{"id":362516,"date":"2021-07-23T09:51:58","date_gmt":"2021-07-23T12:51:58","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=362516"},"modified":"2021-07-23T09:53:24","modified_gmt":"2021-07-23T12:53:24","slug":"abate-de-jumentos-cresce-8-000-no-brasil-e-ja-ameaca-a-especie","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/abate-de-jumentos-cresce-8-000-no-brasil-e-ja-ameaca-a-especie\/","title":{"rendered":"Abate de jumentos cresce 8.000% no Brasil e j\u00e1 amea\u00e7a a esp\u00e9cie"},"content":{"rendered":"<header class=\"rf-page-header\">\n<div class=\"rf-container\">\n<h1 class=\"rf-page-title\"><\/h1>\n<p class=\"rf-page-resume\"><strong>De 2015 para c\u00e1, quase 92 mil desses animais foram destinados ao mercado legal e ilegal de pele. Especialistas alertam para possibilidade de extin\u00e7\u00e3o de um dos s\u00edmbolos da fauna brasileira<\/strong><\/p>\n<div class=\"rf-data\">\n<div class=\"rf-author-block\">Por\u00a0<a class=\"rf-author-name\" href=\"https:\/\/revistaforum.com.br\/author\/henriquerodrigues\/\">Henrique Rodrigues<\/a><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"rf-container rf-grid-sidebar rf-main-section\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure class=\"rf-single-featured-image\"><img decoding=\"async\" class=\"rf-image\" title=\"\" src=\"https:\/\/cdn.revistaforum.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/gettyimages-1208383046-.jpg\" srcset=\"https:\/\/cdn.revistaforum.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/gettyimages-1208383046--300x199.jpg 300w, https:\/\/cdn.revistaforum.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/gettyimages-1208383046--1024x680.jpg 1024w, https:\/\/cdn.revistaforum.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/gettyimages-1208383046--768x510.jpg 768w, https:\/\/cdn.revistaforum.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/gettyimages-1208383046-.jpg 1200w\" alt=\"\" width=\"\" height=\"\" data-src=\"\" \/><figcaption class=\"rf-caption-text\">Foto: Getty Images<\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"rf-post-detail\">\n<p>O abate de jumentos, animal com grande valor cultural para o Brasil, cresceu 8.000% de 2015 para c\u00e1, per\u00edodo em que foram registradas 91.645 mortes desse tipo de equ\u00eddeo no pa\u00eds. A cifra, segundo especialistas, \u00e9 muito elevada e pode levar \u00e0 extin\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie, muito comum nos sert\u00f5es brasileiros.<\/p>\n<p>No caso dos jumentos, \u00e9 a pele que tem grande valor comercial, movimentando um mercado (legal e ilegal) milion\u00e1rio, sobretudo para exporta\u00e7\u00f5es. No Brasil, a atividade j\u00e1 era legalizada, mas passou a contar com um arcabou\u00e7o legal bem mais amplo a partir de 2017, quando um decreto ordenou de forma mais clara esse tipo de abate no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Para se ter uma ideia do crescimento desse mercado, de 2010 a 2014 aproximadamente 1.000 jumentos foram mortos e destinados a esse fim, um n\u00famero contrastante quando olhamos para os quase 92 mil registrados no per\u00edodo mais recente.<\/p>\n<div class=\"code-block code-block-center code-block-21 ai-viewport-1 ai-viewport-2\">\n<div class=\"ad-box w728\">\n<div id=\"div-gpt-ad-1597965191190-0\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Pesquisadores da Faculdade de Medicina Veterin\u00e1ria e Zootecnia (FMVZ) da USP, que trabalham o manejo e o bem-estar desses animais, em artigo publicado numa edi\u00e7\u00e3o especial do\u00a0<em>Brazilian Journal of Veterinary Research and Animal Science<\/em>, explicaram que, nessa velocidade, ser\u00e1 inevit\u00e1vel a extin\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie, uma vez que os jumentos est\u00e3o sendo mortos numa marcha muito maior do o tempo de reprodu\u00e7\u00e3o dele.<\/p>\n<p>O \u00faltimo censo do tipo, datado de uma d\u00e9cada, aponta para um n\u00famero de aproximadamente 400 mil jumentos no Brasil, mas esse n\u00famero vem apresentando uma dr\u00e1stica redu\u00e7\u00e3o. O ritmo intenso \u00e9 para alimentar um mercado encabe\u00e7ado por na\u00e7\u00f5es como It\u00e1lia, Portugal, Hong Kong, Espanha e China, que antes dos explosivos indicadores registrados de 2015 para c\u00e1 j\u00e1 compravam 7.354 toneladas da pele do animal.<\/p>\n<p>Por ser um tipo de com\u00e9rcio que envolve pr\u00e1ticas ilegais e criminosas, \u00e9 muito dif\u00edcil ter estat\u00edsticas precisas sobre o tema. No Brasil, pelo menos, os indicadores s\u00e3o mais confi\u00e1veis, uma vez que esse animal est\u00e1 restrito a regi\u00f5es geogr\u00e1ficas espec\u00edficas e sujeito a uma forte fiscaliza\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os sanit\u00e1rios e de meio ambiente.<\/p>\n<div class=\"code-block code-block-center code-block-22 ai-viewport-1 ai-viewport-2\">\n<div class=\"ad-box w728\">\n<div id=\"div-gpt-ad-1597965255820-0\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>A Bahia \u00e9 o estado que registra os maiores \u00edndices de abate de jumentos no pa\u00eds. S\u00f3 no per\u00edodo de 2017 a 2019 foram registrados legalmente o abate de 84.112 desses bichos, embora autoridades alertem para uma poss\u00edvel expans\u00e3o ilegal da atividade, visto os altos lucros com o com\u00e9rcio de peles. Por l\u00e1, n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil encontrar jumentos sendo oferecidos aos abatedouros pelo valor irris\u00f3rio de R$ 30.<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De 2015 para c\u00e1, quase 92 mil desses animais foram destinados ao mercado legal e ilegal de pele. 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