{"id":40224,"date":"2014-01-23T08:07:57","date_gmt":"2014-01-23T11:07:57","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=40224"},"modified":"2014-01-23T08:07:57","modified_gmt":"2014-01-23T11:07:57","slug":"estudo-afirma-que-cerebro-de-idosos-nao-sofre-declinio-cognitivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/estudo-afirma-que-cerebro-de-idosos-nao-sofre-declinio-cognitivo\/","title":{"rendered":"Estudo afirma que c\u00e9rebro de idosos n\u00e3o sofre decl\u00ednio cognitivo"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-40225\" alt=\"ImageProxy (6)\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/ImageProxy-65-300x167.jpg\" width=\"300\" height=\"167\" \/><\/p>\n<p>Uma nova pesquisa realizada na Alemanha desafia a conhecida no\u00e7\u00e3o de que o c\u00e9rebro humano sofre um decl\u00ednio cognitivo com o passar dos anos. Segundo os autores, o que acontece \u00e9 que uma pessoa idosa armazenou uma quantidade maior de informa\u00e7\u00f5es ao longo da vida, e por isso o c\u00e9rebro leva mais tempo para process\u00e1-las \u2013 mas a sua capacidade permanece igual.<\/p>\n<div><b>CONHE\u00c7A A PESQUISA<\/b><\/p>\n<p><b>T\u00edtulo original:\u00a0<\/b><a href=\"http:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/10.1111\/tops.12078\/full\" target=\"_blank\"><span style=\"color: #cc9900;\">The Myth of Cognitive Decline: Non-Linear Dynamics of Lifelong Learning<\/span><\/a><\/p>\n<p><b>Onde foi divulgada:<\/b>\u00a0peri\u00f3dico\u00a0<em>Topics in Cognitive Science<\/em><\/p>\n<p><b>Quem fez:<\/b>\u00a0Michael Ramscar, Peter Hendrix, Cyrus Shaoul, Petar Milin e Harald Baayen<\/p>\n<p><b>Institui\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/b>Universidade de Tubinga, na Alemanha<\/p>\n<p><b>Resultado:<\/b>\u00a0Os pesquisadores conclu\u00edram que, na idade avan\u00e7ada, o c\u00e9rebro n\u00e3o perde capacidade, mas apenas leva mais tempo para processar toda a informa\u00e7\u00e3o armazenada.<\/div>\n<p>O estudo, publicado no peri\u00f3dico\u00a0<em>Topics in Cognitive Science<\/em>, critica os m\u00e9todos de avalia\u00e7\u00e3o das habilidades cognitivas utilizados nas pesquisas atuais, que mostram a exist\u00eancia de um decl\u00ednio na atividade cerebral. &#8220;O c\u00e9rebro humano trabalha mais devagar na idade avan\u00e7ada, mas apenas porque n\u00f3s armazenamos mais informa\u00e7\u00e3o ao longo do tempo&#8221;, afirma Michael Ramscar, pesquisador da Universidade de Tubinga, na Alemanha, e principal autor do estudo.<\/p>\n<p>Vale uma compara\u00e7\u00e3o com computadores: assim como os humanos, esses sistemas s\u00e3o feitos para absorver certa quantidade de informa\u00e7\u00e3o diariamente. Se os pesquisadores deixam um computador aprender apenas certa quantidade, ele funciona de forma semelhante ao c\u00e9rebro de um jovem. Mas se o mesmo computador for exposto a uma quantidade e informa\u00e7\u00f5es correspondendo \u00e0quela com a qual nos deparamos ao longo de uma vida, seu desempenho ser\u00e1 como o de uma pessoa idosa. A capacidade do sistema n\u00e3o muda, mas uma quantidade maior de dados leva mais tempo para ser processada.<\/p>\n<p>&#8220;Imagine uma pessoa que sabe de cor dois anivers\u00e1rios e sempre os lembra com perfei\u00e7\u00e3o. Voc\u00ea acha que essa pessoa tem uma mem\u00f3ria melhor do que aquela que sabe os anivers\u00e1rios de 2 000 pessoas, mas acerta &#8216;s\u00f3&#8217; nove de dez tentativas?&#8221;, questiona o pesquisador.<\/p>\n<p><strong>Sem esquecimento \u2013<\/strong>\u00a0Realizando testes com computadores, os cientistas perceberam que, para replicar os resultados obtidos com humanos mais velhos, era necess\u00e1rio manter a mesma capacidade de processamento, e acrescentar uma quantidade de palavras no banco de dados t\u00e3o grande quanto um adulto aprende ao longo da vida. Para Ramscar, isso mostra que os conte\u00fados aprendidos n\u00e3o s\u00e3o esquecidos.<\/p>\n<p>Os resultados tamb\u00e9m ajudam a explicar os problemas que pessoas mais velhas costumam ter em se lembrar dos nomes das pessoas. Segundo os autores, existe uma variedade muito maior de nomes atualmente do que h\u00e1 duas gera\u00e7\u00f5es. Essa mudan\u00e7a cultural aumenta a quantidade de nomes que uma pessoa aprende ao longo da vida, de forma que localiz\u00e1-los na mem\u00f3ria se torna mais dif\u00edcil na idade avan\u00e7ada do que costumava ser \u2013 at\u00e9 mesmo para os computadores.<\/p>\n<p>Os pesquisadores concluem que testes cognitivos diferentes s\u00e3o necess\u00e1rios para avaliar pessoas mais velhas, levando em considera\u00e7\u00e3o a natureza e a quantidade de informa\u00e7\u00f5es que seu c\u00e9rebro precisa processar. &#8220;O c\u00e9rebro dos idosos n\u00e3o fica fraco. Pelo contr\u00e1rio, ele apenas sabe mais&#8221;, afirma Ramscar.<\/p>\n<div id=\"ecxfb-recomendar-artigo\"><\/div>\n<p>Fonte: Veja<\/p>\n<div align=\"center\"><span style=\"color: #366092;\"><b><a target=\"_blank\">\u00a0<\/a><\/b><\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma nova pesquisa realizada na Alemanha desafia a conhecida no\u00e7\u00e3o de que o c\u00e9rebro humano sofre um decl\u00ednio cognitivo com o passar dos anos. Segundo os autores, o que acontece \u00e9 que uma pessoa idosa armazenou uma quantidade maior de informa\u00e7\u00f5es ao longo da vida, e por isso o c\u00e9rebro leva mais tempo para process\u00e1-las [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":40225,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[12],"tags":[],"class_list":["post-40224","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saude"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/ImageProxy-65.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40224","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40224"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40224\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/40225"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40224"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40224"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40224"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}