{"id":330179,"date":"2020-09-07T00:16:39","date_gmt":"2020-09-07T03:16:39","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=330179"},"modified":"2020-09-02T07:18:27","modified_gmt":"2020-09-02T10:18:27","slug":"500-anos-depois-parentes-de-montezuma-querem-participacao-no-governo-do-mexico-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/500-anos-depois-parentes-de-montezuma-querem-participacao-no-governo-do-mexico-2\/","title":{"rendered":"500 anos depois, parentes de Montezuma querem participa\u00e7\u00e3o no Governo do M\u00e9xico"},"content":{"rendered":"<header class=\"a_h | col desktop_12 tablet_8 mobile_4\">\n<div id=\"article_header\" class=\"a_hg basic | \">\n<h1 class=\"a_t | font_secondary color_gray_ultra_dark \"><\/h1>\n<h2 class=\"a_st font_secondary color_gray_dark \">Federico Acosta e Maria Fernanda Olivera, d\u00e9cima quarta gera\u00e7\u00e3o da realeza asteca, renunciam ao dinheiro de sua linhagem. S\u00f3 querem ser ouvidos<\/h2>\n<\/div>\n<div class=\"sb | width_full border_bottom border_5\">\n<div class=\"sb_w | border_bottom border_1 padding_bottom flex\n          justify_space_between relative\"><\/p>\n<div class=\"flex container_row social-icons  horizontal  \"><\/div>\n<div class=\"flex container_row social-icons right-links horizontal  \"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div data-fusion-collection=\"features\" data-fusion-type=\"article\/lead-art\"><\/div>\n<div class=\"a_by | margin_bottom_lg  \">\n<div class=\"a_auts flex flex_wrap \"><span class=\"a_aut | margin_bottom uppercase flex align_items_center \"><a class=\"a_aut_n | color_black\" title=\"Ver todas as not\u00edcias de Pablo Ferri\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/pablo-ferri\/\">PABLO FERRI<\/a><\/span><\/div>\n<div class=\"\">\n<div class=\"a_pt | uppercase color_gray_medium_lighter \"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"a_w | col desktop_8 tablet_8 mobile_4\">\n<div class=\"a_b article_body | color_gray_dark\">\n<figure class=\"lead_art |  \"><img decoding=\"async\" class=\"block width_full\" src=\"https:\/\/imagens.brasil.elpais.com\/resizer\/4ES5Q96keIiaxXwy37odzN8CL0I=\/1500x0\/arc-anglerfish-eu-central-1-prod-prisa.s3.amazonaws.com\/public\/MWBBPL363QUG2RDIY7OYZQTTCE.jpg\" alt=\"Cortes, \u00e0 esquerda, e Montezuma\" \/><figcaption class=\"f_c | color_gray_medium border_bottom border_1 border_gray padding_vertical text_align_right\">Cortes, \u00e0 esquerda, e Montezuma<span class=\"f_a | color_black margin_left uppercase light\"><span class=\"author\">CONACULTA<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"\">Uma voz de mulher atende o interfone. \u2018Quem \u00e9?\u2019 Ol\u00e1, vim ver o senhor Federico Acosta. \u2018Ah, sim, voc\u00ea \u00e9&#8230; Sim, sim, entre.\u2019 A porta se abre e ent\u00e3o aparece a fachada de uma casa antiga mas senhorial, uma faixa de grama, plantas de folhas molhadas. Est\u00e1 chovendo.<\/p>\n<p class=\"\">\u2018Entre, o senhor Federico o aguarda\u2019, diz a mulher do interfone, agora em pessoa. H\u00e1 um vest\u00edbulo, um pequeno tapete e corredores escuros. E depois, atr\u00e1s de uma porta, uma salinha para tomar ch\u00e1 ou caf\u00e9. \u2018Ele j\u00e1 vem\u2019, diz a mulher.<\/p>\n<p class=\"\">Dois minutos se passam e aparece, vestido de terno, o senhor Federico Acosta. Apresenta-se e come\u00e7a a falar. Diz que o terremoto foi bastante sentido mas que ali, no Paseo del Pedregal, na regi\u00e3o oeste da Cidade do M\u00e9xico, n\u00e3o se nota tanto. O solo \u00e9 de lava, diz, maci\u00e7o, n\u00e3o oco. Por isso. Refere-se ao\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/09\/19\/internacional\/1505846475_997950.html\" data-link-track-dtm=\"\">terremoto de 19 de setembro, o mais intenso no M\u00e9xico desde 1985<\/a>. Um bom punhado de edif\u00edcios e casas ca\u00edram. Houve mortos. \u201cEu disse: \u2018N\u00e3o, n\u00e3o&#8230; Caiu todo o resto do M\u00e9xico, f\u00e1cil\u201d.<\/p>\n<p class=\"\">Federico Acosta recebeu o EL PA\u00cdS em sua casa no in\u00edcio de outubro. Fazia exatamente um ano que ele e outros 230 primos, irm\u00e3os, tios e um longo etc\u00e9tera de familiares se reunira em um s\u00edtio em Ajusco, nos arredores da capital. A primeira reuni\u00e3o ampla dos Montezuma em anos. Ou de uma parte dos Montezuma, descendentes do \u00faltimo grande tlatoani dos\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/cultura_azteca\/a\" data-link-track-dtm=\"\">astecas<\/a>, o \u00faltimo imperador. O que recebeu Hern\u00e1n Cort\u00e9s, o que morreu misteriosamente depois de ter sido preso. O in\u00edcio do fim.<\/p>\n<p class=\"\"><strong>P.\u00a0<\/strong>E todas essas pessoas que se reuniram, de que ramo da \u00e1rvore geneal\u00f3gica s\u00e3o?<\/p>\n<p class=\"\"><strong>R.\u00a0<\/strong>Dos Sierras. Todos os Sierras. \u00c9ramos 230, e ainda faltava gente. Eu francamente n\u00e3o conhecia todo mundo. Sabemos localizar cada um, mas n\u00e3o nos conhecemos. Caf\u00e9?<\/p>\n<p class=\"\">Federico Acosta \u00e9 um homem de estatura m\u00e9dia, magro, de olhar intenso e um tanto desconfiado. Naquele dia, em sua casa, relembrou a reuni\u00e3o familiar e disse que foi o princ\u00edpio de algo importante. Nada concreto, mas alguma coisa.<\/p>\n<p class=\"\">Muita gente no\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/mexico\/a\" data-link-track-dtm=\"\">M\u00e9xico<\/a>\u00a0sabe que Montezuma Xocoyotzin procriou intensamente. A maioria dos c\u00e1lculos lhe atribui 19 filhos, o que, na \u00e9poca e hoje, \u00e9 extraordin\u00e1rio. Os astecas pensavam que a linha sucess\u00f3ria era coisa das mulheres, uma esp\u00e9cie de seguro sangu\u00edneo. O historiador cubano Alejandro Gonz\u00e1lez Acosta, especialista na parte her\u00e1ldica da realeza asteca, resume desta forma: \u201cfilho de filha meu neto \u00e9, filho de meu filho quem sabe? Os judeus tamb\u00e9m faziam assim\u201d.<\/p>\n<p class=\"\">Gonz\u00e1lez Acosta, pesquisador do Instituto de Pesquisas Bibliogr\u00e1ficas da UNAM, estudou em detalhes a \u00e1rvore geneal\u00f3gica da filha mais velha de Montezuma, batizada de Isabel depois da conquista. \u00c9 um erudito dos ramos reais, a linha sucess\u00f3ria. Se hoje, 500 anos depois da queda de Montezuma e seus breves sucessores, Cuitl\u00e1huac e Cuauht\u00e9moc, vamos dizer, algu\u00e9m reclamasse o trono da grande Tenochtitlan, provavelmente seria um primo de Federico Acosta. Talvez fosse algum dos que participaram da reuni\u00e3o em Ajusco.<\/p>\n<figure class=\"f | margin_top pull_left width_half\"><img decoding=\"async\" class=\"block width_full\" src=\"https:\/\/imagens.brasil.elpais.com\/resizer\/DrbmusEqMVksuzkI858EPxg8ngk=\/600x450\/arc-anglerfish-eu-central-1-prod-prisa.s3.amazonaws.com\/public\/HHVQPHJD53YB3LBXNDUE2P4VFM.jpg\" alt=\"Isabel de Montezuma\" \/><figcaption class=\"f_c | border_bottom border_1 border_gray_ultra_light_warm text_align_right padding_vertical color_gray_medium\">Isabel de Montezuma<span class=\"f_a | color_black margin_left uppercase light\"><span class=\"author\">INAH<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"\">A\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/07\/05\/cultura\/1499218087_670131.html\" data-link-track-dtm=\"\">hist\u00f3ria da conquista de Tenochtitlan<\/a>\u00a0e os meses posteriores configuram um enorme enredo de cr\u00f4nicas, hist\u00f3rias e diz-que-me-disses. Bem resumidamente, Hern\u00e1n Cort\u00e9s tomou Isabel de Montezuma sob sua prote\u00e7\u00e3o. Casou-a com um de seus soltados, Alonso de Grado, mas este morreu pouco depois. Ent\u00e3o, diz Gonz\u00e1lez Acosta, Cort\u00e9s \u201ca violentou ou estuprou: pela for\u00e7a, ou por trai\u00e7\u00e3o\u201d. Poucos meses depois ela se casou outra vez, de novo com um de seus homens. Mas primeiro teve a filha de Cort\u00e9s, Leonor, que n\u00e3o reconheceu. Com seu novo marido, Pedro de Andrada, teve seu primeiro filho leg\u00edtimo. Pouco depois Pedro morreu e ela se casou com outro soldado, Juan Cano, com quem teve mais cinco filhos.<\/p>\n<p class=\"\">Gonz\u00e1lez Acosta explica que Cort\u00e9s, arrependido de seu ato, intercedeu para que o rei da Espanha, Carlos V, desse terras e t\u00edtulos a sua afilhada. E assim foi. O monarca concedeu ao senhorio de Tacuba um terreno que vai do centro hist\u00f3rico da atual Cidade do M\u00e9xico, inclui o Z\u00f3calo, a Catedral, o Pal\u00e1cio Nacional, e se estende por dezenas de quil\u00f4metros.<\/p>\n<p class=\"\">Por quase quatro s\u00e9culos, essa concess\u00e3o implicava o pagamento de um arrendamento, primeiro por parte da Coroa, e depois pelos sucessivos governos do M\u00e9xico. O terreno era de Isabel, seus filhos, seus netos&#8230; \u00c9 dif\u00edcil imaginar os descendentes de Montezuma expulsando a c\u00faria da catedral, ou construindo um clube de campo no Z\u00f3calo. Melhor que isso, os Governos pagavam. E assim foi at\u00e9 o fim de 1933. De fato, foi em um 27 de dezembro de 84 anos atr\u00e1s que a Secretaria de Fazenda mexicana, nas m\u00e3os do presidente Abelardo Rodr\u00edguez, decidiu que n\u00e3o pagaria um peso a mais a qualquer descendente de Montezuma.<\/p>\n<p class=\"\">E foi assim at\u00e9 agora.<\/p>\n<figure class=\"f | margin_top pull_right width_half\"><img decoding=\"async\" class=\"block width_full\" src=\"https:\/\/imagens.brasil.elpais.com\/resizer\/CUAPfzPo4grQcmMNP2PRqy1GDcM=\/600x450\/arc-anglerfish-eu-central-1-prod-prisa.s3.amazonaws.com\/public\/YBFN6J3SW5YBKYZKDSFPSG6UQA.jpg\" alt=\"Gonz\u00e1lez Acosta, com o documento de um dos descendentes de Montezuma\" \/><figcaption class=\"f_c | border_bottom border_1 border_gray_ultra_light_warm text_align_right padding_vertical color_gray_medium\">Gonz\u00e1lez Acosta, com o documento de um dos descendentes de Montezuma<\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"\"><strong>Dez metros de \u00e1rvore geneal\u00f3gica<\/strong><\/p>\n<p class=\"\"><strong>P.<\/strong>\u00a0E o senhor, conhece os Cano?<\/p>\n<p class=\"\"><strong>R.\u00a0<\/strong>N\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"\"><strong>P.<\/strong>\u00a0Outro dia conheci um deles, Federico Acosta. E perguntei a ele: \u2018O que o senhor pretende?\u2019 E ele disse: \u2018Que nos reconhe\u00e7am\u2019.<\/p>\n<p class=\"\"><strong>R.\u00a0<\/strong>\u00c9 o l\u00f3gico, n\u00e3o? Que o Governo nos reconhe\u00e7a.<\/p>\n<p class=\"\"><strong>P.<\/strong>\u00a0Mas reconhecer o qu\u00ea?<\/p>\n<p class=\"\">Em uma rep\u00fablica de quase dois s\u00e9culos de hist\u00f3ria, as exig\u00eancias nobili\u00e1rquicas soam um pouco extravagantes, apesar do otimismo dos queixosos.<\/p>\n<p class=\"\">A senhora Mar\u00eda de los \u00c1ngeles Fernanda Olivera, de 75 anos, recebeu este jornal poucos dias depois de seu parente distante, o senhor Acosta. Olivera vem do lado dos Andrada, do primeiro filho leg\u00edtimo de Isabel. Acosta, dos filhos de Juan Cano.<\/p>\n<p class=\"\">H\u00e1 anos que a pens\u00e3o de Montezuma, o famoso arrendamento, deixou de ser um tema pol\u00eamico no M\u00e9xico. O av\u00f4 da senhora Olivera foi dos \u00faltimos a cobr\u00e1-lo. Seu pai inclusive recorreu \u00e0 Suprema Corte de Justi\u00e7a para que o Governo a restabelecesse. Mas sem sucesso. Outros tentaram desde ent\u00e3o e obtiveram o mesmo resultado.<\/p>\n<p class=\"\">N\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de dinheiro, explica a senhora Olivera. \u201cO bonito \u00e9 que reconhe\u00e7am de onde voc\u00ea vem, que voc\u00ea tenha um lugar na hist\u00f3ria. E agora faz falta uma pessoa assim como Montezuma, que ponha ordem no pa\u00eds, porque isso aqui est\u00e1 um desastre.\u201d<\/p>\n<figure class=\"f | margin_top pull_left width_half\"><img decoding=\"async\" class=\"block width_full\" src=\"https:\/\/imagens.brasil.elpais.com\/resizer\/i-siMVxIGIZITnBOuAl0HPSotZI=\/600x450\/arc-anglerfish-eu-central-1-prod-prisa.s3.amazonaws.com\/public\/ITUB4OV2M6IWLHBV55HSARAPK4.jpg\" alt=\"Detalhe do documento de descendente. Com ele se cobrava a pens\u00e3o\" \/><figcaption class=\"f_c | border_bottom border_1 border_gray_ultra_light_warm text_align_right padding_vertical color_gray_medium\">Detalhe do documento de descendente. Com ele se cobrava a pens\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"\">Mar\u00eda de los \u00c1ngeles Fernanda Olivera vive em uma casa com terra\u00e7o em Tlalnepantla, uma regi\u00e3o residencial nos arredores da capital. No dia da visita, subiu em uma banqueta para alcan\u00e7ar um rolo enorme de papel que estava sobre o arm\u00e1rio. Depois liberou a mesa da sala e abriu o rolo de papel, que chegou a um comprimento perto dos dez metros.<\/p>\n<p class=\"\">\u201cIsso foi eu que fiz\u201d, diz, \u201ca \u00e1rvore geneal\u00f3gica da fam\u00edlia\u201d. Ali apareciam quase 500 anos de nomes e ramos, seu orgulho her\u00e1ldico. Em seguida, seu marido, Arturo, apareceu na porta. Cumprimentou e subiu as escadas.<\/p>\n<p class=\"\"><strong>P.<\/strong>\u00a0E para a senhora, o que seria o ideal? Diz: \u2018Que nos levem em conta\u2019, mas como?<\/p>\n<p class=\"\"><strong>R.\u00a0<\/strong>Veja, pensando bem, gostaria de um cargo no Governo, mas minha presen\u00e7a n\u00e3o lhes conv\u00e9m, sou muito r\u00edgida. Ou seja, n\u00e3o penso que o Governo tenha obriga\u00e7\u00e3o de nos dar um cargo. O que eu gostaria \u00e9 que nos levassem em conta, nossa origem, uma das fam\u00edlias mais antigas que existem no M\u00e9xico.<\/p>\n<p class=\"\"><strong>Mexicanos de primeira<\/strong><\/p>\n<p class=\"\">Federico Acosta vai um pouco al\u00e9m da senhora Olivera. Apesar de estar h\u00e1 anos evitando o assunto, aquela reuni\u00e3o de outubro de 2016 lhe abriu os olhos: \u201cAqui h\u00e1 algo a ponderar. Dizem que queremos cobrar a pens\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 verdade. N\u00f3s n\u00e3o exigimos nada. Mas nos interessaria como fam\u00edlia ser ouvidos, porque somos mexicanos de primeira classe. Acho que dever\u00edamos ter voz e voto\u201d.<\/p>\n<p class=\"\"><strong>P.<\/strong>\u00a0Sobre o qu\u00ea?<\/p>\n<p class=\"\"><strong>R.\u00a0<\/strong>Sobre quest\u00f5es sociais, quest\u00f5es inerentes ao que nossa fam\u00edlia teria gostado antigamente. Ser ouvidos para tomar certas decis\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"\">A solu\u00e7\u00e3o, admite por fim o senhor Acosta, talvez seja criar uma funda\u00e7\u00e3o e come\u00e7ar a trabalhar a partir da\u00ed.<\/p>\n<p class=\"\"><strong>P.<\/strong>\u00a0Voc\u00eas se aproximaram do Governo para chegar a algum acordo?<\/p>\n<p class=\"\"><strong>R.\u00a0<\/strong>Bem, meu av\u00f4 era amigo dos presidentes. Eu conheci Luis Echeverr\u00eda. Um dia, ele me disse: \u2018O que houve com seu av\u00f4?\u2019. Me disse: \u2018Meu primeiro trabalho no PRI foi convencer seu av\u00f4 a nos alugar aquela casa de San Cosme, para lan\u00e7ar a campanha de Manuel \u00c1vila Camacho. E concordou\u2019.<\/p>\n<p class=\"\">Antes de se despedir, como se tivesse esquecido o que acabava de dizer, o senhor Acosta lamentou que \u2018nossa autoridade \u00e9 invis\u00edvel para o povo. Para o Governo, n\u00e3o existiu. Por isso poder\u00edamos ter voz e voto, para que sejamos ouvidos\u201d.<\/p>\n<p class=\"\">L\u00e1 fora, a chuva continua.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Federico Acosta e Maria Fernanda Olivera, d\u00e9cima quarta gera\u00e7\u00e3o da realeza asteca, renunciam ao dinheiro de sua linhagem. 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