{"id":373497,"date":"2021-11-29T07:01:06","date_gmt":"2021-11-29T10:01:06","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=373497"},"modified":"2021-11-29T07:01:06","modified_gmt":"2021-11-29T10:01:06","slug":"os-maiores-pintores-de-pernambuco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/os-maiores-pintores-de-pernambuco\/","title":{"rendered":"Os maiores pintores de Pernambuco"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"blog-post-title\"><\/h2>\n<p><strong>Por Jo\u00e3o Alberto<\/strong><\/p>\n<p><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/encrypted-tbn0.gstatic.com\/images?q=tbn:ANd9GcQEBfZm9A_bwWkvoK17194nn6G23DB2ZhD2Iw&amp;usqp=CAU\" alt=\"\" \/><\/strong><\/p>\n<p><strong>Vicente do R\u00eago Monteiro:\u00a0<\/strong>Nasceu no Recife em 1889 e desde cedo, demonstrou voca\u00e7\u00e3o para a pintura. Iniciou-se na arte sob a orienta\u00e7\u00e3o de sua irm\u00e3, a tamb\u00e9m pintora F\u00e9dora do Rego Monteiro.\u00a0Em 1911 mudou-se para Paris, onde estudou desenho, pintura e escultura na Acad\u00e9mie Julian. Com a Primeira Guerra Mundial, voltou ao Brasil, em 1914,. Em 1918 realiza sua primeira exposi\u00e7\u00e3o individual no Teatro Santa Isabel, no Recife. Em 1920, estuda a arte marajoara da cole\u00e7\u00e3o do Museu Nacional. No mesmo ano, exp\u00f5e em S\u00e3o Paulo onde apresenta quadros que exploram motivos ind\u00edgenas, que foi considerada pela cr\u00edtica como futuristas. Nessa \u00e9poca, aproximou-se da corrente modernista de pintura de S\u00e3o Paulo, especialmente de Di Cavalcanti e Tarsila do Amaral.<\/p>\n<p>Em 1922, voltou a Paris deixando oito \u00f3leos e aquarelas para serem expostas na Semana de Arte Moderna de S\u00e3o Paulo. Viajou por diversos pa\u00edses da Europa, em companhia de Gilberto Freyre. Pintou v\u00e1rias telas com temas religiosos, sempre adaptando para uma linguagem moderna, os temas tradicionais da arte sacra.\u00a0Como muitos artistas, mesmo fazendo quadros valliosos, n\u00e3o fez fortuna. No final da vida, cheio de d\u00edvidas, passou a morar num quitinete no Edif\u00edcio Holiday, pago por Carlos Ranulpho, que se tornou seu marchand. Morreu em 1970, de um ataque card\u00edaco quando se preparava para viajar para o Rio. Deixou seu nome entre os maiores pintores brasileiros de todos os tempos.<\/p>\n<p><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens1.ne10.uol.com.br\/blogsne10\/social1\/uploads\/2013\/07\/DSC_8656.jpg\" alt=\"\" \/>Gil Vicente:<\/strong>\u00a0Nascido no Recife em 1958, Gil Vicente Vasconcelos de Oliveira, filho de uma tradicional fam\u00edlia pernambucana, iniciou seus estudos em 1972 na Escolinha de Artes do Recife e frequentou ateli\u00eas da UFPE. Em 1975 recebeu o primeiro pr\u00eamio do Sal\u00e3o de Novos do Museu de Arte Contempor\u00e2nea de Olinda. Ganhou uma bolsa do Governo da Fran\u00e7a em 1980 e estudou dois anos em Paris. Na volta ao Recife, participou do Ateli\u00ea Coletivo, fazendo xilogravuras sob orienta\u00e7\u00e3o de Gilvan Samico. Participou de v\u00e1rias exposi\u00e7\u00f5es no pa\u00eds e exterior e teve o document\u00e1rio \u201cGil Vicente- Of\u00edcio e Sil\u00eancio\u201d lan\u00e7ado juntamente com sua exposi\u00e7\u00e3o Figuras\/Pinturas em 1996 na Galeria Futuro 25.<\/p>\n<p><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/1.bp.blogspot.com\/-68y1khuEFJQ\/W2j5K1SP2tI\/AAAAAAAAEIE\/nazdEumQxAgQx4RlCLgCp5BSFwo5q4wfACLcBGAs\/s1600\/lucianopinheiro-pequena.jpg\" alt=\"\" \/><\/strong><\/p>\n<p><strong>Luciano Pinheiro:\u00a0<\/strong>Nasceu no Recife, em 1946. Desenhista, gravador, pintor e arquiteto, transitou nessas linguagens art\u00edsticas abrindo fronteiras e di\u00e1logos entre elas. Participou de diversos agrupamentos de artistas pl\u00e1sticos destacando-se por sua atua\u00e7\u00e3o como s\u00f3cio fundador e diretor art\u00edstico da Oficina Guaianases de Gravura\u00a0 e no ateli\u00ea Coletivo de Olinda. Formou-se em arquitetura pela Universidade Federal de Pernambuco, em 1973, onde tamb\u00e9m faz o curso de especializa\u00e7\u00e3o em Restaura\u00e7\u00e3o de Monumentos e Conjuntos Urbanos, entre 1974 e 1976. Estudou em Paris, participou de mais de 20 exposi\u00e7\u00f5es no Brasil e no exterior e h\u00e1 muitos anos mora numa casa no S\u00edtio Hist\u00f3rico de Olinda.<\/p>\n<p><strong>Paulo Neves:<\/strong>\u00a0Nascido em 1935 em Paudalho, Paulo Jos\u00e9 Neves de Oliveira come\u00e7ou a pintar como autodidata, no Recife, para onde veio cedo. Aconselhado por amigos, em 1957, decidiu ingressar na Escola de Belas Artes de Pernambuco, para fazer o curso de Cer\u00e2mica e Azulejos. Depois, estudou pintura e arte barroca no Museu de Arte Contempor\u00e2nea de Pernambuco. Tamb\u00e9m se destacou como pesquisador de arte, especialmente voltado para as telas da pintura holandesa dos s\u00e9culos XVI e XVII e pe\u00e7as de cer\u00e2mica pintadas com esmaltes e cristais.<\/p>\n<p>Sobre sua pintura, trago o depoimento de Jos\u00e9 de Souza Alencar, Alex, que foi cronista social, mas tamb\u00e9m cr\u00edtico de arte: \u201cPaulo Neves \u00e9 um pintor pernambucano dos nossos dias. Tem mais de 20 anos de pesquisa do tra\u00e7o da figura humana, o seu grande tema. E ao conceber a figura, ele se distancia no tempo, preferindo a influ\u00eancia, como tanto outros artistas, mas nunca a imita\u00e7\u00e3o, dos detalhes, da riqueza de express\u00e3o do per\u00edodo renascentista, o mais rico, livre, criativo, renovador da arte universal\u201d. O pintor faleceu em 1997, deixando uma robusta obra, depois de participar de um grande n\u00famero de exposi\u00e7\u00f5es no Brasil e exterior.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 1922, voltou a Paris deixando oito \u00f3leos e aquarelas para serem expostas na Semana de Arte Moderna de S\u00e3o Paulo. Viajou por diversos pa\u00edses da Europa, em companhia de Gilberto Freyre. 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