{"id":390599,"date":"2022-06-11T18:22:32","date_gmt":"2022-06-11T21:22:32","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=390599"},"modified":"2022-06-11T18:22:32","modified_gmt":"2022-06-11T21:22:32","slug":"ararinhas-azuis-sao-soltas-na-natureza-20-anos-depois-de-extincao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/ararinhas-azuis-sao-soltas-na-natureza-20-anos-depois-de-extincao\/","title":{"rendered":"Ararinhas-azuis s\u00e3o soltas na natureza 20 anos depois de extin\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div class=\"row visible-lg\">\n<div class=\"col-xs-12\">\n<div class=\"noticias-single__tags\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12 col-lg-3\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"noticias-single__meta\">\n<div class=\"noticias-single__author\">\n<div>Adriana Fernandes, do Estad\u00e3o<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"noticias-single__share \">\n<div class=\"noticias-single__share-item noticias-single__share-item--whatsapp noticias-single__share-item--whatsapp--desktop  \"><\/div>\n<div class=\"noticias-single__share-item noticias-single__share-item--more   \"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"noticias-single__content-area__left\">\n<div class=\"col-xs-12 col-lg-12 col-md-12 \">\n<div id=\"CW3677\" class=\"publicidade publicidade-responsive1  \">\n<div id=\"minhabahia_300x250_02\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"col-xs-12 col-lg-9\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"noticias-single__image\"><picture class=\"noticias-single__picture\"><source srcset=\"https:\/\/correio-cdn1.cworks.cloud\/fileadmin\/_processed_\/9\/7\/csm_ararinha_azul_camile_lugarini_687ad6e23a.jpg\" media=\"(min-width: 420px)\" \/><img decoding=\"async\" class=\"noticias-single__image-source\" src=\"https:\/\/correio-cdn2.cworks.cloud\/fileadmin\/_processed_\/9\/7\/csm_ararinha_azul_camile_lugarini_09eb85b528.jpg\" alt=\"Ararinhas-azuis s\u00e3o soltas na natureza 20 anos depois de extin\u00e7\u00e3o\" \/><\/picture><span class=\"noticias-single__image-caption\">(Foto: Camile Lugarini)<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"col-xs-12 noticias-single__stick-parent\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12 col-md-7 col-lg-7\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12\">\n<h1 class=\"noticias-single__title noticias-single__title--desktop noticias-single__title--with-image visible visible-lg\" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<div class=\"noticias-single__description visible-lg\" style=\"text-align: justify;\">Animais ser\u00e3o soltos no interior da Bahia; esp\u00e9cie \u00e9 considerada extinta na natureza desde o ano 2000<\/div>\n<div class=\"noticias-single__content-area noticias-single__content-area--before-content\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"chamada-assinatura\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"noticias-single__content\">\n<div class=\"noticias-single__content__text js-mediator-article\">\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Oito ararinhas-azuis (Cyanopsitta spixii) ser\u00e3o soltas hoje (11) em uma \u00e1rea de preserva\u00e7\u00e3o ambiental no interior da Bahia. A esp\u00e9cie \u00e9 considerada extinta na natureza desde o ano 2000, quando desapareceu o \u00faltimo animal selvagem, que era acompanhado por pesquisadores.,<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">As aves que ser\u00e3o soltas &#8211; cinco f\u00eameas e tr\u00eas machos &#8211; fazem parte de um grupo de 52 trazidas de um criadouro da Alemanha para o Brasil, em 2020, com o objetivo de reintroduzir a esp\u00e9cie na natureza.<\/p>\n<div class=\"single-publicidade\" style=\"text-align: justify;\">\n<div id=\"minhabahia_300x250_01\"><\/div>\n<\/div>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">O coordenador do Plano de A\u00e7\u00e3o Nacional para a Conserva\u00e7\u00e3o da Ararinha-Azul, Antonio Eduardo Barbosa, explica que esse primeiro grupo de oito aves foi escolhido entre os mais aptos a sobreviver na natureza.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">\u201cS\u00e3o animais sadios, que t\u00eam musculatura de voo, que interagem e que n\u00e3o apresentam comportamento agon\u00edstico, isto \u00e9, que n\u00e3o brigam com outro. S\u00e3o os animais mais aptos para a soltura\u201d.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">As ararinhas-azuis ser\u00e3o soltas com oito araras-maracan\u00e3 (Primolius maracana), esp\u00e9cie com quem dividia o habitat natural e que tem h\u00e1bitos semelhantes aos seus.<\/p>\n<div class=\"single-publicidade\" style=\"text-align: justify;\">\n<div id=\"div-gpt-ad-1558981264142-0\"><\/div>\n<\/div>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Nos \u00faltimos dois anos, as ararinhas passaram por processo de adapta\u00e7\u00e3o em um viveiro instalado na cidade de Cura\u00e7\u00e1, na Bahia, que envolveu a redu\u00e7\u00e3o do contato com humanos, o conv\u00edvio com araras-maracan\u00e3, o treinamento do voo, o reconhecimento de predadores e a oferta de alimentos que ser\u00e3o encontrados na natureza.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Para esse projeto de reintrodu\u00e7\u00e3o, foram criadas, em 2018, duas \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o nos munic\u00edpios de Cura\u00e7\u00e1 e Juazeiro: a \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (APA) da Ararinha-Azul e o Ref\u00fagio da Vida Silvestre (Revis) da Ararinha-Azul, que, juntas, somam 120 mil hectares.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">\u201cSer\u00e1 uma soltura branda, como chamamos. A gente abre o recinto, mas quer que as aves permane\u00e7am ali. Ser\u00e1 ofertada alimenta\u00e7\u00e3o suplementar durante um ano, para que elas ainda visitem o recinto. Nessa fase experimental, queremos conhecer a din\u00e2mica que as aves v\u00e3o apresentar\u201d, explica Barbosa.<\/p>\n<div class=\"single-publicidade\" style=\"text-align: justify;\">\n<div id=\"div-gpt-ad-1558981401166-0\"><\/div>\n<\/div>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Essa primeira soltura servir\u00e1 para que os pesquisadores observem o comportamento da ararinha na natureza, ou seja, os locais que visitam, o que comem etc. Os animais est\u00e3o marcados com anilhas e transmissores, que permitir\u00e3o seu rastreamento por alguns meses.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">A proposta \u00e9 soltar mais 12 ararinhas em dezembro deste ano, totalizando 20 aves em liberdade na caatinga. Por enquanto, n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o do n\u00famero de animais que ser\u00e3o soltos a partir de 2023, mas pelo menos parte deles continuar\u00e1 no viveiro de Cura\u00e7\u00e1 como uma reserva para garantir a sobreviv\u00eancia da esp\u00e9cie, a soltura de novos indiv\u00edduos e a reposi\u00e7\u00e3o das esperadas perdas no ambiente.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Extin\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nA ararinha-azul foi descoberta em 1819 e sofreu gradual processo de extin\u00e7\u00e3o na natureza, devido a fatores como a destrui\u00e7\u00e3o do ambiente e a captura para o com\u00e9rcio ilegal de animais silvestres.<\/p>\n<div class=\"single-publicidade\" style=\"text-align: justify;\">\n<div id=\"div-gpt-ad-1558985512674-0\"><\/div>\n<\/div>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Em 1986, a \u00faltima popula\u00e7\u00e3o selvagem conhecida tinha apenas tr\u00eas indiv\u00edduos. O \u00faltimo indiv\u00edduo conhecido, um macho, desapareceu em 2000, decretando-se assim a extin\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie na natureza.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">A ararinha s\u00f3 n\u00e3o desapareceu por completo porque havia cerca de 50 indiv\u00edduos vivendo em criadouros espalhados pelo Brasil e o mundo.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Ainda na d\u00e9cada de 90, o governo brasileiro come\u00e7ou um projeto de manejo para reprodu\u00e7\u00e3o desses animais e a negocia\u00e7\u00e3o do retorno, para o pa\u00eds, de parte das aves que estavam no exterior.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">O Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (ICMBio) criou, em 2012, um Plano de A\u00e7\u00e3o Nacional (PAN) para aumentar a popula\u00e7\u00e3o cativa, proteger o habitat e promover a reintrodu\u00e7\u00e3o da ararinha-azul.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Em 2016, o criadouro alem\u00e3o Association for the Conservation of Threatend Parrots (ACTP) e o ICMBio lan\u00e7aram o Projeto de Reintrodu\u00e7\u00e3o da Ararinha-azul, que permitiria a repatria\u00e7\u00e3o dos 52 animais quatro anos depois. Hoje, a popula\u00e7\u00e3o mundial de ararinhas \u00e9 de quase 200 indiv\u00edduos, dos quais tr\u00eas nasceram no viveiro de Cura\u00e7\u00e1.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos munic\u00edpios de Cura\u00e7\u00e1 e Juazeiro: a \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (APA) da Ararinha-Azul e o Ref\u00fagio da Vida Silvestre (Revis) da Ararinha-Azul, que, juntas, somam 120 mil hectares.<\/p>\n<p>\u201cSer\u00e1 uma soltura branda, como chamamos. 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