{"id":384401,"date":"2022-03-29T07:00:38","date_gmt":"2022-03-29T10:00:38","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=384401"},"modified":"2022-03-29T07:00:38","modified_gmt":"2022-03-29T10:00:38","slug":"plano-inclinado-na-barra-10-curiosidades-historicas-dos-bairros-de-salvador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/plano-inclinado-na-barra-10-curiosidades-historicas-dos-bairros-de-salvador\/","title":{"rendered":"Plano inclinado na Barra? 10 curiosidades hist\u00f3ricas dos bairros de Salvador"},"content":{"rendered":"<div class=\"row visible-lg\">\n<div class=\"col-xs-12\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12 col-lg-3\">\n<div class=\"noticias-single__meta\">\n<div class=\"noticias-single__author\">\n<div>Thais Borges<\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"col-xs-12 col-lg-9\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12\">\n<div class=\"noticias-single__image\"><picture class=\"noticias-single__picture\"><source srcset=\"https:\/\/correio-cdn1.cworks.cloud\/fileadmin\/_processed_\/6\/3\/csm_pjimage__40__aa98c29930.jpg\" media=\"(min-width: 420px)\" \/><img decoding=\"async\" class=\"noticias-single__image-source\" src=\"https:\/\/correio-cdn2.cworks.cloud\/fileadmin\/_processed_\/6\/3\/csm_pjimage__40__309b2a1ccc.jpg\" alt=\"Por cerca de 20 anos, a Barra teve um plano inclinado cujos ve\u00edculos eram puxados por burros\" \/><\/picture><span class=\"noticias-single__image-caption\">Por cerca de 20 anos, a Barra teve um plano inclinado cujos ve\u00edculos eram puxados por burros (Fotos: Guilherme Gaesnly\/Acervo Ubaldo Senna Filho e Marina Silva\/CORREIO)<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"col-xs-12 noticias-single__stick-parent\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12 col-md-7 col-lg-7\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12\">\n<h1 class=\"noticias-single__title noticias-single__title--desktop noticias-single__title--with-image visible visible-lg\"><\/h1>\n<div class=\"noticias-single__description visible-lg\"><em><strong>S\u00e3o hist\u00f3rias curiosas e que podem ser novidades mesmo para quem nasceu e sempre morou aqui<\/strong><\/em><\/div>\n<div class=\"noticias-single__content-area noticias-single__content-area--before-content\">\n<div class=\"chamada-assinatura\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"noticias-single__content\">\n<div class=\"noticias-single__content__text js-mediator-article\">\n<p class=\"bodytext\">Que Salvador tem bairros que exalam hist\u00f3ria, n\u00e3o \u00e9 novidade para ningu\u00e9m. Mas nem todo mundo sabe que qualquer passeio por aqui pode revelar causos, contos e at\u00e9 lendas de quase cinco s\u00e9culos desde a sua funda\u00e7\u00e3o. N\u00e3o se trata s\u00f3 do Centro Hist\u00f3rico &#8211; e nem mesmo o Centro Hist\u00f3rico tem apenas os fatos mais conhecidos a contar.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>\u201cSalvador, como cidade, \u00e9 um lugar de mem\u00f3ria\u201d,<\/strong>\u00a0diz o historiador Daniel Rebou\u00e7as, doutor em Hist\u00f3ria pela Universidade Federal da Bahia (Ufba).\u00a0<strong>\u201cMuitas ruas, muitos lugares t\u00eam camadas de mem\u00f3ria e cada vez mais a gente vai descobrindo, tornando a cidade mais importante. Por isso, \u00e9 muito importante a preserva\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio\u201d<\/strong>, acrescenta.<\/p>\n<\/blockquote>\n<div class=\"single-publicidade\">\n<div id=\"minhabahia_300x250_01\" data-google-query-id=\"CIuHlaOH6_YCFQQH1Aod_AEOMA\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/44585206\/c24h_minhabahia_300x250_01_0__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p class=\"bodytext\">Se voc\u00ea passou os \u00faltimos dois anos enfiada ou enfiado em casa e n\u00e3o sabe por onde voltar a explorar a cidade, o CORREIO preparou um guia com 10 bairros de Salvador com hist\u00f3rias curiosas ou nem t\u00e3o conhecidas assim, mesmo por quem nasceu e sempre morou aqui.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong><a href=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/rotasalvador473\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Veja o especial de anivers\u00e1rio Rota Salvador 473<\/a><\/strong><\/p>\n<p class=\"bodytext\">Assim, na sua pr\u00f3xima visita a essas localidades, seja para desbravar com calma ou se simplesmente estiver vendo rapidinho da janela do carro ou do \u00f4nibus, pode lembrar que aquele bairro pode n\u00e3o ter s\u00f3 uma paisagem bonita, mas tamb\u00e9m uma bagagem cultural de fazer inveja.<\/p>\n<h1><strong>Confira a lista completa\u00a0<\/strong><\/h1>\n<h2><strong>1. Barra<\/strong><\/h2>\n<p class=\"bodytext\">Hoje \u00e9 poss\u00edvel chegar \u00e0 Barra de diversas formas: de \u00f4nibus, de carro, de bike, a p\u00e9. Mas, no s\u00e9culo passado, o bairro tinha outro transporte para visitantes e moradores: um plano inclinado que come\u00e7ava na regi\u00e3o onde atualmente fica a Perini, na Avenida Princesa Isabel, e seguia at\u00e9 a regi\u00e3o do Porto. Toda a ladeira funcionava como o plano inclinado.<\/p>\n<div class=\"single-publicidade\">\n<div id=\"div-gpt-ad-1558981264142-0\"><\/div>\n<\/div>\n<p class=\"bodytext\">Ali, havia um bonde puxado por burros que vinham da Vit\u00f3ria at\u00e9 o local do Hospital Portugu\u00eas.<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/fileadmin\/user_upload\/correio24horas\/2022\/03\/28\/Guilherme_Gaensly_Plano_Inclinado_Barra__1882-1886__Acervo_Ubaldo_senna_Filho.png\" width=\"650\" height=\"424\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><strong>O Plano Inclinado da Barra percorria a via onde hoje fica a Avenida Princesa Isabel\u00a0<\/strong>(Foto: Guilherme Gaensly\/Acervo Ubaldo Senna Filho)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>\u201cA empresa era a Transportes Urbanos, a mesma dona do Elevador Lacerda. Eles encaixavam os animais nesse sistema de plano inclinado e o bonde descia na gravidade. Tinham os freios que eram sacos de areia e eles s\u00f3 iam parar mais ou menos onde \u00e9 aquele hotel\u201d,<\/strong>\u00a0explica o historiador Daniel Rebou\u00e7as, referindo-se \u00e0 regi\u00e3o do Porto da Barra.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\">O plano inclinado foi inaugurado por volta de 1881 e teria funcionado por cerca de 20 anos. \u201cN\u00e3o durou muito porque o sistema era prec\u00e1rio e os moradores n\u00e3o gostavam muito. Eram dois trilhos de madeira para descer com muita coragem\u201d, acrescenta.<\/p>\n<div class=\"single-publicidade\">\n<div id=\"div-gpt-ad-1558981401166-0\"><\/div>\n<\/div>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Ficha t\u00e9cnica<\/strong><br \/>\nNome do lugar: Barra<br \/>\nOnde fica: Barra<br \/>\nQuanto custa: Gratuito<br \/>\nEm que \u00e1rea da cidade fica: Regi\u00e3o Barra<br \/>\nMelhor hor\u00e1rio para visitar: Qualquer hor\u00e1rio<br \/>\nQuanto tempo precisa para visitar: Livre<\/p>\n<h2><strong>2. Bonfim<\/strong><\/h2>\n<p class=\"bodytext\">O passeio pelo Bonfim j\u00e1 \u00e9 tradicional, mas pouca gente sabe que, por baixo do ch\u00e3o daquela regi\u00e3o, ainda existem os trilhos do que foi o segundo bonde el\u00e9trico do Brasil. \u201cSalvador foi quase pioneira no bonde el\u00e9trico, que ficava ali em Roma\u201d, diz o historiador Daniel Rebou\u00e7as.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Ali, j\u00e1 existia uma empresa de bondes antiga chamada Ve\u00edculos Econ\u00f4micos. Um dos s\u00f3cios era Ant\u00f4nio Francisco de Brand\u00e3o, que come\u00e7ou a fazer uma articula\u00e7\u00e3o com a Siemens, multinacional de origem alem\u00e3. Na \u00e9poca, a empresa vinha construindo bondes na Am\u00e9rica Latina. Foi assim que, em 1887, foi fundada a Companhia de Carris El\u00e9tricos, a segunda do pa\u00eds no ramo de bondes el\u00e9tricos.<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/fileadmin\/_processed_\/7\/3\/csm_pjimage__42__7b3b818043.jpg\" width=\"1000\" height=\"563\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><strong>O Bonfim teve o segundo bonde el\u00e9trico do Brasil<\/strong>\u00a0(Fotos: Marina Silva\/CORREIO e Autor n\u00e3o identificado\/Acervo Siemens Museum)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<div class=\"single-publicidade\">\n<div id=\"div-gpt-ad-1558985512674-0\"><\/div>\n<\/div>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>\u201cAl\u00e9m do bonde el\u00e9trico, tinha tamb\u00e9m uma esp\u00e9cie de delivery. Se voc\u00ea estava na cal\u00e7ada e queria mandar um material para o Mercado Modelo, ao inv\u00e9s de contratar carro\u00e7a ou o bonde, a Siemens tinha tamb\u00e9m carros movidos a eletricidade, como um Uber mercadoria raiz\u201d<\/strong>, cita o historiador Daniel Rebou\u00e7as.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\">O bonde el\u00e9trico durou at\u00e9 a d\u00e9cada de 1950, mas n\u00e3o sem ter enfrentado alguns problemas. Era frequente que os ve\u00edculos entrassem em atrito com os carroceiros porque a rua era estreita e os carroceiros entendiam que estavam perdendo servi\u00e7o.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Ficha t\u00e9cnica<\/strong><br \/>\nNome do lugar: Bonfim<br \/>\nOnde fica: Bonfim<br \/>\nQuanto custa: Gratuito<br \/>\nEm que \u00e1rea da cidade fica: Regi\u00e3o Itapagipe<br \/>\nMelhor hor\u00e1rio para visitar: Qualquer hor\u00e1rio<br \/>\nQuanto tempo precisa para visitar: Livre<\/p>\n<h2><strong>3. Cabula<\/strong><\/h2>\n<p class=\"bodytext\">Um dos principais bairros residenciais de Salvador hoje, o Cabula j\u00e1 foi conhecido por seus laranjais. No s\u00e9culo XIX, fazendas tinham enormes planta\u00e7\u00f5es de laranja &#8211; em especial, aquelas conhecidas como \u2018laranja de umbigo\u2019. No in\u00edcio dos anos 1950, por\u00e9m, os laranjais come\u00e7aram a ser afetados por pragas, o que contribuiu para a urbaniza\u00e7\u00e3o do local.<\/p>\n<div class=\"single-publicidade\">\n<div id=\"div-gpt-ad-1563386375579-0\"><\/div>\n<\/div>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>\u201cAs laranjas do Cabula chegaram a ser mandadas para a Calif\u00f3rnia, nos Estados Unidos, onde tem a maior exporta\u00e7\u00e3o da fruta do mundo\u201d,<\/strong>\u00a0diz o pesquisador e jornalista Nelson Cadena.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\">Imaginar isso \u00e9 dif\u00edcil com a paisagem do bairro hoje, com t\u00e3o poucos s\u00edtios. Se voc\u00ea passa pelo Cabula hoje, com tantos pr\u00e9dios, casas, estabelecimentos comerciais e at\u00e9 grandes universidades, dificilmente o cen\u00e1rio lembra o descrito pelos historiadores ou mesmo pelos moradores mais antigos. \u201cMas o povo mais antigo dizia que chegava no Cabula e podia sentir o cheiro da laranja. Quando cheguei \u00e0 Bahia, na d\u00e9cada de 1970, ainda tinham alguns s\u00edtios\u201d, lembra.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Ficha t\u00e9cnica<\/strong><br \/>\nNome do lugar: Cabula<br \/>\nOnde fica: Cabula<br \/>\nQuanto custa: Gratuito<br \/>\nEm que \u00e1rea da cidade fica: Regi\u00e3o Cabula<br \/>\nMelhor hor\u00e1rio para visitar: Qualquer hor\u00e1rio<br \/>\nQuanto tempo precisa para visitar: Livre<\/p>\n<h2><strong>4. Itapu\u00e3<\/strong><\/h2>\n<p class=\"bodytext\">Pode ter quem diga que, com tanta hist\u00f3ria, talvez um bairro n\u00e3o precisasse de lendas. Mas e quando elas fazem parte da pr\u00f3pria hist\u00f3ria? Em Itapu\u00e3, uma das mais famosas \u00e9 justamente a que o conecta a outro bairro: S\u00e3o Tom\u00e9 de Paripe. Pois, diz a lenda que S\u00e3o Tom\u00e9 teria andado pelas \u00e1guas do mar de Salvador, caminhando de Itapu\u00e3 at\u00e9 S\u00e3o Tom\u00e9 de Paripe.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Em cada uma das pontas, ele teria deixado uma pegada.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>\u201cNa verdade, \u00e9 uma lenda ind\u00edgena que os jesu\u00edtas transformaram em S\u00e3o Tom\u00e9 de Paripe. \u00c9 a lenda do Sum\u00e9, um deus branco que anda pelo meio das \u00e1guas. \u00c9 uma lenda mundial, existe em quase todos os pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina\u201d,<\/strong>\u00a0diz o jornalista e pesquisador Nelson Cadena.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\">A partir de agora, quando chegar a Itapu\u00e3, lembre que a pegada ficaria em uma das pedras da praia, localizada nas proximidades de onde hoje est\u00e1 o Acaraj\u00e9 da Cira. \u201cTodo ano tem a festa de S\u00e3o Tom\u00e9, mas acabou se tornando uma festa pequena. Hoje, devem ir 50, 100 pessoas, no m\u00e1ximo\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Mesmo nos tempos mais recentes, Itapu\u00e3 continua oferecendo lendas contempor\u00e2neas a quem visita Salvador, a exemplo do \u2018sereio\u2019 que teria aparecido por l\u00e1 em 2018.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Ficha t\u00e9cnica<\/strong><br \/>\nNome do lugar: Itapu\u00e3<br \/>\nOnde fica: Itapu\u00e3<br \/>\nQuanto custa: Gratuito<br \/>\nEm que \u00e1rea da cidade fica: Regi\u00e3o Itapu\u00e3<br \/>\nMelhor hor\u00e1rio para visitar: Qualquer hor\u00e1rio<br \/>\nQuanto tempo precisa para visitar: Livre<\/p>\n<h2><strong>5. Lobato<\/strong><\/h2>\n<p class=\"bodytext\">Em meio aos pol\u00eamicos aumentos da gasolina nas \u00faltimas semanas, um dos marcos da hist\u00f3ria do Lobato \u00e9 tamb\u00e9m o in\u00edcio da trajet\u00f3ria do petr\u00f3leo no Brasil. Ainda na d\u00e9cada de 1930, come\u00e7aram a surgir os primeiros boatos: que a regi\u00e3o cheirava a \u00f3leo, enquanto vizinhos se acusavam de jogar \u00e1gua suja na planta\u00e7\u00e3o do outro.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">At\u00e9 que duas pessoas &#8211; o engenheiro Manoel In\u00e1cio de Barros, e um comerciante que era diretor da Bolsa de Valores, Oscar Cordeiro &#8211; decidem pesquisar isso. Na \u00e9poca, o tema estava em evid\u00eancia porque o escritor Monteiro Lobato andava dizendo que tinha descoberto petr\u00f3leo em Alagoas, mas n\u00e3o recebia credibilidade.<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/fileadmin\/_processed_\/8\/5\/csm_Autir_n_identificado_Petroleo_em_Lobato_acervo_Museu_Geologico_da_Bahia_a684348822.jpg\" width=\"1000\" height=\"610\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><strong>Manoel In\u00e1cio de Bastos (de terno branco) e Oscar Cordeiro (\u00e0 direita dele, de terno e chap\u00e9u) fizeram as primeiras pesquisas na Bahia\u00a0<\/strong>(Foto: Autor n\u00e3o identificado\/Acervo Museu Geol\u00f3gico da Bahia)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>\u201cEm Salvador, essa dupla pega as amostras e manda para professores na Escola Polit\u00e9cnica (da Ufba) e para jornalistas, mas eles ainda precisavam da ajuda do governo porque os resultados n\u00e3o eram muito precisos\u201d,\u00a0<\/strong>diz o historiador Daniel Rebou\u00e7as.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\">Eles fizeram tentativas entre 1932 e 1935, mas Manoel In\u00e1cio acabou desistindo. Enquanto isso, Oscar Cordeiro entrava em contato com o ge\u00f3logo Guilherme Guinle e, juntos, conseguiram uma sonda para tentar explorar uma mina. Com o golpe de Get\u00falio Vargas, contudo, o governo toma o equipamento.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">&#8220;Por isso, \u00e9 Vargas que acaba achando o petr\u00f3leo. Ele toma a mina e acaba descobrindo. Mas foi uma descoberta desses dois. Oscar Cordeiro foi reconhecido como descobridor pela Petrobras, a fam\u00edlia dele ganhou o t\u00edtulo e a aposentadoria. Manoel In\u00e1cio ficou menos conhecido\u201d, completa.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">A descoberta do petr\u00f3leo aconteceu em 1939, mas o po\u00e7o n\u00e3o dava vaz\u00e3o comercial. Esse canal s\u00f3 viria dois anos depois, em Candeias. \u201cAinda assim, \u00e9 muito simb\u00f3lico, porque \u00e9 a primeira vez que se vislumbra petr\u00f3leo no Brasil\u201d, diz Rebou\u00e7as.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">O Marco Zero do petr\u00f3leo no Brasil fica hoje em uma pra\u00e7a, no Lobato. Apesar de ter ficado esquecido nos \u00faltimos anos, o local tem uma marca\u00e7\u00e3o que revela onde a hist\u00f3ria come\u00e7ou at\u00e9 para a Petrobras.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Ficha t\u00e9cnica<\/strong><br \/>\nNome do lugar: Lobato<br \/>\nOnde fica: Lobato<br \/>\nQuanto custa: Gratuito<br \/>\nEm que \u00e1rea da cidade fica: Regi\u00e3o Sub\u00farbio Ferrovi\u00e1rio<br \/>\nMelhor hor\u00e1rio para visitar: Qualquer hor\u00e1rio<br \/>\nQuanto tempo precisa para visitar: Livre<\/p>\n<h2><strong>6. Paripe<\/strong><\/h2>\n<p class=\"bodytext\">Esse passeio seria pela Ponte da Sapoca &#8211; chamada por alguns de Ponte de Sapuc\u00e1 -, uma localidade que fica entre as praias de Tubar\u00e3o e S\u00e3o Tom\u00e9 de Paripe. \u00c9 nessa regi\u00e3o que fica a f\u00e1brica de cimento Aratu, mas nem todo mundo sabe a liga\u00e7\u00e3o dela com o educador An\u00edsio Teixeira.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">\u201cQuando se come\u00e7ou a usar cimento no Brasil, na d\u00e9cada de 1920, basicamente s\u00f3 tinham duas empresas de capital canadense e americano, uma de S\u00e3o Paulo, outra do Rio\u201d, lembra o historiador Daniel Rebou\u00e7as.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">No per\u00edodo p\u00f3s-guerra, Salvador vinha tendo dificuldades para encontrar fornecedores de cimento a pre\u00e7os razo\u00e1veis. Enquanto isso, na Era Vargas, An\u00edsio Teixeira passou a ser muito perseguido. \u201cEle resolve ganhar a vida com outras atividades, vira comerciante e vai buscar mangan\u00eas no exterior\u201d, conta. Em 1946, Teixeira descobre uma reserva de calc\u00e1rio na Ba\u00eda de Todos os Santos.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Assim, ele vai em busca do arquiteto Di\u00f3genes Rebou\u00e7as e diz que precisa pedir ao governo uma autoriza\u00e7\u00e3o para explorar, pensando em come\u00e7ar a fazer a ind\u00fastria.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>\u201cDi\u00f3genes Rebou\u00e7as pergunta para ele como vai se chamar a f\u00e1brica. Eles est\u00e3o na biblioteca, An\u00edsio Teixeira olha um livro com um caranguejo na frente e pergunta o que era aquilo. Di\u00f3genes responde: \u2018o nome \u00e9 aratu\u201d.\u00a0<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\">Dali em diante, Teixeira entrou em contato com a companhia nacional de cimento Portland e com um advogado paulista chamado Pascoal Perrone para entrar na sociedade, al\u00e9m de garantir o fornecimento de g\u00e1s natural. \u201cQuando ele volta para a educa\u00e7\u00e3o, vende a parte dele, no come\u00e7o da d\u00e9cada de 1950. Mas a Cimento Aratu foi iniciativa de An\u00edsio Teixeira\u201d, pontua.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Ficha t\u00e9cnica<\/strong><br \/>\nNome do lugar: Paripe<br \/>\nOnde fica: Paripe<br \/>\nQuanto custa: Gratuito<br \/>\nEm que \u00e1rea da cidade fica: Regi\u00e3o Sub\u00farbio Ferrovi\u00e1rio<br \/>\nMelhor hor\u00e1rio para visitar: Qualquer hor\u00e1rio<br \/>\nQuanto tempo precisa para visitar: Livre<\/p>\n<h2><strong>7. Pelourinho<\/strong><\/h2>\n<p class=\"bodytext\">\u00c0 primeira vista, esse \u00e9 um clich\u00ea. Afinal, quem n\u00e3o sabe que o Pelourinho tem hist\u00f3ria? Mas, de fato, \u00e9 um local importante da cidade desde seus primeiros anos, j\u00e1 que era considerado estrat\u00e9gico para o desenvolvimento de Salvador.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">No entanto, o que \u00e9 menos conhecido \u00e9 que, at\u00e9 meados do s\u00e9culo XX, existiu uma fonte d\u2019\u00e1gua ali.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>\u201cQuem passa na pra\u00e7a onde hoje est\u00e1 o Pelourinho, ou seja, no alto da ladeira, \u00e9 onde estava o pelourinho mesmo. Ali tinha uma fonte que vai funcionar at\u00e9 a d\u00e9cada de 1920\u201d,\u00a0<\/strong>diz o historiador Daniel Rebou\u00e7as, citando o termo tamb\u00e9m como refer\u00eancia ao poste utilizado para castigos na \u00e9poca colonial.<\/p>\n<\/blockquote>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/fileadmin\/_processed_\/a\/3\/csm_pjimage__41__cf7990d38d.jpg\" width=\"1000\" height=\"563\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><strong>A Fonte do Pelourinho funcionou por s\u00e9culos<\/strong>\u00a0(Fotos: Autor n\u00e3o identificado\/Acervo Ubaldo Senna Filho e Marina Silva\/CORREIO)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">De acordo com Rebou\u00e7as, n\u00e3o se sabe ao certo quantos pelourinhos existiram em Salvador, mas o \u2018principal\u2019 migrou por v\u00e1rios locais entre 1615 e 1635, quando teria ficado nas imedia\u00e7\u00f5es de onde hoje funciona a Funda\u00e7\u00e3o Jorge Amado. L\u00e1, havia essa fonte &#8211; provavelmente chamada de \u2018Fonte do Pelourinho\u2019 -, com um volume alto de \u00e1gua.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">As estimativas da \u00e9poca eram de que, em um dia de ver\u00e3o, a fonte conseguia encher de 12 a 13 mil barris de \u00e1gua. Se fosse para caridade, cada barril sairia por 30 r\u00e9is, um valor considerado barato para o per\u00edodo. No entanto, se a pessoa estivesse comprando para consumo pr\u00f3prio, o pre\u00e7o era 10 mil r\u00e9is, que seria equivalente a cinco passagens de bonde. \u201cDepois, essa fonte \u00e9 retirada dali e isso se perdeu. Ningu\u00e9m sabe o destino do material\u201d, completa o historiador.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Ficha t\u00e9cnica<\/strong><br \/>\nNome do lugar: Pelourinho<br \/>\nOnde fica: Pelourinho<br \/>\nQuanto custa: Gratuito<br \/>\nEm que \u00e1rea da cidade fica: Regi\u00e3o Centro<br \/>\nMelhor hor\u00e1rio para visitar: Qualquer hor\u00e1rio<br \/>\nQuanto tempo precisa para visitar: Livre<\/p>\n<h2><strong>8. Pituba\u00a0<\/strong><\/h2>\n<p class=\"bodytext\">Quando voc\u00ea passa pela Pituba, hoje cheia de op\u00e7\u00f5es de restaurantes, estabelecimentos comerciais, bares e outros servi\u00e7os, talvez n\u00e3o imagine que o bairro j\u00e1 foi uma grande fazenda &#8211; que, por sua vez, levava o mesmo nome. A urbaniza\u00e7\u00e3o s\u00f3 come\u00e7ou a acontecer no come\u00e7o do s\u00e9culo 20, como explica a professora Bete Santos, da Escola de Administra\u00e7\u00e3o da Ufba e uma das autoras do estudo O Caminho das \u00c1guas, sobre os bairros de Salvador.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>\u201cEntre 1910 e 1920, a fazenda de Joventino Pereira da Silva come\u00e7a a ser loteada, ainda com aquele perfil bastante horizontalizado. Mas a Pituba como bairro s\u00f3 come\u00e7a a ganhar corpo a partir dos anos 1960\u201d<\/strong>, explica.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\">\u00c9 nesse per\u00edodo que o perfil de ocupa\u00e7\u00e3o da cidade come\u00e7a a mudar, justamente com a instala\u00e7\u00e3o de locais de com\u00e9rcio e servi\u00e7os. \u201cA Pituba passa a ser onde parte significativa da popula\u00e7\u00e3o se desloca e tem padr\u00f5es de ocupa\u00e7\u00e3o diferenciados. Hoje, \u00e9 um dos maiores \u00edndices de renda m\u00e9dia, com uma concentra\u00e7\u00e3o grande de servi\u00e7os e equipamentos. \u00c9 um bairro que polariza\u201d, completa.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Ficha t\u00e9cnica<\/strong><br \/>\nNome do lugar: Pituba<br \/>\nOnde fica: Pituba<br \/>\nQuanto custa: Gratuito<br \/>\nEm que \u00e1rea da cidade fica: Regi\u00e3o Pituba\/Costa Azul<br \/>\nMelhor hor\u00e1rio para visitar: Qualquer hor\u00e1rio<br \/>\nQuanto tempo precisa para visitar: Livre<\/p>\n<h2><strong>9. Santo Ant\u00f4nio Al\u00e9m do Carmo\u00a0<\/strong><\/h2>\n<p class=\"bodytext\">Se voc\u00ea costuma passear por um dos bairros mais charmosos e tur\u00edsticos de Salvador, o Santo Ant\u00f4nio Al\u00e9m do Carmo, \u00e9 poss\u00edvel que saiba que o local sempre teve import\u00e2ncia cultural.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Em sua pr\u00f3xima ida ao bairro, por\u00e9m, lembre que essa relev\u00e2ncia, por\u00e9m, tem ra\u00edzes que n\u00e3o s\u00e3o de agora. Ali, como conta o historiador Daniel Rebou\u00e7as, foi uma regi\u00e3o de teatro popular e circo por muito tempo. Essa voca\u00e7\u00e3o fez com que nomes como Xisto Bahia come\u00e7assem a carreira no teatro, ainda no s\u00e9culo 19.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Mas um dos destaques era um circo chamado Barrac\u00e3o Cosmopolita, no final do s\u00e9culo.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>\u201cEra um circo com palha\u00e7os, malabaristas e tinha um ator americano, John Bridges, que se travestia de baiana enquanto cantava v\u00e1rios lundus e sambas. Esse cara chegou a fazer muito sucesso, rodou a cidade toda e, l\u00e1 no Santo Ant\u00f4nio, atra\u00eda um p\u00fablico grande\u201d,<\/strong>\u00a0conta o pesquisador.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\">O circo chegou a durar 20 anos, mas, como eram itinerantes, passaram por outras cidades brasileiras, como o Rio de Janeiro.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Ficha t\u00e9cnica<\/strong><br \/>\nNome do lugar: Santo Ant\u00f4nio Al\u00e9m do Carmo<br \/>\nOnde fica: Santo Ant\u00f4nio Al\u00e9m do Carmo<br \/>\nQuanto custa: Gratuito<br \/>\nEm que \u00e1rea da cidade fica: Regi\u00e3o Centro<br \/>\nMelhor hor\u00e1rio para visitar: Qualquer hor\u00e1rio<br \/>\nQuanto tempo precisa para visitar: Livre<\/p>\n<h2><strong>10. Toror\u00f3\u00a0<\/strong><\/h2>\n<p class=\"bodytext\">Que tal uma corrida ou caminhada ao redor do Dique do Toror\u00f3 mais tarde? Um dos destaques do Toror\u00f3 \u00e9 justamente o manancial, que se tornou uma regi\u00e3o buscada por moradores de todos os tipos &#8211; dos que procuram espa\u00e7os para praticar atividade f\u00edsica aos que querem curtir um dia de sol com a fam\u00edlia.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Por muito tempo, por\u00e9m, o Dique foi um escoadouro de dejetos do entorno da cidade, como lembra a professora Bete Santos, da Ufba.O projeto de despolui\u00e7\u00e3o do local s\u00f3 come\u00e7ou na d\u00e9cada de 1990, com o antigo programa Bahia Azul.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>\u201cFoi-se pensando em usos mais nobres do que simplesmente descartar res\u00edduos de tudo quanto \u00e9 tipo ali. No entorno, ainda existem algumas fontes que foram muito importantes para o abastecimento dos bairros da cidade por muito tempo. Muitas delas est\u00e3o numa situa\u00e7\u00e3o bastante prec\u00e1ria hoje. Algumas foram depredadas, outras foram aterradas\u201d,<\/strong>\u00a0diz.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\">Ao contr\u00e1rio de bairros como a Pituba, que referem-se a uma Salvador mais nova, o Toror\u00f3 traz outra imagem da cidade. \u201cVoc\u00ea est\u00e1 falando da Salvador antiga, de um sentido amplo do que era a Salvador tradicional\u201d, explica.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Fonte: Correio<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e3o hist\u00f3rias curiosas e que podem ser novidades mesmo para quem nasceu e sempre morou aqui<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":384402,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[327,6],"tags":[],"class_list":["post-384401","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-multimidia","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/plano-inclinado.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/384401","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=384401"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/384401\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/384402"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=384401"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=384401"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=384401"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}