{"id":38682,"date":"2014-01-16T04:49:22","date_gmt":"2014-01-16T07:49:22","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=38682"},"modified":"2014-01-16T04:49:22","modified_gmt":"2014-01-16T07:49:22","slug":"tribunal-rejeita-acao-para-extinguir-comissao-da-verdade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/tribunal-rejeita-acao-para-extinguir-comissao-da-verdade\/","title":{"rendered":"Tribunal rejeita a\u00e7\u00e3o para extinguir Comiss\u00e3o da Verdade"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: justify;\"><\/h3>\n<div id=\"divMateria\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>Por unanimidade, o Tribunal Regional Federal da 1.\u00aa Regi\u00e3o decidiu extinguir a a\u00e7\u00e3o popular proposta pelo coronel reformado Pedro Ivo Mo\u00e9zia de Lima contra a Uni\u00e3o. Seu objetivo era a anula\u00e7\u00e3o da Lei 12.528, de 2011, que criou a Comiss\u00e3o Nacional da Verdade.<\/p>\n<p>Segundo o militar, que tamb\u00e9m \u00e9 advogado e fez parte dos quadros do Destacamento de Opera\u00e7\u00f5es de Informa\u00e7\u00f5es &#8211; Centro de Opera\u00e7\u00f5es de Defesa Interna (DOI-Codi), durante a ditadura militar, a lei \u201c\u00e9 parcial, tendenciosa, discriminat\u00f3ria, fere princ\u00edpios constitucionais que norteiam a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica e, acima de tudo, \u00e9 ilegal e lesiva ao patrim\u00f4nio p\u00fablico\u201d.<\/p>\n<p>Os desembargadores mantiveram a decis\u00e3o de primeira inst\u00e2ncia, proferida pela ju\u00edza Maria C\u00e2ndida de Almeida, da 17\u00aa Vara Federal do Distrito Federal. Ela disse que o militar n\u00e3o conseguiu demonstrar quais os atos \u201cque teriam o cond\u00e3o de causar les\u00e3o ao patrim\u00f4nio p\u00fablico, \u00e0 moralidade administrativa, ao meio ambiente ou ao patrim\u00f4nio hist\u00f3rico e cultural\u201d &#8211; como se exige no caso de a\u00e7\u00e3o popular.<\/p>\n<p>Ainda segundo a ju\u00edza, \u201cn\u00e3o h\u00e1 que se falar em tal a\u00e7\u00e3o no caso de inconformidade do autor com o conte\u00fado de uma lei, que, de mais a mais, tem, sim, o objetivo prec\u00edpuo de esclarecer fatos recentes da nossa hist\u00f3ria, que culminaram em graves desrespeitos aos direitos humanos\u201d.<\/p>\n<p>Ao final de sua manifesta\u00e7\u00e3o, Maria C\u00e2ndida tamb\u00e9m lembrou que o pedido de anula\u00e7\u00e3o de uma lei pela Justi\u00e7a Federal n\u00e3o tem nenhum amparo legal. \u201cComo \u00e9 sabido, at\u00e9 mesmo pelos rec\u00e9m ingressos nos bancos acad\u00eamicos das faculdades de direito, uma lei pode ser revogada, ter seus efeitos cessados, perder efic\u00e1cia, ter declarada sua inconstitucionalidade, total ou cessados, perder efic\u00e1cia, ter declarada sua inconstitucionalidade, total ou parcial, mas jamais anulada. Ainda mais pelo Poder Judici\u00e1rio!\u201d<\/p>\n<p>O coronel reformado apresentou a a\u00e7\u00e3o em 2011, logo ap\u00f3s a aprova\u00e7\u00e3o da lei pelo Congresso Nacional e a san\u00e7\u00e3o pela presidente Dilma Rousseff. Na \u00e9poca, em entrevista ao rep\u00f3rter Evandro Eboli, do jornal O Globo, ele negou a exist\u00eancia de torturas durante a ditadura: \u201cExistia rigores de entrevista. Rigores no interrogat\u00f3rio. Nunca toquei a m\u00e3o em ningu\u00e9m. O Ustra (coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, que comandou o Doi-Codi em S\u00e3o Paulo) tamb\u00e9m n\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Sobre o fato de seu nome aparecer em listas de torturadores, elaboradas por ex-presos pol\u00edticos e familiares, ele respondeu: \u201cApare\u00e7o em v\u00e1rias listas. Mas isso n\u00e3o \u00e9 verdade. Lista qualquer um pode fazer a que quiser. Lutei pelo meu pa\u00eds, pela minha p\u00e1tria e cumpri minha miss\u00e3o.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Estado<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por unanimidade, o Tribunal Regional Federal da 1.\u00aa Regi\u00e3o decidiu extinguir a a\u00e7\u00e3o popular proposta pelo coronel reformado Pedro Ivo Mo\u00e9zia de Lima contra a Uni\u00e3o. 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