{"id":391666,"date":"2022-06-27T08:06:28","date_gmt":"2022-06-27T11:06:28","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=391666"},"modified":"2022-06-27T08:06:28","modified_gmt":"2022-06-27T11:06:28","slug":"vitimas-de-bullying-preferem-adotar-o-silencio-reforca-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/vitimas-de-bullying-preferem-adotar-o-silencio-reforca-pesquisa\/","title":{"rendered":"V\u00edtimas de bullying preferem adotar o sil\u00eancio, refor\u00e7a pesquisa"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">No Nordeste, 68% afirmam ter a percep\u00e7\u00e3o de que as pessoas que sofrem esse tipo de ocorr\u00eancia preferem ficar caladas<\/h2>\n<div class=\"autor\" style=\"text-align: justify;\">Reda\u00e7\u00e3o<\/div>\n<div id=\"div-share\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"materia\">\n<div class=\"conteudo_post\">\n<figure id=\"attachment_148435\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/d1x4bjge7r9nas.cloudfront.net\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/14170129\/bullying.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-148435\" src=\"https:\/\/d1x4bjge7r9nas.cloudfront.net\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/14170129\/bullying.jpg\" alt=\"Foto: divulga\u00e7\u00e3o\" width=\"600\" height=\"417\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Foto: divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">V\u00edtimas de bullying preferem adotar o sil\u00eancio ap\u00f3s sofrerem esse tipo de pr\u00e1tica; quando procuram ajuda, preferem recorrer \u00e0 pr\u00f3pria rede onde o bullying ocorreu ou a familiares. Essas s\u00e3o algumas das conclus\u00f5es para o Nordeste da 11\u00aa Edi\u00e7\u00e3o do Observat\u00f3rio FEBRABAN \u2013 Pesquisa FEBRABAN-IPESPE Bullying e Cancelamento: Impacto na Vida dos Brasileiros. Realizada entre os dias 21 de maio e 2 de junho, a pesquisa tra\u00e7a um amplo panorama a respeito do grau de conhecimento dos brasileiros sobre bullying e cancelamento no pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Nordeste, 68% afirmam ter a percep\u00e7\u00e3o de que as pessoas que sofrem esse tipo de ocorr\u00eancia preferem ficar caladas; no pa\u00eds, a m\u00e9dia dessa constata\u00e7\u00e3o \u00e9 de 62%. Para os entrevistados, as v\u00edtimas preferem recorrer \u00e0s pr\u00f3prias redes sociais em que o cyberbullying ocorreu (23%) ou aos pais, respons\u00e1veis ou outros familiares (18%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre as raz\u00f5es que fazem as v\u00edtimas de bullying ou cyberbullying n\u00e3o denunciarem nem procurarem ajuda, foram citadas o medo de retalia\u00e7\u00e3o (45%), a descren\u00e7a em obter apoio (44%) e a vergonha (39%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda na regi\u00e3o, a express\u00e3o \u201cbullying\u201d \u00e9 de conhecimento de 74% da popula\u00e7\u00e3o. Como situa\u00e7\u00f5es caracterizadas como \u201cbullying\u201d, foram citadas agress\u00f5es que visam humilhar ou ridicularizar algu\u00e9m (68%) e as agress\u00f5es repetitivas, verbais ou f\u00edsicas, feitas na inten\u00e7\u00e3o de ofender ou ferir a outra pessoa (59%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Afirmaram terem sido v\u00edtimas, visto ou tomado conhecimento sobre pessoas pr\u00f3ximas que foram alvo de bullying 38% das pessoas (o Nordeste \u00e9 o que teve mais registro de conhecimento de pessoas que foram alvo de bullying, em compara\u00e7\u00e3o com outras regi\u00f5es). Os comportamentos e situa\u00e7\u00f5es de bullying mais citados foram os xingamentos, provoca\u00e7\u00f5es, humilha\u00e7\u00f5es (51%) e a propaga\u00e7\u00e3o de boatos negativos sobre a pessoa ou sua fam\u00edlia (35%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para 63% dos entrevistados, o ambiente escolar (escola ou faculdade) \u00e9 o local onde o bullying ocorre com mais frequ\u00eancia. O ambiente digital (celular\/ internet\/ redes sociais\/ e-mail) foi lembrado por 24% das pessoas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os principais alvos de bullying e cyberbullying citados foram a cor ou ra\u00e7a (29%) e a orienta\u00e7\u00e3o sexual (27%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo a pesquisa, a principal consequ\u00eancia do bullying e cyberbullying para as v\u00edtimas e a sociedade s\u00e3o os problemas psicol\u00f3gicos, como inseguran\u00e7a, ansiedade, dist\u00farbios alimentares, depress\u00e3o, suic\u00eddio (68% das respostas).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda de acordo com o levantamento, a motiva\u00e7\u00e3o mais comum de quem pratica bullying \u00e9 a busca de popularidade, com 24% das cita\u00e7\u00f5es; outros 20% lembraram a afirma\u00e7\u00e3o de poder.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A frase relacionada ao bullying que mais alcan\u00e7ou concord\u00e2ncia entre os entrevistados foi \u201cse a brincadeira discrimina, humilha ou ridiculariza algu\u00e9m ou grupo, j\u00e1 n\u00e3o deve mais ser encarada como brincadeira\u201d (84% concordam).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para 80% dos nordestinos, a ocorr\u00eancia de bullying aumentou muito no Brasil; quanto ao cyberbullying, essa percep\u00e7\u00e3o de maior ocorr\u00eancia \u00e9 ainda maior (86%). Aqueles que acham que o bullying e cyberbullying s\u00e3o tratados no Brasil de forma insuficiente somam 53%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto \u00e0 expectativa sobre a evolu\u00e7\u00e3o do problema do bullying no pa\u00eds nos pr\u00f3ximos cinco anos, 37% acreditam que ela vai melhorar, outros 21% acham que n\u00e3o vai se alterar e 35% apostam que vai piorar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foram apontadas entre as a\u00e7\u00f5es mais importantes para prevenir e combater o bullying e o cyberbullying entre os jovens as campanhas de conscientiza\u00e7\u00e3o e informa\u00e7\u00e3o (42%) e o apoio psicol\u00f3gico, educativo e judicial (35%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Cancelamento<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre a cultura de cancelamento, 27% dos entrevistados disseram conhecer a express\u00e3o. Os principais alvos de cancelamento lembrados foram os famosos e celebridades (39%), mas outros 35% afirmam que qualquer pessoa nas redes sociais pode ser cancelada; 73% acham que as situa\u00e7\u00f5es de cancelamento aumentaram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao serem perguntados se haviam sido v\u00edtimas, viram ou tomaram conhecimento sobre pessoas que foram alvo de cancelamento nas redes sociais, 35% disseram que sim; outros 36% responderam afirmativamente que cancelaram ou conhecem pessoa pr\u00f3xima que tenha cancelado algu\u00e9m na internet.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A frase relacionada ao cancelamento que mais alcan\u00e7ou concord\u00e2ncia entre os entrevistados foi \u201co cancelamento \u00e9 uma forma de chamar as pessoas \u00e0 responsabilidade sobre como se comportam e o que publicam nas redes sociais\u201d (70% concordam).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para 50% dos entrevistados, as redes sociais e seus canais de den\u00fancia s\u00e3o as respons\u00e1veis por prevenir ou coibir a cultura do cancelamento: a sociedade, por meio associa\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os especializados, recebeu 43% das men\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre os famosos mais citados como \u201ccancelados\u201d nas redes sociais est\u00e3o Karol Conk\u00e1 (32%) e Arthur Aguiar (7%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pesquisa nacional<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na m\u00e9dia nacional, 35% dos respondentes disseram j\u00e1 terem sido v\u00edtimas ou tomaram conhecimento de pessoas que foram alvo de bullying.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A maioria dos entrevistados (62%) ressalta o sil\u00eancio das v\u00edtimas, que n\u00e3o denunciariam os agressores por falta de apoio (48%), medo de retalia\u00e7\u00e3o (46%) e vergonha (tamb\u00e9m 46%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As situa\u00e7\u00f5es de bullying consideradas mais recorrentes, em pergunta de m\u00faltiplas respostas, s\u00e3o principalmente xingamentos, provoca\u00e7\u00f5es e humilha\u00e7\u00f5es (61%). Tamb\u00e9m foram citados boatos negativos (44%), promo\u00e7\u00e3o do isolamento (33%), amea\u00e7as, intimida\u00e7\u00f5es e chantagem (27%) e persegui\u00e7\u00e3o (26%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em todas as regi\u00f5es, como primeira resposta sobre a quem as v\u00edtimas costumam recorrer em casos de bullying, destaca-se a procura por familiares e amigos (32%). Em seguida, v\u00eam as delegacias, que somam 28%. As pr\u00f3prias redes onde houve as ocorr\u00eancias s\u00e3o citadas por 23% do total da amostra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO bullying e o cyberbullying tornaram-se um grave problema de sa\u00fade p\u00fablica. Depress\u00e3o, baixa autoestima e tentativas de suic\u00eddio s\u00e3o alguns exemplos de consequ\u00eancias dessas condutas, evidenciando a necessidade de ampliar o esclarecimento e a discuss\u00e3o sobre o tema\u201d, aponta o soci\u00f3logo e cientista pol\u00edtico Antonio Lavareda, presidente do Conselho Cient\u00edfico do IPESPE. Para ele, esse conhecimento se torna especialmente importante em uma sociedade contempor\u00e2nea, \u201cmais intolerante e onde a privacidade quase inexiste, mas que, ao mesmo tempo, demanda por mais empatia, \u00e9tica, responsabilidade e transpar\u00eancia nas rela\u00e7\u00f5es pessoais e corporativas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Observat\u00f3rio Febraban ouviu 3 mil pessoas em todas as regi\u00f5es do pa\u00eds, das quais 53% s\u00e3o do sexo feminino. O perfil dos entrevistados tem ainda 43% na faixa dos 25 a 44 anos; ensino m\u00e9dio (41%) e renda familiar de at\u00e9 dois sal\u00e1rios m\u00ednimos (48%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Bahia.ba<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Nordeste, 68% afirmam ter a percep\u00e7\u00e3o de que as pessoas que sofrem esse tipo de ocorr\u00eancia preferem ficar caladas; no pa\u00eds, a m\u00e9dia dessa constata\u00e7\u00e3o \u00e9 de 62%. 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