{"id":364024,"date":"2021-08-09T04:26:57","date_gmt":"2021-08-09T07:26:57","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=364024"},"modified":"2021-08-09T04:26:57","modified_gmt":"2021-08-09T07:26:57","slug":"na-bahia-quase-100-mil-criancas-foram-registradas-sem-pai-nos-ultimos-dez-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/na-bahia-quase-100-mil-criancas-foram-registradas-sem-pai-nos-ultimos-dez-anos\/","title":{"rendered":"Na Bahia, quase 100 mil crian\u00e7as foram registradas sem pai nos \u00faltimos dez anos"},"content":{"rendered":"<div class=\"row visible-lg\">\n<div class=\"col-xs-12\">\n<div class=\"noticias-single__tags\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12 col-lg-3\">\n<div class=\"noticias-single__meta\">\n<div class=\"noticias-single__author\">\n<div>Hilza Cordeiro<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"noticias-single__content-area__left\">\n<div class=\"col-xs-12 col-lg-12 col-md-12 \">\n<div id=\"CW3677\" class=\"publicidade publicidade-responsive1  \">\n<div id=\"minhabahia_300x250_02\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"col-xs-12 col-lg-9\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12\">\n<div class=\"noticias-single__image\"><picture class=\"noticias-single__picture\"><source srcset=\"https:\/\/correio-cdn1.cworks.cloud\/fileadmin\/_processed_\/7\/e\/csm_boy-sitting-on-a-table-looking-down-down_f943bc561f.jpg\" media=\"(min-width: 420px)\" \/><img decoding=\"async\" class=\"noticias-single__image-source\" src=\"https:\/\/correio-cdn2.cworks.cloud\/fileadmin\/_processed_\/7\/e\/csm_boy-sitting-on-a-table-looking-down-down_912733d075.jpg\" alt=\"Na Bahia, quase 100 mil crian\u00e7as foram registradas sem pai nos \u00faltimos dez anos\" \/><\/picture><span class=\"noticias-single__image-caption\">(Foto: Jeswin\/Freepik)<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"col-xs-12 noticias-single__stick-parent\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12 col-md-7 col-lg-7\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12\">\n<h1 class=\"noticias-single__title noticias-single__title--desktop noticias-single__title--with-image visible visible-lg\"><\/h1>\n<div class=\"noticias-single__description visible-lg\"><strong>Dia dos Pais, para alguns, \u00e9 Dia da Aus\u00eancia. Esse drama \u00e9 sentido cedo, sobretudo na fase escolar, quando a crian\u00e7a se percebe diante dos demais<\/strong><\/div>\n<div class=\"noticias-single__content-area noticias-single__content-area--before-content\">\n<p class=\"chamada-assinatura\">\n<\/div>\n<div class=\"noticias-single__content is-blocked\">\n<div class=\"noticias-single__content__text js-mediator-article\">\n<p class=\"bodytext\">\u201cN\u00e3o consta\u201d. \u00c9 essa a frase que os cart\u00f3rios registraram, no campo do nome do pai, nas certid\u00f5es de nascimento de quase 100 mil crian\u00e7as nascidas na Bahia s\u00f3 nos \u00faltimos dez anos. Essa aus\u00eancia paterna \u00e9 causadora de marcas profundas na vida destas pessoas e, para boa parte delas, o abandono come\u00e7a a ser melhor percebido e questionado durante a fase da escola, quando datas como o Dia dos Pais viram um trauma.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">No per\u00edodo citado, o exato n\u00famero de crian\u00e7as baianas registradas sem o nome do genitor foi de 99.412 e chega pr\u00f3ximo ao da popula\u00e7\u00e3o da cidade de Santo Ant\u00f4nio de Jesus, 17\u00aa maior do estado, segundo dados compilados pela Associa\u00e7\u00e3o dos Registradores Civis das Pessoas Naturais da Bahia (Arpen-BA), a pedido do CORREIO.<\/p>\n<div class=\"single-publicidade\">\n<div id=\"minhabahia_300x250_01\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/44585206\/c24h_minhabahia_300x250_01_0__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p class=\"bodytext\">As crian\u00e7as nascidas em 2011, hoje com 10 anos, podem estar sem reconhecimento de paternidade at\u00e9 os dias atuais. E esses mesmos dados revelam ainda outra face cruel da neglig\u00eancia: s\u00e3o tamb\u00e9m quase 100 mil m\u00e3es solo na Bahia, na \u00faltima d\u00e9cada, que est\u00e3o por a\u00ed carregando as responsabilidades, muitas vezes sozinhas. S\u00f3 nos anos da pandemia, portanto de\u00a02020 at\u00e9 agora em 2021, j\u00e1 s\u00e3o 19,2 mil crian\u00e7as sem pai na certid\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Criado por um publicit\u00e1rio como forma de estimular o com\u00e9rcio no Brasil, o Dia dos Pais \u00e9 motivo de choro para muita gente. O drama e desconforto t\u00eam tamanha intensidade que o tema virou discuss\u00e3o em boa parte dos col\u00e9gios \u2014 que se viram diante da necessidade de repensar essas celebra\u00e7\u00f5es para faz\u00ea-las mais acolhedoras.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">N\u00e3o h\u00e1 consenso, mas em geral, a aposta tem sido festejar o Dia da Fam\u00edlia na Escola, data criada h\u00e1 duas d\u00e9cadas pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, e que vem,\u00a0aos poucos, sendo incorporada aos calend\u00e1rios das institui\u00e7\u00f5es de ensino.<\/p>\n<div class=\"single-publicidade\">\n<div id=\"div-gpt-ad-1558981264142-0\"><\/div>\n<\/div>\n<p class=\"bodytext\">Em seu escrit\u00f3rio, na escuta di\u00e1ria de m\u00e3es solo cujos ex-parceiros abandonaram seus filhos e filhas, a advogada Mariana Regis, especialista em Direito da Fam\u00edlia, recebe relatos de como a ang\u00fastia pelo abandono paterno se manifesta nestas crian\u00e7as nas semanas que antecedem a comemora\u00e7\u00e3o do Dia dos Pais, quando as escolas prop\u00f5em confeccionar presentes ou ensaiar apresenta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">\u201cA crian\u00e7a sabe que n\u00e3o ter\u00e1 destinat\u00e1rio para aquele presente e outras n\u00e3o sabem se o pai ir\u00e1 aparecer no dia, gerando ansiedade nelas\u201d, conta.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Diretora pedag\u00f3gica da Escola Lua Nova, na Pituba, Walkyria Rodamilans conta que, nos mais de 36 anos de exist\u00eancia da unidade, nunca houve uma festa para comemora\u00e7\u00e3o do Dia dos Pais. Por perceber que as fam\u00edlias respons\u00e1veis pelos alunos t\u00eam organiza\u00e7\u00f5es diversas \u2014 av\u00f4s, tias, duas m\u00e3es, dois pais, m\u00e3e sozinha ou pai sozinho \u2014 a escola optou por ter uma programa\u00e7\u00e3o festiva apenas para o Dia da Fam\u00edlia.<\/p>\n<div class=\"single-publicidade\">\n<div id=\"div-gpt-ad-1558981401166-0\"><\/div>\n<\/div>\n<p class=\"bodytext\">No entanto, por decis\u00e3o coletiva, a data paterna n\u00e3o \u00e9 negada. Na escolinha, ela n\u00e3o chega a passar em branco, h\u00e1 um di\u00e1logo sobre a sua representatividade cultural. Na v\u00e9spera, alunos maiores, do ensino fundamental, s\u00e3o incentivados a escrever cartinhas para entregar aos pais ou a quem cuida deles. Os pequenininhos n\u00e3o chegam a produzir cart\u00f5es, mas participam da homenagem e a conversa sobre esse dia \u00e9 mediada pelos professores.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">\u201cN\u00f3s falamos para eles: \u2018Olha, na sociedade existe essa data e se comemora\u2019, e contamos sobre a cria\u00e7\u00e3o dela ligada ao consumo. A gente n\u00e3o retira o lugar de quem exerce essa fun\u00e7\u00e3o. \u00c9 delicado negar e o que a gente prop\u00f5e \u00e9 o inverso, \u00e9 incluir. O cart\u00e3o pode ser entregue para os pais e v\u00e1rias outras pessoas\u201d, diz.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">No papo com os estudantes, a institui\u00e7\u00e3o prop\u00f5e dar o nome \u00e0s coisas, com express\u00f5es como \u2018tem pai que n\u00e3o mora conosco, tem pai que j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 mais com a gente\u2019. \u201cA vida da gente \u00e9 feita da falta de muitas coisas. A crian\u00e7a tamb\u00e9m vai conviver com faltas e o que oferecemos \u00e9 suporte para que ela ressignifique o que vive. N\u00e3o \u00e9 sobre aceitar com naturaliza\u00e7\u00e3o [o abandono], mas se abrir\u201d, completa ela.<\/p>\n<div class=\"single-publicidade\">\n<div id=\"div-gpt-ad-1558985512674-0\"><\/div>\n<\/div>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Rastros do abandono: do ber\u00e7o at\u00e9 hoje<\/strong><\/p>\n<p class=\"bodytext\">Quando tinha apenas dois anos, Paula de Jesus perdeu o pai. Criada apenas pela m\u00e3e, ela cresceu ouvindo como ele foi um homem violento. Embora tivesse o nome dele registrado nos documentos, isso n\u00e3o foi suficiente para que ela e suas quatro irm\u00e3s pudessem ser dignas de cuidado paterno. Um dia, a m\u00e3e dela precisou fugir, mudou-se para S\u00e3o Paulo para n\u00e3o mais apanhar e tentar ganhar dinheiro para comprar a casa pr\u00f3pria.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">\u201cFoi quando ela recebeu a not\u00edcia de que ele foi assassinado. Eu e minhas irm\u00e3s crescemos vendo m\u00faltiplas viol\u00eancias e escassez de alimentos, mas minha m\u00e3e nunca nos abandonou e esteve do nosso lado, mesmo abdicando da sua felicidade. O sofrimento da minha m\u00e3e ainda est\u00e1 estampado no rosto dela e isso me impede de sentir saudades daquele pai, mas sinto falta da presen\u00e7a de um verdadeiro pai\u201d, conta ela.<\/p>\n<div class=\"single-publicidade\">\n<div id=\"div-gpt-ad-1563386375579-0\"><\/div>\n<\/div>\n<p class=\"bodytext\">O pai dela era motorista de \u00f4nibus e foi morto a tiros, supostamente pelo marido da mulher casada com quem se envolveu. Hoje, vivendo um segundo casamento, Paula conta que acompanha de perto como a aus\u00eancia da figura paterna tamb\u00e9m \u00e9 um drama para a filha dela, atualmente com 18 anos. Ela diz que, por mais que o pai da jovem seja presente, \u00e9 dif\u00edcil processar a falta do conv\u00edvio di\u00e1rio.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">\u201cEla sofre muito desde pequena, demonstra em suas atitudes a falta que ele faz. Desde crian\u00e7a, ela se isolava, n\u00e3o queria participar de eventos na escola, teve depress\u00e3o, tentou suic\u00eddio. At\u00e9 hoje, ela n\u00e3o consegue aceitar a dist\u00e2ncia. Vejo que ela consegue assimilar melhor tudo o que aconteceu porque agora j\u00e1 sabe tudo que passamos, o que fez eu me separar e, por me amar, sabe que essa foi a melhor decis\u00e3o\u201d, diz a m\u00e3e.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">O ciclo de Paula \u00e9 parte desse abandono paterno. A conduta do pai dela gerou danos \u00e0 fam\u00edlia. \u201cO dano \u00e9 extens\u00edvel \u00e0s m\u00e3es, que sofrem n\u00e3o apenas a sobrecarga material, mas sofrem emocionalmente junto com seus filhos e filhas, n\u00e3o raro se sentindo culpadas por terem escolhido este pai para os filhos\u201d, destaca Regis.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>An\u00e1lise do contexto<\/strong><\/p>\n<p class=\"bodytext\">Para entender o contexto familiar, o Col\u00e9gio Villa Global Education instituiu o que chamam de Programa de Acolhimento, uma infraestrutura de profissionais que atuam desde o dia da matr\u00edcula, com entrevista que consiste em perguntas a fim de conhecer a hist\u00f3ria de como a crian\u00e7a nasceu e quem cuida dela, justamente para saber lidar com as situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Por l\u00e1, s\u00f3 h\u00e1 import\u00e2ncia festiva para o Dia da Fam\u00edlia, quando todos os alunos, do ensino infantil ao m\u00e9dio junto com seus parentes, se re\u00fanem. A data conta com palestras, jogos e oficinas, estas ministradas pelos pr\u00f3prios respons\u00e1veis \u2014 como um pai que \u00e9 nutricionista e ensina todo mundo a fazer um bolo de chocolate, por exemplo.<\/p>\n<p>A ideia \u00e9 uma forma de fortalecer v\u00ednculos familiares, estimular o respeito m\u00fatuo e o conv\u00edvio social, afirma B\u00e1rbara Cana Brasil, diretora da unidade do Litoral Norte.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">No Dia dos Pais ou Dia das M\u00e3es, a escola apenas publica cards em suas redes sociais, de forma mais institucional, a fim de dizer que acredita e valoriza esses pap\u00e9is, dedicando a mensagem diretamente a eles, sem necessidade de intermedia\u00e7\u00e3o com os alunos. Mas, se em datas comemorativas como essas, eventualmente, algum desconforto \u00e9 captado pelos docentes, o Programa de Acolhimento \u00e9 acionado para dar colo e escuta \u00e0 crian\u00e7a.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Al\u00e9m disso, como casos de poss\u00edveis conflitos familiares podem ficar transparentes atrav\u00e9s de comportamentos dos estudantes, a escola diz que, ao notar, chama os respons\u00e1veis para uma conversa. &#8220;Porque nosso papel \u00e9 formar crian\u00e7as fortes e felizes&#8221;, diz Cana Brasil.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>O lado do pai ativista<\/strong><\/p>\n<p class=\"bodytext\">Criador da plataforma de discuss\u00e3o chamada Abandono Afetivo e autor do livro \u201cM\u00e3e, cad\u00ea meu pai?\u201d, o advogado Charles Bicca adianta que essas decis\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o do Dia dos Pais n\u00e3o surgiram do nada na cabe\u00e7a das escolas. A prefer\u00eancia pela festa do Dia da Fam\u00edlia veio, principalmente, a partir dos desabafos de m\u00e3es.<\/p>\n<p>Estudioso do tema, ele lembra que o abandono paterno est\u00e1 presente nos prim\u00f3rdios das sociedades, percept\u00edvel em hist\u00f3rias mitol\u00f3gicas gregas como a do deus Urano, genitor dos Tit\u00e3s e ciclopes. \u201cEnt\u00e3o, existe desde o in\u00edcio do mundo, \u00e9 uma cultura arraigada que estamos caminhando para mudar\u201d, diz ele, que \u00e9 pai de Isabela e Charles.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Para Bicca, o movimento segue na dire\u00e7\u00e3o de incentivar uma paternidade mais respons\u00e1vel e, ao seu ver, retirar ou fingir a n\u00e3o exist\u00eancia do Dia dos Pais n\u00e3o contribui para isso. Ele diz que, h\u00e1 cerca de uma d\u00e9cada, conversa com m\u00e3es do grupo que criou no Facebook \u2014 com mais de 15,4 mil membros \u2014 e o que se comenta por l\u00e1 \u00e9 que uma boa mudan\u00e7a j\u00e1 est\u00e1 em curso: cada vez mais, os pais t\u00eam se mostrado melhores na forma\u00e7\u00e3o de v\u00ednculos e na presen\u00e7a participativa nos col\u00e9gios dos filhos.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">\u201cPara mim, suprimir completamente o Dia dos Pais porque uma parcela de irrespons\u00e1veis n\u00e3o cumpre seu dever, n\u00e3o \u00e9 algo que acho razo\u00e1vel. Vamos mudando o mundo, mas respeitando o que deu certo na figura do pai. N\u00e3o d\u00e1 para deixar de prestigiar essas pessoas. Curto essas celebra\u00e7\u00f5es, desde que bem conduzidas\u201d, argumenta.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Para ele, as comemora\u00e7\u00f5es podem ser feitas incluindo forte teor de carinho e informa\u00e7\u00e3o na conversa. \u201cNeste dia, pode-se dizer: \u2018Olha, esse presentinho pode ser entregue para quem cuida de voc\u00ea\u2019. N\u00e3o tem que ser uma coisa \u2018Quem tem pai levanta a m\u00e3o, quem n\u00e3o tem senta ali do lado\u2019. Neste dia, penso ser importante discutir som eles sobre a import\u00e2ncia do pai respons\u00e1vel\u201d, diz.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">O tema \u00e9 parte de um enorme problema brasileiro e, dentro e fora da escola, a crian\u00e7a tamb\u00e9m vai se deparar com ele. H\u00e1 cinco anos, uma em cada cinco fam\u00edlias em Salvador e Regi\u00e3o Metropolitana, era chefiada por m\u00e3e solo \u2014 o maior percentual do pa\u00eds, segundo pesquisa do IBGE.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Bicca acredita que a primeira provid\u00eancia \u00e9 parar de naturalizar o pai que abandona o filho. N\u00e3o \u00e9 um tema a ser deixado para l\u00e1. Para ele, as escolas podem discutir internamente o que melhor se aplica para sua comunidade, buscando adotar uma din\u00e2mica de celebra\u00e7\u00e3o que n\u00e3o gere constrangimento.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma realidade que n\u00e3o podemos fechar os olhos. Ainda vamos discutir muito sobre isso, mas, enquanto pai, o que posso dizer \u00e9 que quando chega esse domingo, fico na ansiedade de receber um desenho dos meus filhos\u201d.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>RECONHECIMENTO GRATUITO DE PATERNIDADE<\/strong><\/p>\n<p class=\"bodytext\">Desde 2007, a Defensoria P\u00fablica da Bahia disponibiliza teste de DNA gratuito para os pais que desejam dar o passo de reconhecimento da paternidade. Entre os dias 9 e 20 de agosto, o \u00f3rg\u00e3o voltar\u00e1 com o programa. Da cria\u00e7\u00e3o da iniciativa at\u00e9 o ano de 2019, mais de 20,5 mil exames de DNA foram feitos na Bahia.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">1.\u00a0<strong>Entre em contato por telefone<\/strong><br \/>\nPara solicitar, basta entrar em contato pelo n\u00famero (71) 99104-2907<\/p>\n<p>2.\u00a0<strong>Agende o dia e o local do exame<\/strong><br \/>\nCombine quando deseja fazer e pe\u00e7a ajuda com prov\u00e1veis d\u00favidas. Para participar, \u00e9 necess\u00e1rio morar em Salvador ou na Regi\u00e3o Metropolitana<\/p>\n<p>3.\u00a0<strong>Re\u00fana documentos<\/strong><br \/>\nBasta apresentar RG, CPF, comprovantes de resid\u00eancia seu e da m\u00e3e e tamb\u00e9m certid\u00e3o de nascimento do filho ou filha<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>5 equ\u00edvocos comuns na celebra\u00e7\u00e3o do Dia dos Pais nas escolas<\/strong><br \/>\n<em>Fonte: Associa\u00e7\u00e3o Nova Escola<\/em><\/p>\n<p class=\"bodytext\">1. Obrigar todos os alunos a participarem, provocando constrangimento<\/p>\n<p class=\"bodytext\">2. Colocar foco no presente para uma determinada pessoa e n\u00e3o na vincula\u00e7\u00e3o da atividade com um conte\u00fado do curr\u00edculo escolar<\/p>\n<p class=\"bodytext\">3. N\u00e3o fazer um levantamento de como \u00e9 a vida de cada aluno, ignorando os diferentes tipos de fam\u00edlia<\/p>\n<p class=\"bodytext\">4. Propor elabora\u00e7\u00e3o de atividades que n\u00e3o permitem a cria\u00e7\u00e3o individual, que n\u00e3o possibilitam\u00a0que a crian\u00e7a d\u00ea sua cara \u00e0 obra<\/p>\n<p class=\"bodytext\">5. Expor a intimidade familiar do aluno aos demais colegas durante a realiza\u00e7\u00e3o da atividade.<\/p>\n<p>Fonte: Correio<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"paywall-barreiras-trial\" class=\"modal hide paywall-barreiras-inread paywall-barreiras--trial-wall is-active\" tabindex=\"-1\" role=\"dialog\" data-type=\"trial\" data-base-url=\"https:\/\/assine.correio24horas.com.br\/v2\" data-enable-modal=\"false\" data-enable-swg=\"true\" data-sku-plan=\"basic_monthly\" data-chartbeat=\"false\">\n<div class=\"paywall-barreiras-inread__content\">\n<div class=\"paywall-barreiras-inread__header\">\n<div class=\"paywall-barreiras-inread__header--title\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dia dos Pais, para alguns, \u00e9 Dia da Aus\u00eancia. 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