{"id":340581,"date":"2020-12-10T05:02:36","date_gmt":"2020-12-10T08:02:36","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=340581"},"modified":"2020-12-10T15:34:17","modified_gmt":"2020-12-10T18:34:17","slug":"sem-auxilio-emergencial-projecao-para-a-bahia-e-de-caos-social-diz-especialista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/sem-auxilio-emergencial-projecao-para-a-bahia-e-de-caos-social-diz-especialista\/","title":{"rendered":"Sem aux\u00edlio emergencial, proje\u00e7\u00e3o para a Bahia \u00e9 de &#8216;caos social&#8217;, diz especialista"},"content":{"rendered":"<div class=\"box-title\">\n<div class=\"data\" style=\"text-align: justify;\">Por Mari Leal<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"box-body\" data-io-article-url=\"https:\/\/www.bahianoticias.com.br\/\">\n<div class=\"text-center\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"box-img\">\n<div class=\"img-legenda\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"text-descricao\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Na Bahia, em 56,6% das resid\u00eancias, pelo menos uma pessoa recebe o aux\u00edlio emergencial criado pelo governo federal para amparar trabalhadores informais e a popula\u00e7\u00e3o de baixa renda durante a pandemia. A estimativa equivale a 2,7 milh\u00f5es de resid\u00eancias em todo o estado, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Os dados representam a realidade do m\u00eas de outubro, e coloca a Bahia em nono lugar quanto ao percentual de atendidos e o terceiro em n\u00fameros absolutos de domic\u00edlios atendidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-315291 size-large\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/bancos-de-juazeiro11-620x465.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"465\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/bancos-de-juazeiro11-620x465.jpg 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/bancos-de-juazeiro11-300x225.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/bancos-de-juazeiro11-768x576.jpg 768w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/bancos-de-juazeiro11-80x60.jpg 80w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/bancos-de-juazeiro11-118x88.jpg 118w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/bancos-de-juazeiro11-160x120.jpg 160w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/bancos-de-juazeiro11-640x480.jpg 640w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/bancos-de-juazeiro11.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com valor atual de R$ 300, a \u00faltima parcela prevista de pagamento do aux\u00edlio \u00e9 no m\u00eas de dezembro. A sinaliza\u00e7\u00e3o do governo federal e da equipe econ\u00f4mica \u00e9 de que o benef\u00edcio dever\u00e1 ser finalizado, sem, at\u00e9 o momento, proposta concreta de prorroga\u00e7\u00e3o, mesmo com o atual cen\u00e1rio de avan\u00e7o da Covid-19 nos estados. A decis\u00e3o do governo, no entanto, abre uma lacuna no que se refere ao futuro econ\u00f4mico e social no pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na Bahia, por exemplo, de acordo com Urandi Paiva, coordenador de Estat\u00edstica da Superintend\u00eancia de estudos Econ\u00f4micos e Sociais da Bahia (SEI), sem o aux\u00edlio, a previs\u00e3o \u00e9 de aprofundamento dos indicadores negativos, pass\u00edvel a um estado de \u201ccaos social\u201d, alimentado, principalmente, pela perman\u00eancia da circula\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio coronav\u00edrus, atravessado pela miserabilidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cOs grandes impactos s\u00e3o nos campos social e econ\u00f4mico na Bahia. Do ponto de vista social, o aumento de n\u00edveis de pobreza. Esse \u00e9 o primeiro ponto. \u00c9 um contingente muito grande de pessoas que, de uma hora para outra, podem passar a ter renda zero e podem ser jogadas na pobreza\u201d, diz. Aponta ainda o risco de que s estabele\u00e7am cen\u00e1rios piores ao j\u00e1 visto na pr\u00e9-pandemia. \u201cPode voltar e em situa\u00e7\u00e3o at\u00e9 pior\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0 an\u00e1lise, Urandi ainda acrescenta uma proje\u00e7\u00e3o de impacto do fim da vig\u00eancia da Medida Provis\u00f3ria 936, tamb\u00e9m editada pelo governo federal, a qual institui a suspens\u00e3o de contrato e a redu\u00e7\u00e3o de jornada. Nesta modalidade, para garantir a manuten\u00e7\u00e3o de empregos, o governo assumiu o pagamento de 70% do sal\u00e1rio, enquanto o empregador arca com 30%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cN\u00f3s temos no Brasil 13 milh\u00f5es de pessoas nessa situa\u00e7\u00e3o, segurada no emprego por esse programa. Esse programa tamb\u00e9m acaba em dezembro e os empregos est\u00e3o sendo colocados em risco, caso nada seja feito. O cen\u00e1rio \u00e9 at\u00e9 pior porque tivemos muitos postos de trabalho destru\u00eddos durante a pandemia e, adicionalmente, uma pol\u00edtica p\u00fablica que segurou uma parcela dessas vagas temporariamente. Quer dizer que essas pessoas est\u00e3o cobertas at\u00e9 dezembro e ap\u00f3s podem estar tamb\u00e9m jogadas no desemprego e se juntar a uma massa que j\u00e1 \u00e9 muito grande\u201d, avalia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com o IBGE, o Brasil possui 14,1 milh\u00f5es de pessoas desempregadas. Dados do instituto revelam ainda que, atualmente, a Bahia\u00a0\u00e9 o estado campe\u00e3o de desemprego e informalidade no Brasil, com agravamento recente da situa\u00e7\u00e3o no m\u00eas de setembro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (PNAD) Covid19 mostram que \u00a0a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o, que representa o percentual de pessoas que procuram emprego em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s que est\u00e3o trabalhando, avan\u00e7ou atingiu 19,6%. Em agosto, o \u00edndice era de 18,1%. O n\u00famero \u00e9 o mais alto do pa\u00eds. Em setembro, o total de pessoas em busca de emprego no estado saltou de 1,078 milh\u00f5es para 1, 213 milh\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro dado recente do mesmo instituto de pesquisa revela que a Bahia tamb\u00e9m lidera o ranking de pessoas abaixo da linha da pobreza, se considerado em n\u00fameros absolutos. Em 2019, 4 em cada 10 moradores da Bahia (40,4% da popula\u00e7\u00e3o) estavam abaixo da linha da pobreza monet\u00e1ria e pouco mais de 1 em cada 10 (12,5%) estava abaixo da linha de extrema pobreza. Os dados s\u00e3o do estudo S\u00edntese de Indicadores Sociais, divulgada pelo IBGE no in\u00edcio de novembro. A s\u00edntese considera informa\u00e7\u00f5es da s\u00e9rie hist\u00f3rica de 2012 a 2019.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cCom tudo isso, vou usar palavras que s\u00e3o fortes, mas s\u00e3o reais. N\u00e3o s\u00f3 a Bahia, mas tamb\u00e9m o Nordeste, pode entrar em situa\u00e7\u00e3o de colapso social, caso n\u00e3o se tenha um programa similar ao aux\u00edlio emergencial. Muita gente jogada na pobreza e na extrema pobreza. Uma situa\u00e7\u00e3o extremamente preocupante para um estado que j\u00e1 tem muita gente nessa linha de pobreza\u201d, enfatiza Urandi.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O especialista acrescenta que ampliar a pobreza e a extrema pobreza impacta negativamente em todas as quest\u00f5es sociais que t\u00eam a pobreza e a desassist\u00eancia como ponto de origem. Elege como exemplo a seguran\u00e7a p\u00fablica, em sua fase viol\u00eancia e criminalidade. \u00a0\u201cPode-se ter um impacto e aumento da viol\u00eancia e da criminalidade. Pode ter impacto em indicadores educacionais e de sa\u00fade. Todo esse campo social pode estar comprometido se nada for feito. Vamos entrar em 2021 com dois problemas ainda cr\u00f4nicos. A pobreza e a Covid-19. Tem que fazer pol\u00edtica p\u00fablica para tentar conter o v\u00edrus e pol\u00edtica p\u00fablica para acolher as pessoas que est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O valor m\u00e9dio recebido via aux\u00edlio emergencial na Bahia em outubro era R$ 608, sendo o quarto mais baixo entre os estados. O IBGE aponta, no entanto, que desde julho, tanto a quantidade de domic\u00edlios em que algu\u00e9m recebia o aux\u00edlio quanto o valor recebido v\u00eam mostrando tend\u00eancia de queda, acentuada entre setembro e outubro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cNesse intervalo de tempo, o n\u00famero de resid\u00eancias que recebiam o aux\u00edlio caiu 3,9%, de 2,8 milh\u00f5es (58,8%) para 2,7 milh\u00f5es (56,5%) &#8211; foram menos 111 mil domic\u00edlios atendidos. O valor m\u00e9dio era de R$ 926 em setembro e caiu a R$ 608 em outubro (-34,3%)\u201d, diz o IBGE.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GOVERNO FEDERAL<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nas \u00faltimas semanas, sempre que poss\u00edvel, tanto o presidente Jair Bolsonaro quanto o ministro da Economia, Paulo Guedes, t\u00eam refor\u00e7ado o fim inegoci\u00e1vel do aux\u00edlio emergencial no m\u00eas de dezembro. Vale destacar que, desde o in\u00edcio da pandemia, o Planalto sempre demonstrou resist\u00eancia a uma pol\u00edtica efetiva, tomando por justificativa a situa\u00e7\u00e3o fiscal do pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No in\u00edcio de dezembro, Bolsonaro chegou a afirmar que perpetuar benef\u00edcios \u00e9 \u201co caminho certo para o insucesso\u201d. J\u00e1 o ministro Paulo Guedes, nesta quarta-feira, ao falar a investidores estrangeiros, ratificou que o Brasil \u201cmanda um sinal forte de reduzir subs\u00eddios\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Acho que isso vai acontecer antes do fim do ano. Dois dias atr\u00e1s, demos outro sinal, de que vamos acabar com o aux\u00edlio emergencial no fim deste ano. Estamos dando sinais que estamos removendo gastos extraordin\u00e1rios com a pandemia e, ao mesmo tempo, reduzindo subs\u00eddios&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O fim das parcelas do aux\u00edlio emergencial coincide com um momento em que o Brasil enfrenta um repique no n\u00famero de ocorr\u00eancias da doen\u00e7a em diversos estados e uma s\u00e9rie de discuss\u00f5es se estabelecem em torno da aprova\u00e7\u00e3o de vacinas pela Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa). Governadores pedem celeridade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o painel do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, o Brasil j\u00e1 registrou, desde mar\u00e7o, mais de 6,67 milh\u00f5es de casos da Covid-19, 51.088 nas \u00faltimas 24h. O total de mortes em decorr\u00eancia da doen\u00e7a \u00e9 de 178.159, tendo sido 842 contabilizadas no \u00faltimo per\u00edodo di\u00e1rio. (BN)<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na Bahia, em 56,6% das resid\u00eancias, pelo menos uma pessoa recebe o aux\u00edlio emergencial criado pelo governo federal para amparar trabalhadores informais e a popula\u00e7\u00e3o de baixa renda durante a pandemia. 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