{"id":36464,"date":"2014-01-06T08:55:28","date_gmt":"2014-01-06T11:55:28","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=36464"},"modified":"2014-01-06T08:55:28","modified_gmt":"2014-01-06T11:55:28","slug":"aviacao-comercial-completa-cem-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/aviacao-comercial-completa-cem-anos\/","title":{"rendered":"Avia\u00e7\u00e3o comercial completa cem anos"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-36465\" alt=\"ImageProxy (7)\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/ImageProxy-71-300x146.jpg\" width=\"300\" height=\"146\" \/><\/p>\n<div id=\"ecxdivMateria\">\n<p>No dia 1\u00ba de janeiro de 1914, um voo de 23 minutos que levava a bordo apenas um passageiro marcaria o in\u00edcio de uma revolu\u00e7\u00e3o no mundo: a cria\u00e7\u00e3o da avi\u00e3o comercial. Cem anos depois, o setor se transformou em um dos pilares da globaliza\u00e7\u00e3o, com mais de 8 milh\u00f5es de passageiros por dia. Para o futuro, as empresas a\u00e9reas n\u00e3o escondem sua meta ambiciosa: atrair a nova classe m\u00e9dia de mercados emergentes para continuar a expandir o setor.<\/p>\n<p>Nos pr\u00f3ximos anos, 1 bilh\u00e3o de novos passageiros deve se somar ao n\u00famero de viajantes. Quase todos eles vir\u00e3o de pa\u00edses em desenvolvimento, principalmente da China. O primeiro piloto e o primeiro passageiro de um voo comercial dificilmente poderiam imaginar o que eles estariam inaugurando.<\/p>\n<p>Hoje, o setor emprega 57 milh\u00f5es de pessoas, de forma direta e indireta, e movimenta US$ 2,2 trilh\u00f5es na economia mundial. As 280 maiores empresas do segmento s\u00e3o respons\u00e1veis ainda por US$ 540 bilh\u00f5es. Se o setor fosse um pa\u00eds, teria o 19\u00ba maior PIB do mundo.<\/p>\n<p>Em 1\u00ba de janeiro de 1914, o avi\u00e3o que deixou a cidade de St. Petersburg, na Fl\u00f3rida, em dire\u00e7\u00e3o a Tampa, n\u00e3o sabia ao certo o destino daquela aventura. No comando da aeronave de madeira estava um jovem de 25 anos, Tony Jannus, que poucos anos mais tarde morreria treinando outros pilotos durante a Primeira Guerra Mundial.<\/p>\n<p>Ao seu lado estava o \u00fanico passageiro &#8211; Abram Phell, que at\u00e9 um dia antes era o prefeito de St. Petersburg. Ele pagou US$ 400 pelo voo, o equivalente hoje a quase US$ 10 mil. Isso tudo para ganhar tempo &#8211; o mesmo percurso de trem duraria 11 horas. Antes de decolar, o dono da companhia \u00e1rea St. Petersburg-Tampa Airboat Line, Percival Fansler, discursou diante de quase 3 mil pessoas. \u201cO que parecia imposs\u00edvel ontem \u00e9 uma realidade hoje\u201d, disse.<\/p>\n<p>A travessia n\u00e3o ocorreu sem sustos. A correia do motor acabou caindo e o avi\u00e3o teve de pousar por alguns instantes na \u00e1gua. O piloto e o passageiro tiveram de arrumar o motor e ambos chegariam ao destino final com as m\u00e3os sujas de graxa. Nos quatro meses seguintes, a empresa a\u00e9rea levaria 1,2 mil pessoas pelo trajeto proposto. Mas bastou as autoridades retirarem os subs\u00eddios da empresa e a aventura entrou em fal\u00eancia.<\/p>\n<p>Apesar disso, a vis\u00e3o de um empres\u00e1rio abriu caminho para outros empreendedores, que investiram em linhas locais. Nos meses seguintes, um servi\u00e7o entre a ilha de Catalina e Los Angeles foi inaugurado. Em 1919, a primeira rota ligando Nova York a Atlantic City, em New Jersey, seria aberta com avi\u00f5es da Primeira Guerra Mundial. No mesmo ano, uma nova rota entre a Fl\u00f3rida e o Caribe tamb\u00e9m foi inaugurada.<\/p>\n<p><strong>RECORDE<\/strong>\u00a0&#8211; Dados da Associa\u00e7\u00e3o Internacional de Transporte A\u00e9reo (Iata, na sigla em ingl\u00eas) revelam a dimens\u00e3o da primeira aventura. Em 2013, 3,1 bilh\u00f5es de passageiros foram transportados e, pela primeira vez na hist\u00f3ria, a marca dos 3 bilh\u00f5es foi superada. Nos pr\u00f3ximos anos, o crescimento vir\u00e1 de mercados emergentes. \u201cVamos em busca desses novos passageiros\u201d, disse Tony Tyler, CEO da Iata. \u201cH\u00e1 enorme potencial nessas regi\u00f5es.\u201d Para 2017, a previs\u00e3o \u00e9 de que o n\u00famero global de passageiros suba 31%, superando 3,9 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>O Brasil ser\u00e1 o terceiro maior mercado a\u00e9reo do mundo, atr\u00e1s dos EUA e China, com uma expans\u00e3o de 35,5% no n\u00famero de passageiros dom\u00e9sticos. O mercado nacional somar\u00e1 122,4 milh\u00f5es de passageiros em 2017, 32 milh\u00f5es a mais que em 2012. No centro da expans\u00e3o mundial estar\u00e1 a China, que somar\u00e1 487 milh\u00f5es de clientes. Rotas internacionais entre cidades chinesas ser\u00e3o respons\u00e1veis por 30% da expans\u00e3o. A \u00c1sia vai conquistar 300 milh\u00f5es de novos passageiros at\u00e9 2017.<\/p>\n<p>Apesar da explos\u00e3o na China, o mercado americano ainda continuar\u00e1 a ser o maior do mundo em 2017, com 677 milh\u00f5es de passageiros dom\u00e9sticos. \u201cN\u00e3o \u00e9 surpresa que regi\u00f5es como \u00c1sia ou Oriente M\u00e9dio estejam gerando as maiores taxas de expans\u00e3o\u201d, disse Tyler.<\/p>\n<p>Entre as empresas, n\u00e3o ser\u00e3o poucas as que passaram a ampliar seus voos e linhas para a \u00c1sia, inclusive com novos centros e hubs, uma realidade que se limitava por d\u00e9cadas apenas a Londres Frankfurt e Nova York. \u201cOs emergentes se transformar\u00e3o em mercados consolidados e Abu Dabi ser\u00e1 um dos hubs globais\u201d, afirmou James Hogan, CEO da Etihad Airways.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 apenas o transporte de passageiros que interessa \u00e0s empresas em sua busca pelos mercados emergentes. A China j\u00e1 se transformou no maior exportador mundial e o mercado de cargas tamb\u00e9m transfere seu foco do Atl\u00e2ntico para o Pac\u00edfico. Por ano, 50 milh\u00f5es de toneladas de carga \u00e9 levada em avi\u00f5es, com um valor de at\u00e9 US$ 6,4 trilh\u00f5es. Hoje, um a cada tr\u00eas d\u00f3lares no com\u00e9rcio exterior viaja em avi\u00f5es, n\u00e3o em barcos.<\/p>\n<p><strong>TECNOLOGIA<\/strong>\u00a0&#8211; Al\u00e9m do interesse pela \u00c1sia, outro foco do setor \u00e9 a tecnologia. S\u00e3o pelo menos tr\u00eas os objetivos: reduzir o impacto ambiental dos avi\u00f5es, garantir a seguran\u00e7a e promover viagens mais r\u00e1pidas.<\/p>\n<p>Por enquanto, o maior avi\u00e3o comercial da era moderna \u00e9 o Airbus A380, com capacidade para 800 passageiros. Os mais ambiciosos acreditam que, nos pr\u00f3ximos 50 anos, a avia\u00e7\u00e3o vai mudar de forma radical. \u201cN\u00e3o tenho d\u00favida de que, no espa\u00e7o de uma gera\u00e7\u00e3o, poderemos voar de Londres para Sydney em duas horas\u201d, disse Richard Branson, o pol\u00eamico presidente da Virgin Atlantic Airways.<\/p>\n<p>J\u00e1 Ben Baldanza, CEO da Spirit Airlines, aponta que, em 100 anos ser\u00e1 a pr\u00f3pria avia\u00e7\u00e3o que ser\u00e1 obsoleta. \u201cTecnologias como uma esp\u00e9cie de \u2018Google, me coloque ali\u2019 ser\u00e3o implementadas nos mapas, tornando as viagens a\u00e9reas como n\u00f3s as conhecemos como um produto do passado remoto.\u201d As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do jornal O Estado de S.Paulo.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Estado<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 1\u00ba de janeiro de 1914, um voo de 23 minutos que levava a bordo apenas um passageiro marcaria o in\u00edcio de uma revolu\u00e7\u00e3o no mundo: a cria\u00e7\u00e3o da avi\u00e3o comercial. 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