{"id":381627,"date":"2022-02-24T17:07:16","date_gmt":"2022-02-24T20:07:16","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=381627"},"modified":"2022-02-24T17:07:16","modified_gmt":"2022-02-24T20:07:16","slug":"para-matar-a-saudade-lugares-que-contam-a-historia-do-carnaval-de-salvador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/para-matar-a-saudade-lugares-que-contam-a-historia-do-carnaval-de-salvador\/","title":{"rendered":"Para matar a saudade: lugares que contam a hist\u00f3ria do Carnaval de Salvador"},"content":{"rendered":"<div class=\"row visible-lg\">\n<div class=\"col-xs-12\">\n<div class=\"noticias-single__tags\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12 col-lg-3\">\n<div class=\"noticias-single__meta\">\n<div class=\"noticias-single__author\">\n<div>Emilly Tifanny Oliveira*<\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"col-xs-12 col-lg-9\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12\">\n<div class=\"noticias-single__image\"><picture class=\"noticias-single__picture\"><source srcset=\"https:\/\/correio-cdn1.cworks.cloud\/fileadmin\/_processed_\/2\/4\/csm_carnaval_bailinho_4cb35ef9a7.jpg\" media=\"(min-width: 420px)\" \/><img decoding=\"async\" class=\"noticias-single__image-source\" src=\"https:\/\/correio-cdn2.cworks.cloud\/fileadmin\/_processed_\/2\/4\/csm_carnaval_bailinho_03fef34049.jpg\" alt=\"Para matar a saudade: lugares que contam a hist\u00f3ria do Carnaval de Salvador\" \/><\/picture><span class=\"noticias-single__image-caption\">((Foto: Arquivo CORREIO\/Divulga\u00e7\u00e3o))<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"col-xs-12 noticias-single__stick-parent\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12 col-md-7 col-lg-7\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12\">\n<h1 class=\"noticias-single__title noticias-single__title--desktop noticias-single__title--with-image visible visible-lg\"><\/h1>\n<div class=\"noticias-single__description visible-lg\"><strong>Capital baiana conserva locais que marcam evolu\u00e7\u00e3o da folia ao longo dos anos<\/strong><\/div>\n<div class=\"noticias-single__content-area noticias-single__content-area--before-content\"><\/div>\n<div class=\"noticias-single__content is-blocked\">\n<div class=\"noticias-single__content__text js-mediator-article\">\n<p class=\"bodytext\">A folia e o glitter n\u00e3o cobrir\u00e3o as ruas de Salvador pelo segundo ano consecutivo, devido a pandemia. Com base no p\u00fablico do \u00faltimo Carnaval, em 2022, estima-se que 16,5 milh\u00f5es de foli\u00f5es estar\u00e3o \u00f3rf\u00e3os da festa de rua, de acordo com o levantamento realizado pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult). Por isso, uma op\u00e7\u00e3o para matar a saudade da festa \u00e9 passear pelos lugares e equipamentos que contam sua hist\u00f3ria.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Em outros carnavais, ou melhor, no primeiro que aconteceu na Bahia, os lugares mais badalados eram as ruas do centro da capital. Come\u00e7ou em 1884, quando o Clube da Cruz Vermelha saiu \u00e0s ruas desfilando em carros aleg\u00f3ricos. Nesta \u00e9poca, o Carnaval era uma festa da elite. Outros clubes que fizeram sucesso foram Inocentes em Progresso e Fantoches da Euterpe.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Carlos Almeida, de 64 anos, \u00e9 filho de Almir Rodolfo Almeida, o Palha\u00e7o Pinduca, que organizava bailes de carnaval em clubes, al\u00e9m de ser animador e compositor de marchinhas. Foi com o seu pai que ele come\u00e7ou a frequentar o Carnaval do Fantoches da Euterpe. &#8220;Os carnavais eram circulando pelos sal\u00f5es. As bandas tocando e a gente circulando o sal\u00e3o, todo mundo em um sentido s\u00f3, ao redor do sal\u00e3o principal, atirando confetes e serpentinas\u201d, conta Carlos, destacando que os dois itens carnavalescos n\u00e3o podiam faltar.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">O clube Fantoches ainda est\u00e1 de p\u00e9 e continua a receber eventos no Dois de Julho. De acordo com o historiador Rafael Dantas, ainda h\u00e1 outros dois equipamentos na cidade que marcaram o primeiro momento da hist\u00f3ria da folia e podem ser visitados, o atual Solar Cunha Guedes, que foi a primeira sede do clube Fantoches e o Fera Palace Hotel [veja no final da reportagem].<\/p>\n<div class=\"single-publicidade\">\n<div id=\"div-gpt-ad-1558981264142-0\"><\/div>\n<\/div>\n<p class=\"bodytext\"><strong>O carnaval do povo negro tamb\u00e9m marcou as ruas da cidade<\/strong><\/p>\n<p class=\"bodytext\">As cal\u00e7adas da Baixa dos Sapateiros, do Tabo\u00e3o, da Barroquinha e do Pelourinho\u00a0foram as passarelas dos primeiros desfiles carnavalescos n\u00e3o comandados pela elite na Bahia. O povo negro n\u00e3o quis apenas assistir os ricos desfilarem em seus carros aleg\u00f3ricos e se impuseram como parte da festa.<\/p>\n<div class=\"single-publicidade\">\n<div id=\"div-gpt-ad-1558981401166-0\"><\/div>\n<\/div>\n<p class=\"bodytext\">Era 1895, quando os nag\u00f4s\u00a0que viviam na cidade organizaram o primeiro afox\u00e9, como eram conhecidos os clubes carnavalescos africanizados. A Embaixada Africana fez hist\u00f3ria ao desfilar com roupas, objetos e adornos importados da \u00c1frica, indo na contram\u00e3o do racismo cient\u00edfico vigente \u00e0 \u00e9poca. Outro afox\u00e9 importante, fundado no ano seguinte, foi o P\u00e2ndegos da \u00c1frica.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Entre os afox\u00e9s modernos destacam-se os Filhos de Gandhi, o Il\u00ea Aiy\u00ea, o Olodum e o Badau\u00ea. Para ficar mais pr\u00f3ximos do clima carnavalesco desses blocos afros, mesmo longe da festa, Paulo Miguez, doutor em Comunica\u00e7\u00e3o e Culturas Contempor\u00e2neas, destaca alguns lugares para visitar na cidade.<\/p>\n<div class=\"single-publicidade\">\n<div id=\"div-gpt-ad-1558985512674-0\"><\/div>\n<\/div>\n<p class=\"bodytext\">\u201cS\u00e3o lugares que quem quer pensar o Carnaval tem que olhar com muito carinho, pois a festa deve muito a eles\u201d, salienta Miguez. No Pelourinho, a Casa do Olodum e a Sede Carnavalesca dos Filhos de Gandhy s\u00e3o paradas obrigat\u00f3rias na hist\u00f3ria da Folia, assim como a Senzala do Barro Preto, no Curuzu.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Nas ruas de Salvador, as escolas de samba tamb\u00e9m j\u00e1 brilharam<\/strong><\/p>\n<div class=\"single-publicidade\">\n<div id=\"div-gpt-ad-1563386375579-0\"><\/div>\n<\/div>\n<p class=\"bodytext\">Do Campo Grande \u00e0 Pra\u00e7a da S\u00e9, entre as d\u00e9cadas de 60 e 70, mais de 20 escolas de samba soteropolitanas chegaram a desfilar suas alegorias entre um bairro e outro. Segundo Miguez, as escolas chegavam de diversos pontos da cidade.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Entre os mais marcantes de serem visitados, o pesquisador cita o bairro do Garcia e a quadra dos Apaxes, no Toror\u00f3. \u201cDois lugares que s\u00e3o important\u00edssimos na trama carnavalesca, que grandes organiza\u00e7\u00f5es sa\u00edam para os desfiles das escolas de samba\u201d<\/p>\n<p class=\"bodytext\">A Pen\u00ednsula de Itapagipe, que abrange os bairros e as praias da Cidade Baixa, \u00e9 outro ponto citado por ele. Juventude do Garcia, Filhos do Toror\u00f3, Ritmistas do Samba, Ritmos da Liberdade, Bafo da On\u00e7a e Diplomatas de Amaralina eram as escolas mais famosas.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Laurinha Arantes, de 64 anos, viu os desfiles de perto, sentada em um banquinho com o seu pai. \u201cComecei a ir para rua com 8 anos. Eu e meu pai, lev\u00e1vamos banquinhos para ver os desfiles, os carros aleg\u00f3ricos, que passavam com um monte de gente fantasiada\u201d, relembra.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>O Trio El\u00e9trico passando na avenida<\/strong><\/p>\n<p class=\"bodytext\">A fobica n\u00e3o se intimidou com o tamanho da inclina\u00e7\u00e3o e subiu a Ladeira da Montanha em dire\u00e7\u00e3o a Rua Chile, carregando equipamentos de som e os m\u00fasicos Dod\u00f4 e Osmar, em 1950. Dali, ela seguiu pelas ruas do Campo Grande arrastando uma multid\u00e3o ao som da pau el\u00e9trico.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Com o sucesso, o carro logo se transformou em um trio el\u00e9trico. Al\u00e9m de amante dos antigos carnavais, Laurinha Arantes tamb\u00e9m foi a primeira mulher a puxar um bloco de trio em Salvador. Em 1983, a cantora fez um teste e entrou para a banda Cheiro de Amor, que a colocou no posto de comandante dos foli\u00f5es que seguiam o grupo pelas ruas da avenida. &#8220;\u00c9 uma emo\u00e7\u00e3o que n\u00e3o d\u00e1 para descrever, e eu entrava [cantando] a capela&#8221;, conta.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">O trio foi sendo aperfei\u00e7oado, assim como ganhou novos espa\u00e7os para desfilar, e hoje \u00e9 o s\u00edmbolo do Carnaval de Salvador, no Campo Grande, na Barra, na Ondina e em tantos outros bairros da cidade, em fevereiro. Al\u00e9m de passear pelos pontos tur\u00edsticos desses locais, ainda \u00e9 poss\u00edvel conferir mais elementos da hist\u00f3ria no Museu do Carnaval, no Pelourinho.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Servi\u00e7o<\/strong><\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Clube Fantoches da Euterpe<\/strong><br \/>\nEndere\u00e7o: R. Democrata, 18 &#8211; Dois de Julho<br \/>\nFuncionamento: a depender da programa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Casa do Olodum<\/strong><br \/>\nEndere\u00e7o: R. Maciel de Baixo, 22 &#8211; Pelourinho<br \/>\nFuncionamento: segunda a s\u00e1bado &#8211; 8h \u00e0s 18h; domingo &#8211; 10h \u00e0s 17h<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Senzala do Barro Preto<\/strong><br \/>\nEndere\u00e7o: R. Direta do Curuzu, 228 &#8211; Curuzu<br \/>\nFuncionamento: segunda a sexta &#8211; 8h \u00e0s 12h; 13h \u00e0s 17h<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Sede Filhos de Gandhy<\/strong><br \/>\nEndere\u00e7o: R. Maciel de Baixo, 53 &#8211; Pelourinho<br \/>\nFuncionamento: segunda a sexta &#8211; 13h \u00e0s 16h<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Museu do Carnaval<\/strong><br \/>\nEndere\u00e7o: Pra\u00e7a Ramos de Queir\u00f3s, s\/n &#8211; Pelourinho<br \/>\nFuncionamento: segunda a domingo &#8211; 10h \u00e0s 18h (entrada at\u00e9 \u00e0s 17h)<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong><em>O Correio Folia tem patroc\u00ednio da Goob e apoio da AJL Locadora, Jotag\u00ea Engenharia e Comdados<\/em><\/strong><\/p>\n<p class=\"bodytext\"><em>*Com orienta\u00e7\u00e3o da subeditora de reportagem Fernanda Varela\u00a0<\/em>\n<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"paywall-barreiras-subscriber\" class=\"modal hide paywall-barreiras-inread paywall-barreiras--subscriber-wall is-active\" tabindex=\"-1\" role=\"dialog\" data-type=\"subscriber\" data-base-url=\"https:\/\/assine.correio24horas.com.br\/v2\" data-enable-modal=\"false\" data-enable-swg=\"true\" data-sku-plan=\"basic_monthly\" data-chartbeat=\"false\">\n<div class=\"paywall-barreiras-inread__content\">\n<div class=\"paywall-barreiras-inread__header\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Capital baiana conserva locais que marcam evolu\u00e7\u00e3o da folia ao longo dos anos<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":381628,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3,6],"tags":[],"class_list":["post-381627","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/carnaval-antigo-em-salvador.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/381627","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=381627"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/381627\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/381628"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=381627"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=381627"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=381627"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}