{"id":331258,"date":"2020-09-13T17:42:47","date_gmt":"2020-09-13T20:42:47","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=331258"},"modified":"2020-09-13T18:23:31","modified_gmt":"2020-09-13T21:23:31","slug":"arroz-mais-caro-ja-motivou-revoltas-causou-mortes-e-derrubou-lideres-pelo-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/arroz-mais-caro-ja-motivou-revoltas-causou-mortes-e-derrubou-lideres-pelo-mundo\/","title":{"rendered":"Arroz mais caro j\u00e1 motivou revoltas, causou mortes e derrubou l\u00edderes pelo mundo"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"story-body__h1\"><\/h1>\n<div class=\"byline\"><strong><span class=\"byline__name\">Leonardo Neiva<\/span><\/strong><\/div>\n<div class=\"with-extracted-share-icons\">\n<div class=\"story-body__mini-info-list-and-share\">\n<div class=\"story-body__mini-info-list-and-share-row\">\n<div class=\"share-tools--no-event-tag\">\n<div id=\"comp-pattern-library\" class=\"distinct-component-group container-twite\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"story-body__inner\">\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width lead\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/660\/cpsprodpb\/11957\/production\/_114332027_sede_da_cia_de_arroz_suzuki_shoten_queimada_por_manifestantes_na_cidade_de_kobe.jpg\" alt=\"Sede de empresa queimada por manifestantes\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"660\" \/><\/span>Sede de uma empresa produtora de arroz, Suzuki Shoten, queimada por manifestantes na cidade Kobe em 1918<\/figure>\n<p class=\"story-body__introduction\">O aumento abusivo no pre\u00e7o do arroz, um dos alimentos mais consumidos no pa\u00eds, atingiu com for\u00e7a uma popula\u00e7\u00e3o empobrecida, gerando fome e uma revolta generalizada contra o governo.<\/p>\n<p>O trecho tem semelhan\u00e7as com o momento pelo qual o Brasil est\u00e1 passando hoje, em que o arroz, junto com alguns outros alimentos essenciais, vem pesando cada vez mais no bolso dos brasileiros.<\/p>\n<p>A frase, no entanto, se refere ao Jap\u00e3o de 1918, ano em que o pre\u00e7o do produto causou uma grave crise e protestos por todo o pa\u00eds, levando \u00e0 ren\u00fancia do ent\u00e3o primeiro-ministro japon\u00eas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em 1979, na Lib\u00e9ria, aconteceu uma hist\u00f3ria parecida. Dezenas de manifestantes que protestavam contra uma proposta de alta do arroz foram mortos pelas for\u00e7as nacionais, desencadeando uma s\u00e9rie de atos de revolta pelo pa\u00eds. Mais recentemente, multid\u00f5es de haitianos foram \u00e0s ruas protestar contra um salto nos pre\u00e7os desse e de outros itens b\u00e1sicos, como feij\u00e3o e \u00f3leo de cozinha.<\/p>\n<p>Alguns dos aspectos que se repetem em todos esses casos s\u00e3o o encarecimento de um alimento essencial, a exist\u00eancia de uma popula\u00e7\u00e3o economicamente fragilizada e manifesta\u00e7\u00f5es violentas, que acabam por derrubar governantes.<\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio do ano, apesar dos baixos \u00edndices de infla\u00e7\u00e3o, o arroz acumula uma alta de quase 20% no Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Outros itens como feij\u00e3o e cebola, tamb\u00e9m diariamente presentes na mesa do brasileiro, chegaram a subir ainda mais.<\/p>\n<p>Embora pesquisadores apontem que o contexto social brasileiro \u00e9 bem diferente e que revoltas como as que ocorreram no passado em outros pa\u00edses s\u00e3o muito improv\u00e1veis por aqui, o inc\u00f4modo do presidente Jair Bolsonaro com a situa\u00e7\u00e3o se tornou evidente.<\/p>\n<p>Se, quando a crise estourou, o mandat\u00e1rio tratou de pedir &#8220;sacrif\u00edcio&#8221; e &#8220;patriotismo&#8221; aos donos de supermercados para n\u00e3o repassar o aumento ao consumidor, recentemente o governo anunciou que iria zerar o imposto de importa\u00e7\u00e3o do produto at\u00e9 o fim do ano, numa tentativa de conter a alta dos pre\u00e7os e tamb\u00e9m uma poss\u00edvel rea\u00e7\u00e3o negativa da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Revolta no Jap\u00e3o<\/h2>\n<p>No per\u00edodo final da 1\u00aa Guerra Mundial, em 1918, o Ex\u00e9rcito Imperial Japon\u00eas enviou mais de 70 mil tropas para a Sib\u00e9ria para lutar ao lado da Fran\u00e7a, Gr\u00e3-Bretanha e do Ex\u00e9rcito Branco russo contra os bolcheviques. Para alimentar tanta gente em campo de batalha, o governo teve que lan\u00e7ar m\u00e3o de grandes remessas de arroz.<\/p>\n<p>&#8220;Prevendo que o governo aumentaria a encomenda, os comerciantes de arroz come\u00e7aram a estocar o produto para for\u00e7ar uma alta no pre\u00e7o, de forma a vend\u00ea-lo mais caro&#8221;, explica a especialista em cultura e hist\u00f3ria do Jap\u00e3o Cristiane Sato.<\/p>\n<p>S\u00f3 que a estrat\u00e9gia acabou desabastecendo a popula\u00e7\u00e3o nacional e levando \u00e0s alturas o pre\u00e7o do arroz no pa\u00eds, que j\u00e1 lidava com uma infla\u00e7\u00e3o em alta devido \u00e0 participa\u00e7\u00e3o na guerra.<\/p>\n<p>&#8220;Em 1918, 20 kg de arroz chegavam a custar quase o sal\u00e1rio inteiro de um funcion\u00e1rio p\u00fablico&#8221;, conta Sato.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca, o arroz era o principal item da alimenta\u00e7\u00e3o japonesa e representava 80% do consumido regularmente pela popula\u00e7\u00e3o em geral.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/0BCF\/production\/_114332030_gettyimages_japao.jpg\" alt=\"Tropas japonesas desembarcando em Vladivostok, na R\u00fassia, em 11 de agosto de 1918.\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span>Tropas japonesas desembarcando em Vladivostok, na R\u00fassia, em 11 de agosto de 1918.<\/figure>\n<p>Em julho de 1918, quando a situa\u00e7\u00e3o ia se tornando insustent\u00e1vel, os jornais noticiaram uma not\u00edcia curiosa, ocorrida num vilarejo da cidadezinha costeira de Toyama.<\/p>\n<p>L\u00e1 um grupo de esposas de pescadores tentou impedir a exporta\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os como forma de protesto contra os altos pre\u00e7os, provocando um tumulto com os comerciantes da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 importante ressaltar o papel das mulheres nesses eventos. Eram donas de casa que estavam sofrendo com o aumento dos pre\u00e7os, da mesma forma que est\u00e1 acontecendo com muitas no Brasil hoje&#8221;, aponta C\u00e9lia Sakurai, doutora em ci\u00eancias sociais pela Unicamp e autora de livros sobre a hist\u00f3ria da imigra\u00e7\u00e3o japonesa no Brasil.<\/p>\n<p>Gra\u00e7as \u00e0 imprensa, a not\u00edcia se espalhou rapidamente, inspirando v\u00e1rias outras manifesta\u00e7\u00f5es pelo pa\u00eds, inclusive em algumas das cidades mais importantes, como T\u00f3quio e Osaka.<\/p>\n<p>Ao tomar propor\u00e7\u00f5es maiores, a revolta atraiu representantes de grupos ideol\u00f3gicos recentemente importados do pensamento ocidental, como anarquistas, nacionalistas, liberais e socialistas, aglutinando uma s\u00e9rie de outras reivindica\u00e7\u00f5es sociais. O movimento n\u00e3o era mais s\u00f3 pelo pre\u00e7o do arroz.<\/p>\n<p>Segundo a pesquisadora e doutora em ci\u00eancias sociais pela PUC Lu\u00edza Uehara, o Jap\u00e3o tinha ent\u00e3o uma grande popula\u00e7\u00e3o de miser\u00e1veis, tanto nas f\u00e1bricas das grandes cidades quanto nas zonas rurais, condi\u00e7\u00e3o que vinha gerando protestos frequentes havia mais de uma d\u00e9cada.<\/p>\n<p>&#8220;Foi inclusive por causa dessa mis\u00e9ria que os japoneses come\u00e7aram a imigrar para o Brasil&#8221;, conta Uehara. &#8220;Para se ter uma ideia, a propaganda para atrair os japoneses dizia que aqui eles conseguiriam comer arroz todo dia, coisa que l\u00e1 nem sempre era poss\u00edvel&#8221;.<\/p>\n<p>Nas ruas, o povo incendiou dep\u00f3sitos de arroz e atacou postos de pol\u00edcia, o que gerou uma repress\u00e3o severa das for\u00e7as do governo, que temia ver uma nova revolu\u00e7\u00e3o russa florescendo no pr\u00f3prio quintal. &#8220;Foram milhares de presos, muitos deles submetidos a castigos corporais&#8221;, diz a pesquisadora.<\/p>\n<p>Depois de cerca de um m\u00eas de protestos, quando os ventos da revolta finalmente amainaram, o primeiro-ministro Terauchi Masatake anunciou sua ren\u00fancia, tomando para si a responsabilidade pelos dist\u00farbios \u00e0 ordem p\u00fablica.<\/p>\n<p>Aos poucos, com uma interven\u00e7\u00e3o do governo, o pre\u00e7o do arroz voltou a um patamar aceit\u00e1vel.<\/p>\n<p>&#8220;O governo passou a fazer um estoque preventivo do arroz, caso houvesse escassez do produto&#8221;, conta Silvio Miyazaki, professor do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em L\u00edngua, Literatura e Cultura Japonesa da USP.<\/p>\n<p>O pol\u00edtico foi substitu\u00eddo no cargo por Hara Takashi, de perfil moderado, dando in\u00edcio a uma breve flexibiliza\u00e7\u00e3o do regime, que, apesar de democr\u00e1tico, era fortemente conservador e autorit\u00e1rio.<\/p>\n<p>Logo no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1920, essa modera\u00e7\u00e3o perdeu lugar para o crescimento do militarismo e da opress\u00e3o, que levariam o pa\u00eds \u00e0 Segunda Guerra Mundial.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Golpe na Lib\u00e9ria<\/h2>\n<p>Mais de 60 anos depois desses eventos, a Lib\u00e9ria, um pequeno pa\u00eds na costa oeste africana originalmente criado para abrigar escravos americanos libertos, passou por uma convuls\u00e3o social parecida.<\/p>\n<p>No dia 14 de abril de 1979, manifestantes marcharam contra uma proposta do governo de aumentar o pre\u00e7o do arroz, visando tornar seu cultivo vi\u00e1vel no pa\u00eds.<\/p>\n<p>O protesto tinha orienta\u00e7\u00e3o pac\u00edfica, mas alguns dos milhares de participantes come\u00e7aram a saquear estabelecimentos locais. A pol\u00edcia e o ex\u00e9rcito, por sua vez, reagiram a tiros, matando dezenas de pessoas e ferindo algumas centenas.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/59EF\/production\/_114332032_gettyimages-liberia.jpg\" alt=\"Em foto de 1980, o presidente da Lib\u00e9ria, Samuel K. Doe (\u00f3culos escuros), aparece cercado por membros de seu Conselho de Reden\u00e7\u00e3o dos Povos\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span>Em foto de 1980, o presidente da Lib\u00e9ria, Samuel K. Doe (\u00f3culos escuros), aparece cercado por membros de seu Conselho de Reden\u00e7\u00e3o dos Povos<\/figure>\n<p>&#8220;For\u00e7as do governo perpetraram abusos como assassinatos, tortura e pris\u00e3o arbitr\u00e1ria de civis. Al\u00e9m disso, h\u00e1 relatos de membros das for\u00e7as liberianas tomando parte em saques ao lado de manifestantes&#8221;, diz um relat\u00f3rio da organiza\u00e7\u00e3o The Advocates for Human Rights sobre o caso.<\/p>\n<p>Um dos principais motivos para a f\u00faria popular era o fato de o presidente do pa\u00eds, William R. Tolbert, possuir fazendas de arroz e se beneficiar diretamente do aumento.<\/p>\n<p>&#8220;Corria a ideia de que a inten\u00e7\u00e3o era favorecer uma elite que importava o produto ou os plantadores, dos quais fazia parte a fam\u00edlia do presidente&#8221;, conta o professor de hist\u00f3ria da \u00c1frica da UFRJ Cl\u00e1udio Costa Pinheiro.<\/p>\n<p>Segundo uma reportagem do New York Times da \u00e9poca, no dia seguinte ao protesto Tolbert caracterizou os l\u00edderes do movimento como &#8220;homens maus e sat\u00e2nicos&#8221;, que s\u00f3 queriam &#8220;causar caos e desordem no pa\u00eds com o objetivo de derrubar o governo&#8221;.<\/p>\n<p>Em pouco tempo, de acordo com Pinheiro, se proliferaram pela Lib\u00e9ria protestos cada vez mais violentos contra o governo, esgar\u00e7ando o quadro pol\u00edtico do pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u00c0s reivindica\u00e7\u00f5es alimentares, uniu-se a revolta contra uma estrutura antiga, que mantinha no poder uma elite liberiana privilegiada, de descend\u00eancia americana.<\/p>\n<p>Em 1980, um ano ap\u00f3s as manifesta\u00e7\u00f5es originais, o governo foi derrubado por um golpe de Estado, e Tolbert assassinado.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Tumulto no Haiti<\/h2>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o do Haiti foi outra que se rebelou contra o aumento excessivo do valor do arroz, j\u00e1 no s\u00e9culo atual.<\/p>\n<p>Em 2008, atingidos por uma crise global que triplicou o pre\u00e7o do produto no mercado internacional, haitianos irados foram \u00e0s ruas em manifesta\u00e7\u00f5es que tiveram resultados violentos.<\/p>\n<p>O aumento do pre\u00e7o, que chegou a dobrar o valor do produto no pa\u00eds, teve ainda mais impacto devido \u00e0 pobreza e ao baixo n\u00edvel de renda do povo haitiano, cuja maior parte sobrevivia com um sal\u00e1rio de menos de dois d\u00f3lares por dia, segundo informa\u00e7\u00f5es do Banco Mundial.<\/p>\n<p>Em abril, a popula\u00e7\u00e3o faminta da cidade de Okay entrou em conflito com agentes de paz das Na\u00e7\u00f5es Unidas.<\/p>\n<p>Os protestos alcan\u00e7aram outras cidades do pa\u00eds, onde os manifestantes passaram a apedrejar policiais e saquear lojas. O saldo final foi de seis mortos e v\u00e1rios feridos em todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p>Os protestos s\u00f3 acabaram quando o governo anunciou um plano para reduzir o pre\u00e7o do arroz e senadores removeram o primeiro-ministro Jacques-\u00c9douard Alexis do cargo, dez dias ap\u00f3s o in\u00edcio dos tumultos.<\/p>\n<p>Em pronunciamento para a TV \u00e0 \u00e9poca, o ent\u00e3o presidente haitiano Ren\u00e9 Pr\u00e9val disse que &#8220;o arroz importado se tornou caro e nossa produ\u00e7\u00e3o nacional est\u00e1 em ru\u00ednas. Por isso, subsidiar a importa\u00e7\u00e3o de comida n\u00e3o \u00e9 a resposta&#8221;.<\/p>\n<p>A principal medida anunciada pelo governo para acalmar os manifestantes, por\u00e9m, foi um subs\u00eddio ao valor do produto importado, derrubando seu pre\u00e7o em mais de 15%.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape no-caption body-width\"><\/figure>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O trecho tem semelhan\u00e7as com o momento pelo qual o Brasil est\u00e1 passando hoje, em que o arroz, junto com alguns outros alimentos essenciais, vem pesando cada vez mais no bolso dos brasileiros.<\/p>\n<p>A frase, no entanto, se refere ao Jap\u00e3o de 1918, ano em que o pre\u00e7o do produto caus<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":331341,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3,6],"tags":[],"class_list":["post-331258","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/japoneses-na-guerra.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/331258","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=331258"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/331258\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/331341"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=331258"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=331258"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=331258"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}