{"id":340902,"date":"2020-12-13T14:29:24","date_gmt":"2020-12-13T17:29:24","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=340902"},"modified":"2020-12-13T14:29:24","modified_gmt":"2020-12-13T17:29:24","slug":"o-bizarro-experimento-que-fez-uma-mulher-se-relacionar-sexualmente-com-um-golfinho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/o-bizarro-experimento-que-fez-uma-mulher-se-relacionar-sexualmente-com-um-golfinho\/","title":{"rendered":"O bizarro experimento que fez uma mulher se relacionar sexualmente com um golfinho"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"lead\"><strong>\u201cN\u00e3o era sexual para mim. Talvez sensorial. Parecia que n\u00f3s est\u00e1vamos criando um la\u00e7o mais forte&#8221;, disse Margaret Howe Lovatt em entrevista ao The Guardian<\/strong><\/p>\n<p class=\"autor\">\n<div class=\"addthis_inline_share_toolbox\" data-url=\"https:\/\/aventurasnahistoria.uol.com.br\/noticias\/reportagem\/o-bizarro-experimento-que-fez-uma-mulher-se-relacionar-sexualmente-com-um-golfinho.phtml?utm_source=pushnews&amp;utm_medium=pushnotification\" data-title=\"O bizarro experimento que fez uma mulher se relacionar sexualmente com um golfinho\" data-description=\"\u201cN\u00e3o era sexual para mim. Talvez sensorial. Parecia que n\u00f3s est\u00e1vamos criando um la\u00e7o mais forte&quot;, disse Margaret Howe Lovatt em entrevista ao The Guardian\">\n<div id=\"atstbx\" class=\"at-resp-share-element at-style-responsive addthis-smartlayers addthis-animated at4-show\" role=\"region\" aria-labelledby=\"at-0135dc18-9530-4c10-8c74-4d9e176dea02\"><span id=\"at-0135dc18-9530-4c10-8c74-4d9e176dea02\" class=\"at4-visually-hidden\"><\/span><\/p>\n<div class=\"at-share-btn-elements\">Por: F\u00e1bio Previdelli<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<figure class=\"img-lead\"><img decoding=\"async\" class=\"img-fluid\" src=\"https:\/\/aventurasnahistoria.uol.com.br\/media\/_versions\/bizarro\/margareth_e_peter_widelg.jpg\" alt=\"Margareth e Peter\" \/><figcaption>Margareth e Peter &#8211; Divulga\u00e7\u00e3o\/ Lilly Estate<\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"artigo_texto\">\n<p>Quando elencamos os animais mais inteligentes do planeta, sempre listamos os\u00a0<a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.uol.com.br\/noticias\/almanaque\/historia-zafar-a-triste-saga-do-golfinho-pervertido.phtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">golfinhos<\/a>\u00a0no come\u00e7o, afinal, diversas experi\u00eancias j\u00e1 mostraram que eles s\u00e3o capazes de diferenciar o lado esquerdo do direito, se reconhecerem diante de um espelho e at\u00e9 mesmo se orientam por meio de um sistema parecido com um sonar.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do mais, esses cet\u00e1ceos vivem em grupos sociais e s\u00e3o capazes de construir la\u00e7os estreitos e bem organizados. Grande parte dessa pesquisa sobre o comportamento dessa esp\u00e9cie come\u00e7ou na d\u00e9cada de 1960, com os experimentos feitos pelo neurocientista\u00a0<strong>John Lilly<\/strong>.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, apesar de pioneiro, a metodologia de\u00a0<strong>Lilly<\/strong>, ainda hoje, gera muita pol\u00eamica, afinal, foi por causa dela que\u00a0<strong>Margaret\u00a0Howe\u00a0Lovatt<\/strong> participou de uma perturbadora saga.<\/p>\n<p><strong>Como come\u00e7ou?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Durante os anos 60, a NASA e outras ag\u00eancias governamentais dos Estados Unidos passaram a financiar diversos projetos para o estudo da cria\u00e7\u00e3o de la\u00e7os entres os humanos e os golfinhos. Uma dessas pesquisas era liderada pelo neurocientista\u00a0<strong>John Lilly<\/strong>, em um laborat\u00f3rio no Caribe.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/aventurasnahistoria.uol.com.br\/media\/uploads\/bizarro\/john-lilly-008.jpg\" alt=\"\" \/><figcaption>O Dr. John Lilly \/ Cr\u00e9dito: Divulga\u00e7\u00e3o\/ Lilly Estate<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O fasc\u00ednio de<strong>\u00a0John<\/strong>\u00a0pelos cet\u00e1ceos come\u00e7ou quando ele se deparou com uma enorme baleia-piloto encalhada na costa perto de onde morava, em Massachusetts, no ano de 1949. No epis\u00f3dio em quest\u00e3o, ficou impressionado com o tamanho do c\u00e9rebro do animal, pensando o qu\u00e3o inteligente ele deveria ser.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o,\u00a0<strong>Lilly<\/strong>\u00a0e sua esposa,\u00a0<strong>Mary<\/strong>, passaram a ter um interesse maior em estudos com cet\u00e1ceos. Foi ent\u00e3o que eles descobriram o Marine\u00a0Studios, um cativeiro de golfinhos localizado em Miami.<\/p>\n<p>Conforme foram desenvolvendo a pesquisa, notaram que os golfinhos tentavam responder, de certa forma, as pessoas em torno do laborat\u00f3rio emitindo sons que soavam como palavras em ingl\u00eas. Relatos dessa constata\u00e7\u00e3o foram registrados no livro Man and Dolphin, publicado em 1961.<\/p>\n<p>Com o sucesso do livro, mesclado ao interesse do governo dos EUA, a NASA decidiu financiar seu projeto, oferecendo recursos suficientes para a abertura de um laborat\u00f3rio no Caribe, conclu\u00eddo em 1963.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, a cada passo que dava em sua pesquisa, as coisas se tornavam mais bizarras e pol\u00eamicas.<\/p>\n<p><strong>A pesquisa\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Passado um ano de sua nova instala\u00e7\u00e3o,\u00a0<strong>Lilly<\/strong>\u00a0conheceu\u00a0<strong>Margaret\u00a0Howe\u00a0Lovatt<\/strong>, uma jovem que vivia em S\u00e3o Tom\u00e1s, no Caribe, que quis conhecer o laborat\u00f3rio e todo o estudo desenvolvido por\u00a0<strong>John<\/strong>.<\/p>\n<p>Apesar de n\u00e3o ser nenhuma especialista, ou pesquisadora, o interesse da jovem fez com que o neurocientista a convidasse para ser uma colaboradora. Assim,\u00a0<strong>Lovatt\u00a0<\/strong>passava horas a fio\u00a0tentando\u00a0incentivar os golfinhos a se comunicarem com ela.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/aventurasnahistoria.uol.com.br\/media\/uploads\/bizarro\/margaret-with-peter-the-d-011.jpg\" alt=\"\" \/><figcaption>Margaret ao lado de Peter \/ Cr\u00e9dito: Divulga\u00e7\u00e3o\/ Lilly Estate<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A partir de determinado momento,\u00a0<strong>Margaret<\/strong>\u00a0ficou t\u00e3o vidrada nos cet\u00e1ceos que prop\u00f4s morar com um dos\u00a0<a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.uol.com.br\/noticias\/vitrine\/historia-sharon-tendler-golfinho-casamento-interespecie.phtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">golfinhos<\/a>. Por mais maluca que a ideia parecesse, ela foi bem aceita por\u00a0<strong>Lilly<\/strong>, que viu nisso a oportunidade perfeita para que o animal estivesse cada vez mais\u00a0 familiarizado \u00e0 fala humana.<\/p>\n<p>Com isso, a jovem passou a morar na parte de cima do laborat\u00f3rio, onde uma banheira enorme foi instalada para que\u00a0<strong>Peter<\/strong>, um golfinho macho, pudesse ser acomodado.<\/p>\n<p><strong>Resultados promissores\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Com a mudan\u00e7a,\u00a0<strong>Peter<\/strong>\u00a0e\u00a0<strong>Margaret<\/strong>\u00a0passavam seis dias da semana juntos, onde ela anotava toda e qualquer percep\u00e7\u00e3o relevante. Depois, o cet\u00e1ceo voltava para o tanque principal que dividia com duas f\u00eameas:\u00a0<strong>Pamela<\/strong>\u00a0e\u00a0<strong>Sissy<\/strong>.<\/p>\n<p>\u201cEle era muito, muito interessado em minha anatomia. Se eu estava sentada e minhas pernas estavam na \u00e1gua,\u00a0<strong>Peter<\/strong>\u00a0vinha at\u00e9 mim e olhava atr\u00e1s do meu joelho por muito tempo. Ele queria saber como as coisas funcionavam e eu ficava encantada por essa curiosidade\u201d, relembra\u00a0<strong>Margaret<\/strong>\u00a0em entrevista ao\u00a0<a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/environment\/2014\/jun\/08\/the-dolphin-who-loved-me?CMP=fb_gu\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">The Guardian<\/a>, em 2014.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, logo esse interesse passou a fazer com que<strong>\u00a0Peter<\/strong>\u00a0desenvolvesse desejos sexuais com uma frequ\u00eancia maior. Em um primeiro momento, logo que percebia a excita\u00e7\u00e3o do golfinho,\u00a0<strong>Lovatt<\/strong>\u00a0o levava para o tanque com as f\u00eameas.<\/p>\n<div class=\"injected_arroba mb-2 mx-auto\">\n<div id=\"banner-300x250-8-area\" data-mobile=\"300x250\" data-desktop=\"300x250\" data-google-query-id=\"CO-QhoW4y-0CFRsmuQYd2qMLew\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/8804\/parceiros\/aventuras_na_historia_8__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Contudo, de acordo com os pesquisadores, esse transporte frequente ao outro tanque fazia com que os ensinamentos de<strong>\u00a0Peter<\/strong>\u00a0passassem a ser ignorados. Com isso, surgiu uma solu\u00e7\u00e3o inusitada e perturbadora:\u00a0<strong>Margaret<\/strong>\u00a0passou a suprir as necessidades sexuais do cet\u00e1ceo de forma manual.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o era sexual para mim. Talvez sensorial. Parecia que n\u00f3s est\u00e1vamos criando um la\u00e7o mais forte [&#8230;] Eu estava ali para conhec\u00ea-lo e essa era uma parte dele\u201d, recorda.<\/p>\n<p><strong>Triste fim\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Com o passar do tempo,\u00a0<strong>John Lilly<\/strong>\u00a0passou a fazer outro tipo de estudo com animais: os efeitos que o\u00a0<a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.uol.com.br\/noticias\/almanaque\/ha-77-anos-albert-hofmann-andava-de-bicicleta-sob-os-efeitos-do-lsd.phtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">LSD<\/a>\u00a0poderia ter em seus c\u00e9rebros. Licenciado pelo governo para tal atividade, Lilly era um dos poucos autorizados a fazerem pesquisas com a droga.<\/p>\n<p>At\u00e9 ent\u00e3o, o governo acreditava que o LSD poderia conter alguma subst\u00e2ncia ou propriedade medicinal que ajudasse no tratamento de pacientes com doen\u00e7as mentais. Com isso, os golfinhos passaram a ter quantidades da droga injetadas em seus c\u00e9rebros.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, as respostas deles \u00e0 subst\u00e2ncia n\u00e3o foi diferente do que as pessoas tinham. Apesar de achar a pr\u00e1tica repugnante,<strong>\u00a0Lovatt\u00a0<\/strong>conta que n\u00e3o havia nada que ela pudesse fazer para impedir, j\u00e1 que dentro do laborat\u00f3rio era uma simples volunt\u00e1ria e os animais pertenciam a\u00a0<strong>John<\/strong>.<\/p>\n<p>Com a falta de resultados significativos no estudo, a NASA n\u00e3o financiou mais a pesquisa e o laborat\u00f3rio\u00a0teve\u00a0de ser fechado. Com isso, os animais foram realocados para o antigo local de trabalho de\u00a0<strong>Lilly<\/strong>, muito menor e desprovido de liberdade, conforto e luz do sol para os cet\u00e1ceos.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/aventurasnahistoria.uol.com.br\/media\/uploads\/bizarro\/the-dolphinarium-on-st-th-011.jpg\" alt=\"\" \/><figcaption>O delfin\u00e1rio em S\u00e3o T\u00f3mas \/ Cr\u00e9dito: Divulga\u00e7\u00e3o\/ Lilly Estate<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cFoi quando recebi uma liga\u00e7\u00e3o de\u00a0<strong>Lilly<\/strong>\u201d, conta\u00a0<strong>Lovatt<\/strong>. \u201cEle mesmo quem me ligou. Ele disse que\u00a0<strong>Peter<\/strong> havia se suicidado\u201d. Por mais estranho que essa explica\u00e7\u00e3o pare\u00e7a, ela \u00e9 plaus\u00edvel.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio de n\u00f3s, seres humanos, os golfinhos n\u00e3o s\u00e3o respiradores autom\u00e1ticos, ou seja, cada vez que respiram, a a\u00e7\u00e3o \u00e9 uma decis\u00e3o consciente. Assim, eles podem escolher n\u00e3o faz\u00ea-la, prendendo a respira\u00e7\u00e3o at\u00e9 a morte.<\/p>\n<p>De acordo com o veterin\u00e1rio que cuidava de\u00a0<strong>Peter<\/strong>, ele morreu por causa de um cora\u00e7\u00e3o partido incompreendido. Apesar da trag\u00e9dia,<strong>\u00a0John Lilly<\/strong>\u00a0seguiu seus estudos com novos m\u00e9todos: telepatia e sons musicais.<\/p>\n<p>J\u00e1\u00a0<strong>Margaret<\/strong>\u00a0se casou com o fotografo que trabalhava no laborat\u00f3rio registrando imagens dos estudos. Os dois se mudaram para o mesmo lugar que foi constru\u00eddo para abrigar\u00a0<strong>Peter<\/strong>. \u201cEra um bom lugar. Havia um bom sentimento naquele espa\u00e7o\u201d, conclui\u00a0<strong>Howe\u00a0Lovatt<\/strong>.<\/p>\n<div class=\"injected_arroba mb-2 mx-auto\"><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cN\u00e3o era sexual para mim. Talvez sensorial. 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