{"id":386518,"date":"2022-04-24T16:08:57","date_gmt":"2022-04-24T19:08:57","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=386518"},"modified":"2022-04-24T16:08:57","modified_gmt":"2022-04-24T19:08:57","slug":"o-jovem-candido-rondon-na-queda-do-brasil-imperio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/o-jovem-candido-rondon-na-queda-do-brasil-imperio\/","title":{"rendered":"O Jovem Candido Rondon na queda do Brasil Imp\u00e9rio"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\n<p>Filho do Portugu\u00eas C\u00e2ndido Mariano da Silva e da Mesti\u00e7a Claudina Freitas Evangelista, nasce no ano de 1865 em Mimoso, Candido Mariano da Silva Rondon. Tendo ainda muito jovem ingressado \u00e0 carreira militar, foi o maior sertanista brasileiro de todos os tempos, respons\u00e1vel pela liga\u00e7\u00e3o do Norte e Centro-Oeste ao litoral, via tel\u00e9grafo e o mais consagrado indigenista de nossa hist\u00f3ria. Rondon \u00e9 o patrono das comunica\u00e7\u00f5es brasileiras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-386519 size-full\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/rondon.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"1475\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/rondon.jpg 1024w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/rondon-208x300.jpg 208w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/rondon-347x500.jpg 347w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/rondon-768x1106.jpg 768w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/rondon-160x230.jpg 160w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/rondon-640x922.jpg 640w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p>\u201c\u00c9 minha ascend\u00eancia materna ind\u00edgena \u2013 \u00edndios terena e bororo. Com os guan\u00e1 de quem descendia minha av\u00f3 paterna, Maria Rosa Rondon, s\u00e3o tr\u00eas as tribos de que descendo.<br \/>\nEram meus bisav\u00f3s maternos, pais de minha av\u00f3 materna, Constantino de Freitas, de origem portuguesa, e Maria de Freitas, mesti\u00e7a terena, nascida em Miranda.&#8221;<\/p>\n<p>\u00d3rf\u00e3o de pai (que n\u00e3o chegou a conhecer) e m\u00e3e (falecida dois anos e meio depois de seu nascimento) aos sete anos, em 1873, deixou Mimoso e mudou-se para Cuiab\u00e1, onde passou a ser criado por seu tio, Manoel Rodrigues da Silva. Iniciou seus estudos no mesmo ano, na escola particular de Mestre Cruz. No ano seguinte matriculou-se na escola p\u00fablica do professor Jo\u00e3o Batista de Albuquerque. Completou o curso prim\u00e1rio na escola do professor Francisco Ribeiro da Costa, mestre Chico, em 1878.<\/p>\n<p>Em 1881, aos 16 anos, conclui o curso de professor no Liceu Cuiabano e foi nomeado para o cargo. Em 26 de novembro de 1881 sentou pra\u00e7a como soldado raso, sendo destacado para o 3\u00b0 Regimento de Artilharia a cavalo, no quartel do antigo acampamento Couto Magalh\u00e3es, em Cuiab\u00e1.<\/p>\n<p>Em 31 de dezembro de 1881, iniciou seus estudos na Escola Militar da Praia Vermelha, no Rio de Janeiro. Em 1884 come\u00e7ou o seu curso superior na mesma escola militar.<\/p>\n<p>No ano seguinte, matriculou-se no curso de cavalaria e infantaria, concluindo-o no mesmo ano. Em 1887 terminou o curso de artilharia e em 1888, ao encerrar o curso de estado-maior de primeira classe, foi promovido a alferes-aluno.<\/p>\n<p>Em mar\u00e7o de 1889, ingressou na ent\u00e3o Escola Superior de Guerra, onde ensinava Benjamim Constant Botelho de Magalh\u00e3es, l\u00edder republicano e positivista, de quem se tornou aluno e seguidor. A influ\u00eancia de Benjamim Constant na forma\u00e7\u00e3o de Rondon foi muito forte, principalmente quanto ao positivismo, doutrina que Rondon adotou e seguiu por toda a vida.<\/p>\n<p>Teve participa\u00e7\u00e3o no movimento que dep\u00f4s a Monarquia em 15 de novembro de 1889, cujo apoio ele relata em seu di\u00e1rio:<\/p>\n<p>&#8220;Estava cheio o quartel. Chegamos na ocasi\u00e3o em que era arrombada a Arrecada\u00e7\u00e3o. Pedi logo um dos rev\u00f3lveres nagan que estavam sendo distribu\u00eddos \u2013 arma que conservo, com a que me ofereceu Roosevelt, verdadeiras pe\u00e7as de museu.<\/p>\n<p>Escolheu Benjamin Constant para portadores de t\u00e3o importante mensagem os dois disc\u00edpulos em quem mais confiava \u2013 os disc\u00edpulos amados \u2013 Fragoso e eu. Ser\u00edamos a liga\u00e7\u00e3o entre a \u2018Brigada Estrat\u00e9gica\u2019 rebelada e os oficiais revoltados da Armada.<\/p>\n<p>As 4 horas partimos em cavalos escolhidos para uma galopada de S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o ao Clube, no largo do Rossio.<\/p>\n<p>O dia despertava. S\u00fabito, tingiu-se o oriente sob uma chuva de ouro, p\u00e1lida a princ\u00edpio e depois cada vez mais rubra&#8230; e sobre essa cortina surgiria em breve o sol a iluminar um novo dia, a iluminar pela primeira vez a Rep\u00fablica brasileira.&#8221;<\/p>\n<p>Em dezembro de 1889, recebeu o t\u00edtulo de engenheiro militar e de bacharel em matem\u00e1tica e ci\u00eancias f\u00edsicas pela Escola Militar. Promovido a alferes no dia 4 de janeiro de 1890, tr\u00eas dias depois ascendeu ao posto de primeiro-tenente \u201cpor servi\u00e7os relevantes \u00e0 Rep\u00fablica\u201d.<\/p>\n<p>Nomeado em seguida professor substituto de astronomia e mec\u00e2nica da Escola Militar por indica\u00e7\u00e3o de Benjamim Constant, Rondon decidiu que antes de assumir o cargo aceitaria o convite que lhe fora feito para desempenhar, em Mato Grosso, as fun\u00e7\u00f5es de ajudante do major Ant\u00f4nio Ernesto Gomes Carneiro, chefe da Comiss\u00e3o Construtora de Linhas Telegr\u00e1ficas empenhada em construir a liga\u00e7\u00e3o entre Cuiab\u00e1 e a margem esquerda do Araguaia, divisa com o estado de Goi\u00e1s, iniciando sua vida de sertanista e desbravador&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Esther de Viveiros, Rondon conta sua vida, Cooperativa Cultural dos Esperantistas, Rio, 1969<\/p>\n<div class=\"oajrlxb2 g5ia77u1 qu0x051f esr5mh6w e9989ue4 r7d6kgcz rq0escxv nhd2j8a9 nc684nl6 p7hjln8o kvgmc6g5 cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x jb3vyjys rz4wbd8a qt6c0cv9 a8nywdso i1ao9s8h esuyzwwr f1sip0of lzcic4wl gpro0wi8 oo9gr5id lrazzd5p\" style=\"text-align: justify;\" tabindex=\"0\" role=\"button\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 1881, aos 16 anos, conclui o curso de professor no Liceu Cuiabano e foi nomeado para o cargo. 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