{"id":331253,"date":"2020-09-12T21:18:58","date_gmt":"2020-09-13T00:18:58","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=331253"},"modified":"2020-09-12T21:18:58","modified_gmt":"2020-09-13T00:18:58","slug":"a-historia-dos-japoneses-escravizados-por-portugueses-e-vendidos-pelo-mundo-mais-de-400-anos-atras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/a-historia-dos-japoneses-escravizados-por-portugueses-e-vendidos-pelo-mundo-mais-de-400-anos-atras\/","title":{"rendered":"A hist\u00f3ria dos japoneses escravizados por portugueses e vendidos pelo mundo mais de 400 anos atr\u00e1s"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"story-body__h1\"><\/h1>\n<div class=\"byline\"><strong><span class=\"byline__name\">Ana Paula Ramos<\/span><\/strong><\/div>\n<div class=\"with-extracted-share-icons\">\n<div class=\"story-body__mini-info-list-and-share\">\n<div class=\"story-body__mini-info-list-and-share-row\">\n<div class=\"share-tools--no-event-tag\">\n<div id=\"comp-pattern-library\" class=\"distinct-component-group container-twite\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"story-body__inner\">\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width lead\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/660\/cpsprodpb\/13EFF\/production\/_114336618_figura3.jpg\" alt=\"Ilustra\u00e7\u00e3o de portugueses que atuavam no Jap\u00e3o, capit\u00e3es de barcos de escravos\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"660\" \/><\/span>Ilustra\u00e7\u00e3o de portugueses que atuavam no Jap\u00e3o, capit\u00e3es de barcos de escravos<\/figure>\n<p class=\"story-body__introduction\">Em 1585, um menino japon\u00eas de oito anos de idade foi raptado e vendido como escravo a Rui P\u00e9rez, um comerciante portugu\u00eas que atuava em Nagasaki. O menino, que ficou conhecido como Gaspar Fernandes, nasceu em Bungo (atual prov\u00edncia de Oita, no sul do Jap\u00e3o) e foi o primeiro de cinco escravos asi\u00e1ticos que P\u00e9rez adquiriria nos anos seguintes.<\/p>\n<p>Pesquisadores acreditam que o menino tenha sido raptado por outro japon\u00eas, pois era comum que os pr\u00f3prios japoneses capturassem pessoas para vender aos portugueses na regi\u00e3o. Junto \u00e0 fam\u00edlia de P\u00e9rez, Gaspar passou a atuar como um servi\u00e7al. Ele aprendeu portugu\u00eas e espanhol e acabou levado com a fam\u00edlia para Manila, nas Filipinas, onde P\u00e9rez foi perseguido e condenado por praticar o judaismo em segredo.<\/p>\n<p>O comerciante foi enviado ao M\u00e9xico para ser julgado pela Inquisi\u00e7\u00e3o e acabou morrendo dois dias antes de atracar no porto de Acapulco.<\/p>\n<p>Em 2013, o pesquisador portugu\u00eas L\u00facio de Sousa, professor da Universidade de Estudos Estrangeiros de T\u00f3quio, concluiu o quebra-cabe\u00e7as da vida de Gaspar e outros escravos japoneses de P\u00e9rez ao descobrir um documento nos Arquivos Gerais da Na\u00e7\u00e3o no M\u00e9xico.<\/p>\n<p>&#8220;Passei um m\u00eas no M\u00e9xico, pesquisando horas por dia, at\u00e9 que o registro do transporte do Gaspar e outros escravos caiu nas minhas m\u00e3os. Eu sabia que n\u00e3o estava apenas atr\u00e1s de um simples documento, eu estava lidando com a vida de pessoas que existiram de verdade, foram exploradas e esquecidas&#8221;, revelou \u00e0 BBC News Brasil.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/143B8\/production\/_114327828_figura2.jpg\" alt=\"Mapa tra\u00e7a as rotas comerciais por onde os portugueses transportavam os escravos\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span>Mapa tra\u00e7a as rotas comerciais por onde os portugueses transportavam os escravos<\/figure>\n<p>Gaspar foi um entre milhares de crian\u00e7as, adultos, homens e mulheres capturados no Jap\u00e3o entre o fim do s\u00e9culo 16 e o in\u00edcio do s\u00e9culo 17. As v\u00edtimas eram raptadas nas camadas mais desfavorecidas da sociedade, depois eram acorrentadas e empurradas aos navios. Os japoneses acabavam for\u00e7ados a deixar o pa\u00eds e suas fam\u00edlias para sofrer abusos e torturas em terras estrangeiras.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 dados sobre quantos japoneses foram escravizados e exportados para o mundo durante uma lacuna de pelo menos cinquenta anos. Pesquisadores estimam que milhares de japoneses foram submetidos a este mercado, que funcionava de forma ilegal e velada no sul do Jap\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;O mercado de escravos n\u00e3o come\u00e7ou com uma estrutura organizada. Alguns eram raptados, outros se vendiam por causa da fome extrema e da guerra. Tinham japoneses que se vendiam para escapar de situa\u00e7\u00f5es ou para dar o dinheiro a fam\u00edlia, acreditavam que, quando chegassem a Macau, conseguiriam fugir. Muitos foram enganados e n\u00e3o receberam dinheiro algum&#8221;, explica L\u00facio.<\/p>\n<p>Apesar de ser no mesmo s\u00e9culo do in\u00edcio da coloniza\u00e7\u00e3o portuguesa no Brasil, n\u00e3o h\u00e1 registros de escravos japoneses enviados ao maior pa\u00eds da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>&#8220;Os portugueses estavam mais interessados em enviar escravos africanos ao Brasil, por causa da for\u00e7a bra\u00e7al. Os asi\u00e1ticos eram utilizados mais para tarefas dom\u00e9sticas. Em Lisboa, muitas fam\u00edlias exibiam seus escravos japoneses como produtos importados.&#8221;<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Portugueses em solo japon\u00eas<\/h2>\n<p>Os portugueses foram os primeiros europeus a entrar em contato com o Jap\u00e3o, em 1543, depois que uma tempestade fez um navio chin\u00eas com comerciantes atracar na Ilha de Tanegashima, na prov\u00edncia de Kagoshima (sul do Jap\u00e3o).<\/p>\n<p>O com\u00e9rcio de escravos japoneses s\u00f3 come\u00e7ou mais de uma d\u00e9cada depois, quando os portugueses se instalaram em Macau e uma rota comercial para Nagasaki foi estabelecida.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/5D40\/production\/_114327832_lucio_de_sousa.jpg\" alt=\"Professor L\u00facio de Sousa, da Universidade de Estudos Estrangeiros de T\u00f3quio\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span>Professor L\u00facio de Sousa, da Universidade de Estudos Estrangeiros de T\u00f3quio<\/figure>\n<p>Em solo japon\u00eas, os portugueses trouxeram coisas novas, como as armas de fogo e o cristianismo.<\/p>\n<p>&#8220;Os portugueses eram fundamentais para a economia do Jap\u00e3o na \u00e9poca, pois intermediavam o com\u00e9rcio com os chineses. Quando j\u00e1 n\u00e3o tinham mais serventia, pois podiam ser substitu\u00eddos economicamente pelos holandeses e outros grupos, foram expulsos&#8221;, conta L\u00facio.<\/p>\n<p>Os padres jesu\u00edtas come\u00e7aram a converter japoneses e alguns &#8220;daimyos&#8221; \u2014 os senhores feudais que detinham o poder no Jap\u00e3o \u2014, se tornaram cat\u00f3licos por interesses diversos.<\/p>\n<p>&#8220;Os senhores feudais se convertiam n\u00e3o apenas pelo aspecto religioso. Eles estavam interessados nas importa\u00e7\u00f5es de produtos militares trazidos pelos portugueses, especialmente materiais para fazer p\u00f3lvora&#8221;, explica a pesquisadora na \u00e1rea, Mihoko Oka, professora da Universidade de T\u00f3quio.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/EDDC\/production\/_114329806_mihoko_oka.jpg\" alt=\"Mihoko Oka, professora da Universidade de T\u00f3quio e especialista em hist\u00f3ria do Jap\u00e3o nos s\u00e9culos 16 e 17\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span>Mihoko Oka, professora da Universidade de T\u00f3quio e especialista em hist\u00f3ria do Jap\u00e3o nos s\u00e9culos 16 e 17<\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Os escravos em Lisboa<\/h2>\n<p>O fortalecimento do catolicismo no Jap\u00e3o culminou em um momento hist\u00f3rico em 1582, quando quatro meninos japoneses partiram de Nagasaki para uma miss\u00e3o jesu\u00edta na Europa. O evento, que ficou conhecido como a &#8220;Miss\u00e3o Tensho&#8221;, levou garotos de 13 e 14 anos para conhecer reis, bispos e o papa Greg\u00f3rio 13\u00ba em Roma.<\/p>\n<p>&#8220;Quando os meninos passaram pela Espanha e It\u00e1lia, as pessoas sa\u00edram curiosas \u00e0s ruas. Todos queriam ver japoneses pela primeira vez. Quando eles chegaram em Lisboa, no entanto, ningu\u00e9m se interessou. A popula\u00e7\u00e3o local j\u00e1 conhecia os japoneses, eles eram escravos, estavam inseridos nas comunidades locais&#8221;, conta L\u00facio.<\/p>\n<p>Os registros mostram que, pelo menos uma d\u00e9cada antes de os garotos japoneses mission\u00e1rios pisarem em Lisboa, j\u00e1 havia japoneses residentes no pa\u00eds.<\/p>\n<p>&#8220;O registro mais antigo \u00e9 de Jacinta de S\u00e1 Brand\u00e3o, uma escrava japonesa que casou na Igreja Concei\u00e7\u00e3o em Lisboa, em 1573, com Guilherme Brand\u00e3o, que tamb\u00e9m foi um escravo japon\u00eas. Jacinta \u00e9 a primeira mulher japonesa a morar em Portugal de que se tem conhecimento&#8221;, revelou.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/0F20\/production\/_114327830_jacinta.jpg\" alt=\"Registro do livro de casamento da igreja Concei\u00e7\u00e3o em Lisboa, de 1573. Documento traz o nome de Jacinta de S\u00e1 Brand\u00e3o, a primeira mulher japonesa a viver na regi\u00e3o que se tem conhecimento\" width=\"960\" height=\"720\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span>Registro do livro de casamento da igreja Concei\u00e7\u00e3o em Lisboa, de 1573. Documento traz o nome de Jacinta de S\u00e1 Brand\u00e3o, a primeira mulher japonesa a viver na regi\u00e3o que se tem conhecimento<\/figure>\n<p>A quest\u00e3o das escravas mulheres \u00e9 particularmente delicada, pois muitas eram vendidas com finalidades sexuais. Meninas pequenas acabavam raptadas, exportadas para Portugal e outros pa\u00edses e for\u00e7adas a passar pelas m\u00e3os de v\u00e1rios homens.<\/p>\n<p>&#8220;A escravatura ainda \u00e9 vista sob uma \u00f3tica masculina e machista. Em Nagasaki havia bord\u00e9is chocantes com escravas coreanas. Os homens escravos n\u00e3o passavam pelo que as mulheres eram submetidas. Foi chocante compreender isto, o quanto as mulheres s\u00e3o colocadas de fora do discurso da escravatura&#8221;, diz.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Expulsos do Jap\u00e3o<\/h2>\n<p>Quem acabou com a &#8220;farra&#8221; dos portugueses foi Toyotomi Hideyoshi, um poderoso senhor de guerra, conhecido por unificar o Jap\u00e3o.<\/p>\n<p>Foi em 1587 que ele soube, atrav\u00e9s de um subordinado, que os portugueses escravizavam milhares de japoneses na regi\u00e3o de Kyushu e os enviavam para fora do pa\u00eds.<\/p>\n<p>O l\u00edder japon\u00eas ficou abismado com a not\u00edcia e, no mesmo ano, fez uma expedi\u00e7\u00e3o militar para Nagasaki que culminou no banimento dos padres.<\/p>\n<p>&#8220;Ele ficou chocado com o dom\u00ednio cat\u00f3lico sob o apoio do cl\u00e3 Omura, depois que o &#8216;daimyo&#8217; Sumitada Omura se tornou o primeiro senhor feudal crist\u00e3o. No ano seguinte, Hideyoshi usou seu comandante militar, Todo Takatora, para recuperar o territ\u00f3rio ao Jap\u00e3o&#8221;, conta o professor especializado em hist\u00f3ria do Jap\u00e3o Tatsuo Fujita, do Departamento de Educa\u00e7\u00e3o da Universidade de Mie.<\/p>\n<p>Fujita acredita que a expans\u00e3o do catolicismo trouxe preocupa\u00e7\u00f5es maiores para Hideyoshi.<\/p>\n<p>&#8220;Ele temia que o pr\u00f3ximo passo ap\u00f3s a convers\u00e3o religiosa fosse a coloniza\u00e7\u00e3o. Podemos supor que ele sabia do Tratado de Tordesilhas, a divis\u00e3o de territ\u00f3rios entre Portugal e Espanha na Am\u00e9rica do Sul, ocorrido quase um s\u00e9culo antes.&#8221;<\/p>\n<p>O mercado de escravos continuou mesmo ap\u00f3s a sua proibi\u00e7\u00e3o por lei em 1590 e n\u00e3o incomodou apenas o l\u00edder do Jap\u00e3o, mas a pr\u00f3pria estrutura da &#8220;Companhia de Jesus&#8221;, como era chamada a ordem religiosa. A captura e venda de numerosos escravos japoneses afetava negativamente a imagem do catolicismo.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/F598\/production\/_114327826_figura1.jpg\" alt=\"Ilustra\u00e7\u00e3o sobre a presen\u00e7a de portugueses em Nagasaki no s\u00e9culo 16\" width=\"960\" height=\"720\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span>Ilustra\u00e7\u00e3o sobre a presen\u00e7a de portugueses em Nagasaki no s\u00e9culo 16<\/figure>\n<p>&#8220;O primeiro a tentar parar o com\u00e9rcio de escravos japoneses foi o Rei Sebasti\u00e3o, no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1570. No fim da d\u00e9cada de 1590, o bispo do Jap\u00e3o, Dom Lu\u00eds de Cerqueira, tomou medidas para coibir este mercado&#8221;, conta a professora Mihoko Oka.<\/p>\n<p>O bispo agiu em uma reuni\u00e3o fat\u00eddica, ocorrida com as lideran\u00e7as da Companhia de Jesus em Nagasaki, em 1598. A igreja deixou claro o rep\u00fadio ao com\u00e9rcio de escravos, que funcionava de maneira ilegal e atacava a moral religiosa. Ficou decidido que os envolvidos seriam punidos com multas, excomunh\u00e3o e n\u00e3o teriam licen\u00e7as para levar japoneses para fora do pa\u00eds.<\/p>\n<p>No entanto, a escravid\u00e3o persistiu no in\u00edcio do s\u00e9culo 17, quando os cat\u00f3licos j\u00e1 estavam sendo perseguidos e massacrados. Os portugueses acabaram expulsos do Jap\u00e3o na d\u00e9cada de 1630, sob o regime rigoroso do xogunato Tokugawa. O pa\u00eds entrou em um per\u00edodo de controle severo de influ\u00eancias estrangeiras, que persistiu por mais de 200 anos.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O bispo agiu em uma reuni\u00e3o fat\u00eddica, ocorrida com as lideran\u00e7as da Companhia de Jesus em Nagasaki, em 1598. 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