{"id":33523,"date":"2013-12-16T05:53:19","date_gmt":"2013-12-16T08:53:19","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=33523"},"modified":"2013-12-16T05:53:19","modified_gmt":"2013-12-16T08:53:19","slug":"os-desafiantes-de-dilma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/os-desafiantes-de-dilma\/","title":{"rendered":"Os desafiantes de Dilma"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: justify;\">Os desafiantes de Dilma<\/h1>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">A\u00e9cio e Campos ser\u00e3o protagonistas de uma disputa particular: ter\u00e3o de mostrar qual \u00e9 a candidatura mais competitiva para enfrentar Dilma<\/h3>\n<div id=\"bb-md-noticia-tabs\" style=\"text-align: justify;\">\n<div id=\"barraInteratividade\"><span style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div id=\"bb-md-noticia-tabs-1\">\n<p>O senador mineiro A\u00e9cio Neves (PSDB) e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), t\u00eam muito mais em comum do que a inten\u00e7\u00e3o de desafiar a presidente Dilma Rousseff na elei\u00e7\u00e3o de 2014 ao Pal\u00e1cio do Planalto. Amigos h\u00e1 mais de dez anos, os dois herdaram de seus av\u00f4s maternos um legado pol\u00edtico e s\u00e3o protagonistas de um projeto de poder.<\/p>\n<p><strong><\/strong>\u00a0<img decoding=\"async\" style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\" title=\"Tanto A\u00e9cio quanto Campos conquistaram altos \u00edndices de aprova\u00e7\u00e3o em seus Estados - Celso Junior\/Estad\u00e3o\" alt=\"Tanto A\u00e9cio quanto Campos conquistaram altos \u00edndices de aprova\u00e7\u00e3o em seus Estados - Celso Junior\/Estad\u00e3o\" src=\"http:\/\/www.estadao.com.br\/fotos\/aecio_celsojunior_292.jpg\" \/><\/p>\n<div>\n<div>Celso Junior\/Estad\u00e3o<\/div>\n<div>Tanto A\u00e9cio quanto Campos conquistaram altos \u00edndices de aprova\u00e7\u00e3o em seus Estados<\/div>\n<\/div>\n<p>A\u00e9cio \u00e9 neto de Tancredo Neves, o presidente que morreu antes de tomar posse, em 1985, ano da transi\u00e7\u00e3o da ditadura para a democracia. Sem carregar o sobrenome Arraes porque a fam\u00edlia temia persegui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, Campos \u00e9 neto de Miguel Arraes \u2013 governador de Pernambuco cassado pelo golpe de 1964 \u2013 e s\u00f3 conheceu o av\u00f4, exilado na Arg\u00e9lia, quando tinha 10 anos.<\/p>\n<p>Tanto A\u00e9cio quanto Campos conquistaram altos \u00edndices de aprova\u00e7\u00e3o em seus Estados, mas enfrentam dificuldades para ampliar o arco de alian\u00e7as e se contrapor ao PT de Dilma.<\/p>\n<p>O senador tucano administrou Minas duas vezes. O governador pernambucano est\u00e1 no segundo mandato \u00e0 frente do Pal\u00e1cio do Campo das Princesas.<\/p>\n<p>As semelhan\u00e7as n\u00e3o param a\u00ed: ambos tiveram longa experi\u00eancia como deputados federais, s\u00e3o presidentes de seus partidos e gostam de Luiz In\u00e1cio Lula da Silva. A diferen\u00e7a \u00e9 que Campos, chamado por amigos de Dudu, era at\u00e9 ontem da base aliada e A\u00e9cio est\u00e1 na oposi\u00e7\u00e3o desde 2003. Campos tem 48 anos; A\u00e9cio, 53. Na primeira campanha presidencial planejada pelos dois, a ideia tanto de um como de outro \u00e9 explorar o lado do pol\u00edtico que representa &#8220;o novo&#8221;, embora suas fam\u00edlias sejam velhas conhecidas da pol\u00edtica brasileira.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das semelhan\u00e7as em suas trajet\u00f3rias, A\u00e9cio e Campos possuem estrat\u00e9gias comuns \u2013 fazem gestos p\u00fablicos de aproxima\u00e7\u00e3o e de apoio m\u00fatuo em um eventual segundo turno da elei\u00e7\u00e3o presidencial.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, por\u00e9m, devem disputar um mesmo espa\u00e7o no eleitorado e j\u00e1 foram protagonistas de uma disputa por aliados. Recentemente, Campos recebeu o indicativo de apoio futuro do PPS, tradicional parceiro dos tucanos. Antes, o pernambucano havia conseguido arregimentar a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, no lance at\u00e9 agora mais surpreendente da pr\u00e9-campanha.<\/p>\n<p>Ao lado de Marina, o governador mant\u00e9m as pontes com o lulismo, mas refor\u00e7a a proposta de se firmar como a terceira via na elei\u00e7\u00e3o presidencial e quebrar, em 2014, a polariza\u00e7\u00e3o entre o PT de Lula e Dilma e o PSDB de A\u00e9cio. Seu slogan: &#8220;\u00c9 poss\u00edvel fazer mais e bem feito&#8221;.<\/p>\n<p>O senador tucano, por sua vez, assumiu mais recentemente o figurino de oposi\u00e7\u00e3o radical ao PT no poder, distanciando-se do tom quase sempre contemporizador que marcou seus dois mandatos \u00e0 frente do governo de Minas. O mineiro que pregava o &#8220;p\u00f3s-Lula&#8221; e uma aproxima\u00e7\u00e3o futura entre PT e PSDB abra\u00e7ou as bandeiras hist\u00f3ricas dos tucanos com o aval do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso \u2013 principal patrono de sua postula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 2013, os projetos presidenciais de A\u00e9cio e Campos deixaram de ser esbo\u00e7o e j\u00e1 est\u00e3o quase completamente desenhados.<\/p>\n<p>Fonte: Estado de S. Paulo<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A\u00e9cio \u00e9 neto de Tancredo Neves, o presidente que morreu antes de tomar posse, em 1985, ano da transi\u00e7\u00e3o da ditadura para a democracia. 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