{"id":39350,"date":"2014-01-19T09:18:53","date_gmt":"2014-01-19T12:18:53","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=39350"},"modified":"2014-01-19T09:18:53","modified_gmt":"2014-01-19T12:18:53","slug":"por-que-os-militares-de-hoje-nao-admitem-os-crimes-cometidos-pela-ditadura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/por-que-os-militares-de-hoje-nao-admitem-os-crimes-cometidos-pela-ditadura\/","title":{"rendered":"Por que os militares de hoje n\u00e3o admitem os crimes cometidos pela ditadura"},"content":{"rendered":"<h2><em><span style=\"font-size: 13px;\">\u00c9 do jornalista Luiz Cl\u00e1udio Cunha o extenso, hiperb\u00f3lico e contundente artigo publicado na \u00faltima edi\u00e7\u00e3o da revista\u00a0<\/span>Brasileiros<span style=\"font-size: 13px;\">, no qual<\/span>\u00a0<span style=\"font-size: 13px;\">mostra por que os militares brasileiros de hoje se recusam a fazer o\u00a0<\/span>mea culpa\u00a0<span style=\"font-size: 13px;\">pelos crimes da ditadura.<\/span><\/em><\/h2>\n<div>\n<p>S\u00e3o 20 p\u00e1ginas que, na \u00edntegra, somam mais de 12 mil palavras. Nelas, Cunha cobra dos militares o mesmo gesto feito pelo jornal\u00a0<i>O Globo\u00a0<\/i>em setembro do ano passado \u2013 a hist\u00f3rica admiss\u00e3o do erro do ve\u00edculo-\u00e2ncora das Organiza\u00e7\u00f5es Globo para o apoio dado ao golpe militar de 1964 e aos 21 anos subsequentes que fizeram o Pa\u00eds imergir no mais longo per\u00edodo autorit\u00e1rio de sua hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>O momento \u00e9 prop\u00edcio para cobran\u00e7as e gestos do g\u00eanero. Afinal, 2014 n\u00e3o ser\u00e1 apenas o ano da Copa do Mundo no Brasil: em 31 de mar\u00e7o (ou 1<sup>o<\/sup>\u00a0de abril, dependendo do int\u00e9rprete daqueles dias confusos), completam-se 40 anos do golpe; abril tamb\u00e9m marcar\u00e1 os 30 anos da important\u00edssima e derrotada campanha das Diretas J\u00e1; e, em novembro, se chegar\u00e1 aos 25 anos da primeira elei\u00e7\u00e3o direta para a Presid\u00eancia da Rep\u00fablica depois das d\u00e9cadas de ditadura.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/pensata.ig.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/Protestos_contra_regime_militar.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Protesto contra a ditadura no Rio, em 1964: a foto de Evandro Teixeira \u00e9 uma das imagens mais reproduzidas do per\u00edodo\" src=\"http:\/\/pensata.ig.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/Protestos_contra_regime_militar-300x194.jpg\" width=\"300\" height=\"194\" \/><\/a><\/p>\n<p>Protesto contra a ditadura no Rio, em 1964: a foto de Evandro Teixeira \u00e9 uma das imagens mais reproduzidas do per\u00edodo<\/p>\n<p>Acrescente-se \u00e0 galeria de efem\u00e9rides a conclus\u00e3o das atividades da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade, que deve publicar seu relat\u00f3rio final no segundo semestre.<\/p>\n<p>Tudo somado, pode-se ter um ano-marco dos processos de verdade, mem\u00f3ria e justi\u00e7a, e da consolida\u00e7\u00e3o dos direitos humanos no Brasil.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 pouca coisa, e o artigo de Cunha oferece uma relevante contribui\u00e7\u00e3o para entender s\u00e9rios entraves nesse terreno. Seu t\u00edtulo \u00e9 direto na contraposi\u00e7\u00e3o da in\u00e9rcia dos militares ao gesto do<i>Globo<\/i>: \u201cPor que os generais n\u00e3o imitam a Rede Globo\u201d.<\/p>\n<p>Cunha \u00e9 o experiente rep\u00f3rter que chegou a ser consultor da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade, e dali foi afastado por criticar alguns dos seus integrantes e a falta de empenho do ministro da Defesa e dos comandantes do Ex\u00e9rcito e da Marinha no esclarecimento de crimes da ditadura.<\/p>\n<p>Embora cr\u00edtico das Organiza\u00e7\u00f5es Globo, o exemplo do\u00a0<i>mea culpa\u00a0<\/i>a que recorre \u00e9 justific\u00e1vel: para ele, a Globo foi o principal sustent\u00e1culo civil do regime autorit\u00e1rio. \u201cN\u00e3o cabe discutir se o gesto da Globo envolve puro marketing, medo velado das manifesta\u00e7\u00f5es, mero oportunismo pol\u00edtico ou um genu\u00edno arrependimento\u201d, afirma o artigo. \u201cO que importa \u00e9 o in\u00e9dito, amadurecido, eloquente reconhecimento de um memor\u00e1vel, irremedi\u00e1vel erro pelo mais poderoso grupo de comunica\u00e7\u00e3o do Pa\u00eds\u201d.<\/p>\n<p>O jornal\u00a0<i>O Globo\u00a0<\/i>\u2013 lembra Cunha \u2013 fez dura oposi\u00e7\u00e3o ao governo de Jo\u00e3o Goulart e \u201cj\u00e1 em 1965, no ano seguinte \u00e0 sua deposi\u00e7\u00e3o, inaugurou a rede de televis\u00e3o que se forjou e se consolidou \u00e0 sombra do regime militar que a Rede Globo apoiou com o fervor de f\u00e3 de audit\u00f3rio\u201d. (Ele n\u00e3o cita, mas conv\u00e9m lembrar que a esmagadora maioria dos grandes jornais, incluindo aqueles que mais tarde seriam vistos como opositores do regime,\u00a0<i>Estad\u00e3o\u00a0<\/i>e\u00a0<i>Jornal do Brasil<\/i>, fez o mesmo em 1964: apoiou a derruba de Jango.)<\/p>\n<p>Em setembro de 2013,\u00a0<i>O Globo\u00a0<\/i>publicou duas p\u00e1ginas e um editorial em que reconheceu, com solenidade e sem disfarces, o equ\u00edvoco do apoio ao golpe militar e \u00e0 ditadura subsequente. N\u00e3o foi a \u00fanica confiss\u00e3o. O jornal tamb\u00e9m admitiu que a t\u00edbia cobertura da campanha das Diretas J\u00e1 resultou de um erro de avalia\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-jornal\u00edstico.<\/p>\n<p><b>Os militares fingem que nada fizeram<\/b><\/p>\n<p>Por que os militares n\u00e3o fazem o mesmo? Porque \u201cfingem que nada fizeram ou nada t\u00eam a se desculpar\u201d, responde Luiz Cl\u00e1udio Cunha em seu artigo, contabilizando o balan\u00e7o de 21 anos de uma ditatura que atuou \u201csem o povo, apesar do povo, contra o povo\u201d:<\/p>\n<p>&#8211; 500 mil cidad\u00e3os investigados pelos \u00f3rg\u00e3os de seguran\u00e7a;<\/p>\n<p>&#8211; 200 mil detidos por suspeita de subvers\u00e3o;<\/p>\n<p>&#8211; 11 mil acusados nos inqu\u00e9ritos das Auditorias Militares, cinco mil deles condenados;<\/p>\n<p>&#8211; Dez mil torturados nos por\u00f5es do DOI-Codi;<\/p>\n<p>&#8211; Dez mil brasileiros exilados;<\/p>\n<p>&#8211; 4.862 mandatos cassados, com suspens\u00e3o de direitos pol\u00edticos, de presidentes a vereadores;<\/p>\n<p>&#8211; 1.202 sindicatos sob interven\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>&#8211; Tr\u00eas ministros do Supremo afastados;<\/p>\n<p>&#8211; Congresso Nacional fechado tr\u00eas vezes;<\/p>\n<p>&#8211; Censura pr\u00e9via;<\/p>\n<p>&#8211; 400 mortos pela repress\u00e3o, 144 dos quais desaparecidos at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>\u201cA mentalidade dominante dos generais brasileiros (\u2026) recha\u00e7a qualquer avalia\u00e7\u00e3o do passado recente, escorregando pelo racioc\u00ednio simpl\u00f3rio e f\u00e1cil do \u2018revanchismo\u2019\u201d, afirma Cunha.<\/p>\n<p>Press\u00f5es como a da revista\u00a0<i>Brasileiros<\/i>, da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade ou do projeto Arquivos da Ditadura, do jornalista Elio Gaspari, ajudam a iluminar as sombras existentes sobre o papel dos militares na viola\u00e7\u00e3o de direitos humanos naquele per\u00edodo.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/pensata.ig.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/Vladimir_Herzog.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Vladimir Herzog, morto sob tortura no DOI-Codi: a tese do suic\u00eddio foi vendida pelos militares\" src=\"http:\/\/pensata.ig.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/Vladimir_Herzog-271x300.jpeg\" width=\"271\" height=\"300\" \/><\/a><\/p>\n<p>Vladimir Herzog, morto sob tortura no DOI-Codi: a tese do suic\u00eddio foi vendida pelos militares<\/p>\n<p>S\u00e3o alvos, por exemplo, a localiza\u00e7\u00e3o dos restos mortais dos guerrilheiros do Araguaia, a viol\u00eancia contra povos ind\u00edgenas, os assassinatos dos jornalistas Vladimir Herzog e do ex-deputado Rubens Paiva, as suspeitas sobre as mortes dos presidentes Jo\u00e3o Goulart e Juscelino Kubitschek e o desaparecimento de milhares de presos pol\u00edticos enquanto estavam nas m\u00e3os do Estado.<\/p>\n<p>E a tortura. A tortura foi\u00a0 o instrumento extremo de coer\u00e7\u00e3o e exterm\u00ednio, \u00faltimo recurso da repress\u00e3o pol\u00edtica que o Ato Institucional n\u00b0 5 libertou das amarras da legalidade.<\/p>\n<p>Para usar uma express\u00e3o celebrizada por Elio Gaspari, foi quando a ditadura envergonhada transformou-se em ditadura escancarada; quando a primeira foi substitu\u00edda por um regime an\u00e1rquico nos quart\u00e9is e violento nas pris\u00f5es: foram os Anos de Chumbo, que conviviam com o Milagre Brasileiro. Ambos reais, coexistiram negando-se. (Para muitos, houve mais chumbo do que milagre, uma vez que a tortura e a coer\u00e7\u00e3o dominaram o per\u00edodo.)<\/p>\n<p>Em seu artigo na revista\u00a0<i>Brasileiros<\/i>, Luiz Cl\u00e1udio Cunha lembra os exemplos de generais argentinos e uruguaios, que assumiram publicamente as atrocidades cometidas. Igualmente as comiss\u00f5es daqueles pa\u00edses, que ajudaram a Argentina e o Uruguai a n\u00e3o temer abrir cicatrizes fechadas do passado.<\/p>\n<p>(O artigo n\u00e3o cita, mas \u00e9 poss\u00edvel lembrar outros exemplos not\u00e1veis de reavalia\u00e7\u00e3o do legado de viol\u00eancia do passado, como a \u00c1frica do Sul do apartheid, o Peru de Fujimori e o Chile de Pinochet.)<\/p>\n<p><b>O sil\u00eancio que diz muito<\/b><\/p>\n<p>O texto de Luiz Cl\u00e1udio Cunha p\u00f5e o dedo em riste para os tr\u00eas comandantes das For\u00e7as Armadas: o general Enzo Martins Peri, o almirante J\u00falio Soares de Moura Neto e o brigadeiro Juniti Salto. Sem qualquer liga\u00e7\u00e3o com as sombras deixadas pelos colegas de farda da ditadura, os tr\u00eas deixam claro a discord\u00e2ncia com a ideia de exuma\u00e7\u00e3o do passado.<\/p>\n<p>Em 18 de novembro de 2011, ao sancionar a lei que criava a Comiss\u00e3o Nacional da Verdade em cerim\u00f4nia no Pal\u00e1cio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff (ex-guerrilheira) era aplaudida por toda a plateia ao sublinhar aquele \u201cdia hist\u00f3rico\u201d, segundo suas palavras. Aplauso seguido por todos os presentes, exceto por quatro pessoas: justamente os comandantes do Ex\u00e9rcito, da Marinha e da Aeron\u00e1utica e do chefe do Estado-Maior Conjunto.<\/p>\n<p>Foi uma cena curiosa: todos eles contidos, m\u00e3os sobre o colo, im\u00f3veis. No c\u00f3digo consentido dos comandantes militares, a aus\u00eancia do aplauso foi uma das maneiras de dizer pouco e insinuar muito.<\/p>\n<p><b>A resist\u00eancia da banda fardada<\/b><\/p>\n<p>O artigo de Cunha cita outras evid\u00eancias que refutam progn\u00f3sticos otimistas quanto a poss\u00edvel\u00a0<i>mea culpa<\/i>\u00a0dos militares:<\/p>\n<p>&#8211; Mentiras expostas em livros did\u00e1ticos usados por 14 mil alunos matriculados em escolas militares do Pa\u00eds;<\/p>\n<p>&#8211; O excesso de escolas que homenageiam presidentes e comandantes militares;<\/p>\n<p>&#8211; O \u201csumi\u00e7o\u201d de documentos como explica\u00e7\u00e3o de oficiais para defender a impossibilidade de elucida\u00e7\u00e3o de casos de tortura e desaparecimento da \u00e9poca da ditadura;<\/p>\n<p>&#8211; A dificuldade que militares ainda demonstram para aceitar a preval\u00eancia da autoridade civil (como o espantoso incidente envolvendo o ministro da Defesa, Celso Amorim, e seus assessores civis, barrados na entrada do CIE, o Centro de Informa\u00e7\u00f5es do Ex\u00e9rcito, sob o argumento de que ali n\u00e3o entram civis, apenas militares; s\u00f3 o ministro, calado, p\u00f4de entrar).<\/p>\n<p>Diante dessa resist\u00eancia, o mais prov\u00e1vel, diz ele, \u00e9 que \u201cincapazes de reconhecerem suas culpas, os militares brasileiros comprometidos com os abusos da ditadura sejam compelidos a prestar contas \u00e0 Justi\u00e7a\u201d, segundo afirma Luiz Cl\u00e1udio Cunha. Ele acredita na revis\u00e3o da Lei da Anistia.<\/p>\n<p><b>Jurisprud\u00eancia para punir torturadores<\/b><\/p>\n<p>Como lembrou, em\u00a0<a href=\"http:\/\/ultimosegundo.ig.com.br\/politica\/2013-05-17\/ha-uma-jurisprudencia-muito-forte-para-punir-torturadores.html\" target=\"_blank\">artigo publicado no iG<\/a>, o cientista pol\u00edtico Mauricio Santoro, assessor de Direitos Humanos da Anistia Internacional no Brasil, h\u00e1 jurisprud\u00eancia internacional para punir agentes do Estado envolvidos em atos de viola\u00e7\u00e3o dos direitos humanos. Depois de estudar os casos de comiss\u00f5es da verdade em cerca de 40 pa\u00edses, Santoro constatou que, mesmo em locais onde as leis de anistia n\u00e3o foram revistas, condena\u00e7\u00f5es t\u00eam ocorrido.<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m o conceito de justi\u00e7a de transi\u00e7\u00e3o, que no Conselho de Seguran\u00e7a da ONU abarca mecanismos e estrat\u00e9gias (judiciais ou n\u00e3o) para avaliar o legado de viol\u00eancia do passado, atribuir fortalecer a democracia e garantir que n\u00e3o se repitam as atrocidades. responsabilidades, tornar eficaz o direito \u00e0 mem\u00f3ria e \u00e0 verdade.<\/p>\n<p>Para resumir claramente: oficinais-generais que ordenaram, estimularam e defenderam a tortura levaram as For\u00e7as Armadas brasileiras ao maior erro de sua hist\u00f3ria. Os crimes da \u00e9poca envenenaram a conduta dos encarregados da seguran\u00e7a p\u00fablica, desvirtuaram a atividade dos militares da \u00e9poca e macularam, at\u00e9 hoje, a sua imagem.<\/p>\n<p>Como pergunta Luiz Cl\u00e1udio Cunha, por que os generais de hoje n\u00e3o admitem os erros dos seus colegas de farda do passado?<\/p>\n<p>Fonte: iG<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 do jornalista Luiz Cl\u00e1udio Cunha o extenso, hiperb\u00f3lico e contundente artigo publicado na \u00faltima edi\u00e7\u00e3o da revista Brasileiros, no qual mostra por que os militares brasileiros de hoje se recusam a fazer o mea culpa pelos crimes da ditadura.<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":39351,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[4,7],"tags":[],"class_list":["post-39350","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque","category-nacional"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/Ditadura-Militar-1964-1985.-Do-Blog-Esquerdopata.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39350","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=39350"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39350\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/39351"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=39350"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=39350"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=39350"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}