{"id":396930,"date":"2022-08-27T06:01:47","date_gmt":"2022-08-27T09:01:47","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=396930"},"modified":"2022-08-27T06:01:47","modified_gmt":"2022-08-27T09:01:47","slug":"vestes-armas-e-partes-dos-corpos-de-cangaceiros-eram-expostos-no-dpt","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/vestes-armas-e-partes-dos-corpos-de-cangaceiros-eram-expostos-no-dpt\/","title":{"rendered":"Vestes, armas e partes dos corpos de cangaceiros eram expostos no DPT"},"content":{"rendered":"<section class=\"mw-article-head\">\n<h1 class=\"mw-h1-1 mw-default-blue\"><\/h1>\n<h2 class=\"mw-h2-1 mw-default-gray\">Reportagens publicadas em 1940 e 1960 registraram como parte desse material foi reunido em acervo<\/h2>\n<div class=\"mw-article-head-inner\">\n<div class=\"mw-article-head-info\"><span class=\"mw-article-data mw-default-gray\"><abbr title=\"mw-article-date\"><strong>Por:\u00a0<\/strong> <\/abbr><abbr title=\"mw-article-author\"><strong>Cleidiana Ramos*<\/strong><\/abbr><\/span><\/p>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<figure class=\"mw-article-head-image\" data-article-id=\"1204511\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.atarde.com.br\/img\/Artigo-Destaque\/1200000\/Artigo-Destaque_01204511_00.jpg?xid=5538934\" alt=\"Cabe\u00e7as e armas de Lampi\u00e3o e integrantes do bando foram expostos em museu no IML\" data-cls=\"\" \/><\/figure>\n<div class=\"mw-image-info\"><span class=\"mw-image-description\">Cabe\u00e7as e armas de Lampi\u00e3o e integrantes do bando foram expostos em museu no IML &#8211;\u00a0<label class=\"mw-image-author\">Foto: Valdir Argolo | Cedoc A TARDE<\/label><\/span><\/div>\n<div class=\"mw-article-general-options\"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"mw-article-body\">\n<article data-article-id=\"1204511\">\n<p class=\"mw-texto\">\n<p>O canga\u00e7o fascinou e ainda fascina a academia e as artes, especialmente a literatura e o cinema. Um dos respons\u00e1veis pela repress\u00e3o do movimento, o sistema policial baiano, foi mais al\u00e9m: preservou o que considerava a mem\u00f3ria dessas a\u00e7\u00f5es guardando armas, vestimentas e partes dos corpos, especialmente as cabe\u00e7as, dos integrantes do bando chefiado por Virgulino Ferreira, mais conhecido como Lampi\u00e3o. Al\u00e9m da guarda foi feita a exposi\u00e7\u00e3o p\u00fablica deste material.\u00a0 Parte desse acervo ficou, durante d\u00e9cadas, no Museu Est\u00e1cio de Lima, unidade do Departamento de Pol\u00edcia T\u00e9cnica da Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica da Bahia (DPT-SSP-BA) onde funciona o Instituto M\u00e9dico Legal Nina Rodrigues. O acervo acabou fechado. Registro sobre a posse desses elementos controversos est\u00e3o em duas reportagens da cole\u00e7\u00e3o de edi\u00e7\u00f5es de A TARDE: uma de 1940 e outra de 1960.<\/p>\n<p><iframe width=\"1\" height=\"1\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe>Segundo a reportagem publicada na edi\u00e7\u00e3o de 23 de maio de 1940, Velocidade, um ex-integrante do bando de Corisco entregou \u00e0 pol\u00edcia armas e um chap\u00e9u do cangaceiro. A informa\u00e7\u00e3o foi confirmada por Leoncio Azevedo, ent\u00e3o titular da Delegacia de Ordem Pol\u00edtica e Social.<\/p>\n<p>\u201cVelocidade, o componente do grupo de &#8220;Corisco&#8221; que fugiu para entregar- se \u00e0 pol\u00edcia bahiana. quiz, num gesto que provasse o seu completo abandono \u00e0 vida de canga\u00e7o, entregar \u00e0s autoridades as armas e muni\u00e7\u00f5es dos seus ex-companheiros\u201d. (A TARDE, 24\/5\/1940, p.2).<\/p>\n<div id=\"dp-v-par1\" class=\"jba\" data-google-query-id=\"CMSpv8vT5vkCFUoDuQYdUt0Ibg\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/21622511100,22666819895\/atarde_multize_4__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<p>No texto, que foi publicado na v\u00e9spera da morte de Corisco, tamb\u00e9m conhecido como Diabo Louro, seu antigo comandado, Velocidade, afirmou que ele ainda n\u00e3o havia se entregado \u00e0 pol\u00edcia por conta da influ\u00eancia de S\u00e9rgia Ribeiro da Silva, mais conhecida como Dad\u00e1. Sequestrada e estuprada por Cristino Gomes da Silva Cleto, o nome civil de Corisco, quando tinha 13 anos, com o tempo Dad\u00e1 tornou-se sua mulher e viveu ao seu lado at\u00e9 a morte de Diabo Louro. No cerco que culminou na morte de Corisco ela foi atingida na perna e, como consequ\u00eancia, precisou amputar o p\u00e9.<\/p>\n<p>\u201cCorisco, se n\u00e3o fosse a sua companheira, como diz \u201cVelocidade\u201d, j\u00e1 se teria entregue. Mas Sergia- a mulher do \u201cdiabo louro\u201d n\u00e3o consente. \u201cEssa mulher vale mais do que um homem\u201d, confessa Velocidade. Inutilizado, incapaz de lutar, \u201cCorisco\u201d foge amea\u00e7ado de morrer, se tentar amea\u00e7ar o banditismo\u201d. (A TARDE 24\/5\/1940, p.2)<\/p>\n<p>Corisco foi um dos sobreviventes do cerco mortal ao bando de Lampi\u00e3o em 1938. Conhecido pela velocidade na rea\u00e7\u00e3o e na ferocidade dos ataques ganhou o comando de um grupo, pois uma das estrat\u00e9gias de Lampi\u00e3o era combater em v\u00e1rias frentes. Decidiu que ia vingar a morte do chefe matando o homem que o delatou. Mas o massacre que promoveu foi de uma pessoa e de membros da sua fam\u00edlia que n\u00e3o tinham nenhum envolvimento com a dela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><b>Empr\u00e9stimo\u00a0<\/b><\/p>\n<p>Duas d\u00e9cadas depois da publica\u00e7\u00e3o da reportagem sobre a posse de pe\u00e7as pertencentes a Corisco pela pol\u00edcia baiana, A TARDE contou na edi\u00e7\u00e3o de 23 de junho de 1960 que um empr\u00e9stimo para o filme O Cangaceiro, de Lima Barreto, acabou em preju\u00edzo para o Museu Est\u00e1cio de Lima. Nesse acervo estavam as vestes de Lampi\u00e3o e de outros integrantes do seu bando.<\/p>\n<p>\u201cProcurando retratar a vida b\u00e1rbara e Inquieta dos bandoleiros, o cineasta Lima Barreto, al\u00e9m de recolher amplo document\u00e1rio no &#8220;Museu&#8221; sobre os mesmos, tomou por empr\u00e9stimo as vestes usadas por \u201cLampi\u00e3o&#8221; quando rodava o filme &#8220;Cangaceiro&#8221;. At\u00e9 hoje, entretanto, apesar das cartas que lhe foram endere\u00e7adas- essa pe\u00e7a n\u00e3o foi restitu\u00edda, constituindo-se deste modo, em perda irrepar\u00e1vel para aquele museu. Existem, ali, ainda, do bando de &#8220;Lampi\u00e3o&#8221;, os fuzis, punhais, bord\u00e9is, garruchas, cartucheiras e chap\u00e9us usados pelos seus integrantes, bem assim armas de Canudos e cr\u00e2nios, as quais t\u00eam a sua hist\u00f3ria criminal\u201d (A TARDE 23\/6\/1960, p.4).<\/p>\n<div class=\"mw-article-img-box\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.atarde.com.br\/img\/inline\/1200000\/inline_01204511_00.jpg?xid=5538938\" alt=\"Reportagem sobre vestes de Lampi\u00e3o, emprestadas para filme\" \/><\/div>\n<div class=\"mw-image-info\"><span class=\"mw-image-title\">Reportagem sobre vestes de Lampi\u00e3o, emprestadas para filme<\/span><span class=\"mw-image-author\">| \u00a0Foto: Cedoc A TARDE<\/span><\/div>\n<p>O trecho final j\u00e1 sinaliza para outros elementos presentes no acervo: partes de corpos humanos, inclusive as cabe\u00e7as degoladas dos corpos dos cangaceiros.<\/p>\n<p>\u201cNa Se\u00e7\u00e3o de Antropologia Criminal do Museu &#8220;Est\u00e1cio de Lima&#8221;, uma das mais completas cole\u00e7\u00f5es do pa\u00eds se encontram, al\u00e9m de armas e vestimentas de terr\u00edveis cangaceiros, cabe\u00e7as aut\u00eanticas de muitos deles, inclusive as de \u201cLampi\u00e3o&#8221;. &#8220;Maria Bonita&#8221;, \u201cCorisco&#8221;, &#8220;Zabel\u00ea&#8221;, \u201cAzul\u00e3o\u201d e &#8220;Maria&#8221;, bandoleiros que por muitos anos, encheram de terror o nordeste brasileiro. Conservadas e embalsamadas, devidamente protegidas por c\u00fapulas de vidro tamb\u00e9m como acontece com um bra\u00e7o de \u201cCorisco\u201d fraturado e amputado num combate travado no interior do Estado, estas pe\u00e7as s\u00e3o de grande interesse m\u00e9dico-legal estando o dr. Est\u00e1cio de Lima procedendo exame e pesquisas nas mesmas e que ser\u00e3o brevemente publicadas\u201d. (A TARDE, 23\/6\/1960, p.4).<\/p>\n<div id=\"dp-v-par3\" class=\"jba\" data-google-query-id=\"CKOvvsvT5vkCFVYeuQYdXYoPQw\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/21622511100,22666819895\/atarde_multize_6__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<p>No local tinham mais pe\u00e7as que beiravam a surrealidade, como os corpos de pessoas para representar as \u201cra\u00e7as humanas\u201d. Segundo o texto, dezenas de milhares de pessoas visitavam o espa\u00e7o a cada ano.<\/p>\n<p>\u201cCerca de 20.000 pessoas visitam, anualmente, o museu do \u201cNina\u201d, conhecendo suas pe\u00e7as de grande interesse m\u00e9dico-legal, inclusive os esqueletos de um branco, um preto e um mulato, al\u00e9m de um \u201ccafuso\u201d embalsamado, pobre e desconhecido que n\u00e3o tendo lar nem fam\u00edlia, sendo na vida an\u00f4nimo acabou por ser conhecido de milhares de pessoas depois da sua morte\u201d. (A TARDE, 23\/6\/1960, p.3).<\/p>\n<p>As visitas a este espa\u00e7o continuaram por d\u00e9cadas seguintes e abertas a turmas de estudantes. Pode-se imaginar a constru\u00e7\u00e3o de um discurso que misturava pr\u00e1ticas culturais, afinal o acervo tinha tamb\u00e9m pe\u00e7as atribu\u00eddas a grupos ind\u00edgenas e africanos, e a criminologia.\u00a0 Este \u00e9, de certa forma, um exemplo do que foi a constru\u00e7\u00e3o do pensamento da antropologia criminal e da medicina legal na Bahia fortemente influenciada pelo racialismo e seus perigosos desdobramentos como a persist\u00eancia do racismo. No caso dos restos mortais dos cangaceiros, alguns dos seus descendentes batalharam e conseguiram o direito de retir\u00e1-los do local e da inadequada exposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><b>Conex\u00f5es\u00a0<\/b><\/p>\n<p>A composi\u00e7\u00e3o do Museu Est\u00e1cio de Lima est\u00e1 relacionada a um acervo iniciado na Faculdade de Medicina do Terreiro de Jesus em homenagem a Nina Rodrigues (1862-1906), o principal te\u00f3rico da antropologia criminal e da medicina legal na institui\u00e7\u00e3o. Rodrigues fez tamb\u00e9m trabalhos etnogr\u00e1ficos como o que resultou no Animismo Fetichista dos Negros Baianos, um estudo pioneiro sobre os candombl\u00e9s de Salvador, publicado em 1896 em portugu\u00eas e quatro anos depois em franc\u00eas.<\/p>\n<p>A primeira vers\u00e3o do acervo foi instalada no final do s\u00e9culo XIX na Faculdade de Medicina, no pr\u00e9dio localizado no Terreiro de Jesus. Em 1905, um inc\u00eandio no pr\u00e9dio destruiu as cole\u00e7\u00f5es de Nina Rodrigues. Oscar Freire (1882-1923) fez uma tentativa de reorganiza\u00e7\u00e3o do acervo, mas afastou-se do projeto para assumir a implanta\u00e7\u00e3o de uma c\u00e1tedra de medicina legal em S\u00e3o Paulo. Ele morreu em seguida. Est\u00e1cio de Lima (1897-1984) o sucedeu no projeto. Posteriormente, por decreto do governo baiano, o espa\u00e7o passou a se chamar Museu Est\u00e1cio de Lima.<\/p>\n<p>\u201cA exist\u00eancia de tal acervo, contribuiu para refor\u00e7ar e divulgar popularmente, preconceitos e equ\u00edvocos, sobretudo se consideramos a alta popularidade que o museu tinha junto \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. A reuni\u00e3o de objetos relacionados ao candombl\u00e9, ao lado de objetos relacionados ao Canga\u00e7o, crimes contra a economia popular, produ\u00e7\u00e3o, tr\u00e1fico e consumo de entorpecentes e ainda o acervo de Medicina legal, produziu um campo de significados que reuniram todas essas refer\u00eancias a partir da perspectiva da degenera\u00e7\u00e3o, anomalia, corrup\u00e7\u00e3o, criminaliza\u00e7\u00e3o\u201d, analisa\u00a0 Marcelo Cunha, professor do Departamento de Museologia da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e coordenador do Museu Afro-Brasileiro\u00a0 (Mafro-Ufba). Cunha \u00e9 pesquisador e curador do acervo afro religioso do Museu Est\u00e1cio de Lima que, em 2010, ficou sob a responsabilidade do Mafro, inclusive em um processo iniciado com uma reportagem de A TARDE que merece uma edi\u00e7\u00e3o espec\u00edfica dessa coluna.<\/p>\n<p><b>Batalhas\u00a0<\/b><\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 1980, Ordep Serra, doutor em antropologia, professor da Ufba e atualmente presidente da Academia de Letras da Bahia (ALB) denunciou a improced\u00eancia do Museu Est\u00e1cio de Lima por meio de um artigo. \u201cAquilo n\u00e3o pode nem ser chamado de museu, pois n\u00e3o havia sequer sentido nas exposi\u00e7\u00f5es afinal o que tem a ver restos mortais e pe\u00e7as sacras, como as de candombl\u00e9? Era, inclusive, uma esp\u00e9cie de culto \u00e0 morbidez\u201d, avalia. Seu manifesto contra o museu produziu ecos tanto de apoio, como tamb\u00e9m de inc\u00f4modo nos meios acad\u00eamicos, segundo conta. Mas na d\u00e9cada de 1990 ao lado de religiosos de candombl\u00e9 e de associa\u00e7\u00f5es como a Koinonia, um coletivo voltado ao combate \u00e0 intoler\u00e2ncia religiosa, Serra articulou um movimento para a retirada das pe\u00e7as de candombl\u00e9 do espa\u00e7o.<\/p>\n<p>Por meio da Promotoria de Combate ao Racismo que na \u00e9poca tinha como titular Lidivaldo Britto, hoje desembargador do Tribunal de Justi\u00e7a da Bahia (TJ-BA), o Minist\u00e9rio P\u00fablico da Bahia (MP-BA) recomendou que as pe\u00e7as sa\u00edssem das depend\u00eancias do DPT. Elas foram levadas para o Museu da Cidade, \u00f3rg\u00e3o que pertence \u00e0 Prefeitura de Salvador.<\/p>\n<p>Em 2010 o Museu Est\u00e1cio de Lima estava sendo preparado para ser reaberto nas depend\u00eancias do DPT, inclusive com o retorno das pe\u00e7as de candombl\u00e9. Foi esse o conte\u00fado da reportagem de A TARDE publicada naquele ano.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma cadeia de absurdos que, por pouco, n\u00e3o foi retomada. \u00c9 uma indec\u00eancia escandalosa afinal era o pr\u00f3prio estado o autor de uma pedagogia do racismo. A Medicina Legal estuda os dados que permitem apontar as evid\u00eancias de um crime. O que isso tem a ver com a cadeia de eventos que levou algu\u00e9m a se tornar cangaceiro e como o estudo de cr\u00e2nios dessas pessoas poderia comprovar isso? Ou seja, era a perpetua\u00e7\u00e3o e elogio da mem\u00f3ria da aberra\u00e7\u00e3o que foram as teorias lombrosianas, por exemplo, alimentando a brutalidade racista e isso financiado com dinheiro p\u00fablico\u201d, completa Ordep Serra.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o da reportagem de A TARDE em 2010 ocorreu uma articula\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o Pedro Calmon, sob a gest\u00e3o do doutor em hist\u00f3ria Ubiratan Castro de Ara\u00fajo (1948-2013), e da Secretaria de Promo\u00e7\u00e3o da Igualdade Racial (Sepromi) dirigida na \u00e9poca por Luiza Bairros (1953-2016) doutora em sociologia e uma das refer\u00eancias nas lutas contra o racismo. Esta a\u00e7\u00e3o conjunta da Funda\u00e7\u00e3o Pedro Calmon e da Sepromi permitiu que as pe\u00e7as ficassem no Mafro.<\/p>\n<p>Em novos desdobramentos dessa iniciativa j\u00e1 existem provid\u00eancias que afastam o risco de retorno das pe\u00e7as \u00e0 posse da SSP ou de suas unidades.\u00a0 H\u00e1 novos caminhos a ser percorridos para se tentar reparar equ\u00edvocos cometidos em nome da ci\u00eancia.<\/p>\n<p><b>Cleidiana Ramos \u00e9 jornalista e doutora em antropologia<\/b><\/p>\n<\/article>\n<\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reportagens publicadas em 1940 e 1960 registraram como parte desse material foi reunido em acervo<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":396931,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[4,6],"tags":[],"class_list":["post-396930","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/historia-do-cangaco.png","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/396930","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=396930"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/396930\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/396931"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=396930"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=396930"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=396930"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}