{"id":356809,"date":"2021-05-23T09:27:05","date_gmt":"2021-05-23T12:27:05","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=356809"},"modified":"2021-05-23T09:27:05","modified_gmt":"2021-05-23T12:27:05","slug":"a-importancia-da-participacao-brasileira-na-2a-guerra-marcou-um-ponto-de-virada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/a-importancia-da-participacao-brasileira-na-2a-guerra-marcou-um-ponto-de-virada\/","title":{"rendered":"A import\u00e2ncia da participa\u00e7\u00e3o brasileira na 2\u00aa Guerra: &#8220;Marcou um ponto de virada&#8221;"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<p class=\"lead\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Em entrevista exclusiva ao site do Aventuras na Hist\u00f3ria, o historiador Icles Rodrigues fala sobre as dificuldades, trocas de interesse e a conquista de Monte Castelo pelos pracinhas<\/strong><\/p>\n<div class=\"addthis_inline_share_toolbox\" style=\"text-align: justify;\" data-url=\"https:\/\/aventurasnahistoria.uol.com.br\/noticias\/reportagem\/a-importancia-da-participacao-brasileira-na-segunda-guerra-marcou-um-ponto-de-virada.phtml\" data-title=\"A import\u00e2ncia da participa\u00e7\u00e3o brasileira na Segunda Guerra: &quot;Marcou um ponto de virada&quot;\" data-description=\"Em entrevista exclusiva ao site do Aventuras na Hist\u00f3ria, o historiador Icles Rodrigues fala sobre as dificuldades, trocas de interesse e a conquista de Monte Castelo pelos pracinhas\">\n<div id=\"atstbx\" class=\"at-resp-share-element at-style-responsive addthis-smartlayers addthis-animated at4-show\" role=\"region\" aria-labelledby=\"at-df1faf7f-4c61-4687-afe6-84390f78a1bb\"><span id=\"at-df1faf7f-4c61-4687-afe6-84390f78a1bb\" class=\"at4-visually-hidden\"><\/span><\/p>\n<div class=\"at-share-btn-elements\"><span class=\"at4-share-count-container\">Fabio Previdelli<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<figure class=\"img-lead\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"img-fluid\" src=\"https:\/\/aventurasnahistoria.uol.com.br\/media\/_versions\/segunda_guerra\/a_cobra_esta_fumando_capa_widelg.jpg\" alt=\"Representa\u00e7\u00e3o do slogan dos pracinhas\" width=\"800\" height=\"450\" \/><figcaption>Representa\u00e7\u00e3o do slogan dos pracinhas &#8211; Wikimedia Commons<\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"artigo_texto\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante grande parte da\u00a0<a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.uol.com.br\/noticias\/reportagem\/armas-bombas-e-vistos-os-brasileiros-que-enfrentaram-nazistas-durante-segunda-guerra-mundial.phtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Segunda Guerra Mundial<\/a>, o Brasil se manteve neutro em rela\u00e7\u00e3o ao conflito. Por\u00e9m, tudo mudou em fevereiro de 1942, quando submarinos italianos e alem\u00e3es lan\u00e7aram torpedos contra diversas embarca\u00e7\u00f5es brasileiras\u00a0no oceano Atl\u00e2ntico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa \u201cneutralidade\u201d, no entanto, era bem mais te\u00f3rica do que qualquer outra coisa, afinal, como explica artigo dispon\u00edvel na\u00a0<a href=\"http:\/\/www.direitoshumanos.usp.br\/index.php\/Documentos-Internacionais-da-Sociedade-das-Na%C3%83%C2%A7%C3%83%C2%B5es-1919-a-1945\/carta-do-atlantico-1941.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Biblioteca Virtual de Direitos Humanos da USP<\/a>, nosso pa\u00eds acabou aderindo \u00e0 Carta do Atl\u00e2ntico em 6 de fevereiro de 1943 \u2014 formalmente em 9 de abril do mesmo ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O tratado pregava uma colabora\u00e7\u00e3o m\u00fatua entre os Aliados, que abriram m\u00e3o de tentar qualquer tipo de amplia\u00e7\u00e3o territorial ou interven\u00e7\u00e3o pol\u00edtica nos outros pa\u00edses envolvidos, preservando a soberania de cada na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em entrevista exclusiva ao site Aventuras na Hist\u00f3ria,\u00a0<strong>Icles\u00a0Rodrigues<\/strong>, mestre em hist\u00f3ria e apresentador do\u00a0<a href=\"http:\/\/bit.ly\/HFMspotify\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">podcast Hist\u00f3ria FM<\/a>, detalha as circunst\u00e2ncias que levaram o Brasil a lutarem do lado dos Aliados no\u00a0conflito.<\/p>\n<figure class=\"image\" style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/aventurasnahistoria.uol.com.br\/media\/uploads\/febamdm.jpg\" alt=\"\" \/><figcaption>Fotografia de soldados da FEB \/ Cr\u00e9dito: Dom\u00ednio P\u00fablico<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m do afundamento das embarca\u00e7\u00f5es,\u00a0<strong>Icles<\/strong> cita que a press\u00e3o dos americanos tamb\u00e9m influenciou essa escolha.\u00a0&#8220;[Eles estavam] interessados principalmente no potencial de produ\u00e7\u00e3o de borracha \u2014 uma vez que as principais fontes de borracha do mundo tinham ca\u00eddo nas m\u00e3os dos japoneses\u201d, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fora isso, relata o historiador, eles precisavam de uma base no Rio Grande do Norte para estabelecer uma ponte a\u00e9rea com o continente africano, o que facilitaria o\u00a0transporte de tropas, suprimentos e ve\u00edculos para o front.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cJ\u00e1\u00a0<strong>Vargas<\/strong>\u00a0queria verba para a cria\u00e7\u00e3o de uma sider\u00fargica nacional (no caso, a futura sider\u00fargica de Volta Redonda). Mas o envio de soldados brasileiros se deu porque<strong>Get\u00falio<\/strong>\u00a0entendia que, enviando soldados para o esfor\u00e7o de guerra, o Brasil teria mais possibilidade de fazer parte das mesas de negocia\u00e7\u00f5es do p\u00f3s-guerra\u201d, completa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A participa\u00e7\u00e3o do Ex\u00e9rcito Brasileiro tamb\u00e9m foi importante para ajudar nossos combatentes a se modernizarem, tanto em termos de material b\u00e9lico, quanto em termos de doutrinas, pensamento t\u00e1tico, estrat\u00e9gico, entre outros ganhos de car\u00e1ter mais intelectual do que material, explica\u00a0<strong>Rodrigues<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Anteriormente, diz\u00a0<strong>Icles<\/strong>, \u201ca doutrina seguida pelo Ex\u00e9rcito Brasileiro era inspirada na doutrina francesa da Primeira Guerra Mundial, bastante obsoleta para a segunda, uma vez que era adaptada para uma guerra mais est\u00e1tica, de trincheiras, enquanto a Segunda Guerra Mundial foi uma guerra de movimento (vide a pr\u00f3pria\u00a0Blitzkrieg, que foi considerada uma inova\u00e7\u00e3o para a \u00e9poca)\u201d.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Vargas mudou de\u00a0posicionamento\u00a0pol\u00edtico?<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando\u00a0<strong>Vargas<\/strong>\u00a0chegou ao poder, em 1930, a A\u00e7\u00e3o Integralista Brasileira tamb\u00e9m come\u00e7ou a prosperar por aqui. Inspirado no fascismo italiano e no integralismo de Portugal, a AIB foi o primeiro partido de massas do pa\u00eds, criada em 1932 pelo escritor e te\u00f3logo\u00a0<strong>Pl\u00ednio Salgado<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em sua ess\u00eancia, os integralistas eram caracterizados por sua defesa \u00e0 moral religiosa, pelo nacionalismo e, principalmente, pela defesa da hierarquiza\u00e7\u00e3o social, tida como a melhor forma de manter a ordem e a paz na sociedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar desse \u2018flerte\u2019 com um movimento fascista,\u00a0<strong>Rodrigues<\/strong>\u00a0n\u00e3o cr\u00ea que podemos dizer que\u00a0<strong>Get\u00falio<\/strong>\u00a0\u201ctrocou\u201d sua posi\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica. \u201cA rela\u00e7\u00e3o entre\u00a0<strong>Vargas<\/strong>\u00a0e os integralistas foi muito mais um exerc\u00edcio de pragmatismo do que de ades\u00e3o ideol\u00f3gica, ent\u00e3o n\u00e3o vejo exatamente uma \u2018troca\u2019, uma vez que ele mesmo nunca fora um fascista\u201d.<\/p>\n<figure class=\"image\" style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/aventurasnahistoria.uol.com.br\/media\/uploads\/brasil\/congresso_integralista_1935.jpg\" alt=\"\" \/><figcaption>Sess\u00e3o de encerramento do Congresso Integralista. Pl\u00ednio Salgado encontra-se ao centro, sentado \/ Cr\u00e9dito: CPDOC\/Wikimedia Commons<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cMas a ado\u00e7\u00e3o de um discurso dito pr\u00f3-democracias ocidentais era necess\u00e1rio para que o Brasil estivesse na mesma p\u00e1gina que os demais aliados. Nessa \u00e9poca\u00a0<strong>Get\u00falio<\/strong>\u00a0percebeu que precisava se reinventar como um defensor da democracia, e a For\u00e7a Expedicion\u00e1ria Brasileira (FEB) foi instrumental nesse processo, tanto que hoje a tese de que\u00a0<strong>Vargas<\/strong> dissolveu a FEB por medo de ela ser usada para derrubar sua ditadura \u00e9 considerada ultrapassada, ainda que muito difundida\u201d, completa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O historiador diz que, na realidade,\u00a0<strong>Get\u00falio\u00a0<\/strong>queria usar o \u201cprest\u00edgio\u201d da FEB para solidificar essa sua &#8220;ressignifica\u00e7\u00e3o&#8221; com uma imagem mais pr\u00f3-democracias.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Os passos do Brasil na Guerra<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s estreitar as rela\u00e7\u00f5es com os norte-americanos para obter material b\u00e9lico,\u00a0<strong>Rodrigues<\/strong>\u00a0diz que os soldados brasileiros passaram por uma fase de recrutamento. \u201cO plano original era de recrutar aproximadamente 60 mil soldados, mas por conta dos crit\u00e9rios m\u00ednimos que precisavam ser atendidos por parte dos recrutas, muitos eram recusados\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao fim, menos da metade foram aceitos: 25.334, que estavam divididos entre soldados, m\u00e9dicos, t\u00e9cnicos, entre outros. \u201cNo entanto, \u00e9 importante ressaltar que, justamente por esses soldados terem passado pelos r\u00edgidos crit\u00e9rios de recrutamento, eram considerados o que t\u00ednhamos de melhor em termos de material humano para uma guerra em termos de aptid\u00e3o f\u00edsica\u201d, pondera o historiador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Icles<\/strong>\u00a0tamb\u00e9m aponta que os americanos n\u00e3o tinham muito interesse que os brasileiros integrassem suas filas de combatentes, afinal, os Estados Unidos tinham o interesse muito maior no posicionamento geogr\u00e1fico daqui e de do que t\u00ednhamos para oferecer como mat\u00e9ria prima, do que a disponibilidade de combatentes em si. \u201cMas como\u00a0<strong>Vargas<\/strong>\u00a0fazia absoluta quest\u00e3o de enviar tropas, elas foram \u00e0 It\u00e1lia subordinadas ao 5\u00b0 Ex\u00e9rcito dos Estados Unidos\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das principais contribui\u00e7\u00f5es da FEB no conflito se deu durante a conquista do Monte Castello \u2014 j\u00e1 nos \u00faltimos momentos da Guerra. Como explica mat\u00e9ria publicada pela equipe do site\u00a0<a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.uol.com.br\/noticias\/almanaque\/5-curiosidades-sobre-saga-dos-pracinhas-na-segunda-guerra.phtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Aventuras na Hist\u00f3ria<\/a>, o Alto Comando aliado tinha uma meta muito clara em mente: enquanto sovi\u00e9ticos avan\u00e7avam pelo leste europeu, eles queriam conquistar a cidade de Bolonha at\u00e9 o Natal daquele ano de 1944.<\/p>\n<figure class=\"image\" style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/aventurasnahistoria.uol.com.br\/media\/uploads\/segunda_guerra\/feb_no_monte_castello.jpg\" alt=\"\" \/><figcaption>Soldados da For\u00e7a Expedicion\u00e1ria Brasileira em Monte Castello \/ Cr\u00e9dito: Dom\u00ednio P\u00fablico<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">A tomada do territ\u00f3rio, na vis\u00e3o deles, significaria\u00a0manter o inimigo sob press\u00e3o na pen\u00ednsula italiana. Assim, a FEB foi escolhida para ajud\u00e1-los nessa miss\u00e3o. \u201cEmbora n\u00e3o fosse a primeira vez que os brasileiros enfrentassem\u00a0os alem\u00e3es na It\u00e1lia, foi a primeira vez que os brasileiros tiveram tantas baixas em uma batalha t\u00e3o sangrenta.\u00a0Logo, tomar o Monte Castelo era quest\u00e3o de honra, e quando finalmente o monte foi conquistado, os soldados lavaram a alma\u201d, explica\u00a0<strong>Icles<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEstrategicamente, o Monte Castelo era apenas um da cadeia de montes que precisava ser tomada naquele contexto, e a import\u00e2ncia que ele tem na mem\u00f3ria da FEB faz parecer que ele era mais estrategicamente valioso do que realmente era, quando voc\u00ea olha a partir de um panorama mais abrangente. Mas para os brasileiros, foi muito dif\u00edcil, e marcou um ponto de virada entre um certo amadorismo pr\u00e9vio e a transforma\u00e7\u00e3o da FEB em uma for\u00e7a de combatentes experientes\u201d, completa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Rodrigues<\/strong> explica que essa mitifica\u00e7\u00e3o da conquista brasileira ocorreu pelo fato dela ser muito custosa aos\u00a0nossos combatentes, afinal, eles fracassaram quatro vezes entre novembro e dezembro daquele ano antes de conseguirem cumprir sua miss\u00e3o \u2014 algo que lhes custaram in\u00fameras vidas.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Os combatentes e a falta de reconhecimento<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">Duas semanas depois da \u00faltima conquista da FEB no conflito, a guerra na It\u00e1lia chegou ao fim. Em homenagem aos pracinhas brasileiros, o Museu Militar da For\u00e7a Expedicion\u00e1ria Brasileira foi constru\u00eddo no interior de um castelo do s\u00e9culo 12.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo assim, com o passar dos tempos, o brasileiro passou a reconhecer cada vez menos as conquistas de nossos antigos combatentes. \u201cOs governos brasileiros, em geral, nunca deram muita aten\u00e7\u00e3o para os ex-combatentes da FEB. Um ou outro pol\u00edtico podia at\u00e9 instrumentalizar a vit\u00f3ria na It\u00e1lia e o apoio da FEB, mas milhares de febianos precisaram lutar por anos, \u00e0s vezes at\u00e9 d\u00e9cadas para receber benef\u00edcios\u201d, explica o historiador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Icles<\/strong>, por\u00e9m, pondera que isso tamb\u00e9m acontece em diversos outros pa\u00edses, inclusive nos Estados Unidos, onde diversos combatentes passam por enormes dificuldades quando retornam de conflitos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cMas temos que levar em conta que pa\u00edses como os Estados Unidos raramente n\u00e3o est\u00e3o envolvidos com alguma guerra em algum lugar, ou ao menos est\u00e3o sempre a postos para uma. A caracter\u00edstica imperialista dos EUA exige uma cultura de valoriza\u00e7\u00e3o da carreira militar, e isso passa pelos discursos de louvor aos soldados, o famoso \u2018thank\u00a0you\u00a0for\u00a0your\u00a0service\u2019, t\u00e3o usado para com os ex-combatentes dos EUA no cotidiano\u201d, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em contra partida, por aqui, n\u00e3o temos uma cultura de guerra e enfrentamento, muito pelo contr\u00e1rio, nossa fama de hospitalidade e de bom diplomata \u00e9 muito mais forte do que qualquer outra coisa. \u201cTanto que, durante muito tempo, se voc\u00ea fosse olhar as propagandas de recrutamento do Ex\u00e9rcito Brasileiro, elas giravam em torno da ideia de a\u00e7\u00e3o, de que se alistar leva o alistado a um mundo atrativo de a\u00e7\u00e3o e aventura\u201d, diz o historiador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para\u00a0<strong>Icles\u00a0Rodrigues<\/strong>, \u201cs\u00f3 nos \u00faltimos anos \u00e9 que a mem\u00f3ria da FEB come\u00e7ou a ser timidamente usada pelo Ex\u00e9rcito Brasileiro como chamariz, e ainda assim n\u00e3o chega nem perto do que \u00e9 feito nos Estados Unidos\u201d.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em entrevista exclusiva ao site do Aventuras na Hist\u00f3ria, o historiador Icles Rodrigues fala sobre as dificuldades, trocas de interesse e a conquista de Monte Castelo pelos pracinhas<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":356810,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[327,6],"tags":[],"class_list":["post-356809","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-multimidia","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/soldados-brasileiros-na-segunda-guerra.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/356809","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=356809"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/356809\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/356810"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=356809"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=356809"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=356809"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}