{"id":3530,"date":"2013-07-21T09:11:00","date_gmt":"2013-07-21T12:11:00","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=3530"},"modified":"2013-07-22T09:13:42","modified_gmt":"2013-07-22T12:13:42","slug":"oficina-de-danca-em-brasilia-resgata-cultura-afro-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/oficina-de-danca-em-brasilia-resgata-cultura-afro-brasileira\/","title":{"rendered":"Oficina de dan\u00e7a em Bras\u00edlia resgata cultura afro-brasileira"},"content":{"rendered":"<p>Um grupo do cerca de 50 pessoas participou de uma oficina de dan\u00e7as afro-brasileiras na Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Artes (Funarte) em Bras\u00edlia. O ritmo marcante das pisadas e os movimentos de pernas, quadris e ombros, sempre em roda, tomaram conta do espa\u00e7o. A oficina foi coordenada pelo grupo Il\u00fa Ob\u00e1 de Min &#8211; Educa\u00e7\u00e3o, Cultura e Arte Negra, de S\u00e3o Paulo, que faz atividades pela primeira vez na capital federal.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/danca.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3531\" alt=\"danca\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/danca.jpg\" width=\"300\" height=\"225\" \/><\/a><\/p>\n<p>A oficina fez parte da 6\u00aa edi\u00e7\u00e3o do\u00a0<a href=\"http:\/\/afrolatinas.com.br\/\" target=\"_blank\">Latinidades \u2013 Festival da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha<\/a>, que vai at\u00e9 o dia 27 de julho. A programa\u00e7\u00e3o trata da cultura afro-brasileira na perspectiva das mulheres negras e traz temas como empreendedorismo, economia criativa, cultura e comunica\u00e7\u00e3o, com atividades abertas ao p\u00fablico.<\/p>\n<p>A atividade foi ministrada pela professora de dan\u00e7a brasileira Roberta Viana. Os ritmos apresentados na aula de hoje foram o coco e o cacuri\u00e1. De acordo com Roberta, ambos s\u00e3o ritmos brasileiros criados no encontro dos africanos, ind\u00edgenas e europeus. &#8220;Essa oficina tem o intuito de mostrar uma cultura que \u00e9 nossa, mas com os quais as pessoas n\u00e3o tem contato. A gente quer mostrar a riqueza dos nossos ritmos, da nossa dan\u00e7a. S\u00e3o ritmos que contagiam porque est\u00e3o na gente&#8221;, explica a professora.<\/p>\n<p>No final da aula, Roberta incentiva os alunos para que pesquisem mais e para que passem para frente o que aprenderam ali. Para os curiosos e dan\u00e7arinos de primeira viagem, ela explica o significado da roda, elemento comum nas dan\u00e7as: &#8220;A roda \u00e9 o elemento ancestral, tudo \u00e9 feito em roda, a roda deixa todo mundo igual, todo mundo olha para todo mundo, todo mundo consegue trocar uma energia. Se a roda est\u00e1 aberta, a energia vai embora, se est\u00e1 fechada e todo mundo est\u00e1 ali junto, a energia se mant\u00e9m e faz o ritmo&#8221;.<\/p>\n<p>Entre os alunos participantes estavam alguns que j\u00e1 conheciam os ritmos, como Marco Aur\u00e9lio Moraes. Pela segunda vez, ele participa de uma oficina como esta. A primeira foi na cidade natal, S\u00e3o Lu\u00eds (MA), h\u00e1 12 anos. &#8220;\u00c9 muito bonito&#8221;, diz ele, que trabalha com dan\u00e7a de sal\u00e3o. &#8220;Sonho em fazer uma apresenta\u00e7\u00e3o com ritmos afros, que comece com o samba. E para isso busco sempre aprender todas as t\u00e9cnicas a que quais tenho acesso&#8221;.<\/p>\n<p>J\u00e1 Juliana Lopes n\u00e3o pratica nenhuma dan\u00e7a. O primeiro contato com a dan\u00e7a afro-brasileira foi tamb\u00e9m em um festival, no ano passado. &#8220;\u00c9 muito dif\u00edcil ter acesso, s\u00e3o dan\u00e7as muito regionais. A batucada \u00e9 o que mais me chama aten\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>O grupo Il\u00fa Ob\u00e1 de Min \u00e9 formado, em sua organiza\u00e7\u00e3o, exclusivamente por mulheres. O objetivo principal \u00e9 a preserva\u00e7\u00e3o da cultura africana e afro-brasileira, o protagonismo feminino e a manuten\u00e7\u00e3o de antigas tradi\u00e7\u00f5es na regi\u00e3o urbana. O grupo \u00e9 respons\u00e1vel pelo bloco de carnaval que leva o mesmo nome, que desfila nas sextas-feiras antes do carnaval, na capital paulista. Ele \u00e9 formado por ritmistas, cantoras e o corpo de dan\u00e7a. Este ano, atraiu 13 mil pessoas, segundo o pr\u00f3prio grupo. (Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um grupo do cerca de 50 pessoas participou de uma oficina de dan\u00e7as afro-brasileiras na Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Artes (Funarte) em Bras\u00edlia. O ritmo marcante das pisadas e os movimentos de pernas, quadris e ombros, sempre em roda, tomaram conta do espa\u00e7o. 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