{"id":33092,"date":"2013-12-12T08:43:16","date_gmt":"2013-12-12T11:43:16","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=33092"},"modified":"2013-12-12T08:43:16","modified_gmt":"2013-12-12T11:43:16","slug":"numero-de-fumantes-cai-20-em-seis-anos-no-brasil-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/numero-de-fumantes-cai-20-em-seis-anos-no-brasil-2\/","title":{"rendered":"N\u00famero de fumantes cai 20% em seis anos no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"ImageProxy (8)\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/ImageProxy-84-300x168.jpg\" width=\"300\" height=\"168\" \/><\/p>\n<p>A preval\u00eancia de fumantes no Brasil diminuiu 20% nos \u00faltimos seis anos, passando de 19,3% em 2006 para 15,6% em 2012. A queda foi maior entre os adolescentes do que entre adultos e mais acentuada em homens em compara\u00e7\u00e3o com mulheres. Apesar disso, o padr\u00e3o de consumo do tabaco no pa\u00eds piorou \u2013 os fumantes est\u00e3o consumindo mais cigarros por dia e considerando cada vez mais dif\u00edcil passar um dia sem fumar.<\/p>\n<p>Esses dados fazem parte do Levantamento Nacional de \u00c1lcool e Drogas (Lenad), feito por pesquisadores da Unidade de Pesquisas em \u00c1lcool e Drogas (Uniad) da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp). O estudo entrevistou no ano passado 4 607 pessoas com mais de 14 anos de 149 munic\u00edpios brasileiros.<br \/>\nEmbora a preval\u00eancia de fumantes seja maior entre adultos do sexo masculino do que do feminino (21%, ante 13% em 2012), a queda nos \u00faltimos seis anos foi mais acentuada entre homens do que mulheres (22% e 13%, respectivamente). Esse dado indica a possibilidade de, no futuro, a taxa de fumantes ser semelhante entre ambos os sexos.Queda \u2014\u00a0Segundo os resultados, o tabagismo entre adolescentes de 14 a 18 anos passou de 6,2% em 2006 para 3,4% em 2012, uma redu\u00e7\u00e3o de 45%. J\u00e1 entre maiores de 18 anos, essa taxa diminuiu de 20,8% para 16,9% no mesmo per\u00edodo, uma queda de 19%.<\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o do tabagismo entre adultos ocorreu em todas as regi\u00f5es brasileiras. O Sul apresentou a maior diminui\u00e7\u00e3o, de 23%, mas continua sendo a regi\u00e3o com a maior preval\u00eancia de fumantes do pa\u00eds (20,2%), \u00e0 frente do Sudeste (17,7%), Centro-Oeste (17%), Norte (14,4%) e Nordeste (14,2%).<\/p>\n<p>O fumo diminuiu entre pessoas de todas as classes sociais, com exce\u00e7\u00e3o da classe A, que dobrou a preval\u00eancia de tabagismo (de 5,2% em 2006 para 10,9% em 2012). Uma das poss\u00edveis explica\u00e7\u00f5es para esse dado pode estar no fato de alguns fumantes deixarem o cigarro por ele pesar no bolso: 6,4% das pessoas alegaram parar de fumar para economizar dinheiro. Outras 79,8% justificaram preocupa\u00e7\u00e3o com a sa\u00fade.<\/p>\n<p>&#8220;A diminui\u00e7\u00e3o do tabagismo \u00e9 um tend\u00eancia mundial, mas o Brasil precisa continuar se mobilizando para combater o problema. Hoje, ao lado do \u00e1lcool e da press\u00e3o alta, o cigarro \u00e9 um dos principais causadores de doen\u00e7as no mundo&#8221;, diz Ana Cec\u00edlia Marques, psiquiatra da Uniaid. &#8220;At\u00e9 o fim da d\u00e9cada de 1980, ningu\u00e9m achava que o cigarro causava depend\u00eancia e oferecia danos \u00e0 sa\u00fade. A sociedade est\u00e1 reagindo ao tabagismo apenas agora.&#8221;<\/p>\n<p>Caracter\u00edsticas do v\u00edcio \u2014\u00a0De acordo com o estudo, metade dos brasileiros j\u00e1 experimentou cigarro \u2013 em m\u00e9dia, isso acontece aos 16 anos de idade. Entre aqueles que j\u00e1 fumaram alguma vez, metade se tornou um fumante frequente, sendo que 21% abandonaram o cigarro.<\/p>\n<p>As caracter\u00edsticas de consumo de cigarros pioraram de 2006 para 2012. Nesse per\u00edodo, os fumantes passaram de 12,9 para 14,1 o n\u00famero de cigarros que fumam em um dia. Al\u00e9m disso, a taxa de fumantes que consomem o primeiro cigarro at\u00e9 5 minutos depois de acordar aumentou de 18% para 25%, e dos que acham dif\u00edcil ou muito dif\u00edcil passar um dia sem fumar aumentou de 59% para 67,8%. Esses tr\u00eas fatores s\u00e3o considerados como indicares de depend\u00eancia.<\/p>\n<p>Longe do cigarro \u2014\u00a0Segundo a pesquisa, 90% dos fumantes entrevistados gostariam de abandonar o cigarro, mas apenas 17% est\u00e3o fazendo planos para que isso aconte\u00e7a. Mais da metade (63%) disse j\u00e1 ter tentado parar de fumar sem sucesso, embora menos de 10% tenham feito algum tratamento com esse objetivo. A maioria buscou ajuda de algum membro da fam\u00edlia ou de amigos.<\/p>\n<p>&#8220;A pol\u00edtica de tratamento contra o tabagismo no Brasil sem d\u00favida est\u00e1 ultrapassada. Ela n\u00e3o pode mais se basear apenas no n\u00famero de cigarros que uma pessoa fuma por dia, mas sim ser uma abordagem cada vez mais individualizada&#8221;, diz Maria Cec\u00edlia. Segundo ela, o tratamento contra a depend\u00eancia em cigarro pode incluir psicoterapia, uso de medicamentos que evitam uma reca\u00edda, reposi\u00e7\u00e3o de nicotina com adesivos ou chicletes e at\u00e9 antidepressivos em casos mais graves.<\/p>\n<p>Fonte: Veja<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A preval\u00eancia de fumantes no Brasil diminuiu 20% nos \u00faltimos seis anos, passando de 19,3% em 2006 para 15,6% em 2012. A queda foi maior entre os adolescentes do que entre adultos e mais acentuada em homens em compara\u00e7\u00e3o com mulheres. 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