{"id":389278,"date":"2022-05-26T09:29:24","date_gmt":"2022-05-26T12:29:24","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=389278"},"modified":"2022-05-26T09:29:24","modified_gmt":"2022-05-26T12:29:24","slug":"pcc-poder-secreto-faccao-conta-a-propria-historia-em-nova-serie","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/pcc-poder-secreto-faccao-conta-a-propria-historia-em-nova-serie\/","title":{"rendered":"\u201cPCC: Poder Secreto\u201d: fac\u00e7\u00e3o conta a pr\u00f3pria hist\u00f3ria em nova s\u00e9rie"},"content":{"rendered":"<header>\n<h1 class=\"title\"><\/h1>\n<h2 class=\"description\">Sem \u201cespecialistas\u201d, s\u00e9rie de Joel Zito Ara\u00fajo escuta pessoas cujas vidas s\u00e3o afetadas diretamente pela organiza\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<div class=\"details-bar\">\n<div class=\"author-time\">\n<div class=\"author\">Gabriela Moncau<\/div>\n<div class=\"place-and-time\">\n<div class=\"place\">Brasil de Fato<\/div>\n<p><time class=\"date\" datetime=\"2022-05-26T07:59:40 -03\"><\/time><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<figure>\n<div class=\"img-container\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images02.brasildefato.com.br\/1dfab7edf107fe78a7d49e767b89e775.jpeg\" alt=\"\" \/><\/div><figcaption>A s\u00e9rie, produzida ao longo de tr\u00eas anos, foi filmada dentro e fora de pres\u00eddios no Brasil e no Paraguai &#8211; Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<\/header>\n<div class=\"content\">\n<div class=\"text-content\">\n<p>Contando cronologicamente a hist\u00f3ria do Primeiro Comando da Capital (PCC) do seu in\u00edcio em 1993 at\u00e9 os dias atuais, a s\u00e9rie\u00a0<a href=\"https:\/\/youtu.be\/ys60iknYy9E\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>PCC: Poder Secreto<\/em><\/a>\u00a0estreia nesta quinta-feira (26) na HBO e promete trazer uma perspectiva in\u00e9dita a respeito da maior fac\u00e7\u00e3o do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Filmada no Brasil e no Paraguai, a originalidade da s\u00e9rie documental de quatro epis\u00f3dios de 45 minutos est\u00e1 no fato de n\u00e3o ter entrevistas com pesquisadores do tema. \u201cO que apresentamos ao p\u00fablico \u00e9 a vis\u00e3o do pr\u00f3prio PCC sobre a sua hist\u00f3ria\u201d, resume o cineasta Joel Zito Ara\u00fajo.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos integrantes da fac\u00e7\u00e3o, a s\u00e9rie priorizou escutar pessoas que, mesmo n\u00e3o sendo do PCC, t\u00eam suas vidas atravessadas por sua atua\u00e7\u00e3o. Entre elas, moradoras das periferias, sobreviventes do sistema prisional e agentes do Estado que trabalham no chamado \u201ccombate \u00e0 criminalidade\u201d.<\/p>\n<p>Baseada no livro\u00a0<em>Irm\u00e3os: Uma Hist\u00f3ria do PCC<\/em>, feito a partir de duas d\u00e9cadas de pesquisa etnogr\u00e1fica do soci\u00f3logo Gabriel Feltran, a s\u00e9rie conta com investiga\u00e7\u00e3o de Daniel Hirata, William Neves e Thais Nunes. Entre grupos e artistas que comp\u00f5em a trilha sonora, est\u00e3o\u00a0Racionais MC\u2019s, 509-E, Evandro Bab\u00e1 e MC Orelha.<\/p>\n<p>Com coprodu\u00e7\u00e3o da Warner Bros, Discovery, Boutique Filmes e Max Original,\u00a0<em>PCC: Poder Secreto<\/em>\u00a0foi produzida por Gustavo Mello e Adriana Gaspar, com roteiro de Guilherme C\u00e9sar e Diogo Leite da Silva e roteiro de edi\u00e7\u00e3o de Lia Kulakauskas.<\/p>\n<p>O que o p\u00fablico pode esperar da s\u00e9rie, a tentativa \u2013 impedida pela Justi\u00e7a &#8211; de entrevistar um dos seus integrantes mais conhecidos,\u00a0Marcola, e as novidades sobre o atual funcionamento do PCC s\u00e3o alguns dos temas da conversa do\u00a0<strong>Brasil de Fato<\/strong>\u00a0com o diretor da s\u00e9rie.<\/p>\n<p>Joel Zito Ara\u00fajo &#8211; que dirigiu tamb\u00e9m\u00a0<em>O Pai da Rita<\/em>, fic\u00e7\u00e3o com Ailton Gra\u00e7a que est\u00e1 agora nos cinemas \u2013 tem um extenso trabalho audiovisual abordando quest\u00f5es como racismo, desigualdades sociais e hist\u00f3ria do Brasil. Entre seus filmes, est\u00e3o\u00a0<em>A Nega\u00e7\u00e3o do Brasil<\/em>\u00a0(2000),\u00a0<em>Meu Amigo Fela<\/em>\u00a0(2019),\u00a0<em>As Filhas do Vento<\/em>\u00a0(2004) e\u00a0<em>Ra\u00e7a<\/em>\u00a0(2012).<\/p>\n<p class=\"ckeditor-img-caption\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images03.brasildefato.com.br\/570cb631be253d88f7951dc6389f31fc.jpeg\" \/><br \/>\nNascido na cidade mineira de Nanuque em 1954, Joel Zito de Ara\u00fajo \u00e9 diretor, roteirista, escritor e pesquisador \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\">Confira a entrevista:<\/p>\n<p><strong>Brasil de Fato: O que te fez querer fazer uma s\u00e9rie sobre o PCC?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Joel Zito Ara\u00fajo<\/strong>: Essa s\u00e9rie foi uma iniciativa do Gustavo Mello, da Boutique Filmes. Ele me apresentou o livro do Gabriel Feltran, achei sensacional. Em todos os meus trabalhos, busco compreender o Brasil a partir de um olhar sobre a nossa composi\u00e7\u00e3o populacional, a presen\u00e7a negra e ind\u00edgena. N\u00f3s, que somos maioria, fomos historicamente negados e renegados.<\/p>\n<p>Quando recebi essa proposta, ao considerar que a maior parte das pessoas que est\u00e3o encarceradas ou que vivem nas periferias, cen\u00e1rios fundamentais da hist\u00f3ria do PCC, s\u00e3o negras, pensei \u201cquero fazer isso: quero entender essa dimens\u00e3o que n\u00e3o estava nos meus trabalhos anteriores\u201d. Vi como uma oportunidade de compreender melhor o Brasil.<\/p>\n<p><strong>Entrando um pouco nessa aventura dif\u00edcil, sem dar spoiler, l\u00f3gico, voc\u00ea pode contar o que o p\u00fablico pode esperar dessa s\u00e9rie?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Tivemos consci\u00eancia, desde o in\u00edcio, da exist\u00eancia de outros materiais sobre o PCC. Nesse desafio de trazer uma vis\u00e3o original, vimos que a novidade seria trazer para o p\u00fablico algo diferente das vis\u00f5es policiais e jornal\u00edsticas. Essas \u00faltimas, ali\u00e1s, em sua maior parte abra\u00e7am a vis\u00e3o policial.<\/p>\n<p>A originalidade que a gente traz s\u00e3o dois lados que acho que nunca foram contemplados. Apresentamos a vis\u00e3o do pr\u00f3prio PCC sobre a sua hist\u00f3ria. E tamb\u00e9m a das pessoas que est\u00e3o nas comunidades, algumas que passaram pelas pris\u00f5es, que n\u00e3o s\u00e3o PCC, mas que foram atravessadas pela fac\u00e7\u00e3o e\/ou pela presen\u00e7a policial nas periferias da cidade. Que como todos n\u00f3s sabemos, \u00e9 na sua maior parte violenta, de desrespeito aos direitos dos segmentos mais pobres da popula\u00e7\u00e3o, especialmente do segmento negro.\u00a0 Sabemos muito bem que existe um exterm\u00ednio da juventude negra e que isso \u00e9 uma grande trag\u00e9dia.<\/p>\n<p>Um spoiler eu vou dar: um dos poderes secretos do PCC \u00e9 que ele soube aproveitar do grande equ\u00edvoco que \u00e9 essa pol\u00edtica de combate \u00e0 criminalidade. Essa pol\u00edtica que&#8230;\u00a0 n\u00e3o basta encarcerar um pobre, sabe? Ele tem que viver o inferno na cadeia.<\/p>\n<p>O PCC surgiu exatamente por conta desse equ\u00edvoco, se alimenta disso e se expande e se fortalece cada vez mais exatamente por conta desse equ\u00edvoco.<\/p>\n<p><strong>E Joel, como a gente j\u00e1 comentou aqui, o livro do Gabriel Feltran \u00e9 a base da pesquisa da s\u00e9rie e&#8230;\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>O livro e a presen\u00e7a do Gabriel. Ele foi fundamental. N\u00e3o poderia deixar de render homenagem a esse cara que se tornou meu grande amigo. Um pesquisador ser\u00edssimo, comprometido e que desde o come\u00e7o do in\u00edcio da adapta\u00e7\u00e3o, se colocou do lado, assessorou, estabeleceu pontes para a gente chegar aos irm\u00e3os do PCC, \u00e0s pessoas que vivem na periferia e que foram atravessadas pelo PCC, ele transferiu para mim a sua respeitabilidade, para as pessoas me aceitarem como quem estava dirigindo a s\u00e9rie, as entrevistando. Ent\u00e3o o Gabriel \u00e9 um elemento fundamental. N\u00e3o \u00e9 que simplesmente compramos o livro dele e adaptamos, n\u00e3o. Ele esteve do in\u00edcio ao fim do processo, grande figura. Recomendo muit\u00edssimo que as pessoas que n\u00e3o leram, que leiam o livro dele.<\/p>\n<p><strong>Uma das coisas que me chamou aten\u00e7\u00e3o no livro foi essa forma de encarar o PCC n\u00e3o como uma empresa nem como uma organiza\u00e7\u00e3o militar, mas com um funcionamento similar ao de uma sociedade secreta ou uma irmandade. O Feltran faz uma compara\u00e7\u00e3o com a ma\u00e7onaria, inclusive. Esse aspecto \u00e9 abordado pelas pessoas entrevistadas na s\u00e9rie?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Sim, a s\u00e9rie confirma essa hip\u00f3tese. Eu pude ver. A gente passou quatro meses filmando nas comunidades, no Brasil e no Paraguai. Pesquisando muito, tem muito material de arquivo.<\/p>\n<p>Uma das for\u00e7as do PCC tamb\u00e9m \u00e9 o fato ser uma organiza\u00e7\u00e3o descentralizada. Tanto do ponto de vista econ\u00f4mico como da tomada de decis\u00f5es.<\/p>\n<p>Eu preciso at\u00e9 checar isso com o Gabriel, mas me parece que o PCC tamb\u00e9m tem algo de franquia no seu funcionamento. A pessoa abra\u00e7a a irmandade, que tem uma ideologia muito forte, um proceder, um estatuto que tem que ser respeitado. Mas as pessoas v\u00e3o tocando seus neg\u00f3cios. A cada a\u00e7\u00e3o que um membro do PCC faz, ele n\u00e3o liga l\u00e1 para a sintonia final, para perguntar se pode fazer isso ou aquilo.<\/p>\n<p><strong>O Marcola [Marcos Herbas Camacho] \u00e9 comumente retratado pela imprensa como o grande chef\u00e3o do PCC, \u00e0s vezes mais nos termos de um modelo de m\u00e1fia do que nessa perspectiva descentralizada. Ao filmar a s\u00e9rie, voc\u00eas identificaram que ele tem uma posi\u00e7\u00e3o de comando ou n\u00e3o?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>A gente procurou entrevistar o Marcola. Mas n\u00e3o foi poss\u00edvel. N\u00e3o por discord\u00e2ncia dele, pelo contr\u00e1rio, ele estava interessado. Mas n\u00e3o autorizaram.<\/p>\n<p>O Marcola n\u00e3o \u00e9 o grande chef\u00e3o: ele \u00e9 uma grande refer\u00eancia. Mas o PCC, a sua sintonia final s\u00e3o duas dezenas de pessoas. Homens, talvez mulheres tamb\u00e9m. O PCC \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o descentralizada mesmo. N\u00e3o tem a estrutura da m\u00e1fia, n\u00e3o tem um grande chef\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>O livro do Feltran foi publicado em 2018. De l\u00e1 para c\u00e1 muita coisa aconteceu. Bolsonaro, pandemia, esses assaltos cinematogr\u00e1ficos que tomam pequenas cidades do interior \u2013 que v\u00eam sendo chamados de \u201co novo canga\u00e7o\u201d, o Marcola foi transferido de Bras\u00edlia para Porto Velho. S\u00f3 para citar alguns exemplos. O que a s\u00e9rie traz a respeito do PCC hoje, a partir dos acontecimentos dos \u00faltimos anos?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Acho que a grande novidade nos \u00faltimos quatro, cinco anos \u00e9 que o PCC atingiu o est\u00e1gio de ser uma grande organiza\u00e7\u00e3o de tr\u00e1fico internacional de drogas. A gente aborda isso no quarto epis\u00f3dio. O PCC virou a principal organiza\u00e7\u00e3o fornecedora de drogas para a Europa e para a \u00c1frica. Isso enriqueceu muitas pessoas e trouxe muitos conflitos internos.<\/p>\n<p>Gerou inclusive na periferia uma certa ideia de abandono do PCC. O PCC tinha um pouco de Robin Hood nas periferias. O PCC da atualidade \u00e9 muito diferente daquele que apareceu nos anos 1990 e veio at\u00e9 o in\u00edcio dos anos 2000.<\/p>\n<p><strong>De fato, se escuta essa hist\u00f3ria de &#8220;a quebrada est\u00e1 mais largada&#8221;, ou seja, que o PCC estaria menos atuante na gest\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es e dos conflitos no cotidiano das periferias, n\u00e9?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Exato.<\/p>\n<p><strong>Agora&#8230; Considerando essa din\u00e2mica descentralizada do PCC, as pessoas envolvidas no tr\u00e1fico internacional de drogas n\u00e3o s\u00e3o necessariamente as mesmas que est\u00e3o na biqueira da esquina, certo? Ent\u00e3o por que a expans\u00e3o internacional do PCC acarretaria nessa coisa de os &#8220;irm\u00e3os&#8221; estarem menos atuantes na gest\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es nas periferias brasileiras?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Eu sou um cineasta que passei tr\u00eas anos mergulhado nisso. E sempre que a gente sai de um mergulho como esse, a gente sai com uma falsa sensa\u00e7\u00e3o de sermos pequenos especialistas no assunto [risos]. Mas \u00e9 falsa. Especialistas s\u00e3o aqueles como Gabriel, que est\u00e3o h\u00e1 mais de 20 anos se dedicando ao assunto. Ent\u00e3o talvez seja melhor que algumas perguntas sejam direcionadas a ele.<\/p>\n<p>Mas uma das propostas da s\u00e9rie \u00e9 s\u00f3 entrevistar pessoas diretamente envolvidas na hist\u00f3ria. De evitar os especialistas. Isso tamb\u00e9m acho que \u00e9 uma das originalidades do trabalho.<\/p>\n<p>O que observamos \u00e9 que no passado as grandes autoridades do mundo criminal eram os assaltantes de banco, hoje n\u00e3o \u00e9 mais. Hoje s\u00e3o os grandes narcotraficantes. Esses do PCC s\u00e3o, em sua maioria jovens das comunidades que, de pequenas biqueiras, cresceram. Come\u00e7aram a gerar grandes fortunas, criar e gerir neg\u00f3cios para lavar dinheiro.<\/p>\n<p>Uma caracter\u00edstica interessante do PCC \u00e9 que as empresas de lavagem consideradas ideais n\u00e3o s\u00e3o as de fachada. S\u00e3o empresas reais. Ent\u00e3o isso tamb\u00e9m foi deslocando esse jovem do PCC de p\u00e9 de chinelo que est\u00e1 numa biqueira, para aquele outro que tinha, digamos, mais habilidade para se envolver no grande tr\u00e1fico de drogas. Isso foi criando uma diferencia\u00e7\u00e3o grande.<\/p>\n<p>O p\u00fablico vai ver na s\u00e9rie, espero que veja. \u00c9 aquela coisa: satisfa\u00e7\u00e3o garantida ou o dinheiro de volta!<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sem \u201cespecialistas\u201d, s\u00e9rie de Joel Zito Ara\u00fajo escuta pessoas cujas vidas s\u00e3o afetadas diretamente pela organiza\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":389279,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[327,6],"tags":[],"class_list":["post-389278","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-multimidia","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/anotacao.jpeg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/389278","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=389278"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/389278\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/389279"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=389278"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=389278"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=389278"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}