{"id":404143,"date":"2022-11-21T07:16:03","date_gmt":"2022-11-21T10:16:03","guid":{"rendered":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=404143"},"modified":"2022-11-21T07:16:03","modified_gmt":"2022-11-21T10:16:03","slug":"em-salvador-lagoa-do-abaete-pede-socorro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/em-salvador-lagoa-do-abaete-pede-socorro\/","title":{"rendered":"Em Salvador, Lagoa do Abaet\u00e9 pede socorro"},"content":{"rendered":"<header>\n<h1 class=\"title\" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<h2 class=\"description\" style=\"text-align: justify;\">Avan\u00e7o urbano, obras nas dunas e esgoto: entidades e especialistas alertam para riscos \u00e0 paisagem eternizada pela arte<\/h2>\n<div class=\"details-bar\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"author-time\">\n<div class=\"author\">Nara Lacerda<\/div>\n<div class=\"place-and-time\"><\/div>\n<div class=\"place translated-links\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<figure style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"img-container\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images03.brasildefato.com.br\/09a60f77b5886d5b15e55b12e96144e3.jpeg\" alt=\"\" \/><\/div><figcaption>Crian\u00e7as observam avan\u00e7o da cidade nas dunas do Abaet\u00e9 &#8211; \u00a9Thiago Teixeira\/AFP<\/figcaption><\/figure>\n<\/header>\n<div class=\"content\">\n<div class=\"text-content\">\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 milh\u00f5es de anos, o recuo do mar formou \u2013 onde hoje \u00e9 a cidade de Salvador (BA) \u2013 um conjunto de dunas que viria a se tornar s\u00edmbolo da capital baiana e paisagem celebrada e eternizada pela cultura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Lagoa do Abaet\u00e9, no bairro de Itapu\u00e3, \u00e9 a \u00faltima regi\u00e3o\u00a0desse tipo ainda preservada na cidade. Apesar de ser considera uma \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Permanente (APA) desde a d\u00e9cada de 1980,\u00a0ainda hoje sofre os impactos da ocupa\u00e7\u00e3o urbana nos arredores e de interven\u00e7\u00f5es arquitet\u00f4nicas nas pr\u00f3prias dunas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Somente nos \u00faltimos tr\u00eas anos, as pol\u00eamicas envolveram a constru\u00e7\u00e3o de uma esta\u00e7\u00e3o elevat\u00f3ria de esgoto \u00e0s margens da Lagoa, um projeto de urbaniza\u00e7\u00e3o liderado pela prefeitura de Salvador e at\u00e9 uma tentativa de mudar o nome do local para Monte Santo, em refer\u00eancia \u00e0 presen\u00e7a constante de congrega\u00e7\u00f5es evang\u00e9licas que usam o local para cultos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A quest\u00e3o religiosa \u00e9 permeada ainda por manifesta\u00e7\u00f5es de intoler\u00e2ncia contra povos de santo, da umbanda e do candombl\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c\u00c9 um espa\u00e7o poderoso, ancestral. Um espa\u00e7o territorializado de longa data. Antes das pr\u00f3prias popula\u00e7\u00f5es invasoras que vieram (para o Brasil), j\u00e1 havia ali ancestralidades que ocupavam esse espa\u00e7o\u201d, afirma o professor Marco Tomasoni, ge\u00f3grafo da Universidade Federal da Bahia e que comp\u00f5e Conselho Gestor da APA\u00a0Lagoas e Dunas do Abaet\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mestre em antropologia pela Universidade Federal da Bahia, a artista e\u00a0pesquisadora, Clara Domingas, cresceu no bairro de Itapu\u00e3 e ainda jovem percebeu que vivia em um lugar de luta. Hoje ela atua no F\u00f3rum Permanente de Itapu\u00e3\u00a0e no Conselho Gestor da APA Lagoas e Dunas do Abaet\u00e9, resultado da forma\u00e7\u00e3o coletiva que a comunidade proporciona.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A militante relembra o impacto do assassinato do ambientalista Ant\u00f4nio Concei\u00e7\u00e3o Reis, conhecido como Ant\u00f4nio Come Lenha. Ele era presidente do grupo ecol\u00f3gico Nativos de Itapu\u00e3 e, em 2007, foi morto a tiros, \u00e0s 7h30 da manh\u00e3 de uma segunda-feira, em uma emboscada na frente da pr\u00f3pria casa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cComo uma pessoa que teve inf\u00e2ncia aqui e que tem a restinga como essa paisagem constitutiva de base, fundacional e matricial,\u00a0foi impactante ver ruas nascerem. Eu vi essas transforma\u00e7\u00f5es muito r\u00e1pidas. A morte do Come Lenha me chocou. Eu era mocinha e lembro dessa no\u00e7\u00e3o de zona de conflito.\u201d<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\" style=\"text-align: justify;\">Hist\u00f3ria de devasta\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que se conhece popularmente como Lagoa do Abaet\u00e9 \u00e9 uma \u00e1rea de dunas de areia branca, que margeiam uma lagoa de \u00e1gua escura e t\u00eam restingas de grande biodiversidade. Uma parte forma a APA e outra comp\u00f5e o Parque das Dunas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pr\u00f3xima ao aeroporto da Salvador, a regi\u00e3o foi muito impactada pelo pr\u00f3prio terminal, mas tamb\u00e9m por empreendimentos imobili\u00e1rios. Na\u00a0vizinhan\u00e7a da\u00a0lagoa, o crescimento da capital baiana nas \u00faltimas d\u00e9cadas fez se multiplicarem estruturas tur\u00edsticas na orla e comunidades perif\u00e9ricas. A gera\u00e7\u00e3o de esgoto e o uso da \u00e1gua pressionaram os recursos naturais de maneira incalcul\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um artigo publicado em 2020, assinado pelos pesquisadores Diego Idelfonso de Oliveira e Ricardo Galeno Fraga de Ara\u00fajo Pereira (Instituto de Geoci\u00eancias da UFBA), traduz o estrago hist\u00f3rico em n\u00fameros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre os anos de 1976 e 2017 o crescimento de \u00e1reas urbanizadas dentro da APA foi de 1.161%. Houve redu\u00e7\u00e3o de 14% das lagoas, 21% das dunas e 35% da vegeta\u00e7\u00e3o nativa.\u00a0O trabalho analisa o estado de conserva\u00e7\u00e3o da APA Lagoas e Dunas do Abaet\u00e9 com um mapeamento do local e uma avalia\u00e7\u00e3o sobre os conflitos ambientais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora o per\u00edodo de maior expans\u00e3o urbana tenha sido registrado entre 1976 e 1989, com a constru\u00e7\u00e3o do Polo Petroqu\u00edmico de Cama\u00e7ari, a ocupa\u00e7\u00e3o irregular persiste at\u00e9 os dias de hoje. O ritmo de perda dos elementos naturais da \u00e1rea caiu, mas restam apenas pouco mais de 40% de \u00e1rea protegida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA expans\u00e3o urbana come\u00e7ou a entrar nos limites dessa \u00e1rea de prote\u00e7\u00e3o. N\u00e3o s\u00f3 as popula\u00e7\u00f5es de baixa renda, como tamb\u00e9m empreendimentos imobili\u00e1rios grandes, que come\u00e7aram a extrair \u00e1gua do subsolo. O n\u00edvel da lagoa come\u00e7ou a reduzir em fun\u00e7\u00e3o das grandes demandas desses empreendimentos imobili\u00e1rios. Um deles tinha um campo de golfe, que precisava ser irrigado constantemente. Ao mesmo tempo, a lagoa tamb\u00e9m acabou recebendo, em fun\u00e7\u00e3o do processo de urbaniza\u00e7\u00e3o, grandes quantidades de esgoto\u201d, conta o professor Tomasoni.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisadora Clara Domingas conta que essa explos\u00e3o na ocupa\u00e7\u00e3o j\u00e1 causa danos \u00e0 paisagem h\u00e1 d\u00e9cadas. O desequil\u00edbrio altera o solo, a \u00e1gua doce da regi\u00e3o, o mar \u2013 que recebe as \u00e1guas da lagoa \u2013 e at\u00e9 o vento. Ele pode causar o desaparecimento de todas as fontes e at\u00e9 a desertifica\u00e7\u00e3o. O estrago impacta consideravelmente\u00a0modos de vida milenares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEsse sistema de lagoas e dunas, toda a restinga, um sistema que envolve brejos, c\u00f3rregos, vegeta\u00e7\u00e3o, modos de vida e modos culturais de m\u00faltiplas esp\u00e9cies. A Lagoa do Abaet\u00e9 \u00e9 um s\u00edmbolo maior de um sistema todo amea\u00e7ado. Os relatos dos povos antigos e a mem\u00f3ria ambiental das pessoas \u00e9 de ter muitas fontes, muitas baixadas. Essa rica restinga com suas diferentes fisionomias tem sido empobrecida. \u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre as interven\u00e7\u00f5es mais pol\u00eamicas est\u00e1 a recente instala\u00e7\u00e3o de uma esta\u00e7\u00e3o elevat\u00f3ria de esgoto \u00e0s margens da Lagoa do Abaet\u00e9. A obra come\u00e7ou em 2020 e, apesar dos protestos da popula\u00e7\u00e3o, de entidades e personalidades, foi conclu\u00edda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na \u00e9poca o governo da Bahia afirmou que a estrutura tinha autoriza\u00e7\u00e3o do Instituto do Meio Ambiente e Recursos H\u00eddricos (Inema) e que n\u00e3o traria riscos \u00e0 \u00e1rea de prote\u00e7\u00e3o. Mas organiza\u00e7\u00f5es e a popula\u00e7\u00e3o afirmam que o perigo de que os res\u00edduos extravasem \u00e9 real e que nem mesmo o Conselho Gestor da APA foi ouvido no processo de defini\u00e7\u00e3o da obra.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\" style=\"text-align: justify;\">Religiosidade nas dunas<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em setembro passado, a Defensoria P\u00fablica da Uni\u00e3o (DPU) ajuizou uma a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica contra o munic\u00edpio de Salvador e o Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (Iphan).\u00a0A prefeitura da cidade \u00e9 respons\u00e1vel por um projeto de urbaniza\u00e7\u00e3o na Lagoa do Abaet\u00e9. J\u00e1 o Iphan foi cobrado para que agilize a an\u00e1lise do processo de tombamento do local.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com obras em cima das areias das dunas, a proposta da prefeitura j\u00e1 est\u00e1 em andamento. A estrutura ser\u00e1 composta por um pr\u00e9dio para recep\u00e7\u00e3o de visitantes, estacionamento, banheiros e outras edifica\u00e7\u00f5es. Correm boatos na comunidade de que at\u00e9 mesmo um telef\u00e9rico e uma escadaria seriam constru\u00eddos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos \u00faltimos anos, o local vem sendo usado por religi\u00f5es evang\u00e9licas para cultos. Essa presen\u00e7a religiosa inspirou um projeto de mudan\u00e7a do nome do Monte Itapu\u00e3 para Monte Santo, apresentado na C\u00e2mara Municipal. Frente a indigna\u00e7\u00e3o da comunidade, o texto foi retirado de pauta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O planejamento das obras foi apresentado \u00e0 casa em maio pelo ent\u00e3o secret\u00e1rio municipal de Infraestrutura e Obras P\u00fablicas da cidade, Luiz Carlos (Republicanos), pastor da Igreja Universal h\u00e1 mais de vinte anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A presen\u00e7a evang\u00e9lica na Lagoa do Abaet\u00e9 \u00e9 recente, mas a religiosidade e a espiritualidade est\u00e3o no local h\u00e1 s\u00e9culos. Inicialmente por meio de comunidades origin\u00e1rias e, ap\u00f3s a invas\u00e3o portuguesa, pela popula\u00e7\u00e3o negra trazida de maneira for\u00e7ada do continente africano. A diferen\u00e7a \u00e9 que, agora, o processo envolve a desconfigura\u00e7\u00e3o da paisagem original e contribui para a destrui\u00e7\u00e3o da biodiversidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cPara n\u00f3s, das religi\u00f5es de matriz africana, as divindades s\u00f3 sobrevivem se houver essa parceria com o meio ambiente. N\u00f3s sobrevivemos das \u00e1guas, das folhas, da vegeta\u00e7\u00e3o de tudo que o nosso espa\u00e7o sagrado nos oferta. Jamais o povo de religi\u00e3o de matriz africana iria destruir, com suas atividades, o meio ambiente\u201d, ressalta a Ialorix\u00e1 Maria Clara da Silva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela vive na comunidade Nova Bras\u00edlia de Itapu\u00e3 h\u00e1 mais de cinco d\u00e9cadas. M\u00e3e Cacau de Sob\u00f4, como \u00e9 conhecida, \u00e9 filha do terreiro Mina Jeje\u00a0Guerebet\u0101 Gum\u00e9 Sogboad\u00e3. A religiosa refor\u00e7a o car\u00e1ter sagrado do espa\u00e7o e a obrigatoriedade de preserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c\u00c9 por eles, \u00e9 com eles e \u00e9 por conta desses espa\u00e7os que n\u00f3s sobrevivemos. Uma vez que n\u00e3o temos espa\u00e7os sagrados, tamb\u00e9m\u00a0nossas religiosidades n\u00e3o poderiam existir. Em todos esses espa\u00e7\u00f5es sagrados em Salvador, a religi\u00e3o de base foi candomblecista. N\u00e3o havia ainda as religi\u00f5es evang\u00e9licas. O que podemos, infelizmente, concluir, \u00e9 que essas religi\u00f5es come\u00e7aram a partir para cima dos nossos espa\u00e7os sagrados, porque isso faz parte da luta deles para tentar destruir as religi\u00f5es dos povos oriundos de \u00c1frica.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">M\u00e3e Jaciara Ribeiro, do terreiro da na\u00e7\u00e3o Ketu\/Nag\u00f4 Il\u00ea Ax\u00e9 Abass\u00e1 de Ogum, que tamb\u00e9m fica em Itapu\u00e3, explica que a natureza \u00e9 fundamental para o Candombl\u00e9. Ela representa o pr\u00f3prio ax\u00e9, energia sagrada essencial e respons\u00e1vel pela harmonia e pela prosperidade do mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cCada orix\u00e1 tem uma for\u00e7a muito importante da natureza. Oxum os rios, os lagos, as nascentes, as fontes. Oxoss\u00ed as matas, a planta\u00e7\u00e3o, as \u00e1rvores sagradas. Durante esses anos todos, \u00e9 o povo do Candombl\u00e9 que cultua sem impacto ambiental a essas entidades que moram nesses espa\u00e7os. Para n\u00f3s, ver outro segmento religioso cometer o racismo ambiental, o racismo religioso e a degrada\u00e7\u00e3o desses espa\u00e7os \u00e9 muito doloroso.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jaciara \u00e9 filha de Oxum, a orix\u00e1 das \u00e1guas doces muito presente no Abaet\u00e9. Para ela, o Abaet\u00e9\u00a0\u201c\u00e9\u00a0a morada de Oxum, \u00e9 a morada de Oxossi, \u00e9 onde est\u00e1 toda a for\u00e7a do encantamento da ancestralidade que n\u00f3s cultuamos. Em nome de todas as mulheres e homens arrancados na di\u00e1spora da \u00c1frica, chegando aqui em condi\u00e7\u00e3o de escravos, hoje tentamos proteger esse espa\u00e7o. Cuidar, proteger, replantar essa \u00e1rea, de grande import\u00e2ncia para o universo, \u00e9 tamb\u00e9m perpetuar o sagrado.\u201d<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\" style=\"text-align: justify;\">Outro lado<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Prefeitura de Salvador foi procurada para comentar o assunto, mas disse que o tema \u00e9 de responsabilidade do governo estadual, por meio do\u00a0Instituto do Meio Ambiente e Recursos H\u00eddricos (Inema). O \u00f3rg\u00e3o n\u00e3o respondeu aos questionamentos enviados pelo\u00a0<strong>Brasil de Fato<\/strong> por e-mail.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Avan\u00e7o urbano, obras nas dunas e esgoto: entidades e especialistas alertam para riscos \u00e0 paisagem eternizada pela arte<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":404144,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[327,6],"tags":[],"class_list":["post-404143","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-multimidia","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/lagoa-do-abaete.jpeg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/404143","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=404143"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/404143\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/404144"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=404143"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=404143"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=404143"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}