{"id":403083,"date":"2022-11-09T06:04:07","date_gmt":"2022-11-09T09:04:07","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=403083"},"modified":"2022-11-09T06:04:07","modified_gmt":"2022-11-09T09:04:07","slug":"bahia-ate-r-48-milhoes-deixam-de-circular-diariamente-por-falta-de-gas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/bahia-ate-r-48-milhoes-deixam-de-circular-diariamente-por-falta-de-gas\/","title":{"rendered":"Bahia: at\u00e9 R$ 4,8 milh\u00f5es deixam de circular diariamente por falta de g\u00e1s"},"content":{"rendered":"<div class=\"col-xs-12 col-lg-3\">\n<div class=\"noticias-single__meta\">\n<div class=\"noticias-single__author\">\n<div style=\"text-align: justify;\">Maysa Polcri*<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"col-xs-12 col-lg-9\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"noticias-single__image\"><picture class=\"noticias-single__picture\"><source srcset=\"https:\/\/correio-cdn1.cworks.cloud\/fileadmin\/_processed_\/1\/8\/csm__RIM8264_dba0ab1aac.jpg\" media=\"(min-width: 420px)\" \/><img decoding=\"async\" class=\"noticias-single__image-source\" src=\"https:\/\/correio-cdn3.cworks.cloud\/fileadmin\/_processed_\/1\/8\/csm__RIM8264_3686c75eef.jpg\" alt=\"A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 mais cr\u00edtica fora da capital\" \/><\/picture><span class=\"noticias-single__image-caption\">A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 mais cr\u00edtica fora da capital (Foto: Arisson Marinho\/CORREIO)<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"col-xs-12 noticias-single__stick-parent\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12 col-md-7 col-lg-7\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12\">\n<h1 class=\"noticias-single__title noticias-single__title--desktop noticias-single__title--with-image visible visible-lg\" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<div class=\"noticias-single__description visible-lg\" style=\"text-align: justify;\">Revendedoras comercializam em m\u00e9dia 100 unidades do produto por dia<\/div>\n<div class=\"noticias-single__content-area noticias-single__content-area--before-content\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"noticias-single__content is-blocked\">\n<div class=\"noticias-single__content__text js-mediator-article\">\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Quando a not\u00edcia da<a href=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/noticia\/nid\/sem-gas-revendedoras-fecham-em-toda-bahia-por-falta-do-produto\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0falta botij\u00e3o de g\u00e1s de cozinha<\/a>\u00a0chegou aos ouvidos dos consumidores, muitos decidiram correr para tentar garantir o produto em Salvador. O resultado foi revendedoras movimentadas ao longo da ter\u00e7a-feira (8), mas com poucas unidades para venda. O Sindicato dos Revendedores de G\u00e1s da Bahia (SindRevG\u00e1s) estima que 400 lojas tenham fechado no estado. Em m\u00e9dia, cada uma delas comercializa 100 unidades por dia, o que significa que cerca de R$4,8 milh\u00f5es deixam de circular no setor diariamente.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Desde domingo\u00a0(6), o pintor Neidson dos Santos, de 40 anos, sai de casa \u00e0 procura de botij\u00e3o de g\u00e1s e n\u00e3o consegue achar o produto. A alternativa encontrada foi cozinhar com lenha na resid\u00eancia da fam\u00edlia em Pitua\u00e7u. \u201cJ\u00e1 fui em v\u00e1rios lugares e n\u00e3o acho, estou procurando h\u00e1\u00a0dias e estamos tendo que usar o fog\u00e3o de lenha em casa\u201d, diz.<\/p>\n<div class=\"single-publicidade\" style=\"text-align: justify;\">\n<div id=\"minhabahia_300x250_01\"><\/div>\n<\/div>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Neidson dos Santos conversou com a reportagem enquanto checava se a revendedora Imp\u00e9rio do G\u00e1s, em Pitua\u00e7u, tinha o produto. Por\u00e9m, se desde a semana passada o dono da loja n\u00e3o conseguia trabalhar normalmente porque a distribui\u00e7\u00e3o estava reduzida, na ter\u00e7a-feira (8) o estoque ficou zerado. O propriet\u00e1rio Luciano Rodrigues estima que tenha deixado de vender 700 unidades ao longo dos \u00faltimos quatro dias.<\/p>\n<p>O botij\u00e3o de g\u00e1s \u00e9 vendido na Bahia atualmente por R$120 em m\u00e9dia, o que significa que em menos de uma semana, Luciano pode ter deixado de arrecadar R$84 mil. O dono da revendedora lamenta os preju\u00edzos.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>\u00a0\u201cO custo para rodar uma empresa de g\u00e1s \u00e9 muito alto, dispomos aqui de muitos ve\u00edculos. J\u00e1 estamos trabalhando no preju\u00edzo\u201d<\/strong>, lamenta Luciano Rodrigues.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">A causa da escassez \u00e9 uma manuten\u00e7\u00e3o realizada na Refinaria de Mataripe, que abastece a regi\u00e3o. Em nota, a Acelen, empresa que administra a refinaria, informou que nos pr\u00f3ximos dias o cronograma de produ\u00e7\u00e3o deve ser regularizado. O prazo n\u00e3o foi especificado pela empresa que comanda a refinaria desde de dezembro do ano passado, quando houve a privatiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Como o g\u00e1s de cozinha \u00e9 um produto essencial, donos de revendedoras temem\u00a0que o cliente que n\u00e3o encontrar o produto, s\u00f3 procure\u00a0o local novamente em pelo menos dois meses. \u201cA perda do g\u00e1s \u00e9 irrepar\u00e1vel porque quem est\u00e1 em busca do produto, precisa dele naquele momento. Se n\u00e3o encontrar na minha revenda, vai buscar em outra. O cliente que eu n\u00e3o atendi esse m\u00eas, s\u00f3 vai voltar em dois meses\u201d, diz Rosana Mello, propriet\u00e1ria de uma revendedora em Sim\u00f5es Filho.<\/p>\n<p>Outro problema relatado pelos comerciantes \u00e9 que h\u00e1 pelo menos duas semanas as revendas t\u00eam recebido menos g\u00e1s para comercializa\u00e7\u00e3o do que o costume. No s\u00e1bado (5), Walter Nere, dono de uma revendedora em Matatu de Brotas, deveria ter recebido 210 unidades\u00a0para comercializar, mas foram s\u00f3 70. Como vendeu todos, no domingo os clientes que procuravam a loja n\u00e3o encontraram o botij\u00e3o de g\u00e1s.\n<\/p>\n<div class=\"single-publicidade\" style=\"text-align: justify;\">\n<div id=\"internas_300x250_03\"><\/div>\n<\/div>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>\u201cTem cliente vindo da cidade toda, \u00e9 um corre-corre atr\u00e1s de g\u00e1s. Est\u00e1 um verdadeiro caos na cidade\u201d,<\/strong>\u00a0afirma o comerciante.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">O g\u00e1s de cozinha de Tania\u00a0Vasconcellos, moradora do Rio Vermelho, acabou no domingo (7)\u00a0durante o hor\u00e1rio de almo\u00e7o. Sem conseguir encontrar o produto no domingo e nem na segunda-feira, a consultora s\u00f3 recebeu o botij\u00e3o cheio em casa na ter\u00e7a-feira (8). &#8220;Conseguimos comprar hoje cedo, imagino que pela localidade tenha vindo mais r\u00e1pido. Mas o mo\u00e7o da entrega disse que tinham poucas unidades&#8221;, revela.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Interior<\/strong><\/p>\n<div class=\"single-publicidade\" style=\"text-align: justify;\">\n<div id=\"internas_300x250_04\"><\/div>\n<\/div>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Revendedoras de g\u00e1s localizadas em Salvador costumam receber o produto diariamente. Nesta ter\u00e7a-feira (8), alguns caminh\u00f5es chegaram a\u00a0buscar os botij\u00f5es na Refinaria de Mataripe, mas n\u00e3o conseguiram ser abastecidos com a quantidade necess\u00e1ria. Por isso, algumas lojas que venderam o produto no in\u00edcio do dia zeraram o estoque.<\/p>\n<p>Em cidades como Barreiras, Cama\u00e7ari e Sim\u00f5es Filho a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda mais cr\u00edtica. Munic\u00edpios mais distantes recebem carregamentos com maior quantidade de botij\u00e3o de g\u00e1s para realizar o percurso menos vezes. Rob\u00e9rio Souza, presidente do SinRevG\u00e1s, garante que a escassez n\u00e3o possui rela\u00e7\u00e3o com protestos anti-democr\u00e1ticos que acontecem em rodovias do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Ele firma que os produtos t\u00eam chegado ao com\u00e9rcio de forma gradativa, mas garante que os consumidores que ainda estiverem com g\u00e1s em casa, n\u00e3o precisam ir em busca do botij\u00e3o. Somente em Salvador e Regi\u00e3o Metropolitana s\u00e3o vendidos, em m\u00e9dia, 2,5 mil unidades por dia.<\/p>\n<p>Segundo o presidente do Sindicato dos Revendedores, as revendedoras da Ultragaz s\u00e3o as que mais est\u00e3o enfrentando a escassez: \u201cQuatro marcas atuam no estado, mas 60% do mercado est\u00e1 concentrado na Ultragaz, que pela maior demanda, est\u00e1 sofrendo mais\u201d.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Em nota, a Ultragaz informou que est\u00e1 trabalhando na conting\u00eancia log\u00edstica e re\u00fane esfor\u00e7os para garantir o abastecimento. A distribuidora n\u00e3o informou quantas revendedoras est\u00e3o desabastecidas.<\/p>\n<p><strong>Aumento da procura pode refletir nos pre\u00e7os, diz economista<\/strong><\/p>\n<p>Pela lei da oferta e da procura, quanto maior for a busca por um produto, o pre\u00e7o tende a subir. Por isso, o economista Alex Gama, integrante do Conselho de Economia da Bahia (Corecon-BA) e professor da Unifacs, acredita que quando a situa\u00e7\u00e3o se normalizar, o botij\u00e3o de g\u00e1s de cozinha deve ficar ainda mais caro na Bahia.<\/p>\n<p>\u201cNo momento em que h\u00e1 um choque de oferta e a distribuidora n\u00e3o tem como abastecer o com\u00e9rcio local, haver\u00e1 um aumento de pre\u00e7o do produto, acredito que ainda nesta semana\u201d, afirma Alex Gama. Apesar disso, o presidente do Sindicato dos Revendedores nega que o aumento aconte\u00e7a no estado.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o h\u00e1 perspectiva de aumento de pre\u00e7o. \u00c9 importante ressaltar que as refinarias n\u00e3o est\u00e3o permanentemente fechadas, mas que os estoques est\u00e3o acabando de forma r\u00e1pida\u201d, explica Rob\u00e9rio Souza.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Sindicato pretende compra g\u00e1s fora da Bahia<\/strong><\/p>\n<div class=\"single-publicidade\" style=\"text-align: justify;\">\n<div id=\"internas_300x250_05\"><\/div>\n<\/div>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de G\u00e1s Liq\u00fcefeito de Petr\u00f3leo (Sindig\u00e1s) emitiu nota, ontem, \u00a0informando que diante dos problemas com a oferta de GLP pela Refinaria de Mataripe, as distribuidoras associadas \u00e0 entidade se uniram em um esfor\u00e7o para trazer o produto do Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo e Recife.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">A entidade tamb\u00e9m n\u00e3o descarta importar GLP da Argentina e da Bol\u00edvia em cargas rodovi\u00e1rias. Mas, para isso, precisaria utilizar estrutura da Petrobras ou da pr\u00f3pria refinaria comandada pela\u00a0Acelen. &#8220;Tudo para garantir o melhor abastecimento poss\u00edvel&#8221;, diz a nota.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Ainda segundo o Sindig\u00e1s, &#8220;n\u00e3o h\u00e1 raz\u00e3o para uma corrida pela compra do produto, pois o suprimento ser\u00e1 regularizado brevemente. O Sindig\u00e1s alerta que compras antecipadas podem gerar uma sensa\u00e7\u00e3o de escassez, pressionando os pre\u00e7os, o que pode trazer mais danos \u00e0 sociedade&#8221;, finaliza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Correio<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maysa Polcri* A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 mais cr\u00edtica fora da capital (Foto: Arisson Marinho\/CORREIO) Revendedoras comercializam em m\u00e9dia 100 unidades do produto por dia Quando a not\u00edcia da\u00a0falta botij\u00e3o de g\u00e1s de cozinha\u00a0chegou aos ouvidos dos consumidores, muitos decidiram correr para tentar garantir o produto em Salvador. 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