{"id":359619,"date":"2021-06-20T10:58:05","date_gmt":"2021-06-20T13:58:05","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=359619"},"modified":"2021-06-20T10:58:05","modified_gmt":"2021-06-20T13:58:05","slug":"sociologa-explica-pobreza-menstrual-uma-das-causas-de-evasao-escolar-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/sociologa-explica-pobreza-menstrual-uma-das-causas-de-evasao-escolar-no-brasil\/","title":{"rendered":"Soci\u00f3loga explica pobreza menstrual, uma das causas de evas\u00e3o escolar no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"col-sm-12 ig-container_headerText\">\n<h2 id=\"noticia-olho\">Gerente t\u00e9cnica de programas da Plan International Brasil afirma que a falta de informa\u00e7\u00f5es na sociedade contribui para o quadro que afeta jovens que menstruam<\/h2>\n<\/div>\n<div class=\"betOrBillboard hstpnetworkads\"><\/div>\n<div id=\"noticia-other\" class=\"noticia-other-ig_V04\">\n<p>Por\u00a0<span id=\"authors-box\"><strong>Clarissa Silva Giaxa<\/strong>\u00a0<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"contentNoticia\">\n<div class=\"main-content\">\n<div class=\"row\">\n<section class=\"noticia col-sm-12 plf-0\">\n<div id=\"noticia\">\n<div class=\"Noticia_Foto\">\n<figure class=\"foto-legenda \">\n<div class=\"foto-legenda-img\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Nicole Campos \u00e9 gerente t\u00e9cnica de programas da Plan International Brasil\" src=\"https:\/\/i0.statig.com.br\/bancodeimagens\/d8\/oc\/q3\/d8ocq30vw5l464jg535u73nkv.jpg\" alt=\"Nicole Campos \u00e9 gerente t\u00e9cnica de programas da Plan International Brasil\" width=\"906\" height=\"509\" \/><\/div><figcaption class=\"foto-legenda-citacao \"><cite>Arquivo pessoal<\/cite><\/p>\n<div class=\"foto-legenda-citacao-text\">Nicole Campos \u00e9 gerente t\u00e9cnica de programas da Plan International Brasil<\/div>\n<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p class=\" \">Segundo um estudo da Unicef, no Brasil, cerca de 713 mil meninas vivem sem acesso a banheiro ou chuveiro em seu domic\u00edlio e mais de 4 milh\u00f5es n\u00e3o t\u00eam acesso a itens m\u00ednimos de cuidados menstruais nas escolas.<\/p>\n<p class=\" \"><a href=\"https:\/\/delas.ig.com.br\/saudedamulher\/2021-02-18\/fluxo-sem-tabu-projeto-criado-por-estudante-quer-ajudar-pessoas-que-menstruam.html\">Um problema que \u00e9 conhecido como pobreza menstrual\u00a0<\/a>e que \u00e9 um dos principais causadores da evas\u00e3o escolar.\u00a0Na \u00faltima segunda-feira (14), o governo de S\u00e3o Paulo anunciou o\u00a0\u00a0<a href=\"https:\/\/economia.ig.com.br\/2021-06-14\/sp-alunas-higiene-menstrual.html\">programa Dignidade \u00cdntima<\/a>\u00a0que prev\u00ea um investimento de R$ 30 milh\u00f5es em produtos de higiene menstrual para alunas da rede estadual.<\/p>\n<div id=\"preAds_ad_mrec_intext\">Continua ap\u00f3s a publicidade<\/div>\n<div class=\"publicidade advertising-box\">\n<div id=\"ad_mrec_intext\" data-google-query-id=\"CPu-2aWupvECFUwFuQYdEyYNYQ\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/21737107378\/IG-PUBLISHER\/ultimosegundo.ig.com.br\/mrec_1__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p class=\" \">Estima-se que, no pa\u00eds, uma em cada quatro meninas tem a vida escolar afetada por conta da falta de acesso a itens b\u00e1sicos de higiene como absorventes, \u00e1gua e sab\u00e3o. Ao longo do ano, elas perdem cerca de 45 dias letivos.<\/p>\n<p>Nicole Campos \u00e9 mestre em Ci\u00eancias Sociais e trabalha como gerente t\u00e9cnica de programas da Plan International Brasil, organiza\u00e7\u00e3o que desde 2010 desenvolve quest\u00f5es de g\u00eanero em projetos pelo pa\u00eds.<\/p>\n<p>Entre eles, o Programa Menstrual de Sa\u00fade que faz parte do projeto \u00c1gua, Saneamento e Higiene que al\u00e9m de\u00a0revitalizar sistemas de \u00e1gua em comunidades do interior do Maranh\u00e3o, distribui absorventes e promove\u00a0oficinas tem\u00e1ticas com as fam\u00edlias.<\/p>\n<p>Em entrevista ao iG, Nicole explicou como a educa\u00e7\u00e3o sexual \u00e9 fundamental no combate \u00e0s desigualdades e \u00e0 pobreza menstrual.<\/p>\n<p><strong>O governador Jo\u00e3o Doria, disse que \u201cAs professoras e diretoras sabem quem precisa ou n\u00e3o precisa de absorventes.\u201d Voc\u00ea acha que, devido o tabu, as professoras diretoras s\u00e3o realmente a melhores pessoas para distribuir os absorventes? N\u00e3o seria melhor que eles fossem disponibilizados amplamente como acontece com preservativos?\u00a0\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Exatamente. Toda vez que a gente pauta o tema da sa\u00fade menstrual e de distribui\u00e7\u00e3o, eu gosto sempre de tra\u00e7ar essa assimetria. O preservativo \u00e9 distribu\u00eddo amplamente, mas no caso da menstrua\u00e7\u00e3o n\u00e3o h\u00e1 escolha, as mulheres simplesmente menstruam. \u00c9 algo que acontece com o nosso corpo, um processo natural e que \u00e9 uma necessidade b\u00e1sica. Ent\u00e3o, absorventes deveriam estar acess\u00edveis para todas n\u00e3o s\u00f3 para algumas.<\/p>\n<p>\u00c9 uma quest\u00e3o muito delicada \u201cescolher\u201d quem vai receber ou n\u00e3o, principalmente porque numa escola p\u00fablica as meninas est\u00e3o mais ou menos no mesmo contexto social. E, de fato, a gente vai ter que pensar em como n\u00e3o expor as meninas, e em uma maneira que n\u00e3o gere conflito.<\/p>\n<p>Quando falamos sore distribui\u00e7\u00e3o gratuita e pol\u00edticas sociais, as pessoas invertem as coisas. Pressup\u00f5e que vai haver fraude caso, por exemplo, o absorvente fique dispon\u00edvel para todas. \u201cPorque uma vai acabar levando para sua irm\u00e3, para a sua m\u00e3e\u201d. Ao inv\u00e9s de se concentrar em uma educa\u00e7\u00e3o para o uso consciente todos acabam sendo penalizados com essa ideia de que algu\u00e9m n\u00e3o vai ser justo.<\/p>\n<p>\u00c9 muito cruel pensar que a gente deixa de atender ou penaliza quem realmente precisa por conta de um pensamento que\u00a0 pode ser superado\u00a0por meio de educa\u00e7\u00e3o e sensibiliza\u00e7\u00e3o. Esse \u00e9 um trabalho que a pr\u00f3pria escola tem que realizar, desenvolvendo mecanismos e metodologias para tratar esse tema com adolescentes e crian\u00e7as.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 um problema f\u00e1cil de ser resolvido, mas eu parto do princ\u00edpio de que os absorventes deveriam ser disponibilizados para todas, assim como os preservativos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A falta de acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pode ser considerada parte da pobreza menstrual, por qu\u00ea?\u00a0\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>N\u00f3s costumamos dizer que a pobreza menstrual se baseia em um trip\u00e9.\u00a0 O primeiro aspecto \u00e9 financeiro e seria a falta de recursos econ\u00f4micos para ter acesso a itens que garantam a higiene menstrual e que permitam que quem menstrua passe por esse per\u00edodo com dignidade sem trazer nenhum risco \u00e0 sua sa\u00fade.<\/p>\n<p>O segundo aspecto tem a ver com infraestrutura e saneamento b\u00e1sico. Faz parte da pobreza menstrual n\u00e3o ter uma infraestrutura adequada como um banheiro em privacidade, com \u00e1gua e sab\u00e3o para fazer a higiene.<\/p>\n<p>E o terceiro aspecto \u00e9 a informa\u00e7\u00e3o, a educa\u00e7\u00e3o sobre o tema. \u00c9 muito importante que as meninas saibam sobre o seu ciclo. N\u00e3o s\u00f3 as meninas, mas os meninos e a sociedade em geral. Se voc\u00ea n\u00e3o educa a popula\u00e7\u00e3o para os temas de menstrua\u00e7\u00e3o, sa\u00fade sexual e sa\u00fade reprodutiva, a menstrua\u00e7\u00e3o continua sendo um tema tabu que n\u00e3o \u00e9 pautado em pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/p>\n<p>Com um projeto como o Dignidade \u00cdntima, do Governo de SP, voc\u00ea consegue resolver parte do problema da pobreza menstrual, porque voc\u00ea est\u00e1 distribuindo absorventes. Mas quando falamos de informa\u00e7\u00e3o, de educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade menstrual, nos perguntamos: esse \u00e9 o melhor m\u00e9todo para aquela menina? Ser\u00e1 que ela se conhece o suficiente para saber que esse \u00e9 o produto adequado para ela?<\/p>\n<p>Ela tem o direito de saber que existem outros produtos e o direito de ter acesso \u00e0quele produto que ela reconhece como sendo o melhor para ela. Al\u00e9m de uma s\u00e9rie de quest\u00f5es que voc\u00ea s\u00f3 consegue pensar e refletir se voc\u00ea tem acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o sobre o tema.<\/p>\n<p><strong>Qual a import\u00e2ncia da educa\u00e7\u00e3o sexual nas escolas p\u00fablicas para o combate \u00e0 pobreza menstrual?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Primeiro, a vis\u00e3o que as pessoas t\u00eam sobre educa\u00e7\u00e3o sexual \u00e9 muito deturpada. As pessoas n\u00e3o conhecem o que \u00e9. Vivemos hoje num contexto de fake news e de informa\u00e7\u00f5es r\u00e1pidas.\u00a0 As pessoas consomem rapidamente as informa\u00e7\u00f5es e pensam que sabem de tudo. Elas n\u00e3o estudam o assunto para poder opinar.<\/p>\n<p>Nesse contexto surgem boatos com o kit gay e a mamadeira de piroca. Se as pessoas vissem como \u00e9 o manual de orienta\u00e7\u00f5es sobre educa\u00e7\u00e3o sexual da UNESCO, um mundo iria se abrir na vida delas.<\/p>\n<p>A recomenda\u00e7\u00e3o do manual \u00e9 a partir dos seis anos. Claro que voc\u00ea n\u00e3o vai falar de sexo com uma crian\u00e7a de seis anos, porque a educa\u00e7\u00e3o sexual integral trabalha e desenvolve habilidades para a vida. Estamos falando de comportamentos, de atitudes, de pr\u00e1ticas e de conhecimento como, por exemplo, saber o que \u00e9 consentimento, ter empatia e respeitar os direitos e os limites dos outros.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o da sa\u00fade menstrual tamb\u00e9m \u00e9 trabalhada na educa\u00e7\u00e3o sexual e quando se fala sobre menstrua\u00e7\u00e3o voc\u00ea tem que falar sobre ov\u00e1rio, \u00fatero, se um \u00f3vulo \u00e9 fecundado ou n\u00e3o. Est\u00e1 tudo interligado.<\/p>\n<p>A educa\u00e7\u00e3o sexual promove autoprote\u00e7\u00e3o. Inclusive, estudos mundiais apontam que, do contr\u00e1rio do que muitos pensam, ela retarda o in\u00edcio da vida sexual. Porque aquele adolescente que tem acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o vai ter mais consci\u00eancia dos riscos envolvidos em uma rela\u00e7\u00e3o sexual.<\/p>\n<p>Quem n\u00e3o conhece, n\u00e3o sabe a dimens\u00e3o e a responsabilidade que \u00e9 voc\u00ea iniciar a sua vida sexual. Quem conhece os riscos, sabe que pode ter contato com uma DST, que pode ser infectado por HIV, que pode engravidar. Sabe que existem m\u00e9todos contraceptivos e quais e quando us\u00e1-los.<\/p>\n<p>Quem n\u00e3o tem o conhecimento, trabalha com mito. Com informa\u00e7\u00f5es que n\u00e3o s\u00e3o apuradas. E assim problemas como a viol\u00eancia sexual e a gravidez precoce se perpetuam.<\/p>\n<p><strong>A menstrua\u00e7\u00e3o \u00e9 muito colocada como um marco que \u201cdefine o fim da inf\u00e2ncia\u201d de uma menina. \u00c9 comum se dizer que ela \u201cvirou mocinha\u201d quando ocorre a menarca (primeira menstrua\u00e7\u00e3o). Isso impacta na vis\u00e3o que as pessoas t\u00eam sobre a menstrua\u00e7\u00e3o e sobre as meninas?<\/strong><\/p>\n<p>Esse \u00e9 um problema gigantesco que vem com desconhecimento. Por que se diz que a menina virou mulher quando ela menstruou? Porque ela j\u00e1 pode engravidar. De fato ela pode engravidar, mas ela ainda est\u00e1 no processo de matura\u00e7\u00e3o sexual. Tanto que uma gravidez at\u00e9 os dezenove anos \u00e9 considerada uma gravidez de risco que pode trazer in\u00fameros problemas que t\u00eam que serem tratados de uma maneira diferente.<\/p>\n<p>\u00c9 uma quest\u00e3o muito complexa dizer que quando uma menina menstrua, ela vira mulher. Sim, ela tem capacidade reprodutiva, mas n\u00e3o deixa de ter os seus direitos como menina estabelecidos no ECA (Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente). De acordo com a Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos da Crian\u00e7a, voc\u00ea \u00e9 crian\u00e7a at\u00e9\u00a0 completar dezoito anos.<\/p>\n<p>Essa vis\u00e3o social \u00e9 muito forte e gera problemas que v\u00e3o al\u00e9m de n\u00e3o tratar uma menina como a crian\u00e7a que ela \u00e9. As meninas passam a ser mais controladas e s\u00e3o obrigadas a amadurecer mais cedo, deixam de brincar, passam a ter mais responsabilidades dom\u00e9sticas e podem casar cedo.<\/p>\n<p>\u00c9 uma forma de perpetuar um sistema que controla a sexualidade da mulher, porque ter esse controle \u00e9 importante para a manuten\u00e7\u00e3o do sistema patriarcal e do machismo.<\/p>\n<p><strong>A pandemia teve muito impacto no aumento da pobreza menstrual e na atua\u00e7\u00e3o dos grupos que ajudam a combat\u00ea-la?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Teve sim, porque a pandemia tamb\u00e9m trouxe uma crise econ\u00f4mica. As fam\u00edlias reduziram a sua renda e absorvente n\u00e3o \u00e9 considerado um item b\u00e1sico. As pessoas tiveram que garantir mais comida do que outras coisas e isso com certeza impactou muitas meninas. Aqui na Plan uma das a\u00e7\u00f5es que realizamos foi a distribui\u00e7\u00e3o de absorventes junto dos itens de higiene da cesta b\u00e1sica.<\/p>\n<p>Outra coisa que gerou impacto foi a falta de aulas de biologia. Muitas meninas deixaram de ir \u00e0 escola e n\u00e3o tiveram condi\u00e7\u00f5es de ter uma aula on-line. Mesmo que n\u00e3o seja dentro de uma sistem\u00e1tica de educa\u00e7\u00e3o sexual integral, as crian\u00e7as t\u00eam contato com esse tipo de informa\u00e7\u00e3o quando est\u00e3o\u00a0 estudando o sistema reprodutivo em biologia.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a diminui\u00e7\u00e3o do atendimento nos centros de sa\u00fade, centros comunit\u00e1rios e unidades b\u00e1sicas de sa\u00fade tamb\u00e9m gerou impacto negativo na pobreza menstrual, porque s\u00e3o lugares primordiais para buscar preven\u00e7\u00e3o, informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Qual a import\u00e2ncia de educa\u00e7\u00e3o menstrual pras pessoas que n\u00e3o menstruam?\u00a0<\/strong><\/p>\n<div id=\"preAds_ad_mrec_intext3\">Continua ap\u00f3s a publicidade<\/div>\n<p>Geralmente a menstrua\u00e7\u00e3o est\u00e1 associada ao mundo das mulheres e vivemos em uma sociedade com muita desigualdade de g\u00eanero. Para que a gente possa superar essas desigualdades, precisamos falar sobre temas que afetam a vida das mulheres. E com isso n\u00e3o quero dizer que s\u00f3 mulheres cisg\u00eanero menstruam, tamb\u00e9m temos homens trans, pessoas n\u00e3o bin\u00e1rias e de outras identidades que tamb\u00e9m menstruam.<\/p>\n<p>Para superar as desigualdades, precisamos falar sobre o assunto inclusive com as pessoas que n\u00e3o menstruam. Todas as pessoas t\u00eam que ser aliadas para que uma transforma\u00e7\u00e3o social ocorra.<\/p>\n<p class=\"\">\u00c9 muito necess\u00e1rio que se amplie o debate. A partir do momento em que o ciclo menstrual \u00e9 trabalhado com os meninos ampliamos o conhecimento dele sobre o sistema reprodutivo. E a\u00ed conseguimos levar informa\u00e7\u00e3o sobre m\u00e9todos para evitar uma gravidez, porque sabemos que a responsabilidade sobre a gravidez n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 das meninas e das mulheres, mas tamb\u00e9m dos homens.<\/p>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gerente t\u00e9cnica de programas da Plan International Brasil afirma que a falta de informa\u00e7\u00f5es na sociedade contribui para o quadro que afeta jovens que menstruam<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":359620,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1175,6],"tags":[],"class_list":["post-359619","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-educacao","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/sociologa.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/359619","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=359619"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/359619\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/359620"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=359619"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=359619"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=359619"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}