{"id":368230,"date":"2021-09-28T05:50:34","date_gmt":"2021-09-28T08:50:34","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=368230"},"modified":"2021-09-28T05:50:34","modified_gmt":"2021-09-28T08:50:34","slug":"opiniao-pernambuco-as-moscas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/opiniao-pernambuco-as-moscas\/","title":{"rendered":"Opini\u00e3o: Pernambuco \u00e0s moscas\u00a0\u00a0"},"content":{"rendered":"<p class=\"blog-post-meta\" style=\"text-align: justify;\">\n<div id=\"container_clear\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/0kvr34TZyflL0uvMRyMBxdjqkAI=\/290x217\/s2.glbimg.com\/7hW0Wq0AX0JxkgpHPw30iNCKMQQuwLWLUcT3gezDM51Ioz-HdGixxa_8qOZvMp3w\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2012\/10\/24\/pe360.jpg\" alt=\"\" \/><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Opini\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando Deus o chamou em 2014, numa fatalidade que comoveu o Pa\u00eds, o ex-governador Eduardo Campos partiu com a imagem de gestor ousado, inovador e moderno. Mais do que isso, que havia tirado o Estado da sarjeta, fazendo inveja ao Cear\u00e1 e a Bahia, rivais na atra\u00e7\u00e3o de investimentos. Na pr\u00e1tica, n\u00e3o era bem assim. Eduardo n\u00e3o marqueteiro, mas como governava como tal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a sua morte precoce, o Estado, que parecia bem, no rumo certo, foi se deteriorando. Tudo hoje, como bem disse, ontem, o cantor Alcymar Monteiro, \u00e9 sin\u00f4nimo de abandono. O Recife, por exemplo, perdeu a lideran\u00e7a do PIB regional para Fortaleza e Salvador, estando em terceira posi\u00e7\u00e3o. Suape virou um elefante branco. Mais de 90% das frutas sa\u00eddas de Petrolina via navio para o mercado internacional se d\u00e3o pelo porto de Pec\u00e9m, no Cear\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tudo porque s\u00e3o car\u00edssimas as tarifas portu\u00e1rias praticadas pelo porto pernambucano. O estaleiro, que seria uma das t\u00e1buas de salva\u00e7\u00e3o da economia, virou tempestade do Norte, s\u00f3 produzindo at\u00e9 agora um navio. \u00c9 outro elefante branco. Milhares de trabalhadores treinados e contratados para produzir navios est\u00e3o a ver navios, literalmente desempregados. A refinaria, que seria o carro-chefe da gera\u00e7\u00e3o de renda e emprego, n\u00e3o anda. Ali\u00e1s, anda, a passos de tartaruga.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 muito, Recife n\u00e3o sabe o que \u00e9 uma obra de infraestrutura. A cidade continua campe\u00e3 em engarrafamento, suja, cal\u00e7adas malcuidadas e com o simb\u00f3lico bairro Antigo jogado \u00e0s moscas. O Estado n\u00e3o tem estradas. De norte a sul, a come\u00e7ar pela BR-232, a mais movimentada, que Jarbas Vasconcelos construiu com o dinheiro da venda da Celpe, se trafega driblando buracos, colocando e vida em risco. Pernambuco tamb\u00e9m n\u00e3o tem seguran\u00e7a. A Regi\u00e3o Metropolitana continua sanguin\u00e1ria como nos tempos do canga\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na semana passada, ao botar o p\u00e9 na estrada, constatei, mais uma vez, a cara do abandono do Interior. Em Fazenda Nova, o Parque Nilo Coelho de Esculturas Monumentais, uma das vitrines do turismo no passado, est\u00e1 coberto pela caatinga, sem receber um s\u00f3 visitante. Trata-se de um equipamento cultural fant\u00e1stico. Enormes blocos de granito viraram esculturas de dois a sete metros, algumas chegando a 15 toneladas, 37 pe\u00e7as foram agrupadas por temas em nove setores, investimento de mais de R$ 2 milh\u00f5es jogado fora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 ontem, postei no blog o retrato da sucata em que foi transformado o pr\u00e9dio hist\u00f3rico do bicenten\u00e1rio Di\u00e1rio de Pernambuco, um dos cart\u00f5es postais do passado compondo a paisagem cultural da famosa e lend\u00e1ria Pracinha do Di\u00e1rio. M\u00e1rio Quintana dizia que o que mata uma cidade n\u00e3o \u00e9 o abandono. \u00c9 o olhar de quem passa por ela indiferente, como os governantes insens\u00edveis do Estado. Quando um patrim\u00f4nio p\u00fablico \u00e9 abandonado, a vizinhan\u00e7a \u00e9 a solid\u00e3o. A indiferen\u00e7a e o abandono, na verdade, causam danos irrevers\u00edveis \u00e0 hist\u00f3ria e a cultura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por: Magno Martins<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando Deus o chamou em 2014, numa fatalidade que comoveu o Pa\u00eds, o ex-governador Eduardo Campos partiu com a imagem de gestor ousado, inovador e moderno. Mais do que isso, que havia tirado o Estado da sarjeta, fazendo inveja ao Cear\u00e1 e a Bahia, rivais na atra\u00e7\u00e3o de investimentos. 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