{"id":347085,"date":"2021-02-15T05:24:58","date_gmt":"2021-02-15T08:24:58","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=347085"},"modified":"2021-02-15T05:28:13","modified_gmt":"2021-02-15T08:28:13","slug":"ritmo-lento-de-vacinacao-no-pais-abre-brecha-para-multiplicacao-e-mutacoes-do-virus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/ritmo-lento-de-vacinacao-no-pais-abre-brecha-para-multiplicacao-e-mutacoes-do-virus\/","title":{"rendered":"Ritmo lento de vacina\u00e7\u00e3o no pa\u00eds abre brecha para multiplica\u00e7\u00e3o e muta\u00e7\u00f5es do v\u00edrus"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"mb-3\" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<div class=\"abas\">\n<div id=\"pills-tabContent\" class=\"tab-content\">\n<div id=\"abanoticia\" class=\"tab-pane fade show active\" role=\"tabpanel\" aria-labelledby=\"noticia-tab\">\n<div id=\"items_noticia\" class=\"container\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"row\">\n<div id=\"autorNoticia\" class=\"col-12 col-md-4\">\n<p class=\"d-inline\"><small class=\"text-muted\">Por:<\/small>\u00a0Correio Braziliense<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"news_body\">\n<div class=\"font_change\">\n<div id=\"adManagerNews\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"d-block\">\n<table class=\"image center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-347086 size-large\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/vacina-boa2-620x413.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"413\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/vacina-boa2-620x413.jpg 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/vacina-boa2-300x200.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/vacina-boa2-768x511.jpg 768w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/vacina-boa2-160x106.jpg 160w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/vacina-boa2-450x300.jpg 450w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/vacina-boa2-640x426.jpg 640w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/vacina-boa2.jpg 1000w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"zebra\">Foto: AFP \/ Sameer Al-DOUMY<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<div style=\"text-align: justify;\">Sem controle da transmiss\u00e3o e com um ritmo de vacina\u00e7\u00e3o lento, o Sars-CoV-2 encontra um ambiente perfeito para se multiplicar e desenvolver muta\u00e7\u00f5es que desafiam a efic\u00e1cia das vacinas j\u00e1 produzidas no mundo. Enquanto um imunizante de v\u00edrus inativado pode se revelar mais eficaz contra as novas variantes \u2014 por conter a totalidade do pat\u00f3geno, o que prepara o sistema imunol\u00f3gico para uma defesa mais abrangente \u2014, o que utiliza o RNA pode ser redesenhado mais facilmente dentro dos laborat\u00f3rios para se adaptar \u00e0s novas cepas. Na d\u00favida, a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) e especialistas indicam que a vacina\u00e7\u00e3o contra a covid-19 deve continuar com a maior velocidade poss\u00edvel.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A epidemiologista Ethel Maciel, p\u00f3s-doutora pela Universidade Johns Hopkins e professora da Universidade Federal do Esp\u00edrito Santo, explica que a vacina\u00e7\u00e3o r\u00e1pida \u00e9 necess\u00e1ria justamente para conter a transmiss\u00e3o do v\u00edrus e essa prolifera\u00e7\u00e3o de novas variantes. \u201cO v\u00edrus sobrevive fazendo c\u00f3pias dele mesmo, fazendo multiplica\u00e7\u00f5es. Vai se multiplicando no nosso organismo, fazendo c\u00f3pias, sendo transmitido, fazendo c\u00f3pias no organismo de outra pessoa e assim vai sobrevivendo. Ent\u00e3o, quanto mais ele circular, mais chances a gente d\u00e1 a ele de fazer essas c\u00f3pias e, consequentemente, alguma muta\u00e7\u00e3o, que pode ser vantajosa para ele\u201d, ressalta.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Ethel compara o momento com uma competi\u00e7\u00e3o, em que o novo coronav\u00edrus est\u00e1 na frente. \u201cNesse momento, o v\u00edrus est\u00e1 em vantagem porque \u00e9 mais veloz que n\u00f3s. Consegue fazer adapta\u00e7\u00f5es muito mais r\u00e1pidas para ter vantagem, ser mais transmiss\u00edvel, conseguir infectar mais pessoas. Ter\u00edamos que vacinar muito mais r\u00e1pido do que ele tem a capacidade de infectar e n\u00e3o estamos conseguindo isso\u201d, avalia.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Assim como Ethel, o infectologista da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) e ex-diretor do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, Julio Croda, ressalta a necessidade de dar celeridade \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o para conseguir romper as circula\u00e7\u00f5es das variantes j\u00e1 conhecidas. \u201cQuanto mais transmiss\u00e3o tem um v\u00edrus, maior a chance de muta\u00e7\u00e3o e, consequentemente, o surgimento de uma evolu\u00e7\u00e3o que seja ben\u00e9fica para ele. Esse ac\u00famulo de muta\u00e7\u00f5es, em algum momento, pode levar \u00e0 perda parcial ou total da efic\u00e1cia da vacina\u201d, indica Croda.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">O especialista ainda acredita que, pelo que se v\u00ea at\u00e9 o momento, ser\u00e1 necess\u00e1rio fazer um monitoramento constante para adaptar as vacinas \u00e0s novas cepas que est\u00e3o surgindo, como \u00e9 feito com a vacina da gripe. \u201cTeremos que monitorar para o resto dos tempos esta quest\u00e3o e adaptar os imunizantes \u00e0s novas variantes, a exemplo da vacina contra gripe\u201d, acredita. Todo ano, a vacina contra a gripe \u00e9 adaptada para se adequar aos v\u00edrus que est\u00e3o em circula\u00e7\u00e3o naquele determinado ano.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong>Replica\u00e7\u00e3o<br \/>\n<\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Para ele, a \u00fanica forma de romper esse ambiente de transmiss\u00e3o favor\u00e1vel \u00e0 replica\u00e7\u00e3o do v\u00edrus se faz por meio da vacina. Por isso, na \u00faltima semana, a OMS recomendou que a vacina\u00e7\u00e3o continue em pa\u00edses que possuem variantes do v\u00edrus. A orienta\u00e7\u00e3o foi feita depois da \u00c1frica do Sul suspender o uso da Covishield, conhecida como a vacina de Oxford\/AstraZeneca \u2014 ap\u00f3s estudos recentes sugerirem que o imunizante teve uma efic\u00e1cia baixa em proteger contra casos leves e moderados da doen\u00e7a em pessoas contaminadas com a variante que surgiu no pa\u00eds. A organiza\u00e7\u00e3o refor\u00e7ou que o imunizante pode ser utilizado mesmo contra as muta\u00e7\u00f5es, pois \u201coferece prote\u00e7\u00e3o contra doen\u00e7as graves, hospitaliza\u00e7\u00e3o e morte\u201d.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Segundo ressaltou o m\u00e9dico epidemiologista e consultor s\u00eanior do diretor-geral da OMS, Bruce Aylward, na \u00faltima coletiva de imprensa da organiza\u00e7\u00e3o, realizada na sexta-feira passada, as vacinas s\u00e3o \u00f3timas ferramentas e devem ser utilizadas. \u201cEstamos confiantes que essas ferramentas ir\u00e3o nos ajudar a controlar melhor a pandemia. [&#8230;] Tudo que sabemos agora sugere que n\u00f3s conseguiremos atingir o objetivo de reduzir a forma mais grave da doen\u00e7a (com as vacinas). Se isso mudar mais para frente, n\u00f3s ajustamos. Precisamos ser muito cautelosos para n\u00e3o ficarmos confusos, do contr\u00e1rio podemos paralisar as nossas respostas em um momento crucial.\u201d<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong>Amazonas<\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">No Brasil, o Amazonas \u00e9 foco de preocupa\u00e7\u00e3o de especialistas e autoridade, porque uma variante foi detectada l\u00e1 em janeiro. Representantes do Amazonas reivindicaram mais vacinas de maneira priorit\u00e1ria. O Amazonas recebeu 940 mil doses a mais do que outros estados. Ontem, o ministro da Sa\u00fade, Eduardo Pazuello, disse que o governo enviar\u00e1 vacinas suficientes para acelerar o Plano Nacional de Imuniza\u00e7\u00e3o em Manaus. A perspectiva \u00e9 alcan\u00e7ar o p\u00fablico de 50 anos.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong>Mais de mil mortes em 24h<\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">O Brasil registrou ontem mais 1.043 mortes e 44.299 infec\u00e7\u00f5es pelo novo coronav\u00edrus. Com os registros, o pa\u00eds soma 9.809.754 infectados e 238.532 \u00f3bitos pela covid-19. O Brasil fechou a sexta semana epidemiol\u00f3gica do ano com alta de mortes, mas queda de casos em compara\u00e7\u00e3o com a pen\u00faltima, a quinta. De uma semana para outra, foram confirmadas 453 mortes a mais e 8.861 casos a menos. O mesmo pode ser observado com a m\u00e9dia m\u00f3vel de casos e mortes medida pelo Conselho Nacional dos Secret\u00e1rios de Sa\u00fade (Conass), que apontou redu\u00e7\u00e3o dos casos e aumento das mortes. De acordo com o Conass, o Brasil confirma, em m\u00e9dia, 44.566 infec\u00e7\u00f5es e 1.047 \u00f3bitos por dia. A m\u00e9dia m\u00f3vel de mortes \u00e9 a segunda maior desde o in\u00edcio da pandemia.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong>Tecnologias diferentes no combate<br \/>\n<\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Ainda n\u00e3o h\u00e1 uma tecnologia favorita contra as variantes do novo coronav\u00edrus, por\u00e9m, os especialistas defendem que diferentes vacinas ajudam no combate \u00e0 covid-19. Isso porque enquanto algumas s\u00e3o mais est\u00e1veis e atacam as novas cepas sem precisar de mudan\u00e7as, outras s\u00e3o facilmente adaptadas diante das muta\u00e7\u00f5es.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\u00c9 o caso do imunizante de RNA, que pode ser redesenhado. \u201cA vacina de RNA consegue fazer mudan\u00e7as muito mais r\u00e1pido, porque depende de uma reprograma\u00e7\u00e3o por computador do sequenciamento do v\u00edrus\u201d, indica a epidemiologista Ethel Maciel. Julio Croda, infectologista da Fiocruz, explica que isso ocorre porque todo o processo \u00e9 sint\u00e9tico. \u201cO Brasil precisa dessa tecnologia como estrat\u00e9gia cient\u00edfica no desenvolvimento de novas vacinas\u201d, pontua.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Segundo ele, vacinas de diferentes tecnologias tamb\u00e9m podem ser modificadas diante de novas cepas. Por\u00e9m, o tempo para realizar a adapta\u00e7\u00e3o dos f\u00e1rmacos pode ser maior. A AstraZeneca, respons\u00e1vel pela Covishield, de Oxford, informou que pode levar de seis a nove meses para produzir imunizantes que sejam eficazes contra as novas variantes do novo coronav\u00edrus.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Apesar de precisarem de mais tempo, essas vacinas, que utilizam o v\u00edrus inativo, s\u00e3o mais est\u00e1veis e podem combater as novas cepas sem mudan\u00e7as. \u201cN\u00e3o temos garantias ainda. Mas a CoronaVac usa o v\u00edrus inteiro inativado para fazer a apresenta\u00e7\u00e3o ao sistema imunol\u00f3gico, que pode treinar para combater o v\u00edrus\u201d, diz Ethel.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar de precisarem de mais tempo, essas vacinas, que utilizam o v\u00edrus inativo, s\u00e3o mais est\u00e1veis e podem combater as novas cepas sem mudan\u00e7as. \u201cN\u00e3o temos garantias ainda. 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