{"id":349340,"date":"2021-03-08T14:40:11","date_gmt":"2021-03-08T17:40:11","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=349340"},"modified":"2021-03-08T14:40:11","modified_gmt":"2021-03-08T17:40:11","slug":"casos-diarios-de-covid-19-ja-sao-30-mais-altos-do-que-no-pico-de-2020","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/casos-diarios-de-covid-19-ja-sao-30-mais-altos-do-que-no-pico-de-2020\/","title":{"rendered":"Casos di\u00e1rios de Covid-19 j\u00e1 s\u00e3o 30% mais altos do que no pico de 2020"},"content":{"rendered":"<div class=\"col-sm-12 ig-container_headerText\">\n<h1 id=\"noticia-titulo-h1\" class=\"noticia-titulo-h1-ig_V04\"><\/h1>\n<h2 id=\"noticia-olho\">O n\u00famero de casos di\u00e1rios de Covid-19 no pa\u00eds \u00e9 agora cerca de 30% maior do que nos piores momentos da primeira onda, em julho de 2020<\/h2>\n<\/div>\n<div class=\"share-page\"><\/div>\n<div id=\"noticia-other\" class=\"noticia-other-ig_V04\">\n<p>Por\u00a0<span id=\"authors-box\"><strong>Ag\u00eancia O Globo<\/strong><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"main-content\">\n<div class=\"row\">\n<section class=\"noticia col-sm-12 plf-0\">\n<div id=\"noticia\">\n<div class=\"Noticia_Foto\">\n<figure class=\"foto-legenda \">\n<div class=\"foto-legenda-img\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Casos di\u00e1rios de Covid-19 j\u00e1 s\u00e3o 30% mais altos do que no pico de 2020\" src=\"https:\/\/i0.statig.com.br\/bancodeimagens\/0c\/zr\/2g\/0czr2gxxhc6m30lveeag3lojb.jpg\" alt=\"Casos di\u00e1rios de Covid-19 j\u00e1 s\u00e3o 30% mais altos do que no pico de 2020\" width=\"906\" height=\"509\" \/><\/div><figcaption class=\"foto-legenda-citacao \"><cite>Foto: Tempura\/iStock<\/cite><\/p>\n<div class=\"foto-legenda-citacao-text\">Casos di\u00e1rios de Covid-19 j\u00e1 s\u00e3o 30% mais altos do que no pico de 2020<\/div>\n<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p class=\"\">Mar\u00e7o come\u00e7ou com o aumento explosivo da pandemia no\u00a0<strong>Brasil,<\/strong>\u00a0mas o pa\u00eds sente apenas o vento que antecede um novo tsunami, a terceira onda de casos e mortes, alertam cientistas. O n\u00famero de casos di\u00e1rios de\u00a0<strong>Covid-19<\/strong>\u00a0no pa\u00eds \u00e9 agora cerca de 30% maior do que nos piores momentos da primeira onda, em julho de 2020. E o n\u00famero de mortos fala ainda mais alto, com aumento de 31,66% em rela\u00e7\u00e3o ao recorde da primeira onda. A tend\u00eancia \u00e9 de crescimento, afirma o pesquisador da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) de Ribeir\u00e3o Preto Domingos Alves, do portal Covid-19 Brasil.<\/p>\n<p class=\"\">Alves lembra que o maior valor observado na m\u00e9dia m\u00f3vel de mortes di\u00e1rias na primeira onda havia sido de 1.096 mortes por dia em 26 de julho. Esse valor foi superado em 7 de fevereiro, com 1.171 \u00f3bitos. Sem controle, a Covid-19 continuou a matar mais e no s\u00e1bado foram registrados 1.443 \u00f3bitos di\u00e1rios, na m\u00e9dia m\u00f3vel.<\/p>\n<div id=\"preAds_ad_mrec_intext\">Continua ap\u00f3s a publicidade<\/div>\n<div class=\"publicidade advertising-box\">\n<div id=\"ad_mrec_intext\" data-google-query-id=\"CLbx6Jyeoe8CFU4ruQYdBpgHjQ\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/21737107378\/IG-PUBLISHER\/saude.ig.com.br\/mrec_1__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>J\u00e1 o maior n\u00famero de casos por dia da m\u00e9dia m\u00f3vel na primeira onda foi de 46.393, em 29 de julho. Por\u00e9m, anteontem (dia 6), o Brasil registrou 60.229 novos cont\u00e1gios, um aumento de 13.836 ocorr\u00eancias di\u00e1rias em rela\u00e7\u00e3o ao maior valor apresentado na m\u00e9dia m\u00f3vel da primeira onda. O n\u00famero de novas infec\u00e7\u00f5es por dia \u00e9 agora 29,82% maior do que na primeira onda, calcula Alves.<\/p>\n<p>Em alguns estados, como o Rio Grande do Sul, que ontem teve o d\u00e9cimo dia seguido de alta na m\u00e9dia m\u00f3vel de novos casos, o aumento em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 primeira onda chega a cerca de 50%.<\/p>\n<p>&#8220;Estamos na praia vendo a terceira onda crescer e se aproximar e, para nos defender, temos apenas castelos de areia, isto \u00e9, as p\u00edfias e ineficazes medidas de distanciamento tomadas por governadores e prefeitos&#8221;, frisa Alves.<\/p>\n<p>O professor titular de Epidemiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Roberto Medronho explica que uma terceira onda, pior do que as anteriores, \u00e9 o cen\u00e1rio mais prov\u00e1vel at\u00e9 o fim deste m\u00eas porque o crescimento explosivo de casos registrado desde o fim de fevereiro tem se mostrado sustentado. N\u00e3o se trata, portanto, de uma flutua\u00e7\u00e3o aleat\u00f3ria.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o do Brasil \u00e9 t\u00e3o grave que, no fim de fevereiro, a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) chegou a alertar para a possibilidade de uma quarta onda no pa\u00eds.<\/p>\n<p>O cientista da USP, conhecido por acertar suas proje\u00e7\u00f5es, diz que o Brasil, que passou os 11 milh\u00f5es de casos de Covid-19, pode chegar a 15 milh\u00f5es entre o fim de mar\u00e7o e a primeira semana de abril. Segundo ele, podemos alcan\u00e7ar 70 mil casos por dia at\u00e9 o final da pr\u00f3xima semana e a 100 mil casos di\u00e1rios at\u00e9 8 de abril:<\/p>\n<p>&#8220;Essa \u00e9 uma proje\u00e7\u00e3o conservadora porque a subnotifica\u00e7\u00e3o \u00e9 muito grande. Minha estimativa \u00e9 que o Brasil tenha, na verdade, mais de 24 milh\u00f5es de infec\u00e7\u00f5es&#8221;.<\/p>\n<p>O n\u00famero de mortes avan\u00e7a em ritmo semelhante. Segundo Alves, se mantivermos o ritmo de 1,4 mil mortes por dia, chegaremos a 300 mil \u00f3bitos provocados pela pandemia entre 25 e 27 de mar\u00e7o, talvez antes. E, segundo as proje\u00e7\u00f5es, o pa\u00eds pode come\u00e7ar a ter o registro de 2 mil \u00f3bitos di\u00e1rios entre 20 e 22 de mar\u00e7o. Seguindo esta tend\u00eancia, at\u00e9 o fim do m\u00eas, o pa\u00eds chegaria a contabilizar 3 mil mortes por dia.<\/p>\n<p>A subnotifica\u00e7\u00e3o impede que o Brasil conhe\u00e7a todos os mortos pela Covid-19. O pa\u00eds j\u00e1 registrou 265,5 mil \u00f3bitos pela pandemia, segundo boletim do cons\u00f3rcio de ve\u00edculos de imprensa. Alves, por\u00e9m, estima que esse n\u00famero represente apenas a metade do real.<\/p>\n<p>&#8220;Esses n\u00fameros s\u00e3o conservadores porque podemos come\u00e7ar a ver muita gente morrendo em casa, por falta de assist\u00eancia. Isso j\u00e1 acontece em v\u00e1rias regi\u00f5es brasileiras. E o mais tr\u00e1gico \u00e9 que governantes e parte da popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o ligam&#8221;, enfatiza Alves.<\/p>\n<p>O pesquisador destaca que o atual panorama da pandemia no pa\u00eds foi antecipado pelos cientistas em novembro, mas nada se fez para evit\u00e1-lo.<\/p>\n<p>&#8220;O Brasil levou tr\u00eas meses para chegar a 10 mil \u00f3bitos. Apenas na semana passada tivemos 10 mil mortes&#8221;, compara. &#8220;Chegamos a um n\u00edvel de desgra\u00e7a inimagin\u00e1vel. \u00c9 muito importante que a popula\u00e7\u00e3o entenda o risco que corre&#8221;.<\/p>\n<div id=\"preAds_ad_mrec_intext2\">Continua ap\u00f3s a publicidade<\/div>\n<div id=\"ad_mrec_intext2\" data-google-query-id=\"CLfx6Jyeoe8CFU4ruQYdBpgHjQ\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/21737107378\/IG-PUBLISHER\/saude.ig.com.br\/mrec_2__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<h3>Controle maior nos Estados Unidos<\/h3>\n<p>Medronho sublinha que a progress\u00e3o da Covid-19 no Brasil s\u00f3 \u00e9 compar\u00e1vel \u00e0 dos EUA, o pa\u00eds mais castigado do mundo pelo coronav\u00edrus. Por l\u00e1 j\u00e1 foram observadas tr\u00eas ondas da pandemia, mas agora o n\u00famero de casos caiu 75% em rela\u00e7\u00e3o a janeiro, resultado de uma combina\u00e7\u00e3o da vacina\u00e7\u00e3o em massa e mudan\u00e7as nas pol\u00edticas de combate \u00e0 doen\u00e7a, implementadas com a chegada de Joe Biden \u00e0 presid\u00eancia.<\/p>\n<p>No Brasil, em n\u00famero de casos, a primeira onda da pandemia foi superada pela segunda em 18 de dezembro. O recorde foi novamente quebrado em 20 de fevereiro, anunciando o princ\u00edpio da terceira onda da pandemia.<\/p>\n<p>A receita da trag\u00e9dia brasileira tem tr\u00eas ingredientes: falta de medidas adequadas de distanciamento social, baix\u00edssima vacina\u00e7\u00e3o e espalhamento de novas variantes do Sars-CoV-2 mais transmiss\u00edveis.<\/p>\n<p>&#8220;As doses anunciadas e efetivamente compradas pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade n\u00e3o s\u00e3o nada, um mero trocado enquanto precisamos de muitos milh\u00f5es. Poder\u00edamos ter mais vacinas, mas o governo federal n\u00e3o quis comprar quando houve oportunidade&#8221;, afirma Medronho.<\/p>\n<p>Ele observa que h\u00e1 uma esp\u00e9cie de anestesia social e fadiga coletiva, que faz com a sociedade brasileira n\u00e3o se importe com a pandemia.<\/p>\n<p>&#8220;Se tivermos at\u00e9 menos que as previs\u00edveis 2.500 mortes por dia, digamos que sejam 2.400 os mortos di\u00e1rios. Isso d\u00e1 100 mortes por hora, uma pessoa morta por minuto. Mas parte da popula\u00e7\u00e3o se comporta como se n\u00e3o houvesse amanh\u00e3 e realmente parece n\u00e3o se importar. \u00c9 uma aposta perigosa, pois, para muitos, n\u00e3o haver\u00e1 mesmo dia seguinte&#8221;, lamenta Medronho.<\/p>\n<h3>Variantes s\u00e3o consequ\u00eancia, e n\u00e3o causa de espalhamento<\/h3>\n<p>Novas variantes do coronav\u00edrus causam apreens\u00e3o pela possibilidade de que sejam mais transmiss\u00edveis ou reduzam a efic\u00e1cia das vacinas. Conhecidas por siglas inintelig\u00edveis para n\u00e3o especialistas \u2014 como P1 (brasileira) ou B.1.1.7 (brit\u00e2nica) \u2014, elas s\u00e3o apontadas como culpadas pela explos\u00e3o recente de casos. Mas cientistas explicam que essas variantes s\u00e3o consequ\u00eancia, e n\u00e3o a causa principal do espalhamento do Sars-CoV-2. Sozinhas, diz o epidemiologista da UFRJ Roberto Medronho, n\u00e3o teriam feito tamanho estrago.<\/p>\n<p>O virologista Fernando Spilki, coordenador da Rede Corona-\u00f4mica, que sequencia e analisa o genoma do coronav\u00edrus em todo o Brasil, avalia que as novas variantes s\u00e3o fruto da falta de uma pol\u00edtica nacional de distanciamento social, que permitiu que o coronav\u00edrus se espalhasse descontroladamente.<\/p>\n<p>\u00c9 um ciclo vicioso: quanto mais o v\u00edrus se propaga, maior a chance de sofrer muta\u00e7\u00f5es que originem variantes mais eficientes na transmiss\u00e3o, realimentando a pandemia.<\/p>\n<p>&#8220;Variantes eram esperadas e precisam ser monitoradas. Elas alavancam a pandemia, mas n\u00e3o conseguem se disseminar com uso de m\u00e1scara, vacina e distanciamento&#8221;, diz.<\/p>\n<p class=\" \">An\u00e1lises preliminares sugerem que a chamada variante brasileira, a P1, surgida na Amaz\u00f4nia, j\u00e1 \u00e9 predominante e responde por at\u00e9 70% das amostras. Estudos sugerem que ela \u00e9 mais transmiss\u00edvel e, talvez, mais agressiva.<\/p>\n<p>&#8220;Estamos sob uma tempestade perfeita gerada por decis\u00f5es erradas no passado, medidas insuficientes agora e variantes mais transmiss\u00edveis&#8221;, alerta Spilki.<\/p>\n<div id=\"preAds_ad_mrec_intext3\"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O n\u00famero de casos di\u00e1rios de Covid-19 no pa\u00eds \u00e9 agora cerca de 30% maior do que nos piores momentos da primeira onda, em julho de 2020<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":349341,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[6,12],"tags":[],"class_list":["post-349340","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-municipios","category-saude"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/enfermaria-paciente1.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/349340","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=349340"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/349340\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/349341"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=349340"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=349340"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=349340"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}