{"id":346380,"date":"2021-02-08T06:43:29","date_gmt":"2021-02-08T09:43:29","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=346380"},"modified":"2021-02-08T06:43:29","modified_gmt":"2021-02-08T09:43:29","slug":"prefiro-a-liberdade-do-meu-povo-diz-lideranca-munduruku-ameacada-de-morte-no-para","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/prefiro-a-liberdade-do-meu-povo-diz-lideranca-munduruku-ameacada-de-morte-no-para\/","title":{"rendered":"&#8220;Prefiro a liberdade do meu povo&#8221;, diz lideran\u00e7a Munduruku amea\u00e7ada de morte no Par\u00e1"},"content":{"rendered":"<header>\n<h1 class=\"title\"><\/h1>\n<h2 class=\"description\">No Dia Nacional de Luta dos Povos Ind\u00edgenas, Alessandra Munduruku trata das perspectivas para o ano de 2021<\/h2>\n<div class=\"details-bar\">\n<div class=\"author-time\">\n<div class=\"author\">Catarina Barbosa<\/div>\n<div class=\"place-and-time\">\n<div class=\"place\">Brasil de Fato | Bel\u00e9m (PA)<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<figure>\n<div class=\"img-container\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images01.brasildefato.com.br\/b16c10991e7df2108d4485a6bfc393c8.jpeg\" alt=\"\" \/><\/div><figcaption>Alessandra Munduruku \u00e9 a primeira mulher a coordenar a Associa\u00e7\u00e3o Ind\u00edgena Pariri, que representa mais de dez aldeias. Ela \u00e9 reconhecida internacionalmente pela defesa dos povos ind\u00edgenas &#8211; Alberto C\u00e9sar Ara\u00fajo\/Amaz\u00f4nia Real<\/figcaption><\/figure>\n<\/header>\n<div class=\"content\">\n<div class=\"text-content\">\n<p>Neste domingo (7), foi celebrado o Dia Nacional de Luta dos Povos Ind\u00edgenas. A data remete a 1756, quando Sep\u00e9 Tiaraju, l\u00edder ind\u00edgena assassinado durante a revolta dos Guarani do Sul do pa\u00eds contra portugueses e espanh\u00f3is.<\/p>\n<p>Passados 265 anos, os povos\u00a0ind\u00edgenas seguem em luta\u00a0para defender sua exist\u00eancia,\u00a0pelo direito \u00e0 terra, pela preserva\u00e7\u00e3o das florestas ou pela demarca\u00e7\u00e3o dos seus territ\u00f3rios.<\/p>\n<p>O<strong>\u00a0Brasil de Fato<\/strong>\u00a0conversou com a lideran\u00e7a\u00a0Alessandra Korap Munduruku, da regi\u00e3o do M\u00e9dio Tapaj\u00f3s, no Par\u00e1. Ela foi a primeira mulher a coordenar a Associa\u00e7\u00e3o Ind\u00edgena Pariri, que representa mais de dez aldeias e \u00e9 reconhecida internacionalmente pela atua\u00e7\u00e3o em defesa dos direitos ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>&#8220;O\u00a0que incomoda o governo e os nossos inimigos \u00e9 a nossa persist\u00eancia e a resist\u00eancia&#8221;, afirma a lideran\u00e7a.<\/p>\n<p>Atualmente, Alessandra est\u00e1 na aldeia na qual vive, protegida das amea\u00e7as de morte que vem sofrendo. No entanto, mesmo com as limita\u00e7\u00f5es para ir e vir, ela afirma que prefere a liberdade do seu povo do que a sua:\u00a0&#8220;A minha liberdade eu conquisto depois. N\u00f3s temos que ter resist\u00eancia.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Ser\u00e1 que para eu ser ouvida eu preciso morrer como Irma Dorothy? Eu preciso morrer como Chico Mendes? Ser\u00e1 preciso eu morrer tamb\u00e9m?&#8221;, questiona.<\/p>\n<p><em>Leia a entrevista completa.<\/em><\/p>\n<p><strong>Brasil de Fato: Qual \u00e9 a prioridade da luta ind\u00edgena em 2021?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Alessandra Korap Munduruku:<\/strong>\u00a0A prioridade hoje \u00e9 contra os invasores e, principalmente, pela demarca\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios.\u00a0Isso \u00e9 fundamental.<\/p>\n<p>Enquanto a\u00a0gente luta pela demarca\u00e7\u00e3o, pelo direito \u00e0 vida, territ\u00f3rio, n\u00f3s somos negados e temos que lidar com a quantidade de projetos que v\u00eam para cima da gente, como \u00e9 o caso da libera\u00e7\u00e3o de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2020\/02\/23\/a-mineracao-em-terra-indigena-com-nome-sobrenome-e-cnpj\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">minera\u00e7\u00e3o em terras ind\u00edgenas<\/a>, a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2019\/09\/11\/prioridade-de-bolsonaro-projeto-de-ferrovia-que-liga-mato-grosso-ao-para-e-retomado\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ferrovia para ser constru\u00edda [Ferrogr\u00e3o]<\/a>.\u00a0Enfim, s\u00e3o muitos projetos, mas eles esqueceram que n\u00f3s estamos aqui, que existimos.<\/p>\n<p>Tudo isso faz com que\u00a0nossos filhos sofram pelos locais sagrados, n\u00f3s mulheres sofremos, assim como os caciques, os paj\u00e9s.<\/p>\n<blockquote><p><em><strong>De repente, chega o branco e voc\u00ea se torna \u00edndio na vis\u00e3o desse branco.<\/strong><\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o branco que pode entrar dentro do territ\u00f3rio ou a Igreja e dizer para onde que n\u00f3s vamos. Por que n\u00f3s n\u00e3o podemos acreditar na nossa cultura, na nossa hist\u00f3ria, na nossa religi\u00e3o? Isso remete a um colonialismo, ao racismo.<\/p>\n<p>Dentro da aldeia n\u00e3o somos chamados de ind\u00edgenas, a gente \u00e9\u00a0\u00edndio fora das aldeias.<\/p>\n<p>Aqui, temos nome e sobrenome. De repente, chega o branco e voc\u00ea se torna \u00edndio na vis\u00e3o desse branco, que te condena sem ao menos conhecer a sua realidade, a sua cultura. Mas\u00a0a\u00a0gente\u00a0vai continuar lutando.<\/p>\n<p><strong>Como o povo Munduruku e outros povos ind\u00edgenas est\u00e3o enfrentando a pandemia?<\/strong><\/p>\n<p>Quando iniciou a pandemia essa foi uma das preocupa\u00e7\u00f5es, porque\u00a0n\u00e3o t\u00ednhamos informa\u00e7\u00e3o. De repente, precisei\u00a0sair de Santar\u00e9m (no oeste do Par\u00e1) e ir para a aldeia. Nesse tempo ficamos isolados, sem sair de casa, sem visitar os parentes, mesmo assim eles vinham saber como est\u00e1vamos de sa\u00fade.<\/p>\n<p>Foi quando me dei conta de que a minha comunidade n\u00e3o tinha informa\u00e7\u00e3o\u00a0sobre a quest\u00e3o da covid-19 \u2013 isso em mar\u00e7o de 2020. O\u00a0presidente falando era uma gripezinha, outros que era para fazer\u00a0o isolamento e quando foi no m\u00eas de maio tivemos a primeira morte.<\/p>\n<p>Foi um trabalho muito intenso de ir para a aldeia\u00a0levar m\u00e1scara,\u00a0\u00e1lcool em gel, cesta b\u00e1sica, material de pesca\u00a0e pedindo que as pessoas ficassem isoladas.<\/p>\n<blockquote><p><em><strong>A\u00a0culpa n\u00e3o \u00e9 nossa, a culpa \u00e9 do governo, do estado, que n\u00e3o est\u00e1 fazendo nada<\/strong><\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Parece\u00a0dif\u00edcil acreditar, mas\u00a0pens\u00e1vamos que o isolamento seria de 15 dias. De repente, os parentes ficavam um m\u00eas dentro da aldeia e achavam\u00a0que a pandemia\u00a0tinha passado, afinal, eles estavam em isolamento.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que a aldeia conta sofre muitas invas\u00f5es e nesse momento eu fiquei pensando: &#8216;a culpa n\u00e3o \u00e9 nossa, n\u00f3s estamos dando o nosso melhor&#8217;.<\/p>\n<p>Todos os povos ind\u00edgenas est\u00e3o dando o melhor, buscando oxig\u00eanio, buscando material para levar para as aldeias.\u00a0A\u00a0culpa n\u00e3o \u00e9 nossa, a culpa \u00e9 do governo, do estado, que n\u00e3o est\u00e1 fazendo nada.<\/p>\n<p>Foi quando a gente decidiu que nossos parentes n\u00e3o iriam mais para os hospitais, eles se curariam nas suas aldeias.<\/p>\n<p>N\u00f3s faz\u00edamos o rem\u00e9dio e tivemos todo esse trabalho de ter o rem\u00e9dio tradicional e isso foi muito importante, porque j\u00e1 temos floresta,\u00a0os\u00a0xam\u00e3s da terra. Se n\u00e3o fosse isso, como\u00a0ir\u00edamos continuar vivos?<\/p>\n<blockquote><p><em><strong>A natureza nos cura,\u00a0nos fortalece,\u00a0nos d\u00e1 energia<\/strong><\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>A natureza \u00e9 boa, ela nos d\u00e1 tudo.\u00a0Ela \u00e9 uma farm\u00e1cia, um mercado, mas as pessoas n\u00e3o acreditam,\u00a0elas querem destruir, querem abrir um buraco, principalmente, para a quest\u00e3o da minera\u00e7\u00e3o em terras ind\u00edgenas, mas as pessoas n\u00e3o percebem que s\u00f3 existe a terra ind\u00edgena para salvar.<\/p>\n<p>N\u00f3s acreditamos que a natureza nos cura,\u00a0nos fortalece,\u00a0nos d\u00e1 energia e, de repente, o governo s\u00f3 quer matar ela. Agora\u00a0temos que lidar com a fus\u00e3o do ICMBio com o Ibama. Imagina como ser\u00e3o essas reservas, esses espa\u00e7os, que ainda\u00a0existem. Perto da minha aldeia, por exemplo, n\u00e3o existem mais grandes florestas.<\/p>\n<p><strong>Existe uma explica\u00e7\u00e3o dos povos ind\u00edgenas do porqu\u00ea o mundo est\u00e1 vivenciando a pandemia?<\/strong><\/p>\n<p>A gente conversa muito e\u00a0acredita que \u00e9 um\u00a0<em>cauxi\u00a0<\/em>(esp\u00edrito ruim) muito forte, que \u00e9 uma coisa ruim que est\u00e1 vindo para a gente e muitos desses\u00a0<em>cauxis<\/em>\u00a0s\u00e3o pela destrui\u00e7\u00e3o da natureza,\u00a0pela &#8216;evolu\u00e7\u00e3o&#8217; do homem branco, que\u00a0rouba\u00a0a nossa cultura,\u00a0o nosso bem viver, os nossos rem\u00e9dios.<\/p>\n<p>A gente precisa de floresta, a gente precisa preservar o territ\u00f3rio para os nossos filhos, para os nossos netos ou tataranetos, porque um dia vamos\u00a0morrer, mas para que o nosso futuro seja garantido precisamos\u00a0lutar por ele agora, hoje e esse\u00a0<em>cauxi\u00a0<\/em>n\u00e3o vai nos derrubar.\u00a0A gente vai resistir para continuar vivo.<\/p>\n<p><strong>Alessandra, o Dia Nacional de Luta dos Povos Ind\u00edgenas foi institu\u00eddo em 2008, ou seja, h\u00e1 13 anos. Nesse tempo, o que os povos ind\u00edgenas conquistaram ou perderam?<\/strong><\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena ganhou muita coisa, a sa\u00fade diferenciada, que na verdade agora o governo Bolsonaro se apossou disso, a educa\u00e7\u00e3o dentro do territ\u00f3rio, algumas terras demarcadas depois de muita luta.<\/p>\n<p>N\u00f3s sabemos que todas as lutas que tivemos s\u00e3o m\u00e9rito da popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgenas, por mais que muitos questionem e nos chamem de pregui\u00e7osos, mas eles n\u00e3o sabem o que a gente sofre de sair das nossas aldeias, das nossas ro\u00e7as para ir para Bras\u00edlia para lutar e ter que estar batendo na porta dos minist\u00e9rios para eles nos ouvirem.<\/p>\n<p>Por mais que tenha acontecido muita coisa ruim, tiveram coisas boas e conquistas e a gente n\u00e3o para.<\/p>\n<p>A gente sabe que o presidente Bolsonaro n\u00e3o gosta da gente. Ele\u00a0sempre quer\u00a0que destruam o nosso territ\u00f3rio para plantar soja, para criar\u00a0gado, destruir nossos rios, colocar\u00a0barragem nos rios.<\/p>\n<blockquote><p><em><strong>A gente vai achar uma sa\u00edda para esses homens que s\u00e3o destruidores.\u00a0<\/strong><\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>A gente sabe que ele n\u00e3o gosta da gente, mas n\u00e3o vamos abaixar a cabe\u00e7a.\u00a0N\u00f3s acreditamos na nossa for\u00e7a da natureza, do espiritual e eu fico muito feliz de ter um povo muito resistente, apesar de o Ricardo Salles ter vindo para a nossa regi\u00e3o para dividir o nosso povo, mas a gente acredita muito nos caciques que t\u00eam for\u00e7a.<\/p>\n<p>A gente veio do \u00fatero da mulher, somos mulheres, a terra \u00e9 mulher e a gente veio dessa mulher t\u00e3o grande que \u00e9 a terra e precisamos\u00a0respeitar a terra e o nosso territ\u00f3rio.\u00a0Esse \u00fatero est\u00e1 ficando doente e n\u00e3o podemos deixar ela morrer.<\/p>\n<p>N\u00f3s vamos\u00a0sarar esse \u00fatero mesmo que tenhamos muitos inimigos. A gente vai achar uma sa\u00edda para esses homens que s\u00e3o destruidores.<\/p>\n<p><strong>Como \u00e9 continuar na luta mesmo ap\u00f3s as amea\u00e7as de morte que tens sofrido?<\/strong><\/p>\n<p>Eu sinto que estou incomodando. Ser\u00e1 que para eu ser ouvida eu preciso morrer como Irma Dorothy? Eu preciso morrer como Chico Mendes? Ser\u00e1 preciso eu morrer tamb\u00e9m? N\u00e3o, eu n\u00e3o vou me calar.<\/p>\n<p>Quando entraram pela primeira vez na minha casa e levaram meus HDs, depois de uma reuni\u00e3o que eu fiz com 50 lideran\u00e7as em Bras\u00edlia, eu chorei muito quando meu filho me abra\u00e7ou e disse: &#8216;M\u00e3e, eu n\u00e3o quero que te matem&#8217;.<\/p>\n<blockquote><p><em><strong>Eu prefiro sacrificar a minha liberdade do que sacrificar o meu povo.<\/strong><\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Eu chorei muito pensando no que eu ia fazer, porque antes da luta, antes de eu falar, antes de 2014, eu tinha uma vida totalmente diferente de hoje. Antes, eu ia pescar, antes eu conseguia andar e falar com todo mundo na estrada. Eu n\u00e3o consigo mais fazer isso, ter uma confraterniza\u00e7\u00e3o com amigos, eu n\u00e3o consigo mais fazer isso, porque essa parte tirou a minha liberdade.<\/p>\n<p>Mas eu fiquei analisando com as mulheres e de repente ouvi a fala: &#8216;Precisamos de voc\u00ea. Precisamos que voc\u00ea fale. A gente precisa ter voz&#8217;.<\/p>\n<p>Foi quando me dei conta de que eu prefiro sacrificar a minha liberdade do que sacrificar o meu povo. Eu prefiro o meu povo. A minha liberdade eu conquisto depois. N\u00f3s temos que ter resist\u00eancia, n\u00f3s temos que ter resist\u00eancia ainda.\u00a0O\u00a0que incomoda o governo e os nossos inimigos \u00e9 a nossa persist\u00eancia e a resist\u00eancia.<\/p>\n<p class=\"editor\">\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Passados 265 anos, os povos\u00a0ind\u00edgenas seguem em luta\u00a0para defender sua exist\u00eancia,\u00a0pelo direito \u00e0 terra, pela preserva\u00e7\u00e3o das florestas ou pela demarca\u00e7\u00e3o dos seus territ\u00f3rios.<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":346381,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[327,6],"tags":[],"class_list":["post-346380","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-multimidia","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/india-chupa-pica.jpeg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/346380","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=346380"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/346380\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/346381"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=346380"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=346380"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=346380"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}