{"id":36394,"date":"2014-01-06T04:25:28","date_gmt":"2014-01-06T07:25:28","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=36394"},"modified":"2014-01-06T04:25:28","modified_gmt":"2014-01-06T07:25:28","slug":"corte-da-receita-deve-aumentar-em-40","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/corte-da-receita-deve-aumentar-em-40\/","title":{"rendered":"Corte da Receita deve aumentar em 40%"},"content":{"rendered":"<div id=\"share1\" style=\"text-align: justify;\">\n<p><span style=\"color: #0000ee;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<ul>\n<li>\n<div><\/div>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<div id=\"metadata\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>MARTHA BECK<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"article-body\" style=\"text-align: justify;\">\n<div>\n<div>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\nInvestimentos na melhoria de infraestrutura de atendimento na Ponte da Amizade, que liga Foz do Igua\u00e7u a Ciudad del Este, foram prejudicados\nFoto: Marco Ant\u00f4nio Teixeira\/Arquivo\" src=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/in\/11216746-a41-811\/FT500A\/2009-288980252-2009072677984.jpg_20090726.jpg\" width=\"500\" height=\"375\" \/><figcaption>Investimentos na melhoria de infraestrutura de atendimento na Ponte da Amizade, que liga Foz do Igua\u00e7u a Ciudad del Este, foram prejudicados\u00a0Marco Ant\u00f4nio Teixeira\/Arquivo<\/p>\n<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<p>Contrabandistas est\u00e3o se aproveitando das dificuldades da Receita Federal na fiscaliza\u00e7\u00e3o das fronteiras para ingressar com mais mercadorias ilegais no pa\u00eds. Os pr\u00f3prios auditores admitem que a redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de opera\u00e7\u00f5es de controle deve resultar num aumento de cerca de 40% no volume de contrabando que ingressou no pa\u00eds em 2013. Entre esses produtos est\u00e3o cigarros, equipamentos eletroeletr\u00f4nicos, roupas, acess\u00f3rios como \u00f3culos e rel\u00f3gios, al\u00e9m de brinquedos e at\u00e9 medicamentos.<\/p>\n<p>Segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores da Receita Federal (Sindifisco Nacional), Pedro Delarue, a ind\u00fastria nacional enfrentou no \u00faltimo Natal concorr\u00eancia desleal de mercadorias de baixa qualidade.<\/p>\n<p>Delarue destaca que o corte que a equipe econ\u00f4mica fez no Or\u00e7amento Federal para conseguir fechar as contas \u00e9 o maior respons\u00e1vel pelos problemas na fiscaliza\u00e7\u00e3o em 2013. Na Receita, houve redu\u00e7\u00e3o de gastos com combust\u00edveis, al\u00e9m de passagens e di\u00e1rias para os fiscais que s\u00e3o deslocados de suas bases para \u00e1reas de fronteira. Assim, apenas 60% das opera\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o programadas foram realizadas.<\/p>\n<p>A Receita estimava que seriam necess\u00e1rios R$ 80 milh\u00f5es para essa atividade em 2013, mas s\u00f3 foram liberados R$ 52 milh\u00f5es. Delarue destaca ainda que a execu\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria da Receita em 2013 ser\u00e1 a mais baixa dos \u00faltimos seis anos, ficando em R$ 1,2 bilh\u00e3o. No ano passado, por exemplo, a execu\u00e7\u00e3o foi de R$ 1,74 bilh\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que vai ingressar mais contrabando no Brasil &#8211; afirma o presidente do Sindifisco.<\/p>\n<p><strong>Volume menor de apreens\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>O GLOBO conversou com auditores que atuam no Paran\u00e1, por onde entra no pa\u00eds boa parte das mercadorias ilegais vindas do Paraguai. Sob a condi\u00e7\u00e3o de anonimato, eles relataram que uma das opera\u00e7\u00f5es mais prejudicadas este ano foi a Fronteira Blindada, que faz parte do Plano Estrat\u00e9gico de Fronteiras do governo federal.<\/p>\n<p>&#8211; A Fronteira Blindada depende do envio de servidores de outras unidades para ser realizada. Mas, por causa dos problemas com di\u00e1rias e passagens, ela acabou sendo prejudicada. No segundo semestre, houve um m\u00eas em que a opera\u00e7\u00e3o ficou totalmente parada &#8211; afirma um auditor.<\/p>\n<p>Os cortes tamb\u00e9m afetaram investimentos na melhoria da infraestrutura de atendimento da Receita. Assim, postos importantes da Receita como a unidade na Ponte da Amizade, que liga Foz do Igua\u00e7u a Ciudad del Este, no Paraguai, foram prejudicados.<\/p>\n<p>&#8211; A ponte tem cerca de 20 c\u00e2meras para monitorar o fluxo de viajantes, mas v\u00e1rias est\u00e3o quebradas. Houve alguns dias em que apenas duas ou tr\u00eas estavam funcionando para monitorar um fluxo de 70 mil pessoas que passam por ali todos os dias &#8211; afirma outro auditor da Receita Federal.<\/p>\n<p>Os auditores dizem que os pr\u00f3prios contrabandistas j\u00e1 se programam para se beneficiar das dificuldades da Receita. Eles t\u00eam olheiros que observam se todos os pontos de controle do Fisco est\u00e3o funcionando. Como a Receita trabalha com sistema de amostragem, quando o controle \u00e9 menor, fica mais f\u00e1cil a passagem de mais mercadorias.<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio secret\u00e1rio da Receita, Carlos Alberto Barreto, j\u00e1 admitiu que os resultados da fiscaliza\u00e7\u00e3o aduaneira em 2013 ficar\u00e3o aqu\u00e9m das metas fixadas no in\u00edcio do ano passado e que \u00e9 poss\u00edvel que mais produtos ilegais tenham ingressado no pa\u00eds. Tanto que, pelas contas do Fisco, o total das apreens\u00f5es de mercadorias ilegais de 2013 deve chegar a R$ 1,7 bilh\u00e3o, valor menor que o registrado em 2012, quando o total somou R$ 2 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>O assessor econ\u00f4mico da Fecom\u00e9rcio SP, Altamiro Carvalho, afirma que as apreens\u00f5es da Receita Federal representam muito pouco do total de mercadorias ilegais que ingressam no Brasil todos os anos. Segundo ele, o com\u00e9rcio varejista movimenta anualmente cerca de R$ 1,5 trilh\u00e3o, mas o mercado ilegal \u00e9 ainda maior:<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o existem n\u00famero dispon\u00edveis para mensurar o tamanho de mercado, mas ele \u00e9 maior que o formal &#8211; afirma Carvalho. &#8211; Al\u00e9m disso, a cada ano, as apreens\u00f5es da Receita Federal crescem numa propor\u00e7\u00e3o menor do que se expande o mercado ilegal no Brasil. O preju\u00edzo que ele causa ao pa\u00eds \u00e9 incalcul\u00e1vel.<\/p>\n<p>O assessor da Fecom\u00e9rcio destaca ainda que os danos causados pela entrada ilegal de mercadorias no mercado nacional v\u00e3o al\u00e9m dos preju\u00edzos \u00e0 ind\u00fastria nacional. Carvalho lembra que muitos desses produtos representam riscos graves \u00e0 sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o, como \u00e9 o caso de cigarros, cosm\u00e9ticos e medicamentos.<\/p>\n<p>Fonte: O Globo<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Contrabandistas est\u00e3o se aproveitando das dificuldades da Receita Federal na fiscaliza\u00e7\u00e3o das fronteiras para ingressar com mais mercadorias ilegais no pa\u00eds. Os pr\u00f3prios auditores admitem que a redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de opera\u00e7\u00f5es de controle deve resultar num aumento de cerca de 40% no volume de contrabando que ingressou no pa\u00eds em 2013. 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