{"id":401115,"date":"2022-10-15T10:14:05","date_gmt":"2022-10-15T13:14:05","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=401115"},"modified":"2022-10-15T10:14:05","modified_gmt":"2022-10-15T13:14:05","slug":"polio-ameaca-de-reintroducao-da-doenca-no-brasil-gera-alerta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/polio-ameaca-de-reintroducao-da-doenca-no-brasil-gera-alerta\/","title":{"rendered":"P\u00f3lio: amea\u00e7a de reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a no Brasil gera alerta"},"content":{"rendered":"<header class=\"grid_12 prefix_2\">\n<div class=\"tituloNoticia\">\n<h1 class=\"tituloNoticiaDet\"><\/h1>\n<h2 class=\"subTituloDet\">A doen\u00e7a pode causar paralisia permanente e irrevers\u00edvel, mas \u00e9 considerada uma enfermidade preven\u00edvel por meio da vacina\u00e7\u00e3o, disponibilizada gratuitamente pelo SUS<\/h2>\n<\/div>\n<div class=\"descricaoNoticia\">\n<aside class=\"dataAutor\">Por<strong>\u00a0Tarsila Castro<\/strong><small><\/small><\/aside>\n<\/div>\n<div class=\"spacer40 mobileNao\"><\/div>\n<\/header>\n<div class=\"imgPadrao grid_12 prefix_2\"><a id=\"imgPrincipalNoticia\" title=\"Vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite  - Foto: Foto: Miva Filho\/ SES-PE\" href=\"https:\/\/cdn.folhape.com.br\/img\/pc\/450\/450\/dn_arquivo\/2022\/10\/img-0538_1.jpg\" rel=\"gallery\"><picture><source srcset=\"https:\/\/cdn.folhape.com.br\/img\/pc\/450\/450\/dn_arquivo\/2022\/10\/img-0538_1.jpg\" media=\"(max-width: 940px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/cdn.folhape.com.br\/img\/pc\/1100\/1\/dn_arquivo\/2022\/10\/img-0538_1.jpg\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.folhape.com.br\/img\/pc\/1100\/1\/dn_arquivo\/2022\/10\/img-0538_1.jpg\" alt=\"Vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite\" \/><\/picture><\/a><\/div>\n<div class=\"imgPadrao grid_12 prefix_2\"><small class=\"legendaFoto\">Vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite\u00a0&#8211;\u00a0<em>Foto: Miva Filho\/ SES-PE<\/em><\/small><\/div>\n<div class=\"clear\"><\/div>\n<div class=\"spacer40 mobileNao\"><\/div>\n<article class=\"grid_8 prefix_2 textoArea\">Em 1989, foi registrado, na Para\u00edba, o \u00faltimo caso de poliomielite (paralisia infantil) no Brasil. Em 2022, ap\u00f3s 33 anos,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.folhape.com.br\/noticias\/entenda-por-que-polio-voltou-a-preocupar-o-pais\/242942\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">o risco de reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a no pa\u00eds \u00e9 uma realidade devido \u00e0 baixa cobertura vacinal<\/a>. A doen\u00e7a pode causar paralisia permanente e irrevers\u00edvel, mas \u00e9 considerada uma enfermidade preven\u00edvel por meio da vacina\u00e7\u00e3o, disponibilizada gratuitamente pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS).\u00a0<strong>A meta \u00e9 vacinar 95% de 14,3 milh\u00f5es de crian\u00e7as menores de 5 anos no pa\u00eds<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>O risco da reintrodu\u00e7\u00e3o\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>No final de setembro deste ano, as autoridades sanit\u00e1rias das Am\u00e9ricas aprovaram uma resolu\u00e7\u00e3o para priorizar os planos de mitiga\u00e7\u00e3o da poliomielite, incluindo<strong>\u00a0a\u00e7\u00f5es para aumentar a vacina\u00e7\u00e3o e a vigil\u00e2ncia<\/strong>, e assegurar a prepara\u00e7\u00e3o adequada para um poss\u00edvel surto. Recentemente, a cidade de Nova York, nos Estados Unidos, confirmou a circula\u00e7\u00e3o do v\u00edrus da p\u00f3lio.<\/p>\n<p>O documento foi aprovado por unanimidade pela 30\u00aa Confer\u00eancia Sanit\u00e1ria Pan-Americana da Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana da Sa\u00fade (OPAS), que re\u00fane ministros e outras autoridades sanit\u00e1rias das Am\u00e9ricas a cada cinco anos para determinar as pol\u00edticas gerais da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O m\u00e9dico infectologista, Bruno Ishigami, destaca a\u00a0<strong>import\u00e2ncia da vacina\u00e7\u00e3o para diminuir o risco de reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a<\/strong>.<\/p>\n<p>\u201cComo a cobertura vacinal no Brasil est\u00e1 por volta de 50% torna poss\u00edvel o retorno da poliomielite que \u00e9 uma doen\u00e7a que foi erradicada antes da d\u00e9cada de 1990. A import\u00e2ncia da vacina\u00e7\u00e3o \u00e9 justamente diminuir a chance de a gente ter novos casos da doen\u00e7a que tem um grande agravo que \u00e9 a paralisia infantil, isso gera uma comorbidade absurda na crian\u00e7a e toda a fam\u00edlia fica prejudicada nesse sentido. \u00c9 muito importante a gente refor\u00e7ar a vacina\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou.<\/p>\n<p><strong>Campanha de vacina\u00e7\u00e3o\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Entre os meses de agosto e setembro, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade realizou a\u00a0<strong>Campanha Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o contra a Poliomielite<\/strong>.<\/p>\n<p>Em alguns estados, a campanha foi prorrogada at\u00e9 o final de outubro, como \u00e9 o caso de\u00a0<strong>Pernambuco, que segue com a a\u00e7\u00e3o at\u00e9 o dia 31<\/strong>. No Estado, 538.868 crian\u00e7as de 1 a 4 anos de idade est\u00e3o aptas a receberem a vacina. A meta \u00e9 vacinar 95% do p\u00fablico. At\u00e9 a atualiza\u00e7\u00e3o da sexta (14), 79% das crian\u00e7as foram vacinadas, 70 munic\u00edpios atingiram a meta de 95%, 109 munic\u00edpios est\u00e3o com 94% da cobertura vacinal ou menos, e 5 munic\u00edpios est\u00e3o com 50% ou menos.<\/p>\n<p>De acordo com a superintendente de imuniza\u00e7\u00f5es do Governo do Estado, Ana Catarina de Melo,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.folhape.com.br\/radio-folha\/baixa-adesao-da-campanha-de-vacinacao-contra-a-poliomielite-preocupa\/242857\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">os munic\u00edpios est\u00e3o mobilizados para vacinar o maior n\u00famero de crian\u00e7as<\/a>.<\/p>\n<p>&#8220;A popula\u00e7\u00e3o precisa procurar uma unidade de sa\u00fade o quanto antes, e os munic\u00edpios devem estabelecer estrat\u00e9gias para chegar at\u00e9 a popula\u00e7\u00e3o mais vulner\u00e1vel e com isso garantir uma cobertura vacinal de 95% para todas as crian\u00e7as\u201d, destacou.<\/p>\n<p>Durante a campanha, \u00e9 necess\u00e1rio corrigir uma poss\u00edvel falha vacinal e atualizar a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as.<\/p>\n<p>\u201cQuando n\u00f3s fazemos a campanha, vacinamos crian\u00e7as de 1 a 4 anos de idade. Independente do esquema vacinal essa crian\u00e7a recebe mais uma dose adicional porque a gente precisa corrigir uma poss\u00edvel falha vacinal, atualizar a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o dessas crian\u00e7as, e manter a circula\u00e7\u00e3o do v\u00edrus vacinal para que consigamos proteger as crian\u00e7as que receberam a vacina e as crian\u00e7as que tamb\u00e9m n\u00e3o receberam&#8221;, explicou Ana Catarina.<\/p>\n<p>O esquema vacinal para prote\u00e7\u00e3o contra a poliomielite consiste na aplica\u00e7\u00e3o de tr\u00eas doses da vacina\u00a0<strong>VIP (vacina inativada p\u00f3lio)<\/strong>, aplicada por meio de inje\u00e7\u00e3o, at\u00e9 os 6 meses de vida do beb\u00ea. Al\u00e9m disso, \u00e9 recomendada outras duas doses da vacina at\u00e9 os 4 anos de idade, sendo esta por via oral (<strong>vacina VOP &#8211; vacina p\u00f3lio oral<\/strong>), tamb\u00e9m conhecida como \u201cgotinha\u201d.<\/p>\n<div class=\"dn_noticiasRelacionadas\">\n<div class=\"clear\"><\/div>\n<div class=\"spacer30\"><\/div>\n<\/div>\n<p><strong>O que \u00e9 a poliomielite?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>A poliomielite \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino<\/strong>, o poliov\u00edrus, e que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes e secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca de pacientes. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos.<\/p>\n<p>\u201cA crian\u00e7a vai ter um d\u00e9ficit motor que vai progredindo ao longo do tempo, ent\u00e3o a crian\u00e7a vai deixar de andar, vai come\u00e7ar a ter hipotonia, ou seja, o desenvolvimento muscular da crian\u00e7a vai diminuindo cada vez mais e ela vai perdendo os movimentos. Tamb\u00e9m tem os quadros que v\u00e3o ficando mais graves, como uma crian\u00e7a que n\u00e3o se locomove muito bem, come\u00e7a a ter algum comprometimento da parte men\u00edngea e tem algum dano neurol\u00f3gico mais grave\u201d, destacou a m\u00e9dica pediatra Lizandra Carri\u00e7o.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com a pediatra,\u00a0<strong>os sintomas s\u00e3o parecidos com infec\u00e7\u00f5es virais comuns\u00a0<\/strong>causando dor de cabe\u00e7a, dor de garganta, febre, n\u00e1usea, v\u00f4mitos. Al\u00e9m disso, podem surgir sintomas de uma meningite viral como rigidez de nuca e cefal\u00e9ia. A marca registrada da poliomielite \u00e9 a fraqueza fl\u00e1cida aguda, que geralmente coincide com os sinais e sintomas de meningite viral.<\/p>\n<p>Uma vez diagnosticado com a doen\u00e7a, o paciente segue um tratamento de suporte, para controle da dor e fisioterapia, por\u00e9m, para a\u00a0<strong>p\u00f3lio n\u00e3o existe cura<\/strong>, apenas procedimentos para aliviar as consequ\u00eancias da doen\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Convivendo com as sequelas\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Por volta de 1 ano de idade, em 1975,\u00a0<strong>o auxiliar administrativo Sidney Silva, de 48 anos, teve os primeiros sintomas da poliomielite<\/strong>. A doen\u00e7a veio quando estava dando os primeiros passos e ele\u00a0come\u00e7ou a perder a for\u00e7a dos membros inferiores. Ap\u00f3s v\u00e1rios tratamentos e cirurgias na inf\u00e2ncia,\u00a0<strong>Sidney hoje tem atrofia muscular nas pernas e se locomove atrav\u00e9s de uma cadeira de rodas<\/strong>. Ele trabalha na\u00a0<a href=\"https:\/\/aacd.org.br\/unidades\/recife-pe?gclid=CjwKCAjwkaSaBhA4EiwALBgQaJ7Fyq79l_sm5H8cTeY5VSvk39Deeb1oHtxWCWLZGaJ48g_ACtJJAxoC8JUQAvD_BwE\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Associa\u00e7\u00e3o de Assist\u00eancia \u00e0 Crian\u00e7a Deficiente (AACD)<\/a>\u00a0e \u00e9 paciente da oficina ortop\u00e9dica da entidade.<\/p>\n<p>\u201cHoje eu me encontro numa cadeira de rodas, por\u00e9m at\u00e9 uns dez anos atr\u00e1s eu usava um aparelho, era um aux\u00edlio de muletas e um aparelho tutor que eu me locomovia, caminhando mesmo e facilitava bastante at\u00e9 nos trajetos que eu tinha que fazer que hoje como cadeirante a realidade \u00e9 totalmente outra. Mas eu tive todo um processo de desenvolvimento, acompanhamento m\u00e9dico e familiar para poder hoje\u00a0estar aqui onde eu estou\u201d, explicou.<\/p>\n<div class=\"dn_imagemComLegenda full\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.folhape.com.br\/upload\/dn_arquivo\/2022\/10\/sidney-silva-3.jpg\" alt=\"\" \/><small class=\"dn_legendaImg\">Sidney Silva trabalha como assistente administrativo na AACD Recife. Foto: Arthur Mota\/ Folha de Pernambuco<\/small><\/div>\n<p><strong>Sidney \u00e9 casado h\u00e1 30 anos, tem dois filhos e uma neta de 3 meses<\/strong>. Ele pontua que muitas pessoas t\u00eam o estigma e o preconceito contra pessoas com defici\u00eancia que constituem uma fam\u00edlia.<\/p>\n<p>\u201cMuita gente quando v\u00ea uma pessoa que tem alguma defici\u00eancia que ela vai constituir fam\u00edlia, tem aquela cultura que alguma coisa errada pode sair dali e gra\u00e7as a Deus n\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 dessa forma, n\u00e3o \u00e9 uma coisa que seja contagiosa, que \u00e9 uma coisa passar hereditariamente\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Hoje em dia, Sidney n\u00e3o realiza nenhum tipo de tratamento e recebe \u00f3rteses da AACD. Para ele,\u00a0<strong>\u00e9 importante que os pais levem seus filhos para se vacinarem contra a doen\u00e7a<\/strong>, evitando, assim, a volta da circula\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio no pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u201cEu pe\u00e7o aos pais que procurem uma unidade de sa\u00fade mais pr\u00f3xima, procurem se informar, procure buscar ver no cart\u00e3ozinho de vacina se est\u00e1 tudo em dias e fa\u00e7a a vacina\u00e7\u00e3o. Hoje eu sei que a medicina est\u00e1 muito avan\u00e7ada, mas n\u00e3o h\u00e1 cura para a poliomielite, ent\u00e3o a quest\u00e3o realmente \u00e9 a vacina.\u00a0<strong>Vacinem as crian\u00e7as para que no futuro elas possam realmente viver sem nenhum tipo de problema<\/strong>, sem nenhum tipo de obst\u00e1culo na vida\u201d, disse.<\/p>\n<p><strong>Aos dois anos, em 1972, Roberto Barros come\u00e7ou a sentir febre e dores no corpo<\/strong>. Os m\u00e9dicos e familiares n\u00e3o sabiam o que estava causando aqueles sintomas, mas j\u00e1 era a poliomielite. Hoje, Roberto tem 52 anos, trabalha na empregabilidade da pessoa com defici\u00eancia na parte de cotas do Governo de Pernambuco, e luta pelo\u00a0<strong>direito das pessoas com defici\u00eancia<\/strong>.<\/p>\n<p>\u201c<strong>Eu quase morro por causa da doen\u00e7a<\/strong>. Antes eu era uma crian\u00e7a normal, brincava, tinha fotos naquele cavalinho de antigamente, e depois, nos anos setenta, acabei tendo uma dor e uma febre, ningu\u00e9m sabia o que era e, do nada, paralisou todo o meu corpo. Eu s\u00f3 mexia o pesco\u00e7o e minha m\u00e3e de cria\u00e7\u00e3o, dona No\u00eamia, se preocupou muito e n\u00e3o sabia o que eu tinha. Gra\u00e7as a Deus um m\u00e9dico descobriu o que era e eu comecei a quest\u00e3o do tratamento e foi um foi um per\u00edodo muito dif\u00edcil, porque basicamente eu fiquei de dois at\u00e9 onze anos fazendo tratamentos, cirurgias, e fisioterapia\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Quando conseguiu recuperar parcialmente o movimento das pernas, j\u00e1 utilizando aparelhos para locomo\u00e7\u00e3o, Roberto desejou voltar para os estudos. Na rotina corrida de fisioterapias e cirurgias, ele precisou parar de estudar. \u201cFoi uma luta porque no come\u00e7o eu era levado nos bra\u00e7os pelo meu irm\u00e3o\u201d, disse.<\/p>\n<p>Ao longo de sua trajet\u00f3ria,\u00a0<strong>Roberto se engajou na luta pelos direitos das pessoas com defici\u00eancia<\/strong>.<\/p>\n<p>&#8220;Eu sempre tentei lutar pela quest\u00e3o do direito. Porque como eu sabia que eu era tratado com discrimina\u00e7\u00e3o eu n\u00e3o concordava que as outras pessoas talvez fossem, independente da quest\u00e3o da cor, do sexo, do g\u00eanero. Eu achava uma coisa muito ruim voc\u00ea ser uma pessoa que \u00e9 discriminada e mesmo assim tentar discriminar a outra. E desde essa \u00e9poca eu coloquei uma consci\u00eancia de lutar. Desde essa \u00e9poca a gente vem lutando e\u00a0que eu vivo lutando pela quest\u00e3o de direitos meus e das outras pessoas. Eu digo muito nas palestras que a pessoa com defici\u00eancia quando luta, n\u00e3o luta s\u00f3 por ela, mas por voc\u00ea e por todo mundo, porque amanh\u00e3 a gente n\u00e3o sabe se vai ter defici\u00eancia\u201d, destacou.<\/p>\n<p>Atualmente, Roberto consegue mexer as pernas, sente os membros inferiores, mas n\u00e3o consegue ficar em\u00a0p\u00e9 devido a fraqueza dos m\u00fasculos. Para isso, ele utiliza um aparelho ortop\u00e9dico com uma trava no joelho e muletas para se locomover.\u00a0<strong>O transporte p\u00fablico e as ruas desniveladas das cidades s\u00e3o as principais dificuldades de locomo\u00e7\u00e3o encontradas por ele<\/strong>.<\/p>\n<div class=\"dn_imagemComLegenda full\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.folhape.com.br\/upload\/dn_arquivo\/2022\/10\/roberto-barros-2.jpg\" alt=\"\" \/><small class=\"dn_legendaImg\">Roberto Barros. Foto: Arthur Mota\/ Folha de Pernambuco<\/small><\/div>\n<p>\u201cAntigamente eu conseguia andar um pouco, mas eu n\u00e3o tenho estabilidade e tamb\u00e9m tenho um pouco de fraqueza no bra\u00e7o esquerdo. A dificuldade que encontro no dia a dia vai muito pela quest\u00e3o do transporte. Para mim, que sou uma pessoa pobre, que n\u00e3o sou rico, n\u00e3o tenho carro, ando de \u00f4nibus, o transporte p\u00fablico est\u00e1 muito dif\u00edcil, porque se colocou uma coisa que era boa, essas paradas mais altas, mas a\u00ed os motoristas \u00e0s vezes n\u00e3o respeitam, n\u00e3o entendem que essa quest\u00e3o da parada ser mais alta prejudica se voc\u00ea n\u00e3o para pr\u00f3ximo, podendo causar um acidente\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p><strong>Processo de reabilita\u00e7\u00e3o\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Com centros de reabilita\u00e7\u00e3o no Recife, S\u00e3o Paulo, Osasco, Porto Alegre, Mogi das Cruzes, Uberl\u00e2ndia e Po\u00e7os de Caldas, a AACD \u00e9 uma associa\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos que visa reabilitar e reintegrar \u00e0 sociedade crian\u00e7as, adolescentes e adultos com defici\u00eancia f\u00edsica.\u00a0<strong>No Recife, o espa\u00e7o existe h\u00e1 23 anos<\/strong>.<\/p>\n<p>A fisioterapeuta da entidade, Carolina Paes, trabalha h\u00e1 20 anos na institui\u00e7\u00e3o e detalha o processo de reabilita\u00e7\u00e3o para os adultos que tiveram a poliomielite na inf\u00e2ncia e convivem com as sequelas da doen\u00e7a.<\/p>\n<div class=\"dn_imagemComLegenda full\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.folhape.com.br\/upload\/dn_arquivo\/2022\/10\/carolina-paes-1.jpg\" alt=\"\" \/><small class=\"dn_legendaImg\">A fisioterapeuta\u00a0Carolina Paes\u00a0trabalha h\u00e1 20 anos na AACD Recife. Foto: Arthur Mota\/ Folha de Pernambuco<\/small><\/div>\n<p>\u201cN\u00e3o pegamos nenhum paciente dessa leva antiga de p\u00f3lio, o que a gente tem s\u00e3o pacientes com uma coisa chamada\u00a0<strong>sequela p\u00f3s-p\u00f3lio<\/strong>\u00a0que acontece quando a pessoa tem poliomielite e anos depois desenvolve essa s\u00edndrome que vem acompanhada de dor e perda de mais mobilidade&#8221;, detalhou.<\/p>\n<p>Para aliviar as dores, a fisioterapeuta afirmou que \u00e9 feito um trabalho com alogamento e exerc\u00edcios, al\u00e9m do uso de um tipo de aparelho e de\u00a0alguns equipamentos ortop\u00e9dicos.<\/p>\n<div class=\"dn_imagemComLegenda full\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.folhape.com.br\/upload\/dn_arquivo\/2022\/10\/whatsapp-image-2022-10-14-at-220301.jpeg\" alt=\"\" \/><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<section class=\"bannerBillboardDetalhe\">\n<div id=\"middle\"><\/div>\n<\/section>\n<div class=\"clear\"><\/div>\n<div class=\"spacer30\"><\/div>\n<\/article>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cN\u00e3o pegamos nenhum paciente dessa leva antiga de p\u00f3lio, o que a gente tem s\u00e3o pacientes com uma coisa chamada\u00a0sequela p\u00f3s-p\u00f3lio\u00a0que acontece quando a pessoa tem poliomielite e anos depois desenvolve essa s\u00edndrome que vem acompanhada<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":401116,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[6,12],"tags":[],"class_list":["post-401115","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-municipios","category-saude"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/polio2.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/401115","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=401115"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/401115\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/401116"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=401115"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=401115"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=401115"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}