberg.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Controle<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sem defensivos qu\u00edmicos, o t\u00e9cnico da Embrapa sugere que sejam colocadas armadilhas utilizando ra\u00edzes cortadas ao meio, protegidas por uma telha. Diariamente, o agricultor pode recolher e eliminar os insetos presentes ou aplicar inseticidas sobre as ra\u00edzes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra sugest\u00e3o \u00e9 que, ap\u00f3s a colheita, sejam retirados os restos do plantio do solo, justamente para evitar a perpetua\u00e7\u00e3o das pragas. &#8220;Termina a colheita e ficam as ramas no ch\u00e3o. O ideal seria triturar ou tratar para as cria\u00e7\u00f5es e n\u00e3o deixar jogado no mandiocal&#8221;, sugere o agr\u00f4nomo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O diretor t\u00e9cnico da Empresa de Assist\u00eancia T\u00e9cnica Extens\u00e3o Rural do Cear\u00e1 (Ematerce), Itamar Lemos, ap\u00f3s pedido da Secretaria de Desenvolvimento Agr\u00e1rio de Salitre, enviou o agr\u00f4nomo Francisco Marc\u00edlio de Melo ao munic\u00edpio para identificar o inseto. Ele confirmou se tratar da broca-da-haste.<\/p>\n<blockquote class=\"c-bkqt c-bkqt--centered\">\n<div class=\"c-bkqt__text\">&#8220;N\u00e3o tem controle. A mandioca n\u00e3o tem defensivo qu\u00edmico registrado. Quando o ataque \u00e9 grande, n\u00e3o tem jeito, \u00e9 arrancar e queimar e fazer armadilhas&#8221;, conta.<\/div>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s a identifica\u00e7\u00e3o, a Secretaria de Desenvolvimento Agr\u00e1rio de Salitre iniciou um plano de a\u00e7\u00e3o no combate \u00e0 praga. J\u00e1 foi realizado uma visita t\u00e9cnica, feito um mapeamento da \u00e1rea e coletadas algumas amostras do inseto. &#8220;A gente conversou com produtores e muitos n\u00e3o t\u00eam tido problema. Alguns relatam, mas n\u00e3o era nessa propor\u00e7\u00e3o grande. Vamos descobrir se tem rela\u00e7\u00e3o com a esp\u00e9cie (de mandioca)&#8221;, comprometeu-se Valquiria Alves, titular da Pasta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O problema tamb\u00e9m foi percebido por agricultores da cidade vizinha de Araripina, em Pernambuco, onde o tub\u00e9rculo tamb\u00e9m \u00e9 forte.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com cerca de 16 mil habitantes, o Munic\u00edpio tem mais de 57% de sua popula\u00e7\u00e3o vivendo na zona rural. 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