{"id":345366,"date":"2021-01-28T07:46:29","date_gmt":"2021-01-28T10:46:29","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=345366"},"modified":"2021-01-28T07:46:29","modified_gmt":"2021-01-28T10:46:29","slug":"ha-76-anos-acontecia-a-libertacao-do-campo-de-concentracao-de-auschwitz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/ha-76-anos-acontecia-a-libertacao-do-campo-de-concentracao-de-auschwitz\/","title":{"rendered":"H\u00e1 76 anos, acontecia a liberta\u00e7\u00e3o do Campo de Concentra\u00e7\u00e3o de Auschwitz"},"content":{"rendered":"<h1><\/h1>\n<p class=\"lead\"><strong>Em 27 de janeiro de 1945, o Ex\u00e9rcito Vermelho encontrou ao menos sete mil sobreviventes na instala\u00e7\u00e3o, gravemente feridos e doentes<\/strong><\/p>\n<div class=\"addthis_inline_share_toolbox\" data-url=\"https:\/\/aventurasnahistoria.uol.com.br\/noticias\/reportagem\/ha-76-anos-acontecia-libertacao-do-campo-de-concentracao-de-auschwitz.phtml\" data-title=\"H\u00e1 76 anos, acontecia a Liberta\u00e7\u00e3o do campo de concentra\u00e7\u00e3o de Auschwitz\" data-description=\"Em 27 de janeiro de 1945, o Ex\u00e9rcito Vermelho encontrou ao menos sete mil sobreviventes na instala\u00e7\u00e3o, gravemente feridos e doentes\">\n<div id=\"atstbx\" class=\"at-resp-share-element at-style-responsive addthis-smartlayers addthis-animated at4-show\" role=\"region\" aria-labelledby=\"at-0fb6f9c6-a479-42b7-b2d7-10e33e28872d\"><span id=\"at-0fb6f9c6-a479-42b7-b2d7-10e33e28872d\" class=\"at4-visually-hidden\"><\/span><\/p>\n<div class=\"at-share-btn-elements\"><span class=\"at4-share-count-container\">Isabela Barreiros<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<figure class=\"img-lead\"><img decoding=\"async\" class=\"img-fluid\" src=\"https:\/\/aventurasnahistoria.uol.com.br\/media\/_versions\/auschwitzcapaatrocidade_widelg.jpg\" alt=\"Entrada de trem de Auschwitz\" \/><figcaption>Entrada de trem de Auschwitz &#8211; Getty Images<\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"artigo_texto\">\n<p>Durante a Segunda Guerra Mundial, a Alemanha Nazista exterminou milh\u00f5es de prisioneiros, principalmente judeus, em suas c\u00e2maras de g\u00e1s especificamente desenvolvidas para o assassinato em massa. Um dos maiores campos de concentra\u00e7\u00e3o, respons\u00e1vel pelo mais alto n\u00famero de mortes, foi o de\u00a0<a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.uol.com.br\/noticias\/reportagem\/10-historias-impressionantes-de-prisioneiros-de-guerra-que-conseguiram-escapar-de-auschwitz.phtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Auschwitz<\/a>.<\/p>\n<p>De acordo com a Enciclop\u00e9dia do Holocausto, do United States Holocaust Memorial Museus (USHMM), apenas no complexo de\u00a0<a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.uol.com.br\/noticias\/reportagem\/ingredientes-que-levaram-a-construcao-de-campos-ainda-existem-os-76-anos-da-libertacao-de-auschwitz.phtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Auschwitz<\/a>\u00a0(que contava com Birkenau, Monowitz e seus subcampos), por volta de 1 milh\u00e3o de judeus foram mortos. Somente naquela regi\u00e3o, morreram cerca de 1\/6 do total de judeus assassinados durante o Holocausto.<\/p>\n<p>H\u00e1 exatos 76 anos, acontecia o epis\u00f3dio que ficou conhecido como Liberta\u00e7\u00e3o de Auschwitz, quando o Ex\u00e9rcito Vermelho entrou nos campos de concentra\u00e7\u00e3o nazistas pela primeira vez, encontrando apenas sobreviventes gravemente feridos e doentes no local. Auschwitz havia se tornado um s\u00edmbolo terr\u00edvel do\u00a0<a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.uol.com.br\/noticias\/reportagem\/historia-abertura-libertacao-de-auschwitz.phtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Holocausto<\/a>.<\/p>\n<p><strong>Os prisioneiros<\/strong><\/p>\n<figure class=\"image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/aventurasnahistoria.uol.com.br\/media\/uploads\/arbeit_machr_frei.jpg\" alt=\"\" \/><figcaption>A entrada do campo de\u00a0Auschwitz \/ Cr\u00e9dito: Pixabay\u00a0<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Auschwitz nem sempre foi um campo de concentra\u00e7\u00e3o nazista. Antes dos alem\u00e3es ocuparem a Pol\u00f4nia durante a Segunda Guerra Mundial, o local era na verdade uma instala\u00e7\u00e3o militar. Mas, assim que a Alemanha Nazista invadiu o territ\u00f3rio, ela transformou em um \u2018alojamento\u2019 para presos pol\u00edticos.<\/p>\n<p>A guerra continou, e os nazistas ampliaram a instala\u00e7\u00e3o. Em agosto de 1941, eles testaram pela primeira vez um m\u00e9todo que se tornou o mais comum durante o holocausto: colocar pessoas em salas trancadas com pesticidas \u2014 o famoso Zyklon B. Um grupo de prisioneiros russos foi o escolhido para morrer por meio da situa\u00e7\u00e3o traum\u00e1tica.<\/p>\n<p>Com o passar do tempo, cada vez mais pessoas eram levadas para o local. Crian\u00e7as, idosos, pessoas com limita\u00e7\u00f5es f\u00edsicas ou todas aqueles que n\u00e3o tinham condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas de trabalhar nos campos de concentra\u00e7\u00e3o eram mortos nas c\u00e2maras de g\u00e1s. O restante, trabalharia de forma for\u00e7ada e exaustiva at\u00e9 que se decidisse pelo contr\u00e1rio.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/aventurasnahistoria.uol.com.br\/media\/uploads\/factory-at-auschwitz.jpg\" alt=\"\" \/><figcaption>Cr\u00e9dito: Wikimedia Commons<\/figcaption><\/figure>\n<p>Na rotina dentro da instala\u00e7\u00e3o, sofriam com maus tratos e fome, al\u00e9m de viverem em uma situa\u00e7\u00e3o de completa falta de higiene. Por exemplo, sabe-se que as pessoas que faziam pouco esfor\u00e7o f\u00edsico recebiam cerca de 1300 calorias di\u00e1rias, j\u00e1 os que trabalham pesado, 1700 calorias. Com essa quantidade m\u00ednima de alimento, chegavam \u00e0 exaust\u00e3o, deteriora\u00e7\u00e3o do corpo e at\u00e9 morte.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da fome, o pr\u00f3prio local j\u00e1 era terr\u00edvel: eles viviam com ratos, dormindo um preso sobre o outro (devido \u00e0 falta de camas), sem banheiro nem calefa\u00e7\u00e3o. Cerca de 700 pessoas ocupavam cada um dos pavilh\u00f5es do complexo de\u00a0<a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.uol.com.br\/noticias\/historia-hoje\/irma-de-anne-frank-afirma-que-fotos-de-libertacao-nao-sao-de-auschwitz.phtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Auschwitz<\/a>.<\/p>\n<p>O Ex\u00e9rcito Vermelho passou a se aproximar do territ\u00f3rio de Auschwitz no final de 1944. Com eles cada vez mais a oeste, os nazistas come\u00e7aram com o plano de tentar apagar os crimes que haviam cometido no local. A partir da\u00ed, suspenderam o uso das c\u00e2maras de g\u00e1s e come\u00e7aram a destruir os vest\u00edgios da pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>Muitos dos prisioneiros foram obrigados a marchar para outros campos de concentra\u00e7\u00e3o, com o objetivo de fugirem dos soldados sovi\u00e9ticos. Quem n\u00e3o conseguia seguir por esse caminho tortuoso era abandonado na instala\u00e7\u00e3o sem nada ou morto durante o trajeto.<\/p>\n<p>Por esse motivo, ainda restavam pessoas em Auschwitz quando os combatentes chegaram no territ\u00f3rio. Cerca de 7 mil prisioneiros ainda estavam no campo de concentra\u00e7\u00e3o naquele 27 de janeiro de 1945, incluindo por volta de 500 crian\u00e7as. Largados \u00e0 pr\u00f3pria sorte, eles n\u00e3o tinham mais nenhuma esperan\u00e7a, estando enfermos, magros e feridos.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/aventurasnahistoria.uol.com.br\/media\/uploads\/auschwitzcapaatrocidade.jpg\" alt=\"\" \/><figcaption>Entrada de trem de Auschwitz \/ Cr\u00e9dito: Getty Images<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O campo de concentra\u00e7\u00e3o se tornou um s\u00edmbolo terr\u00edvel do Holocausto causado pela Alemanha Nazista, demonstrando os horrores praticados durante aquele per\u00edodo da hist\u00f3ria. No entanto, \u00e9 preciso lembrar que isso n\u00e3o \u00e9 apenas algo que aconteceu no passado: o antissemitismo e tantos outros tipos de preconceito ainda est\u00e3o presentes na nossa sociedade.<\/p>\n<p>\u201cAuschwitz faz parte de um processo que n\u00f3s convencionamos chamar de \u2018genoc\u00eddio\u2019 e que possui fases, etapas planejadas. Dentre elas, a identifica\u00e7\u00e3o de indiv\u00edduos, a discrimina\u00e7\u00e3o, a marginaliza\u00e7\u00e3o e a persegui\u00e7\u00e3o\u201d, explicou \u00e0 Aventuras na Hist\u00f3ria\u00a0<strong>Carlos Reiss<\/strong>, Coordenador-Geral do Museu do Holocausto de Curitiba.<\/p>\n<p>\u201cSe pensarmos nesse processo&#8230; A ideia de que pessoas se sintam superiores a outras continua existindo. Seja em fun\u00e7\u00e3o da orienta\u00e7\u00e3o sexual, da religi\u00e3o, da cor da pele, da nacionalidade ou por qualquer outro aspecto sociocultural, os ingredientes que levaram \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de campos de exterm\u00ednio nazistas ainda existem\u201d, concluiu.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 27 de janeiro de 1945, o Ex\u00e9rcito Vermelho encontrou ao menos sete mil sobreviventes na instala\u00e7\u00e3o, gravemente feridos e doentes<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":345367,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3,6],"tags":[],"class_list":["post-345366","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/campo-de-concentracao-auchivitiz.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/345366","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=345366"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/345366\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/345367"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=345366"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=345366"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=345366"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}