{"id":39100,"date":"2014-01-17T17:20:05","date_gmt":"2014-01-17T20:20:05","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=39100"},"modified":"2014-01-20T15:51:26","modified_gmt":"2014-01-20T18:51:26","slug":"governo-investiga-conta-de-pizzolato-em-banco-da-suica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/governo-investiga-conta-de-pizzolato-em-banco-da-suica\/","title":{"rendered":"Governo investiga conta de Pizzolato em banco da Su\u00ed\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>Autoridades brasileiras e da Su\u00ed\u00e7a investigam uma conta secreta operada por Henrique Pizzolato, o ex-diretor do Banco do Brasil que fugiu do Pa\u00eds ap\u00f3s ter a pris\u00e3o decretada pelo Supremo Tribunal Federal pela condena\u00e7\u00e3o no julgamento do mensal\u00e3o. Suspeita-se que a conta aberta num banco su\u00ed\u00e7o teria saldo de quase 2 milh\u00f5es de euros. Ela foi movimentada ap\u00f3s a fuga de Pizzolato, h\u00e1 cerca de dois meses, segundo investigadores brasileiros e su\u00ed\u00e7os. O saldo, contudo, n\u00e3o est\u00e1 zerado.<\/p>\n<p>De acordo com informa\u00e7\u00f5es apuradas pela reportagem, para o governo brasileiro a conta no exterior mostra que a fuga de Pizzolato foi &#8220;muito bem planejada&#8221;. A Pol\u00edcia Federal j\u00e1 tem certeza de que o ex-diretor do BB foi mesmo para a It\u00e1lia, mas n\u00e3o tem recebido coopera\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia do pa\u00eds europeu, \u00fanica que poderia aprofundar as investiga\u00e7\u00f5es sobre o seu paradeiro.<\/p>\n<p>Pizzolato possui dupla cidadania, o que garante a ele o direito de permanecer na It\u00e1lia. Tratado entre Brasil e a na\u00e7\u00e3o europeia n\u00e3o permite extradi\u00e7\u00e3o de quem tem dupla cidadania.<\/p>\n<p>At\u00e9 o fim do ano passado, a PF ainda trabalhava com a hip\u00f3tese de Pizzolato estar at\u00e9 mesmo no Brasil. Ele teria solicitado em pa\u00eds que faz fronteira com o Brasil uma autoriza\u00e7\u00e3o de retorno para a It\u00e1lia e n\u00e3o um novo passaporte. Ele viajou acompanhado da mulher, Andrea Haas. A opera\u00e7\u00e3o de fuga foi revelada pelo jornal O Estado de S.Paulo.<\/p>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o sobre Pizzolato \u00e9 tocada pela rec\u00e9m-criada coordena\u00e7\u00e3o de rastreamento e captura da Pol\u00edcia Federal, ainda n\u00e3o formalizada, mas j\u00e1 respons\u00e1vel por cuidar da situa\u00e7\u00e3o do ex-diretor do Banco do Brasil. Uma equipe de seis policiais trabalha no caso. A PF tamb\u00e9m conta com a ajuda da Interpol, organiza\u00e7\u00e3o internacional que re\u00fane pol\u00edcias de v\u00e1rios pa\u00edses. A Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica e a PF mant\u00eam o assunto sob sigilo.<\/p>\n<p>Na Su\u00ed\u00e7a, fontes da pol\u00edcia e da Justi\u00e7a local confirmaram \u00e0 reportagem o trabalho conjunto com as autoridades brasileiras. O foco \u00e9 tra\u00e7ar o caminho exato do dinheiro de Pizzolato. Diplomatas do Brasil disseram que, nas \u00faltimas semanas, uma &#8220;intensa troca&#8221; de cartas e comunica\u00e7\u00f5es entre Bras\u00edlia e Berna foi registrada sobre esse assunto.<\/p>\n<p>RESIST\u00caNCIA &#8211; Apesar de Brasil e Su\u00ed\u00e7a manterem um acordo de coopera\u00e7\u00e3o judicial, o pedido de ajuda de Bras\u00edlia aos su\u00ed\u00e7os enfrentou uma certa resist\u00eancia inicial para ser atendido. Isso porque o suposto crime n\u00e3o teria ocorrido na Su\u00ed\u00e7a e n\u00e3o existiria provas na Justi\u00e7a local de que o dinheiro movimentado fosse fruto de corrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O que permitiu a coopera\u00e7\u00e3o foi o fato de o nome de Pizzolato ter entrado na lista da Interpol. Com isso, as autoridades da Su\u00ed\u00e7a tamb\u00e9m foram levadas a colaborar com um caso de algu\u00e9m que j\u00e1 havia sido julgado e condenado em \u00faltima inst\u00e2ncia. O sinal verde para a coopera\u00e7\u00e3o foi dado, mas com a condi\u00e7\u00e3o de que o papel das autoridades su\u00ed\u00e7as n\u00e3o fosse revelado inicialmente.<\/p>\n<p>O pedido de ajuda do Brasil foi tratado pelo Escrit\u00f3rio Federal da Pol\u00edcia, conhecido como Fedpol. Uma vez recebido, o departamento lan\u00e7ou uma busca nos cant\u00f5es su\u00ed\u00e7os, obrigou bancos a buscar o nome de Pizzolato e conseguiu identificar a movimenta\u00e7\u00e3o na \u00e1rea que seria de responsabilidade legal de Genebra.<\/p>\n<p>O ex-diretor do Banco do Brasil foi condenado a 12 anos e 7 meses de pris\u00e3o pelo Supremo pelos crimes de lavagem de dinheiro corrup\u00e7\u00e3o passiva e peculato. As investiga\u00e7\u00f5es mostraram que ele recebeu R$ 326 mil de propina para favorecer uma das empresas de Marcos Val\u00e9rio em contratos com o Banco do Brasil. Como ex-diretor do banco, Pizzolato teria participado do desvio de aproximadamente R$ 74 milh\u00f5es do Fundo Visanet para alimentar o esquema. (Ag\u00eancia Estado)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Autoridades brasileiras e da Su\u00ed\u00e7a investigam uma conta secreta operada por Henrique Pizzolato, o ex-diretor do Banco do Brasil que fugiu do Pa\u00eds ap\u00f3s ter a pris\u00e3o decretada pelo Supremo Tribunal Federal pela condena\u00e7\u00e3o no julgamento do mensal\u00e3o. Suspeita-se que a conta aberta num banco su\u00ed\u00e7o teria saldo de quase 2 milh\u00f5es de euros. 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