{"id":37899,"date":"2014-01-13T07:31:09","date_gmt":"2014-01-13T10:31:09","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=37899"},"modified":"2014-01-13T07:31:09","modified_gmt":"2014-01-13T10:31:09","slug":"alta-do-papel-e-do-dolar-pesam-no-preco-do-material-escolar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/alta-do-papel-e-do-dolar-pesam-no-preco-do-material-escolar\/","title":{"rendered":"Alta do papel e do d\u00f3lar pesam no pre\u00e7o do material escolar"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/webmail.ebc.com.br\/service\/home\/~\/De%20volta%20as%20aulas_730x150.png?auth=co&amp;loc=pt_BR&amp;id=78477c53-09d6-4a38-a65a-8d46dbd83828:130496&amp;part=4\" \/><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ckfinder\/userfiles\/images\/2014\/Banners%20e%20Selos\/De%20volta%20as%20aulas_730x150.png\" \/><\/p>\n<p>Mariana Tokarnia<br \/>\n<em><br \/>\n<\/em><\/p>\n<p>A alta do pre\u00e7o do papel, do d\u00f3lar e a elevada carga tribut\u00e1ria s\u00e3o os principais vil\u00f5es do aumento do pre\u00e7o dos livros did\u00e1ticos e de material escolar, segundo entidades ligadas ao setor. Em 2013, o d\u00f3lar subiu pouco mais de 15% em rela\u00e7\u00e3o ao real, encarecendo os produtos importados. J\u00e1 o papel, segundo o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), aumentou em torno de 12%. Somado a esse cen\u00e1rio, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (Abfiae) aponta a alta cobran\u00e7a de tributos, que pode chegar a 47% do pre\u00e7o final.<\/p>\n<p>Na hora de comprar, os altos pre\u00e7os s\u00e3o evidentes. M\u00e3e de tr\u00eas filhos, a bacharel em direito Ra\u00edres Cunha, chegou a gastar cerca de 20% a mais que no ano passado. O valor pago, relata, deve superar a mensalidade que paga no col\u00e9gio particular onde os filhos estudam. As compras ainda n\u00e3o terminaram e ela j\u00e1 desembolsou mais de R$ 800. \u201cE isso apenas para um dos filhos\u201d, diz.<\/p>\n<p>De acordo com as entidades do setor, os aumentos t\u00eam justificativa. Em rela\u00e7\u00e3o aos livros, a presidenta do Snel, S\u00f4nia Machado Jardim, explica que ainda n\u00e3o foi feito um levantamento do reajuste este ano. \u201cV\u00e1rios aumentos ocorreram no \u00faltimo ano, causando impacto no custo de produ\u00e7\u00e3o do livro. Por exemplo, o papel aumentou em torno de 12%, o diss\u00eddio da categoria foi 6,40%. Infelizmente, esses aumentos acabaram refletindo no pre\u00e7o do livro\u201d.<\/p>\n<p>Segundo ela, as isen\u00e7\u00f5es concedidas ao setor n\u00e3o s\u00e3o suficientes para garantir a diminui\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os. Desde 2004, o livro \u00e9 isento do PIS e da Cofins, inclusive na importa\u00e7\u00e3o, que variavam entre 3,65% e 9,25%, dependendo do regime tribut\u00e1rio da empresa. \u201cNo mesmo per\u00edodo, s\u00f3 o reajuste salarial da categoria foi 79,96%, ou seja, o benef\u00edcio da isen\u00e7\u00e3o fiscal teve seu reflexo acumulado ao longo desses dez anos pelo aumento dos insumos\u201d, explica S\u00f4nia.<\/p>\n<p>Nos itens de papelaria, como cadernos, canetas, cola, giz de cera, que fazem parte da lista de material dos estudantes, a Abfiae, que re\u00fane marcas como a Faber-Castell, Tilibra e Bic, diz que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel padronizar a taxa de aumento. O setor \u00e9 \u201cbastante pulverizado e os pre\u00e7os variam muito de acordo com a concorr\u00eancia\u201d, argumenta o presidente da associa\u00e7\u00e3o, Rubens Passos. Segundo ele, s\u00e3o os tributos que encarecem os produtos.<\/p>\n<p>Um levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT) mostra que a carga tribut\u00e1ria responde por 47,49% do pre\u00e7o de uma caneta, por exemplo. No caso de uma r\u00e9gua, a taxa chega a 44,65%, e de um l\u00e1pis, a 34,99%. A associa\u00e7\u00e3o acredita que uma redu\u00e7\u00e3o do PIS e da Cofins e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) poderia significar queda de 10%.<\/p>\n<p>O professor da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas, no Rio de Janeiro, e especialista em varejo Roberto Kanter acrescenta outro componente para o aumento: o d\u00f3lar. A alta da moeda norte-americana tem impacto nos produtos importados do setor, o que nem sempre \u00e9 f\u00e1cil de identificar. \u201cQuando vemos na papelaria que um produto \u00e9 de outro pa\u00eds, \u00e9 f\u00e1cil evitar a compra e economizar, mas boa parte dos produtos e insumos \u00e9 importada pelas ind\u00fastrias e elas revendem\u201d.<\/p>\n<p>Kanter ressalta que, no in\u00edcio do ano, a demanda cresce e o com\u00e9rcio aproveita para lucrar. \u201cO ano de 2013 n\u00e3o foi bom para o varejo, o empres\u00e1rio aproveita ent\u00e3o esse per\u00edodo de maior demanda para aumentar os pre\u00e7os. E nem sempre isso \u00e9 proporcional ao aumento dos \u00edndices. Se um produto custa R$ 0,70, ele arredonda para R$ 1, sem perceber que isso representa um aumento de 40%\u201d.<\/p>\n<p>A dica do professor \u00e9 fazer uma boa pesquisa de pre\u00e7o e optar por lojas menores, onde se possa negociar pre\u00e7os menores. Ra\u00edres Cunha est\u00e1 fazendo a pesquisa e deixou os itens de papelaria para as \u00faltimas compras. Ela adianta que na capital federal s\u00e3o encontrados produtos de todo pre\u00e7o. &#8220;Achei canetas bem baratinhas e canetas de at\u00e9 R$ 6\u201d.<\/p>\n<p>Veja abaixo a carga tribut\u00e1ria sobre o material escolar:<\/p>\n<p>Agenda Escolar: 43,19%<br \/>\nApontador: 43,19%<br \/>\nBorracha: 43,19%<br \/>\nCaderno Universit\u00e1rio: 34,99%<br \/>\nCaneta: 47,49%<br \/>\nCola Tenaz: 42,71%<br \/>\nEstojo para L\u00e1pis: 40,33%<br \/>\nFich\u00e1rio: 39,38%<br \/>\nFolhas para Fich\u00e1rio: 37,77%<br \/>\nLancheira: 39,74%<br \/>\nL\u00e1pis: 34,99%<br \/>\nLivro: 15,52%<br \/>\nMochilas: 39,62%<br \/>\nPapel Pardo: 34,99%<br \/>\nPapel Carbono: 38,68%<br \/>\nPapel Sulfite: 37,77%<br \/>\nPastas Pl\u00e1sticas: 40,09%<br \/>\nR\u00e9gua: 44,65%<br \/>\nTinta Guache: 36,13%<br \/>\nTinta Pl\u00e1stica: 36,22%<\/p>\n<p>Fonte: Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ckfinder\/userfiles\/images\/2014\/Infos\/De-volta-as-aulas.png\" \/><\/p>\n<p><em>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A alta do pre\u00e7o do papel, do d\u00f3lar e a elevada carga tribut\u00e1ria s\u00e3o os principais vil\u00f5es do aumento do pre\u00e7o dos livros did\u00e1ticos e de material escolar, segundo entidades ligadas ao setor. Em 2013, o d\u00f3lar subiu pouco mais de 15% em rela\u00e7\u00e3o ao real, encarecendo os produtos importados. J\u00e1 o papel, segundo o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), aumentou em torno de 12%. 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