{"id":346332,"date":"2021-02-07T11:20:09","date_gmt":"2021-02-07T14:20:09","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=346332"},"modified":"2021-02-08T11:18:05","modified_gmt":"2021-02-08T14:18:05","slug":"ainda-em-torno-de-genero-sexo-e-o-que-e-como-precisamos-fazer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/ainda-em-torno-de-genero-sexo-e-o-que-e-como-precisamos-fazer\/","title":{"rendered":"Ainda em torno de g\u00eanero, sexo e o que (e como) precisamos fazer"},"content":{"rendered":"<div class=\"title-single\">\n<h1><\/h1>\n<article id=\"div-comment-5\" class=\"comment-body\">\n<footer class=\"comment-meta\">\n<div class=\"comment-author vcard\"><b class=\"fn\">Eduardo Leal Cunha<\/b><\/div>\n<div><\/div>\n<\/footer>\n<\/article>\n<\/div>\n<div class=\"img-single\">\n<p><img decoding=\"async\" title=\"\" src=\"https:\/\/revistacult.uol.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/joy-hester.png\" alt=\"Ainda em torno de g\u00eanero, sexo e o que (e como) precisamos fazer\" \/><\/p>\n<div class=\"box-share\">\n<div class=\"addthis_inline_share_toolbox_above addthis_tool\" data-url=\"https:\/\/revistacult.uol.com.br\/home\/ainda-em-torno-de-genero-sexo-e-o-que-e-como-precisamos-fazer\/\" data-title=\"Ainda em torno de g\u00eanero, sexo e o que (e como) precisamos fazer\" data-description=\"A recusa em participar da ordem heterossexual n\u00e3o significa que heterossexuais n\u00e3o existam; a heterossexualidade tanto existe que \u00e9 preciso rejeit\u00e1-la\">\n<div id=\"atstbx\" class=\"at-share-tbx-element addthis-smartlayers addthis-animated at4-show\" role=\"region\" aria-labelledby=\"at-8afd6cfc-193d-47bc-9edd-163f466f1412\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"at-share-btn-elements\">\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"img-single\">\n<p><strong>Joy Hester Love, 1949 (Foto: Heide Museum of Modern Art\/Divulga\u00e7\u00e3o)<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"desc-single\">\n<div class=\"at-above-post addthis_tool\" data-url=\"https:\/\/revistacult.uol.com.br\/home\/ainda-em-torno-de-genero-sexo-e-o-que-e-como-precisamos-fazer\/\"><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A primeira considera\u00e7\u00e3o que me ocorre, neste segundo tempo do debate em torno da\u00a0<a href=\"https:\/\/revistacult.uol.com.br\/home\/nao-ha-heterossexuais\/\">exist\u00eancia ou n\u00e3o de heterossexuais<\/a>, refere-se menos ao conte\u00fado das formula\u00e7\u00f5es propostas e mais \u00e0 forma que este debate deve ter para que possa valer a pena, visto que muitas vezes os m\u00faltiplos impasses e enigmas surgidos acabam circunscritos a uma querela entre supostos\u00a0<em>identitaristas<\/em>\u00a0e ditos\u00a0<em>universalistas<\/em>.<\/p>\n<p>Tal oposi\u00e7\u00e3o me parece n\u00e3o apenas insuficiente, mas principalmente falsa, al\u00e9m de servir muito mais para por um ponto final ao debate do que para aliment\u00e1-lo. Por um lado, a l\u00f3gica identit\u00e1ria claramente j\u00e1 nos revelou suas armadilhas \u2013 escrevo sobre isso h\u00e1 pelo menos 20 anos e ainda assim acredito que cheguei atrasado ao debate. Por outro, parece-me dif\u00edcil pensar em uma proposi\u00e7\u00e3o de car\u00e1ter universal que n\u00e3o se converta rapidamente em discurso de poder.<\/p>\n<p>Sobre os temas em quest\u00e3o, podemos recome\u00e7ar pelo insistente lugar das identidades em nosso mundo contempor\u00e2neo, em rela\u00e7\u00e3o ao qual creio ser preciso ir al\u00e9m do reconhecimento do seu valor pol\u00edtico circunstancial e do essencialismo estrat\u00e9gico \u2013 como nos diz Gayatri Spivak \u2013 que o acompanha: precisamos entender por que a afirma\u00e7\u00e3o de uma suposta ess\u00eancia ou de fronteiras intranspon\u00edveis entre indiv\u00edduos ou grupos foi naturalizada. O que implica considerar, em nossos debates como em nossas lutas, a for\u00e7a da\u00a0<em>racionalidade identit\u00e1ria<\/em>\u00a0que organiza nossos modos de rela\u00e7\u00e3o consigo e com o outro desde a modernidade, nos seus v\u00ednculos tanto com a raz\u00e3o instrumental e o modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista e sua expans\u00e3o colonizadora quanto com as disciplinas que foram se construindo no mesmo quadro hist\u00f3rico, dentre elas a pr\u00f3pria psican\u00e1lise. Afinal, as armadilhas identit\u00e1rias est\u00e3o postas e n\u00e3o creio que algum de n\u00f3s esteja livre do risco de cair nelas.<\/p>\n<p>N\u00e3o se trata, portanto, de defender o uso estrat\u00e9gico da identidade, como se isso coubesse apenas a certos grupos menosprezados, mas de reconhecer que a identidade \u00e9 a modalidade hegem\u00f4nica de subjetiva\u00e7\u00e3o, que ainda define os limites das formas atualmente poss\u00edveis de exist\u00eancia, para gregos e troianos.<\/p>\n<p>O que n\u00e3o significa de modo algum perder de vista a particularidade de experi\u00eancias singulares. \u00c9 evidente que as experi\u00eancias de g\u00eanero, pr\u00e1tica sexual, ra\u00e7a e classe social s\u00e3o distintas e ordenadas por diferentes dispositivos e mecanismos de opress\u00e3o, bem como s\u00e3o lugares de pot\u00eancias singulares de resist\u00eancia \u00e0s din\u00e2micas e rela\u00e7\u00f5es de poder. Contudo, n\u00e3o se pode negligenciar que as opera\u00e7\u00f5es de subalterniza\u00e7\u00e3o e de silenciamento que envolvem tais condi\u00e7\u00f5es \u2013 as quais aprendemos a designar como minorit\u00e1rias \u2013 se entrela\u00e7am, se sobrep\u00f5em e se refor\u00e7am mutuamente. Isso j\u00e1 est\u00e1 em muitos livros, mas basta conversar numa mesa de bar com uma mulher trans negra e homossexual para saber.<\/p>\n<p>Ainda em rela\u00e7\u00e3o especificamente \u00e0 quest\u00e3o da identidade e dos movimentos identit\u00e1rios, talvez seja interessante pensar que o desacordo, neste debate, provavelmente n\u00e3o est\u00e1 na cr\u00edtica \u00e0 racionalidade identit\u00e1ria, mas no modo como procuramos superar tal racionalidade, se queremos demolir as suas bases (o que implica identificar quais s\u00e3o essas bases, inclusive aquelas que habitam nossos sistemas te\u00f3ricos).<\/p>\n<p>Certamente a valoriza\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es de\u00a0<em>desidentifica\u00e7\u00e3o<\/em>\u00a0\u00e9 relevante e provavelmente ser\u00e1 fundamental \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de novas subjetiva\u00e7\u00f5es \u2013 ainda que prefira continuar a conceber esse trabalho como a retomada de identifica\u00e7\u00f5es contingentes e transit\u00f3rias. \u00a0Precisamos, no entanto, discutir mais quais seriam as suas condi\u00e7\u00f5es de possibilidade e tamb\u00e9m os efeitos pol\u00edticos e subjetivos dessa recusa a identificar-se em cada caso particular.<\/p>\n<p>Nada mais leg\u00edtimo ou admir\u00e1vel, por exemplo, do que recusar a participa\u00e7\u00e3o no regime sexual vigente, marcado por divis\u00f5es bin\u00e1rias que se sustentam mutuamente, mas talvez a pr\u00f3pria necessidade deste ato pol\u00edtico e subjetivo de recusa implique o reconhecimento de que o dispositivo normativo est\u00e1 em pleno funcionamento e n\u00e3o \u00e9 apenas hegem\u00f4nico, \u00e9 assiduamente supremacista.<\/p>\n<p>Ou seja, a recusa em participar da ordem heterossexual n\u00e3o significa, a meu ver, que heterossexuais n\u00e3o existam; ao contr\u00e1rio, a heterossexualidade tanto existe que \u00e9 preciso rejeit\u00e1-la (como de algum modo preciso me recusar a ser o homossexual-tipo definido pela medicina, pela ind\u00fastria cultural e tamb\u00e9m pela pr\u00f3pria psican\u00e1lise).<\/p>\n<p>N\u00e3o se trata, evidentemente,\u00a0<a href=\"http:\/\/revistacult.uol.com.br\/home\/nem-hetero-nem-homo-cansamos\/\">como bem apontam Helena Vieira e Yuri Fraccaroli<\/a>, de supor qualquer dimens\u00e3o ontol\u00f3gica seja da orienta\u00e7\u00e3o sexual seja da generifica\u00e7\u00e3o do corpo, mas de reconhecer que ainda que se trate em \u00faltima inst\u00e2ncia de tecnologias, estas n\u00e3o apenas agem sobre corpos e sujeitos, mas sobretudo os produzem.<\/p>\n<p>Aqui se faz inevit\u00e1vel tocar no ponto talvez mais sens\u00edvel do debate com Vladimir Safatle, quando ele\u00a0<a href=\"http:\/\/revistacult.uol.com.br\/home\/sobre-vivencia-concreta-do-sexual\/\">me acusa de ser violento<\/a>\u00a0\u2013 e talvez o tenha mesmo sido. Efetivamente, n\u00e3o faz muito sentido operar nenhum\u00a0<em>outing<\/em>\u00a0\u00e0s inversas e se o nomeei heterossexual \u00e9 para destacar o fato de que estamos todos, em nossos corpos e em nossos saberes, submetidos a essas categorias.<\/p>\n<p>N\u00e3o posso, contudo, deixar de pensar que se Vladimir tem a op\u00e7\u00e3o de n\u00e3o se encaixar, de recusar tal posi\u00e7\u00e3o normativa, ou mesmo renunciar ao poder decorrente de ocup\u00e1-la, essa possibilidade n\u00e3o \u00e9 dada a todos que transitam pelos territ\u00f3rios definidos pelas normas sexuais e de g\u00eanero vigentes, muitas vezes caracterizados por fronteiras bem marcadas e sempre vigiadas. Basta pensar no que significa para uma pessoa dissidente de g\u00eanero, ainda hoje, recusar a qualifica\u00e7\u00e3o de transexual e ter que, por exemplo, s\u00f3 de in\u00edcio, abrir m\u00e3o de qualquer acesso \u00e0 rede p\u00fablica de sa\u00fade.<\/p>\n<p>Outro ponto importante \u00e9 o que entendemos como \u2018viv\u00eancia concreta do sexual\u2019.<\/p>\n<p>Apesar de estar presente no primeiro artigo publicado por Vladimir e ter se deslocado para o t\u00edtulo da sua tr\u00e9plica, para mim ainda n\u00e3o est\u00e1 claro o que devemos compreender por esse sintagma e seus elementos constituintes. N\u00e3o s\u00f3 me refiro ao\u00a0<em>sexual<\/em>\u00a0\u2013 que pode ser o de\u00a0<a href=\"https:\/\/revistacult.uol.com.br\/home\/tag\/jacques-lacan\">Lacan<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/revistacult.uol.com.br\/home\/tag\/sigmund-freud\">Freud<\/a>\u00a0ou Laplanche, ou mesmo aquilo que\u00a0<a href=\"https:\/\/revistacult.uol.com.br\/home\/tag\/michel-foucault\">Foucault<\/a>\u00a0circunscrever\u00e1 no dispositivo de sexualidade \u2013, mas sobretudo ao que deve ser qualificado de concreto, pensando ainda o que tal adjetivo pode implicar de hierarquia entre diferentes viv\u00eancias ou interpreta\u00e7\u00f5es relativas ao sexo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Em termos mais espec\u00edficos:<br \/>\npor que devemos supor que<br \/>\nfantasias, circuitos de afetos<br \/>\ne din\u00e2micas de gozo<br \/>\nconstituem uma viv\u00eancia do<br \/>\nsexual mais concreta do que<br \/>\npr\u00e1ticas corporais ou<br \/>\nperformances circunscritas<br \/>\npor injun\u00e7\u00f5es sociais?<\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tal interroga\u00e7\u00e3o sobre o que entendemos sobre concretude tem, ainda, resson\u00e2ncia nos termos que escolhemos, de modo que, ainda que de in\u00edcio tal pergunta pare\u00e7a banal, \u00e9 preciso faz\u00ea-la: estamos falando de heterossexuais, d\u2019<em>O heterossexual\u00a0<\/em>ou de heterossexualidade? O que podemos propor como n\u00e3o existente,\u00a0<em>A rela\u00e7\u00e3o sexual<\/em>\u00a0ou as rela\u00e7\u00f5es sexuais?<\/p>\n<p>Por fim, um tema que sempre me interessa ver desenvolvido se refere \u00e0 quest\u00e3o da verdade, do estatuto do saber produzido pela\u00a0<a href=\"https:\/\/revistacult.uol.com.br\/home\/tag\/psicanalise\">psican\u00e1lise<\/a>\u00a0e, mais do que isso, da posi\u00e7\u00e3o de enuncia\u00e7\u00e3o que assumimos quando pretendemos dar a nossa contribui\u00e7\u00e3o intelectual \u00e0 luta pol\u00edtica e \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o das estrat\u00e9gias que pactuam a realidade.<\/p>\n<p>Se quisermos efetivamente superar nossas pequenas diferen\u00e7as \u2013 com seu inevit\u00e1vel e nem sempre pequeno narcisismo \u2013 \u00e9 preciso estabelecer um programa de a\u00e7\u00e3o minimamente comum, o que s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel com a livre circula\u00e7\u00e3o de interpreta\u00e7\u00f5es concorrentes e n\u00e3o com a afirma\u00e7\u00e3o soberana de uma raz\u00e3o superior. Da luta pol\u00edtica ao trabalho te\u00f3rico, se quisermos efetivamente, ao menos a partir de um certo ponto, privilegiar as aproxima\u00e7\u00f5es, mais do que as diferen\u00e7as, at\u00e9 para evitar uma deriva identit\u00e1ria \u2013 a afirma\u00e7\u00e3o de si a partir da desqualifica\u00e7\u00e3o do diferente ou discordante e pela demarca\u00e7\u00e3o de fronteiras incontorn\u00e1veis entre o eu e o outro \u2013 \u00e9 vital reconhecer a pertin\u00eancia de interpreta\u00e7\u00f5es concorrentes, pois s\u00f3 tal reconhecimento pode nos fornecer a base a partir do qual uma alian\u00e7a pode ser constru\u00edda.<\/p>\n<p>Isso significa sim, lidar com gram\u00e1ticas diferentes, seja para aprender a us\u00e1-las seja t\u00e3o somente para recus\u00e1-las. \u00c9 nesse confronto de gram\u00e1ticas, nessa confus\u00e3o de l\u00ednguas, penso, que as posi\u00e7\u00f5es que as sustentam s\u00e3o postas em xeque e discursos de poder podem ser desestabilizados, perdendo ent\u00e3o a naturalidade conquistada. Por outro lado, o modo como suportamos esses confrontos, sem desqualificar o nosso interlocutor ou mesmo oponente, tamb\u00e9m nos dar\u00e1 a medida do quanto estamos dispostos a encontrar aliados e produzir um comum em meio ao dissenso; comum que nos permitir\u00e1 sustentar outros modos \u2013 quem sabe mais belos ou deliciosamente feios \u2013 de vivermos juntos.<\/p>\n<p>Especialmente no que se refere ao trabalho te\u00f3rico, \u00e9 preciso, ainda, encontrar n\u00edveis intermedi\u00e1rios de abstra\u00e7\u00e3o que permitam a media\u00e7\u00e3o entre a sofisticada elabora\u00e7\u00e3o de certas formula\u00e7\u00f5es \u2013 necess\u00e1rias muitas vezes para que novas inteligibilidades se produzam e outras leituras do real se fa\u00e7am poss\u00edveis \u2013 e a experi\u00eancia cotidiana de nossas vidas banais. Para que n\u00e3o fiquemos presos aos circuitos fechados da metaf\u00edsica nem ao imediato do fen\u00f4meno em sua tautologia.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso, sobretudo, a meu ver, encontrar formas e posi\u00e7\u00f5es de enuncia\u00e7\u00e3o que n\u00e3o percam de vista certa dimens\u00e3o cotidiana dos embates. Ao mesmo tempo que se faz necess\u00e1rio transformar essas outras inteligibilidades, que nos esfor\u00e7amos em produzir teoricamente, em novas pr\u00e1ticas situadas.<\/p>\n<p>No que se refere \u00e0 psican\u00e1lise, isso implica ao menos algum n\u00edvel de autocr\u00edtica quanto ao estatuto de verdade que pretendemos atribuir \u00e0 nossa forma de compreender o mundo e a experi\u00eancia subjetiva, pois n\u00e3o creio que seja interessante supor uma soberania do saber psicanal\u00edtico, a qual refletiria imaginariamente a soberania do Inconsciente.<\/p>\n<p>Por fim, encerrando minha contribui\u00e7\u00e3o a este debate, quero agradecer ao Vladimir por ter respondido t\u00e3o rapidamente \u00e0 minha provoca\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m a oportunidade de continuar pensando, buscando quest\u00f5es, mais do que apresentando respostas. Agradecer tamb\u00e9m a Helena e Yuri, que puderam destacar outras perspectivas e vozes em um debate que certamente n\u00e3o pode ser monopolizado por lacanianos ou por quem quer que seja.<\/p>\n<p><strong>Eduardo Leal Cunha<\/strong>\u00a0\u00e9 Psicanalista, Doutor em Sa\u00fade Coletiva (IMS), Professor do Departamento de Psicologia e Coordenador do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Psicologia da Universidade Federal de Sergipe e Pesquisador Associado do Departamento de Estudos Psicanal\u00edticos da Universidade de Paris.<\/p>\n<p>Fonte: Cult<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A primeira considera\u00e7\u00e3o que me ocorre, neste segundo tempo do debate em torno da\u00a0exist\u00eancia ou n\u00e3o de heterossexuais, refere-se menos ao conte\u00fado das formula\u00e7\u00f5es propostas e mais \u00e0 forma que este debate deve ter para que possa valer a pena, visto que muitas vezes os m\u00faltiplos impasses e enigmas surgidos acabam circunscritos a uma querela entre supostos\u00a0identitaristas\u00a0e ditos\u00a0universalistas.<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":346336,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1175,6],"tags":[],"class_list":["post-346332","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-educacao","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/genero-ester.png","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/346332","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=346332"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/346332\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/346336"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=346332"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=346332"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=346332"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}