{"id":340868,"date":"2020-12-13T09:32:11","date_gmt":"2020-12-13T12:32:11","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=340868"},"modified":"2020-12-13T09:32:11","modified_gmt":"2020-12-13T12:32:11","slug":"covid-19-falta-de-estrategia-nacional-pode-prejudicar-vacinacao-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/covid-19-falta-de-estrategia-nacional-pode-prejudicar-vacinacao-no-brasil\/","title":{"rendered":"Covid-19: falta de estrat\u00e9gia nacional pode prejudicar vacina\u00e7\u00e3o no Brasil"},"content":{"rendered":"<div class=\"col-sm-12 ig-container_headerText\">\n<h1 id=\"noticia-titulo-h1\" class=\"noticia-titulo-h1-ig_V04\"><\/h1>\n<h2 id=\"noticia-olho\">Para Rafael Dhalia, pesquisador da Fiocruz, \u00e9 necess\u00e1rio que o Governo Federal assuma suas responsabilidades<\/h2>\n<\/div>\n<div class=\"share-page\"><\/div>\n<div id=\"ad_billboard\" data-google-query-id=\"COet8ab5yu0CFe0tuQYdCQQIQw\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/21737107378\/IG-PUBLISHER\/ultimosegundo.ig.com.br\/billboard_0__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<div id=\"noticia-other\" class=\"noticia-other-ig_V04\">\n<p>Por\u00a0<span id=\"authors-box\"><strong>Marco Zero Conte\u00fado<\/strong>\u00a0<\/span><strong class=\"complemento-credito\">&#8211; Maria Carolina Santos<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"main-content\">\n<div class=\"row\">\n<section class=\"noticia col-sm-12 plf-0\">\n<div id=\"noticia\">\n<div class=\"Noticia_Foto\">\n<figure class=\"foto-legenda \">\n<div class=\"foto-legenda-img\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"vacina\" src=\"https:\/\/statig1.akamaized.net\/bancodeimagens\/bk\/2u\/yu\/bk2uyungpzzaclkcx9ou4kf3r.jpg\" alt=\"vacina\" width=\"652\" height=\"408\" \/><\/div><figcaption class=\"foto-legenda-citacao \"><cite>Reprodu\u00e7\u00e3o: ACidade ON<\/cite><\/p>\n<div class=\"foto-legenda-citacao-text\">O caminho para a vacina\u00e7\u00e3o em massa \u00e9 longo e, por isso, \u00e9 preciso a\u00e7\u00e3o dos governos e responsabilidade dos cidad\u00e3os.<\/div>\n<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p class=\" \">Quando a nonagen\u00e1ria\u00a0\u00a0<a href=\"https:\/\/saude.ig.com.br\/2020-12-08\/reino-unido-idosa-de-90-anos-e-a-primeira-a-ser-vacinada-contra-covid-19.html\">Margaret Keenan recebeu a primeira dose da vacina<\/a>\u00a0contra a\u00a0<strong>Covid-19<\/strong> ,\u00a0oito de dezembro de 2020 entrou para a hist\u00f3ria. Residente de uma casa geri\u00e1trica na Inglaterra, Margaret usava uma camiseta natalina e uma m\u00e1scara cir\u00fargica. Ter iniciado a vacina\u00e7\u00e3o em massa em dezembro, mesmo que ainda para poucas pessoas, \u00e9 uma vit\u00f3ria inconteste da ci\u00eancia. O caminho \u00e9 longo, a m\u00e1scara que Margaret usou hoje nem t\u00e3o cedo deve ser abandonada, mas a vacina\u00e7\u00e3o \u00e9 o in\u00edcio do fim da pandemia que parou o mundo e ceifou mais de 1,5 milh\u00e3o de pessoas.<\/p>\n<p class=\" \">A vacina da Pfizer, que Margaret recebeu, \u00e9 uma das sete atualmente aprovadas por algum pa\u00eds para uso limitado. No caso do Reino Unido, os primeiros da fila s\u00e3o idosos com mais de 80 anos e profissionais de sa\u00fade. Todas as outras seis\u00a0<strong>vacinas<\/strong>\u00a0t\u00eam aprova\u00e7\u00e3o emergencial na China, nos Emirados \u00c1rabes ou na R\u00fassia. Fran\u00e7a e Alemanha j\u00e1 t\u00eam cronogramas de vacina\u00e7\u00e3o iniciando nas pr\u00f3ximas semanas. Os Estados Unidos vivem a expectativa de aprova\u00e7\u00e3o de uma vacina ainda neste ano.<\/p>\n<p>Diante de tudo isso, a pergunta inevit\u00e1vel \u00e9: e o Brasil? Na semana passada, o\u00a0<strong>Minist\u00e9rio da Sa\u00fade<\/strong>\u00a0apresentou um incompleto plano de vacina\u00e7\u00e3o contra a Covid-19: come\u00e7aria somente em mar\u00e7o de 2021 e apenas com a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a farmac\u00eautica AstraZeneca. Vacinas adiantadas como as da Pfizer e a da Sinovac, desenvolvida com apoio do Instituto Butantan, ficaram de fora.<\/p>\n<p>O plano foi bastante criticado. E agora o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade afirma que est\u00e1 em negocia\u00e7\u00e3o para a\u00a0<strong>compra<\/strong>\u00a0de 70 milh\u00f5es de doses com a Pfizer. O acordo pode ser fechado ainda nesta semana, mas o governo n\u00e3o informou em que m\u00eas de 2021 todas as doses estariam dispon\u00edveis, nem quanto ir\u00e3o custar. Todas as vacinas at\u00e9 agora s\u00e3o de duas doses por pessoa.<\/p>\n<p>Para Denise Garrett, m\u00e9dica e pesquisadora do Instituto Sabin de Vacinas e que trabalhou mais de de 20 anos no Centro de Controle e Preven\u00e7\u00e3o de Doen\u00e7as (CDC) dos EUA, um pa\u00eds do tamanho do Brasil deve investir em v\u00e1rios tipos de vacinas. \u201c\u00c9 realmente lament\u00e1vel o que est\u00e1 acontecendo. O Brasil deveria correr atr\u00e1s de\u00a0<strong>acordos<\/strong>\u00a0. N\u00e3o existe isso de que o Brasil n\u00e3o tem infraestrutura. O Brasil \u00e9 um pa\u00eds de recursos. A vacina da Moderna \u00e9 para ficar armazenada em -20 graus, n\u00e3o \u00e9 nenhum absurdo. A da Pfizer \u00e9 -70 graus. Pode n\u00e3o funcionar para o interior do Amazonas, mas \u00e9 poss\u00edvel em muitas capitais\u201d, diz.<\/p>\n<p>O tema mais pol\u00eamico \u00e9 a n\u00e3o inclus\u00e3o da vacina da Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, recha\u00e7ada pelo presidente Bolsonaro e apoiadores como a \u201cvacina chinesa\u201d. Rafael Dhalia, pesquisador da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Instituto Aggeu Magalh\u00e3es, questiona se os crit\u00e9rios s\u00e3o pol\u00edticos ou cient\u00edficos. \u201cDas 26 vacinas oferecidas pelo\u00a0<strong>Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00e3o (PNI)<\/strong>\u00a0mais da metade s\u00e3o produzidas pela Fiocruz e o Instituto Butantan. S\u00e3o duas institui\u00e7\u00f5es centen\u00e1rias e bastante respeitadas. N\u00e3o h\u00e1 motivos para considerar apenas uma delas como fornecedora\u201d, diz Dhalia, lembrando que tanto a vacina da Sinovac quanto a de Oxford ainda precisam passar pelo processo de aprova\u00e7\u00e3o pelas ag\u00eancias reguladoras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Falta de coordena\u00e7\u00e3o pode ser ca\u00f3tica<\/h3>\n<p>S\u00e3o Paulo lan\u00e7ou nesta semana um plano pr\u00f3prio de vacina\u00e7\u00e3o, com data de in\u00edcio em 25 de janeiro. O Paran\u00e1 tem um acordo com a R\u00fassia e a Sputnik V. A Bahia falou em comprar freezers para armazenar as vacinas de RNA, que exigem baix\u00edssimas temperaturas. A Para\u00edba afirmou que vai entrar em negocia\u00e7\u00e3o com S\u00e3o Paulo para receber as vacinas do Butantan. Estaria o Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00e3o (PNI) em risco?<\/p>\n<p>De um lado, est\u00e1 a desconfian\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o ao Governo Federal, que lavou as m\u00e3os e jogou para os estados a responsabilidade em conter a pandemia. Sem\u00a0<strong>coordena\u00e7\u00e3o nacional<\/strong>\u00a0, j\u00e1 s\u00e3o quase 180 mil mortes, colocando o Brasil como o segundo pa\u00eds com mais fatalidades pelo coronav\u00edrus. Do outro, os transtornos que uma vacina\u00e7\u00e3o em massa fragmentada entre os estados pode causar.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 lament\u00e1vel que os estados tenham que ir atr\u00e1s de vacinas. Mas isso ocorre pela falta de lideran\u00e7a do\u00a0<strong>Governo Federal<\/strong>\u00a0, j\u00e1 demonstrada pelo descontrole da pandemia. E tamb\u00e9m \u00e9 algo inadmiss\u00edvel o que o [governador] Jo\u00e3o Doria fez em S\u00e3o Paulo: voc\u00ea ter um pol\u00edtico marcando uma data de vacina\u00e7\u00e3o sem nem ter enviado para a Anvisa os resultados dos testes ou o pedido para uso emergencial. Fica a press\u00e3o e gera ansiedade na popula\u00e7\u00e3o. O que precisamos agora \u00e9 transpar\u00eancia. A popula\u00e7\u00e3o precisa ver os dados e saber se a vacina \u00e9 eficaz e segura\u201d, diz Garrett. O Instituto Butantan afirma que at\u00e9 o dia 15 deste m\u00eas a Sinovac deve apresentar o resultado dos testes.<\/p>\n<p>Para Dhalia, \u00e9 necess\u00e1rio que o Governo Federal assuma suas\u00a0<strong>responsabilidades<\/strong>\u00a0. \u201cTemos um PNI antigo e eficiente, que fornece anualmente 300 milh\u00f5es de doses n\u00e3o s\u00f3 de vacinas, mas tamb\u00e9m de alguns imunoter\u00e1picos. \u00c9, por\u00e9m, um programa que vem recebendo menos investimentos com o passar dos anos, e n\u00e3o apenas nesse governo. Acho bastante temer\u00e1ria uma vacina\u00e7\u00e3o sem articula\u00e7\u00e3o total do Governo Federal\u201d, diz Dhalia. \u201cAlgu\u00e9m pode se vacinar em S\u00e3o Paulo com a do Butantan na primeira dose, que \u00e9 uma vacina de v\u00edrus inativado, e achar que pode tomar a segunda dose da Sputnik V, que usa um adenov\u00edrus. N\u00e3o h\u00e1 estudos sobre os efeitos disso\u201d, diz.<\/p>\n<p>Em coletiva no \u00faltimo dia 3, ao ser questionado pela\u00a0Marco Zero, o secret\u00e1rio estadual de Sa\u00fade Andr\u00e9 Longo afirmou que Pernambuco n\u00e3o pretende comprar por conta pr\u00f3pria nenhuma vacina. E que acredita que o PNI vai cumprir seu papel.<\/p>\n<p>A impress\u00e3o, por\u00e9m, \u00e9 que o\u00a0<strong>Brasil<\/strong>\u00a0j\u00e1 perdeu o bonde para as primeiras levas de vacina\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>E as vacinas em si n\u00e3o s\u00e3o o \u00fanico problema. Seringas, agulhas, rolhas, frascos, freezers, treinamento ou contrata\u00e7\u00e3o de pessoal. At\u00e9 agora, n\u00e3o foi anunciada nenhuma grande compra pelo Governo Federal,\u00a0mesmo com alertas tendo sido feitos h\u00e1 meses. \u201cN\u00e3o d\u00e1 para o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade ficar vendo as coisas acontecerem e dizendo \u201cn\u00e3o \u00e9 comigo\u201d. S\u00e3o mais de 200 milh\u00f5es de pessoas, que usariam, por baixo, sem considerar as perdas, 400 milh\u00f5es de seringas. A capacidade do Brasil \u00e9 de 50 milh\u00f5es de seringas por m\u00eas, em carga m\u00e1xima. O edital de compra ainda n\u00e3o foi aberto\u201d, critica Dhalia. \u201cO governo tratou a Covid-19 como uma \u201cgripezinha\u201d e nunca colocou a preven\u00e7\u00e3o como prioridade. Agora, est\u00e1 conduzindo a discuss\u00e3o sobre vacina com morosidade e sem organiza\u00e7\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n<h3>Governadores fazem press\u00e3o<\/h3>\n<p>Na manh\u00e3 da \u00faltima ter\u00e7a-feira (8), o ministro da Sa\u00fade, o general\u00a0<strong>Eduardo Pazuello<\/strong>\u00a0, se reuniu com governadores. Afirmou que a Anvisa deve demorar 60 dias para aprovar qualquer vacina e ainda se equivocou ao justificar a vacina\u00e7\u00e3o somente em mar\u00e7o ao dizer que a fase 3 da vacina de Oxford\/AstraZeneca seria divulgada at\u00e9 o fim do m\u00eas. O estudo j\u00e1 saiu, na \u00faltima ter\u00e7a-feira, na prestigiada revista The Lancet.<\/p>\n<p>Os\u00a0<strong>governadores<\/strong>\u00a0solicitaram a reuni\u00e3o para cobrar celeridade na vacina\u00e7\u00e3o. \u201cEst\u00e1 na lei. Se outro pa\u00eds j\u00e1 aprovou a vacina, a Anvisa tem 72h para aprovar\u201d, afirmou o governador de Goi\u00e1s Ronaldo Caiado (DEM). \u00c9 um\u00a0trecho da lei 13.979\/2020\u00a0que havia sido vetado por Bolsonaro, mas o Congresso derrubou o veto.<\/p>\n<p>Os governadores querem que o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade assuma a responsabilidade pela\u00a0<strong>vacina\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0em todo o territ\u00f3rio nacional. \u201cN\u00e3o deve ser uma corrida maluca entre os estados. Nem todos t\u00eam o poder aquisitivo ou a log\u00edstica para fazer uma vacina chegar ao Brasil\u201d, disse Caiado, para rep\u00f3rteres que cobriram a reuni\u00e3o, parcialmente presencial, em Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>Participando virtualmente, o governador de S\u00e3o Paulo Jo\u00e3o Doria (PSDB) discutiu com Pazuello. Doria perguntou se a n\u00e3o inclus\u00e3o da Coronavac no\u00a0<strong>plano brasileiro<\/strong>\u00a0era uma decis\u00e3o ideol\u00f3gica, pol\u00edtica ou mera falta de interesse em disponibilizar mais vacinas. O ministro tergiversou e falou sobre o Covax, cons\u00f3rcio de vacinas da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) do qual o governo brasileiro adquiriu a menor cota poss\u00edvel, de 42 milh\u00f5es de doses.<\/p>\n<p>A falta de celeridade, estrat\u00e9gia ou interesse do Governo Federal pode acabar na Justi\u00e7a ou no Congresso. Na \u00faltima segunda-feira (7), o presidente da C\u00e2mara Federal, Rodrigo Maia (DEM), afirmou que se o governo n\u00e3o refizer o plano, poder\u00e1 ser elaborado um \u00e0 parte no\u00a0<strong>Congresso<\/strong>\u00a0. Fl\u00e1vio Dino (PCdoB), governador do Maranh\u00e3o, j\u00e1 avisou que solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que libere para o Brasil as vacinas aprovadas no exterior o mais r\u00e1pido poss\u00edvel e n\u00e3o no prazo de 60 dias defendido por Pazuello.<\/p>\n<h3>Pelo menos mais um ano de m\u00e1scaras e distanciamento social<\/h3>\n<p>\u201cNingu\u00e9m est\u00e1 seguro enquanto todos n\u00e3o estiverem seguros\u201d. Esse \u00e9 um mantra que o pesquisador Rafael Dhalia repete desde o in\u00edcio da pandemia. \u201cN\u00e3o adianta a Fran\u00e7a estar com sua\u00a0<strong>popula\u00e7\u00e3o imunizada<\/strong>\u00a0, se no Brasil a pandemia est\u00e1 descontrolada. Cerca de 20% das pessoas n\u00e3o conseguem desenvolver imunidade para vacinas. Basta uma pessoa com o v\u00edrus chegar clandestinamente num pa\u00eds para que uma nova leva de infec\u00e7\u00f5es ocorra\u201d, diz.<\/p>\n<p>M\u00e9dico infectologista do Hospital das Cl\u00ednicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Paulo S\u00e9rgio Ramos lembra que medidas como\u00a0<strong>distanciamento social<\/strong>\u00a0, ventila\u00e7\u00e3o de ambientes, uso de m\u00e1scaras e higieniza\u00e7\u00e3o das m\u00e3os s\u00e3o as principais armas que temos hoje contra o coronav\u00edrus. E que deveremos utiliz\u00e1-las por algum tempo ainda.<\/p>\n<p>\u201cSomente em 2022 \u00e9 que possivelmente teremos uma\u00a0<strong>popula\u00e7\u00e3o vacinada<\/strong>\u00a0que ofere\u00e7a realmente prote\u00e7\u00e3o coletiva\u201d, diz. \u201c\u00c9 necess\u00e1rio tamb\u00e9m que se invista em novos medicamentos, novos antivirais. Tudo que vem sendo pesquisado nesses dez meses de pandemia n\u00e3o teve impacto em um desfecho favor\u00e1vel da Covid-19. O \u00fanico medicamento que teve certa efic\u00e1cia foi o corticoide dexametasona dado na veia, mas exclusivamente em pacientes com a forma grave\u201d, diz.<\/p>\n<p>Apesar do caminho para a vacina\u00e7\u00e3o em massa ser longo, especialmente aqui no Brasil, sobram motivos para otimismo. Nenhuma\u00a0<strong>vacina eficaz e segura<\/strong> foi desenvolvida t\u00e3o rapidamente \u2013 e temos 13 delas na fase mais adiantada de testes. Estamos mais perto que longe de uma conviv\u00eancia menos traum\u00e1tica com o coronav\u00edrus. Mas, at\u00e9 l\u00e1, \u00e9 preciso a\u00e7\u00e3o dos governos e responsabilidade dos cidad\u00e3os.<\/p>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diante de tudo isso, a pergunta inevit\u00e1vel \u00e9: e o Brasil? 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